60 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » VEÍCULOS LEVES A Mobility Global prevê que a BYD chegue ao terceiro lugar no ranking, logo atrás de Fiat e Volkswagen, e a Chevrolet como a tradicional que mais deve perder espaço. O presidente da Fenabrave pondera que produzir localmente “pode reduzir exposição cambial, logística e dependência de importações, mas não significa, automaticamente, menor custo”. A Anfavea quer equalizar as condições. Segundo Igor Calvet um estudo da entidade, que ainda não foi divulgado, mostra que um elétrico leve produzido no Brasil tem desvantagem de 34 pontos porcentuais com relação a um fabricado na China, só por escala, aço e mão de obra: “Precisamos equalizar as bases para competirmos de forma justa”. As tradicionais já reagem, com lançamento de modelos híbridos flex, novos motores e ciclos de produto mais curtos, caso de Toyota, Stellantis e Volkswagen. Para Briganti “hoje o consumidor compara muito mais. Não basta mais competir apenas pela força da marca”. ELETRIFICAÇÃO COM SOTAQUE BRASILEIRO Para 2027 a Bright projeta que os veículos eletrificados representem cerca de 44% do mercado: 12,5% de elétricos, 12,5% de híbridos plug-in, 8% de híbridos fechados e 11% de híbridos leves. No longo prazo a Mobility Global prevê que os híbridos leves flex mantenham a maior fatia até 2038, suficientes para cumprir a legislação, com elétricos perto de 16% e plug-in em 19%. “Temos uma matriz elétrica extremamente limpa e, ao mesmo tempo, temos o etanol em grande escala. Pouquíssimos países têm estas duas vantagens ao mesmo tempo”, afirma Briganti, para justificar suas projeções. No balcão, segundo a Fenabrave, os híbridos somam 61,8% dos eletrificados emplacados, mas os elétricos puros crescem mais rápido: mais de 211% até setembro, contra 93,4% dos híbridos. “Acreditamos que, conforme a curva de troca for ocorrendo e a infraestrutura de recarga for se consolidando, os elétricos podem evoluir mais”, afirma Arcélio Jr. As barreiras ao elétrico diminuem. Segundo o consultor da Bright o País deve fechar 2026 com 34 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga, e os dados da consultoria mostram que, em veículos de até R$ 170 mil, a depreciação média dos elétricos foi de 7,9%, contra 13,4% dos modelos a combustão. EXPORTAÇÕES EM BAIXA As exportações seguem como ponto fraco da indústria no País. A Anfavea prevê 408 mil veículos leves exportados em 2026, queda de 17,6%. A Mobility Global espera que o mercado argentino, principal destino, chegue a cerca de 590 mil unidades em 2027, ainda longe do quase 1 milhão que já vendeu. “A grande oportunidade que o Brasil tem seriam as “ O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito. Quando algo impacta no preço e nas condições do crédito o mercado responde.” Arcélio Júnior, Fenabrave Divulgação/Fenabrave
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