São Paulo – A 31ª edição do Salão do Automóvel, que será realizada em novembro no Anhembi, em São Paulo, após ausência de seis anos, já conta com a participação de catorze empresas, segundo informações da Anfavea. Seria preciso a adesão de dez, ao menos, para tornar o evento viável e diante da alta procura a entidade espera que pelo menos vinte empresas estejam presentes.
Foi o que afirmou André Jalonetsky, diretor de comunicação e assuntos institucionais da Anfavea. Embora não divulgue os nomes das empresas confirmadas, disse que a Stellantis, por exemplo, já assegurou presença. Jalonetsky contou que foi justamente a “enorme demanda” que motivou a decisão de estabelecer condições similares de participação tanto a associadas, com operação local, quanto a não associadas, as empresas importadoras.
A polêmica começou quando o presidente da Kia, José Luiz Gandini, afirmou, durante entrevista coletiva à imprensa da Abeifa, representante das importadoras, que estava sendo cobrado delas valor 60% maior, e para um espaço menor, o que inviabilizaria a presença da sua empresa. A Anfavea então convocou, no mesmo dia 21, terça-feira, seu grupo de trabalho do Salão do Automóvel para discutir o cenário, que optou por alterar as regras do jogo, tornando-as isonômicas.
“A partir de agora todas poderão optar pelo espaço maior, de 500 m², antes restritos às associadas da Anfavea. Quem chegar primeiro leva, uma vez que a área é limitada. E também excluímos o limite de cinco carros por marca: poderão expor quantos veículos quiserem e couberem”, assinalou Jalonetsky, ao mencionar que as normas então vigentes datavam de definição anterior, de outubro do ano passado. “A realidade mostra que o bom senso precisa de sintonia. E este é um processo em construção.”
Quanto aos valores cobrados o diretor afirmou que isto fica a cargo da RX, responsável pela organização do evento, escolhida em processo licitatório de 2022. Indicou, no entanto, que devem estar próximos aos estabelecidos pelas empresas associadas. O que favorecerá também companhias que possuem marcas que produzem aqui e outras que importam, caso da Stellantis com a Leap Motor e da Toyota com a Lexus, exemplificou.
“Na semana que vem temos reunião marcada com a ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, para que possamos também expor as mudanças e nossa vontade de oferecer ao público a maior diversidade de modelos e de tecnologias”, disse Jalonetsky. “A ideia é não só apresentar o produto como esclarecer qual se encaixa melhor para que tipo de consumidor.”
Embora o Salão do Automóvel, diferentemente de eventos como Fenatran e Agrishow, não seja uma feira de negócios e, sim, de exposição, existe a expectativa de que as montadoras aproveitem o evento para fechar vendas também na edição deste ano.
A Anfavea aguarda que público de 1 milhão de pessoas passe pelo Anhembi de 21 a 30 de novembro ou de 22 de novembro a 1º de dezembro, o que ainda não foi definido. Na edição anterior, de 2018, foram 800 mil os visitantes.