50 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » IMPORTAÇÕES e comerciais leves de janeiro a setembro, alta de 95,7%. Deste total, porém, 102 mil foram importados inteiros, em pequena alta de 7,2%. Os outros 85,6 mil saíram de linhas de montagem no Brasil, contra menos de setecentos no mesmo período de 2025. A maioria absoluta desses veículos foi montada pela BYD em Camaçari, BA. O presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, mantém a projeção para o ano: “Manteremos a nossa estimativa de fechamento do ano com a marca de 250 mil unidades emplacadas [pelas empresas associadas], algo próximo de 82% mais com relação às quase 137 mil unidades de 2025”. “O regime CKD veio para ficar, tanto que alguns executivos de empresas tradicionais ameaçam fazer a mesma coisa”, diz Pagliarini. Na sua avaliação um carro montado aqui a partir de um kit chinês, mesmo pagando 35% de imposto, poderá competir com modelos que têm mais de 80% de conteúdo regional. Já a importação de carros prontos passa a depender do preço: “Veículos acessíveis não têm margem de manobra para continuar importados. Por outro lado modelos acima de R$ 300 mil poderão comportar a importação pura, absorvendo o imposto de importação em seus custos”. O risco recai sobre os fornecedores. Para atingir 50% de conteúdo regional bastam de 12% a 15% de compras locais de componentes: “Isso é pouco e significará ainda menos se este conteúdo local for composto de autopeças chinesas se instalando por aqui. As autopeças com produção no Brasil estão tremendamente ameaçadas”, alerta Pagliarini. “Não existe necessidade de aumentar esse conteúdo local se o custo dos componentes chineses continua mais competitivo do que os comprados aqui”. CHINA GANHA CLIENTES PREMIUM A ofensiva chinesa chegou ao andar de cima. Segundo a Bright o mercado premium acumula queda de 8,1% em 2026, com recuo de 21,6% em setembro. Em doze meses as marcas chinesas saíram de 1,3% para abocanhar cerca de 20% deste segmento – e a Denza, marca de luxo do Grupo BYD, liderou o ranking de modelos pelo quarto mês seguido com o SUV B5. A maior perda de participação vem de modelos de marcas generalistas. “Os resultados de vendas dos veículos premium mostram que muitos dos seus clientes estão migrando para veículos chineses, nem sempre premium, mas BAIC apresenta seus planos no Festival Interlagos: 150 concessionárias até o fim de 2027. Lúcia Camargo Nunes
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