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14 FROM THE TOP » TADEU SILVA, ACREFI Outubro 2026 | AutoData A inadimplência nas carteiras de veículos estacionou em níveis bastante altos: até agosto estava em 6,6% para pessoas físicas e 5,8% para empresas, segundo levantamento do BC. Quais são as causas dessa elevação e quais as perspectivas para os próximos meses? Tivemos um salto significativo na inadimplência, uma alta expressiva na ponta corporativa e das famílias. A causa principal foi a permanência da taxa Selic acima de 12% por um longo período, encarecendo as prestações do estoque de crédito. Outro elemento relevante apurado recentemente foi o desvio de renda das famílias para as apostas eletrônicas, as bets. Muitos tomadores aprovados no crédito comprometeram seu orçamento meses depois nestas plataformas, afetando a capacidade de pagamento de obrigações essenciais. A inflação acumulada também reduziu a renda disponível para pagar as prestações. Para o futuro a evolução da inadimplência dependerá da condução da política econômica e dos ajustes fiscais do novo governo. O dado recente de ligeira queda no endividamento das famílias sinaliza que o indicador pode estar se estabilizando. “ O Marco Legal das Garantias representou um avanço conceitual importante, mas ainda entregou muito pouco do seu potencial devido a entraves de operacionalidade. Defendemos a participação ativa dos Detran para dar escala a este processo, o que reduzirá o risco do crédito e reverterá em queda nas taxas de juros.” Como está o comportamento atual das financeiras na aprovação de crédito para os diferentes tipos de veículos? A dinâmica é uniforme nos diversos segmentos. Todos enfrentam o mesmo cenário de desaceleração econômica e de comprometimento da renda familiar e corporativa. Diante da alta na inadimplência provocada pelos juros elevados as instituições financeiras adotaram critérios de aprovação mais rigorosos e seletivos. Os bancos e financeiras continuam concedendo crédito e mantêm o apetite operacional, porém atuam com cautela redobrada na análise de capacidade financeira dos clientes. O Move Brasil destinou mais de R$ 30 bilhões para financiar caminhões e ônibus a juros subsidiados. Esses recursos foram esgotados. Qual é a sua avaliação sobre a eficácia deste programa? O Move Brasil para veículos pesados foi um caso claro de sucesso no mercado de financiamento, demonstrando que existe demanda reprimida quando o crédito é ofertado em condições competitivas. O programa atendeu muito bem à demanda de empresas na modernização de frotas. A ressalva fica para os

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