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44 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » ARGENTINA “A Renault, neste novo modelo que lançou [a picape Niagara], anunciado com pompa e circunstância, deve ter dezoito ou vinte fornecedores argentinos.” O especialista da Abeceb diz que os fabricantes de peças estão “como loucos e olhando com ceticismo o futuro” porque a Ley de Desarrollo y Fortalecimiento del Autopartismo Argentino, que atua em conjunto com a Ley de Promoción de Inversiones en la Industria Automotriz- -Autopartista, aprovará benefícios econômicos para projetos apresentados até 2027, com execução prevista para até 2029 – “Acreditamos que o governo não renovará esses textos, de modo que o incentivo que existia para comprar autopeças feitas na Argentina pode desaparecer”. OLHAR PARA 2027 Diante de um cenário com muitos desafios o processo de recuperação deve ser lento e doloroso, não apenas para a indústria automotiva na Argentina mas da atividade industrial do país como um todo. De qualquer maneira os números parecem apontar para um discreto crescimento. Com início ainda este ano, mas com subida de produção somente no próximo, a picape Renault Niagara representará um alento para as projeções da indústria argentina, segundo Civetta. Claro que ainda longe de alcançar volumes significativos, mesmo somados com o bom desempenho da picape Ford Ranger no Brasil. Além deles a nova Amarok trará uma reocupação no ritmo produtivo para a fábrica da Volkswagen. A dinâmica da produção de vans da Mercedes-Benz, sob responsabilidade do Grupo Prestige Auto, também é animador. Mas todas estas operações não são capazes nem de elevar sobremaneira a produção local tampouco oferecer grandes volumes para o mercado interno. Para a Abeceb as vendas podem apresentar crescimento de 1,8% sobre o resultado de 2026. A produção deve avançar 3,2% por causa dos novos projetos e as exportações subiriam em torno de 5%. Na avaliação do consultor da Abeceb o governo está resolvendo um problema com o avanço do setor primário que, espera-se, receba novos investimentos externos para a mineração no ano que vem. Mas outros setores que são muito importantes para a população deixam de avançar na atual gestão, como é o caso da construção civil, por meio de investimento direto do governo em infraestrutura, comércio, serviços e indústria. “Temos duas velocidades: setores que estão indo muito bem e outros que estão despencando. Infelizmente a indústria automotiva está no grupo que cai.” Civetta cita a base de fornecimento argentina, que tem perdido sua relevância até mesmo para projetos de produção local. A integração de peças produzidas no país nos novos projetos – como o da Toyota com investimento de US$ 1,3 bilhão para uma inédita picape, ou a nova Volkswagen Amarok – é a menor dos últimos tempos. “ Este novo modelo da Renault, anunciado com pompa e circunstância, deve ter dezoito ou vinte fornecedores argentinos.” Andrés Civetta, Abeceb Arquivo Pessoal

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