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89 AutoData | Outubro 2026 demanda para os fabricantes nacionais de chassis e carrocerias. Neste cenário as perspectivas para 2027 divergem conforme o indicador e as premissas de cada fonte. A Anfavea, que reúne os fabricantes de chassis, revisou para baixo suas estimativas de produção e emplacamentos para 2026. A consultoria BIM³ prevê que os registros de ônibus novos recuem novamente no próximo ano. Já a PSR, Power Systems Research, projeta aumento da produção em 2027, lastreada nas entregas previstas do Programa Caminho da Escola. As projeções têm poucas diferenças e indicam que o mercado de ônibus poderá caminhar de lado em 2027. Também mostram que uma eventual alta da produção não significa, necessariamente, uma recuperação generalizada do setor. O resultado industrial pode melhorar com a execução de encomendas contratadas anteriormente, enquanto os operadores privados continuam limitados pela dificuldade de financiar veículos novos. Por isto a evolução do setor depende tanto do calendário de entregas públicas quanto da retomada das compras de ônibus urbanos e rodoviários. Gregori Boschi, da BIM³, avalia que o mercado enfrenta uma tendência estrutural de pressão sobre a demanda. Para ele a reorganização dos sistemas de transporte, a ampliação de alternativas de mobilidade e a otimização das redes urbanas limitam a necessidade de novos veículos em determinadas operações. Ruben Antônio Bisi, presidente da Fabus, que representa os fabricantes de carrocerias, destaca outro componente: a dificuldade financeira dos operadores, que precisam renovar frotas envelhecidas mas nem sempre conseguem acessar crédito em condições viáveis. Roberto Leoncini, consultor do setor, também vê pouco espaço para crescimento expressivo sem mudanças nas condições econômicas da operação. Já Priscila Spadine, gerente de dados da PSR, identifica uma oportunidade de avanço na produção em 2027, sustentada pelo calendário de entregas de ônibus escolares licitados no Programa Caminho da Escola. As avaliações convergem, porém, em um ponto: a retomada depende de condições de financiamento e de demanda mais previsível. Fonte: Consultorias/Anfavea Projeções ônibus 21 a 23 (-4% a -12%) – 21,5 (-10,2%) 24 a 26 (-8% a -15%) 27 (-4,3%) 24,1 (-14,4%) – – 4,7 (-27,7%) 20 (-5% a -13%) – – 24 a 28 (0% a +16,7%) 31 (+15%) – – – – 2026 2027 Vendas (mil) Produção (mil) Exportação (mil) BIM3 PSR ANFAVEA 2026 2026 2027 2027

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