51 AutoData | Outubro 2026 por causa de seus conteúdos, tecnologia e eletrificação superiores com preço bastante agressivo”, afirma Pagliarini. “Os clientes que mudaram de um importado premium para um chinês mais equipado, mais tecnológico, mais potente, maior, eletrificado e por preço menor dificilmente vão voltar atrás.” A BMW, que produz em Araquari, SC, resistiu melhor, com cinco modelos colocados na lista dos quinze modelos premium mais vendidos em setembro. Segundo o consultor a marca “reagiu com ajuste de conteúdo, preço e adequação ao cliente”. A fabricação local trouxe complexidade mas “é melhor fazer isto do que perder participação”, avalia Pagliarini. VITRINE DE ESTREANTES CHINESAS A próxima leva de carros chineses já está na porta. Das 32 marcas presentes no Festival Interlagos, realizado de 27 a 30 de agosto, quatro chinesas usaram a exposição no autódromo para anunciar sua entrada no Brasil: BAIC, DFM, IM e Icaur, três delas com intenção declarada de montar no País. A BAIC apresentou o plano mais ousado: lançamento da marca este ano, entrada no Top 10 em 2028 e no Top 5 em 2030, com dez modelos. A operação começa em novembro com o crossover elétrico Arcfox T1, posicionado contra Jeep Avenger e Volkswagen Tera, para atrair o cliente de marca tradicional que ainda não migrou para o elétrico. A meta é chegar a 150 concessionárias abertas até o fim de 2027. O COO Oswaldo Ramos descartou a montagem de kits e prometeu produção completa com nacionalização gradual, nos moldes da GWM em Iracemápolis, SP, com um híbrido flex desenvolvido em parceria com a Bosch para 2028. Sobre seguir apenas importando com 35% de imposto o executivo foi direto: “A conta não fecha”. A Dongfeng, que adota a sigla DFM, prevê onze modelos de três de suas marcas e sessenta lojas, começando pelos elétricos Box e Vigo, ainda sem preço divulgado. “Não estamos testando o mercado”, afirmou Wang Jiong, CEO para as Américas. A empresa não descarta produzir em parceria com Nissan ou Stellantis, sócias da Dongfeng no Exterior. A IM, marca premium do Grupo SAIC, estreia em outubro pela rede da MG com o IM6, SUV cupê elétrico de até cerca de 780 cv. Já a Icaur, do Grupo Chery, prepara o V27, SUV com extensor de autonomia, para até junho de 2027: “É o momento certo para a Icaur entrar no Brasil”, disse Li Tianren, líder da operação. As chinesas já instaladas jogaram por fora. A BYD mostrou em clínicas fechadas a picape compacta híbrida flex Mako, com planos de estampagem e pintura de carroceria em Camaçari, BA, em estágio Geely EX2: compacto elétrico importado compete em faixa de preço mais baixa. BMW: marca premium que melhor resistiu à concorrência de modelos chineses. Divulgação/Geely Divulgação/BMW
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