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24 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » BALANÇO PRÓXIMO DEGRAU COMEÇA NA CADEIA Independentemente do resultado eleitoral a chegada de fabricantes chinesas exigirá conciliar abertura, competição e desenvolvimento produtivo. Os efeitos industriais das novas operações dependerão da execução e da profundidade de cada projeto. Esse movimento poderá iniciar um novo degrau de desenvolvimento do setor. A disputa estimulará atualização tecnológica, revisão de custos, produtividade e novos produtos. Para que esse avanço alcance toda a indústria, no entanto, será necessário convertê-lo em engenharia, compras locais, qualificação e oportunidades para fornecedores. As perguntas são inevitáveis: quais processos serão incorporados, quais componentes serão produzidos aqui e quais competências permanecerão no Brasil? O critério adotado para respondê- -las têm obrigatoriamente de valer para empresas de todas as origens. Pesquisa realizada pelo Sindipeças mostra claramente a distância entre aproximação e contratação por parte dos novos fabricantes de veículos. Na pesquisa com associadas, 40% das respondentes receberam pedidos de cotação de marcas orientais. Mas deste grupo somente 27% foram nomeadas fornecedoras, o equivalente a aproximadamente 11% do total pesquisado. Ou seja: a oportunidade existe, mas sua conversão em negócios ainda alcança uma parcela limitada das empresas consultadas. Para 2027 o Comitê de Forecast do Sindipeças projeta alta de 4,7% na produção nacional de veículos em 2027. Mas esse avanço potencial não significará crescimento uniforme das autopeças: o benefício dependerá dos modelos produzidos, do conteúdo adquirido localmente e da participação de cada fornecedor nos novos projetos. O início de 2027 também trará uma mudança no custo de determinados regimes de montagem. O cronograma prevê, a partir de janeiro, a retomada do imposto de importação 35% sobre modelos eletrificados desmontados importados em CKD. Os veículos importados montados [CBU] já chegaram à alíquota de 35% em julho de 2026. Esta alteração poderá modificar as contas de localização, mas não eliminará as diferenças de escala, tecnologia, produtividade ou estratégia comercial. A discussão não terminará na tarifa. A política industrial precisará tornar competitivos a produção e o desenvolvimento no Brasil. Proteger uma etapa isolada não assegura integração da cadeia nem conquista de mercados externos. OPORTUNIDADES Exportar será parte importante do possível avanço da indústria. Projetos restritos ao mercado interno ficam mais expostos às oscilações domésticas e à disputa por participação. A integração regional e a busca de outros destinos podem ampliar escala, desde que produtos, custos e condições comerciais permitam competir. Também haverá oportunidades fora do eixo de automóveis e caminhões. As motocicletas chegarão a 2027 com demanda aquecida e novos projetos industriais. A Abraciclo já revisou para 2026 suas estimativas de produção para 2,1 milhões de unidades e de emplacamentos para 2,35 milhões. Em máquinas agrícolas e de construção as perspectivas reforçam outra Reprodução internet

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