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43 AutoData | Outubro 2026 complicado toda a produção industrial e isto afeta diretamente as montadoras”. Este ano a projeção da Abeceb aponta queda das vendas de 10% “fundamentalmente pela restrição ao crédito e do poder aquisitivo do salário”, aponta Civetta. Mesmo assim este cenário já representaria uma recuperação com relação ao que aconteceu até agora, com registro de retração do mercado de 24,3%, segundo a Adefa, a associação dos fabricantes de veículos da Argentina. A expectativa é que os últimos três meses possam trazer desempenho um pouco acima da estabilidade com relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo o tamanho da queda das vendas. Para Civetta um fator pode contribuir e outro, dificultar este desempenho: “A taxa de juros está alta, com a referência do Banco Central flutuando de 22% a 25% ao mês, dependendo do tipo de operação bancária. Mas quando você vai pegar crédito para comprar um eletrodoméstico, um fogão, uma geladeira, o que for, as taxas que os bancos oferecem aqui são de 60% ao mês. Então é muito difícil comprar um carro financiado com uma taxa destas”. Já o avanço das marcas de origem chinesa tem movimentado o mercado argentino. Assim como no Brasil os preços mais competitivos do que os modelos das fabricantes locais, inclusive na comparação com os produzidos pelas fábricas brasileiras, encorajam os argentinos a enfrentar os juros exorbitantes. De acordo com a Adefa de janeiro a setembro foram negociados 23 mil 568 veículos eletrificados, a maioria importada da China, o que representou crescimento de 630% sobre igual período de 2025. Segundo prevê Civetta uma das vítimas da expansão chinesa pode ser uma das mais antigas montadoras presentes na Argentina: “A Stellantis tem duas fábricas aqui e uma delas produz modelos da Peugeot, que perdeu 30% do mercado argentino e 30% das suas exportações. Está produzindo menos, pelo menos 30% menos. Neste cenário de avanço acelerado das chinesas é muito difícil que a planta de El Palomar continue”. FUTURO INDUSTRIAL Está claro que o projeto do governo argentino é buscar recursos com os setores primários, que estão concentrados na produção de gás, petróleo e grãos: “Com os preços internacionais em alta a exportação desses recursos naturais é uma importante fonte geradora de dólares, que a Argentina não tem e é isto que o governo quer”. 550 (-10%) 436 (-3,3%) 300 (+6,9%) 560 (+1,8%) 450 (+3,2%) 315 (+5%) 2026 2027 Vendas (mil) Produção (mil) Exportação (mil) 2026 2026 2027 2027 Fonte: Abeceb Projeções Argentina Divulgação/Stellantis

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