Zarlenga retorna para investir na cadeia automotiva

São Paulo — Carlos Zarlenga renasceu para o mundo automotivo exatamente 43 dias após ter renunciado à posição de presidente da General Motors para a América do Sul, cargo que ocupou nos últimos cinco anos. Mas engana-se o leitor ao imaginar que ele retornou à liderança de outra fabricante de veículos, ou até para o ramo de autopeças. Zarlenga fundou um escritório de investimentos e operações para adquirir empresas na indústria da transformação, a Qell Latam Partners, ou QLP.

GM divulga plano para dobrar receita e ampliar margens

São Paulo – Até 2030 a General Motors planeja dobrar seu faturamento global com margens mais generosas, gerando mais retorno aos seus acionistas. O planejamento foi divulgado em evento destinado a investidores na quarta-feira, 6, e transmitido online. Nele a CEO Mary Barra disse que “a GM já transformou o mundo antes e fará isso novamente”.

Nissan abre segundo turno e contrata em Resende

São Paulo – Em fevereiro a produção do Complexo Industrial Nissan em Resende, RJ, voltará a operar em dois turnos, após mais de um ano e meio trabalhando em turno único. Para abrir mais um turno de produção a companhia anunciou a contratação de 578 funcionários, que já começam a ser selecionados este mês e passarão por treinamentos até fevereiro.

Anfavea revisa projeções em cenário de escassez de semicondutores

São Paulo – A demanda existiu, e ainda existe, mas não há como a indústria produzir 2 milhões 459 mil veículos em 2021, como a Anfavea projetara em julho, quando corrigiu, para baixo, sua estimativa divulgada no início do ano. A escassez de semicondutores no mercado global atingiu as fabricantes brasileiras com mais força do que o esperado e a entidade precisou novamente, na quarta-feira, 6, divulgar novas expectativas para produção, vendas e exportações para o ano. E, de novo, com números menores.

Produção de ônibus registra pior setembro desde 1996

Segmento que mais sofre com os reflexos da pandemia do novo coronavírus na cadeia automotiva, a produção de ônibus registrou no mês passado o pior desempenho para setembro desde 1996. Saíram das fábricas 1,2 milhão de unidades, volume 20,7% inferior a agosto e 38,8% menor do que no mesmo mês em 2020. O resultado também é o pior desde dezembro do ano passado

Caminhões vivem o melhor momento desde 2014

Apesar do cenário nebuloso devido à falta de chips, caminhões têm situação um pouco diferente por depender menos desses componentes eletrônicos e, ao mesmo tempo, contar com demanda crescente pelos pesados, a fim de atender a expansão de setores como agronegócio, e-commerce e distribuição urbana. Diante do contexto, foram comercializados 95,3 mil exemplares neste ano até setembro, alta de 51,8% em relação a igual período em 2020, que contou com impacto mais forte da pandemia, quando as fábricas ficaram fechadas por até dois meses e meio. É o melhor resultado desde 2014