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99 AutoData | Outubro 2026 PERSPECTIVAS 2027 » OPINIÃO/IVECO A indústria de veículos comerciais chegará a 2027 diante de uma nova régua de competitividade. Tecnologias e matrizes energéticas avançam, enquanto novos players ampliam a concorrência. Crédito, custos e busca por eficiência tornam cada investimento mais estratégico, alterando a lógica do negócio como conhecemos. O produto continuará sendo fundamental, mas já não basta. Para quem vive do transporte, caminhão é ferramenta de trabalho. Precisa rodar, produzir e gerar resultado. Nossa prioridade é integrar produto, serviços, conectividade, pós-venda e soluções financeiras em uma proposta de valor que entregue disponibilidade, eficiência e rentabilidade ao longo da vida útil do veículo. Essa visão vale também para a transição energética. Em um país como o Brasil, não há uma única tecnologia capaz de atender a todas as aplicações no mesmo ritmo. O caminhão do futuro precisa faA nova régua da competitividade zer sentido no presente. O caminho será multienergético. Gás natural, biometano, eletrificação e motores a combustão cada vez mais eficientes poderão conviver, respeitando a missão, a infraestrutura disponível e, principalmente, a viabilidade econômica para o transportador. Outro desafio será viabilizar a renovação da frota. O risco para a operação brasileira em 2027 está na dificuldade de transformar demanda em investimento. Há oportunidades no agronegócio, na infraestrutura e na logística, mas crédito restrito e falta de previsibilidade têm impacto direto na renovação de frotas. A chegada de novas montadoras também elevará a régua. Vejo esse movimento de forma positiva: mais concorrência estimula inovação, amplia as alternativas para o transportador e desafia toda a indústria a evoluir. Mas, em veículos comerciais, não basta colocar um bom caminhão na estrada. É preciso estar ao lado do cliente quando ele precisa. Rede, peças, serviços, engenharia adaptada às condições locais e conhecimento das aplicações fazem parte dessa equação. Esse cenário exigirá inovação com pragmatismo. Novas tecnologias precisam encontrar escala e viabilidade econômica e gerar ganhos reais de eficiência para o transportador. O verdadeiro avanço estará na capacidade de transformar conhecimento, experiência e tecnologia em soluções que façam diferença no dia a dia do cliente. Em 2027, a competitividade será medida pela capacidade de contribuir para que o transportador produza mais, com eficiência, disponibilidade e rentabilidade. Afinal, o melhor caminhão é aquele que continua trabalhando e gerando resultados para quem depende dele. Divulgação/Iveco Marcio Querichelli é presidente da Iveco América Latina

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