São Paulo – Aguardada para estrear no País até o fim do ano passado a Leapmotor, parceira da Stellantis para o desenvolvimento, a produção e a venda de veículos eletrificados, desembarcará com carros importados da China, que serão também ofertados no mercado chileno, em 2025. Foi o que informou o presidente da Stellantis na América do Sul, Emanuele Cappellano, durante entrevista coletiva àe imprensa na quinta-feira, 30, sem cravar data em que isto ocorrerá.
“O line up dos veículos Leapmotor que virão ao Brasil já é conhecido de vocês, como o C10 e o B10. Mas nem todos os carros da marca são interessantes para o País, e então traremos apenas os que fizerem sentido. Sobre as tecnologias: haverá diferentes motorizações não haverá, apenas, carros elétricos.”

Cappellano disse que em abril a empresa organizará evento para explorar melhor a presença da Leapmotor no País.
“Quanto à relevância da localização de carros da Leapmotor no Brasil é algo que ainda estamos estudando.”
Sobre a participação da Leapmotor no Salão do Automóvel o executivo afirmou que por enquanto apenas a Stellantis está confirmada: “Quero levar a Leapmotor mas ainda não convenci meus colegas”.
Acerca da mudança das regras da Anfavea, que há uma semana propôs isonomia tanto para marcas que fabricam no Brasil quanto para as que apenas importam modelos, com valores similares e mesma oferta de espaço e sem limitação de número de carros apresentados no Salão do Automóvel, ele avaliou:
“O que acho mais interessante nas discussões sobre as regras do Salão é criar padrões de apresentação das tecnologias dos carros, e não construir castelos. Deixar as montadoras mostrarem suas próprias tecnologias e novidades sem ter de fazer investimentos de forma excessiva em comunicação e que não fazem muito sentido, uma vez que sempre buscamos eficiência”.
Ainda durante a coletiva, sobre a sucessão do ex-CEO da Stellantis, Carlos Tavares, que saiu repentinamente da direção da companhia no fim do ano passado, Cappellani assinalou que até junho deve ser anunciado um sucessor para o cargo — e mais não falou.