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68 Outubro 2026 | AutoData Bater recorde de vendas é ótimo, mas isso nunca foi tão pouco decisivo como agora. Quem conquista o cliente primeiro não é, necessariamente, quem ficará com ele. A GWM Brasil conhece bem a vertigem do crescimento. Até setembro, foram 63,4 mil emplacamentos, 133% a mais que em 2025, e entramos no grupo das dez maiores marcas do País. É um resultado que nos enche de orgulho, mas também é onde mora o risco: quando vendas e rede crescem mais rápido que peças, oficina, atendimento e comunicação, a conta chega em imagem, em satisfação e em clientes entregues à concorrência. As novas marcas elevaram a régua do produto: mais tecnologia, conectividade, eletrificação e custo-benefício. Isso é bom para o consumidor e obriga todos a evoluir. Mas muitas competem por volume e tratam o pós-venda como etapa posterior. Produto se alcança em um ciclo; confiança, não. Em 2027, marcas novas vão ocupar Crescer não é o mais importante posições hoje de fabricantes tradicionais, e quem as sustentar ali será quem cuidar do cliente depois da entrega. A eletrificação saiu da fase de promessa. Em maio, os eletrificados já respondiam por quase 20% das vendas de leves, e a fatia dos fabricados aqui saltou de 6% para 39% em um ano. Produzir no Brasil, como fazemos em Iracemápolis (SP), significa fornecedor local, engenharia adaptada ao uso do brasileiro (leia-se flex) e resposta mais curta ao cliente. Nenhuma outra mudança vai alterar tanto o jogo em 2027. A inteligência artificial separará quem a entende de quem apenas a adota. Na engenharia e na logística, rende eficiência; no pós-venda, rende antecipação: prever a falha, a peça e a fila antes da reclamação. Na GWM Brasil, a IA já reduziu em até 75% o tempo de atendimento. O valor não está em automatizar processos, e sim em decidir melhor e responder mais rápido ao consumidor. Por isso, nossa prioridade é pouco glamourosa e muito concreta: preço único de peças em toda a rede, 98% de disponibilidade no centro de distribuição de Cajamar (SP), 91,6% dos diagnósticos complexos resolvidos na oficina e NPS acima de 89. Não são troféus; são o piso para continuar crescendo. Nossa rede vai fechar este ano com 150 concessionárias, e cada ponto novo precisa nascer com técnico treinado, peça na prateleira e padrão de atendimento. Rede que dobra sem isso não amplia a marca, amplia a exposição ao risco. Portanto, o ranking de 2027 será ordenado menos por quem tem maior número de emplacamentos e mais por quem mantiver o cliente depois da primeira revisão. Crescer é fácil; cativar o cliente por dez anos é o futuro do negócio. Divulgação/GWM Diego Fernandes é COO da GMW do Brasil PERSPECTIVAS 2027 » OPINIÃO/GWM

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