São Paulo – A indústria brasileira de pneus comercializou no primeiro trimestre 8,7 milhões de unidades, 7% a menos do que no mesmo período em 2025, 9,4 milhões de unidades. Os dados foram divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos.

Para efeito de comparação de janeiro a março o comércio de pneus importados acumulou crescimento de 58,8%. Desta forma a participação dos pneus nacionais no mercado de reposição ficou em 31% contra 69% dos importados. Em 2019 esta proporção era inversa, citou o presidente da entidade, Rodrigo Navarro:

“A falta de condições isonômicas de concorrência está colocando em risco todo o ecossistema de produção de pneus no Brasil, o que pode levar o País a uma situação de dependência do mercado internacional, com perda de soberania neste estratégico setor”.

De acordo com o relatório da Anip, as vendas de pneus de passeio encolheram 6,8% de janeiro a março, enquanto que os de carga recuaram 7,9% frente ao mesmo período no ano passado. Para motos houve estabilidade. A maior queda foi observada no segmento de reposição, de 8,2%, ao passo que as vendas para montadoras diminuíram 4,6%.

Em continuidade ao trabalho para mudar este quadro a Anip ingressou no MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com pedido de ajuste da alíquota de importação de pneus de passeio de 25% para 35%, a exemplo do que fizeram México e União Europeia.

Em março foi lançado manifesto pela indústria nacional, que conta com o apoio de quarenta organizações e entidades, cujos principais pleitos são maior controle na entrada de importados, fomento à matéria-prima local e estímulo nas compras governamentais e em linhas de financiamento para pneus com conteúdo local significativo.