61 AutoData | Outubro 2026 exportações de SUVs pequenos para o México”, diz Barros. Para a Anfavea acordos comerciais rápidos são prioridade, afirma Calvet: “Sem essas renegociações rápidas perderemos rapidamente a capacidade de concorrer no mercado externo”. DESAFIOS PARA 2027 Para Barros a inadimplência é o principal ponto de preocupação para o ano que vem: “O maior risco é o endividamento das famílias e a taxa de inadimplência. Isso pode afetar ainda mais o cenário de crédito. Eu acho que esse é o maior risco, disparado”. Para a Anfavea o setor chega a 2027 com três prioridades: a definição rápida das alíquotas da reforma tributária, a equalização das condições da produção nacional com os importados, com reforço da fiscalização para garantir simetria competitiva, e a negociação de acordos comerciais para destravar as exportações. A Fenabrave evita projetar, como justifica Arcélio Jr: “Não temos como prever o cenário para 2027, pois muitas variáveis ainda estão por ser definidas, mas esperamos que a renovação da frota de veículos seja estimulada”. Briganti acrescenta câmbio desfavorável e insegurança regulatória ao momento em que a indústria precisa investir pesado, mas vê na transição tecnológica a possibilidade de um novo ciclo de industrialização no País: “Em 2025 e 2026 as chinesas entraram no mercado e desafiaram as marcas tradicionais. Em 2027 elas começam a brigar também uma com as outras”. Ele completa: “Ao mesmo tempo descobriremos se o mercado brasileiro entrou de fato em um novo patamar de crescimento e se o País terá protagonismo nessa transformação ou será apenas um grande mercado para produtos desenvolvidos lá fora”. Divulgação/Volkswagen
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