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31 AutoData | Outubro 2026 Para o economista as medidas mais contundentes no campo econômico são previstas para 2027, com a definição do quadro político. Já se sabe, porém, que Congresso e Senado serão majoritariamente inclinados à direita e, portanto, favoráveis a aprovar políticas liberais como cortes de gastos públicos. Para Silva, por ora, o Banco Central deve manter a taxa Selic ao redor de 13,25% e reduzir para até 11% em 2027. A inflação deve ficar na faixa de 4,9% a 5% até dezembro e em 4,5% em 2027, enquanto o câmbio oscila de R$ 5,10 em 2026 a R$ 5,30 em 2027. Neste cenário a projeção para o PIB é de alta de 1,9% este ano, caindo para 1,1% no próximo. Na leitura do economista a melhora no ânimo dos empresários virá com políticas de maior austeridade fiscal, tendo como contrapartida a queda do poder aquisitivo: “Poderá ocorrer casos de redução de consumo das famílias, especialmente para aquelas com ganho atrelado a qualquer tipo de programa social”. Silva avalia que a economia brasileira será marcada por mudanças profundas de ajuste fiscal, independentemente de quem seja o presidente da República: “Não tem como manter a trajetória da dívida acelerada e, mais ainda, pagando juros de R$ 1,1 trilhão”. PRESSÃO EXTERNA Tereza Fernandez, consultora econômica da Fenabrave, alerta para um fator externo que poderá sustentar a Selic em patamar atraente aos olhos de investidores financeiros externos: os juros nos Estados Unidos subiram para 4%, a primeira alta desde julho de 2023. Como reflexo os rendimentos dos títulos públicos americanos alcançaram o maior patamar em quase duas décadas. Nos seus cálculos a Selic deverá ficar 13,5% neste ano e de 12,5% a 13% em 2027, -3,3 -3,9 1,8 1,3 1,2 4,6 2,9 2,9 3,4 2,3 1,8 1,4 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026* 2027* PIB em desaceleração (%) * Projeções Focus/BC out/2026 | Fonte: IBGE

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