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116 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » MOTOCICLETAS No Brasil a Bajaj assumiu as operações comerciais da KTM, incluindo vendas, marketing, desenvolvimento da rede, serviços e peças. O plano prevê compartilhamento de estruturas administrativas e logísticas para obter ganhos de eficiência, mas cada marca manterá seu posicionamento e sua operação produtiva. A Royal Enfield também prepara uma nova etapa de sua operação brasileira. A fabricante indiana das motos da marca inglesa anunciou unidade própria em Manaus, com início de operação previsto para 2027. Atualmente as motocicletas comercializadas no País são montadas em parceria com a Dafra e com o Grupo Multi. O Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia. A empresa vendeu 35 mil unidades no País em 2025 e estabeleceu a meta de chegar a 50 mil motocicletas no ano que vem. A fabricante, porém, ainda não divulgou o investimento nem a capacidade produtiva da nova planta. A Avelloz também avançou na estruturação de sua operação industrial. A marca de origem pernambucana já ocupa a quinta posição no ranking de emplacamentos, com 28,5 mil unidades e 1,6% de market share até setembro. A empresa iniciou a montagem de motocicletas em Manaus por meio de contrato com a DBS Indústria do Amazonas, que prevê a produção de 40 mil unidades até 2029, inicialmente com a urbana AZ170. Paralelamente prepara uma linha de montagem própria na Capital amazonense, com entrada em operação prevista para dezembro de 2026. Os projetos têm dimensões e objetivos diferentes, mas apontam para uma ampliação da base industrial e comercial do setor. Para as fabricantes a montagem local pode ajudar a estruturar a oferta, ampliar a disponibilidade de produtos e sustentar a expansão das redes de concessionárias. Para Manaus representa a chegada de novas operações e a diversificação dos projetos no polo de duas rodas. A movimentação não se limita à entrada de novas marcas. Fabricantes já instaladas no polo também estão ampliando suas estruturas. A Triumph, por exemplo, prepara a expansão de sua capacidade de produção em Manaus de 15 mil para 30 mil motocicletas por ano, em plano associado ao crescimento do volume e à chegada de novos modelos. A disponibilidade de componentes, a organização das linhas de montagem, a rede de concessionárias e a estrutura de pós-venda também influenciam a capacidade de sustentar o crescimento. Para as novas operações esses fatores serão importantes para transformar a montagem local em presença comercial de longo prazo. DISPUTA POR VALOR AGREGADO O investimento da KTM e da Royal Enfield na ampliação da produção demonstra também como o mercado de motos tem se diversificado nos últimos anos. As motos de baixa cilindrada seguem como o maior segmento, mas as categorias de maior potência ganham importância nas ações das empresas fabricantes. Nos nove primeiros meses de 2026 os modelos de baixa cilindrada responderam por 78,8% da produção nacional, com 1 milhão 290 mil unidades. As motocicletas de média cilindrada somaram quase 303 mil unidades, equivalentes a 18,4% do total. Já a produção dos modelos acima de 450 cm³ de cilindrada cresceu 19,7% sobre o mesmo período de 2025, para 46,5 mil unidades. Divulgação/CFMoto

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