52 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » IMPORTAÇÕES bastante acima da atual montagem de kits importados semimontados. Também no Festival Interlagos a GWM fez a avant-première do Tank 400, a Jetour exibiu o híbrido plug-in G700, de 905 cv, e a GAC, que prevê produção em Catalão, GO, a partir de 2027, passou a vender em média oitenta veículos por dia após ampliar sua oferta no programa Move Brasil. MUITAS ENTRAM, POUCAS FICARÃO Somados os anúncios de Interlagos projetam cerca de trinta modelos e mais de 250 novas concessionárias nos próximos quatro anos, de marcas que ainda não venderam uma unidade sequer no País. O estudo da K.Lume trata a concentração como cenário provável, com muitas chinesas entrando e poucas vencedoras. Aponta também pós-venda, disponibilidade de peças e valor residual como os testes decisivos. Nenhuma das novas marcas elucidou esses pontos e a produção local apareceu sem cronograma fechado nem investimento declarado. O próximo ano será o primeiro com a alíquota de 35% em vigor de janeiro a dezembro para carros importados montados ou desmontados, mas Pagliarini lembra que a proteção das chinesas já não está nos estoques de carros prontos: “O colchão hoje é dos kits CKD/SKD”, resume. A Bright projeta que, mantidas as regras atuais, as marcas chinesas venderão um terço dos veículos leves no Brasil em 2035. Quanto aos híbridos flex que as montadoras preparam para 2027 o consultor avalia que miram mais as exigências do governo do que a concorrência chinesa: “Estão planejando estes lançamentos para atingir as metas do Mover mais do que para enfrentar os chineses”. Do lado da indústria Igor Calvet garante que a Anfavea não quer fechar o mercado mas combater a assimetria competitiva, com fiscalização dos regimes CKD e SKD. Com os chineses cada vez mais presentes nas concessionárias e linhas de montagem o debate sobre o que é, de fato, um carro nacional promete ganhar força em 2027. Navio da BYD chega ao Brasil: milhares de carros a cada desembarque. Divulgação/BYD
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