Fábrica da Mercedes-Benz tem ambulatório especial para covid-19

São Paulo – Ao retornarem ao trabalho em São Bernardo do Campo, SP, os trabalhadores da Mercedes-Benz encontrarão um ambulatório de campanha erguido especificamente para tratar aqueles com sintomas de covid-19. O local disporá de leitos, ventiladores mecânicos e outros equipamentos e cerca de trinta profissionais da área médica para atendimento.

 

Essa estrutura será independente do ambulatório interno, que seguirá operando para outros atendimentos. No retorno os trabalhadores receberão, ainda, cinco máscaras laváveis e reutilizáveis, que agora compõem o EPI obrigatório.

 

O retorno ao trabalho será gradual, como o descreveu o presidente Philipp Schiemer: “Inicialmente metade do pessoal de produção, havendo depois um revezamento. A fim de evitar aglomerações os funcionários de atividades administrativas continuam, na grande maioria, em home office. Queremos todos seguros e protegidos na volta ao trabalho”.

 

Foto: Divulgação.

Mercedes-Benz projeta queda de 35% no mercado de ônibus

São Paulo – Em um passado não tão distante, quando a pandemia de coronavírus, esta sim, parecia algo distante, os fabricantes de ônibus trabalhavam com a possibilidade de fechar 2020 com volume de vendas semelhante ao registrado no ano passado, em torno de 20 mil a 21 mil unidades. Agora, em meio à crise gerada pela covid-19, a expectativa de Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, é de recuo de 35% com relação ao ano passado – e se tudo der certo, ou melhor: se não der mais nada errado.

 

“Essa estimativa de 13 mil a 14 mil unidades em 2020 é enxergando o fim da pandemia”, disse o executivo em teleconferência a jornalistas na quinta-feira, 30. “Um cenário de retorno no fim de junho, começo de agosto. Caso não ocorra nesse período, reveremos esta projeção."

 

Segundo o diretor da Mercedes-Benz o setor está quase parado: há alguma demanda por fretamento, mas os negócios de urbanos e rodoviários estão congelados: “As empresas não estão operando. Este deve ser o contexto dos próximos três meses. Este segundo trimestre será bem difícil”.

 

A produção de chassis em São Bernardo do Campo, SP, retorna na segunda-feira, 11. Há um ou outro pedido para ser atendido, mas a ideia é voltar em ritmo lento – apenas 50% do efetivo da Mercedes-Benz voltará a trabalhar.

 

Mas Barbosa segue com o cronograma de novidades: na quinta-feira, 30, apresentou uma nova configuração do motor OM 457 LA, que alcança 430 cv. Equipará os inéditos chassis O 500 RSD 2443 6×2 e O 500 RSSD 2743 8×2, que trazem, de série, itens de segurança como piloto automático adaptativo e sistema de frenagem de emergência.

 

Outra novidade apresentada foi o O 500 RS com PBT de 19,6 mil quilos, que pode receber carroceria de 14 metros.

 

Barbosa disse que a pandemia provocou outra mudança: o CDC, que ano passado respondeu por mais de 85% das vendas financiadas, passou a ser preterido pelo Finame, que voltou a apresentar taxas mais atrativas: “Os juros do CDC subiram muito. Agora, quando houver novamente negócios, a tendência é que sejam financiados pelo Finame”.

 

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Cadeia de fornecedores encolherá após a crise

São Paulo – A cadeia de fornecedores automotiva ficará menor após a crise, estima Marcelo Martini, gestor da divisão automotiva da Fuchs, multinacional da área de lubrificantes. Alguns vão quebrar, sem condições de suportar todo o tempo parado sem entrar dinheiro em caixa, e há uma tendência de consolidação vertical, com empresas mais sadias financeiramente comprando seus fornecedores e agregando itens novos aos seus portfólios.

 

Martini estima impacto maior na base da cadeia, fornecedores tier 3 e 4. “Eles sofrem mais para manter a operação durante a pandemia”.

 

Quem sobreviver, avalia o executivo, sairá fortalecido da crise. Martini acredita que as empresas que conseguirem incorporar operações estratégicas aos seus negócios terão condições de negociar melhor com as montadoras.

 

"Também existe expectativa de aumento na demanda por componentes nacionais, como uma saída para driblar o aumento dos custos que o dólar já causou nos componentes importados. Alguns não são produzidos por aqui, e nesse caso não existe alternativa, mas os nacionais que concorrem com os que vem de fora poderão ganhar competitividade".

 

Martini disse que os fornecedores com produção de componentes mais específicos, com menos concorrentes, têm mais chances de serem incorporados a outras empresas, enquanto os fabricantes de commodities, por exemplo, sofrerão mais.

 

Para não quebrar durante a crise os fornecedores precisam buscar alternativas para manter seu fluxo de caixa, maior problema do setor: "Eles terão que buscar crédito no mercado. Também deverão usar medidas já anunciadas pelo governo que permitem reduzir a jornada de trabalho e a folha salarial, porque um dos focos nesse momento será diminuir os custos".

 

O executivo também espera mais ajuda de Brasília, como redução de impostos e estímulos ao crédito para ajudar toda a cadeia a superar a crise.

 

No caso da Fuchs, Martini revelou que ainda não foi necessário buscar opções de crédito no mercado. O executivo não acredita que terá problemas caso seja necessário, porque a empresa é multinacional e possui as garantias que os bancos pedem, mas lembrou que as exigências aumentaram porque o risco também subiu. A fábrica da Fuchs, em Barueri, SP, já voltou a operar com 50% de sua capacidade e quadro de funcionários reduzido, seguindo todas as normas de segurança. 

 

Com problemas para manter o fluxo de caixa, os fornecedores também adiarão seus investimentos programados, medida que ajudará a preservar suas operações até que o mercado retome volumes mais relevantes e mostre uma tendência de crescimento forte: "Não tem como aumentar capacidade ou investir em novas tecnologias nesse momento. Não faria sentido". A mesma medida foi tomada pelas montadoras, que suspenderam investimentos e lançamentos

 

O executivo acredita, ainda, que no curto prazo o preço dos veículos subirá, por depender de itens comprados em dólar. Será inevitável: o aumento deverá ser repassado diretamente aos consumidores. O segmento de entrada será o mais afetado porque é o mais sensível ao aumento no preço final.

 

As projeções da Fuchs são de uma lenta recuperação do setor, com o consumo iniciando um ritmo maior a partir do quarto trimestre, mas abaixo dos meses pré-crise, pelo menos, durante 2021 e 2022. O consumo das pessoas deverá cair e quem buscar um financiamento para comprar um veículo, em muitos casos, encontrará o crédito mais caro, mesmo com a taxa básica de juros caindo.

 

A expectativa para a produção é de um volume de 1,8 milhão de automóveis e comerciais leves em 2020, retração de 44% ante projeção de janeiro. Em 2021 a projeção é de 2,2 milhões a 2,3 milhões de automóveis fabricados no País. Para 2022 a produção poderá chegar a 2,5 milhões: "Só para 2024 esperamos um volume em torno de três milhões de automóveis". 

 

Para o PIB desse ano o executivo projeta queda de 4,5% a 5%.

 

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BMW estende paralisação em Manaus

São Paulo — O Grupo BMW prorrogou a paralisação de sua fábrica de motocicletas em Manaus, AM. A retomada da produção está prevista, agora, para 18 de maio — a expectativa inicial era que o retorno se realizasse na segunda-feira, 4.

 

Para esse período de prorrogação os funcionários assinaram acordo de compensação de horas que começará a valer quando a fábrica voltar a produzir. A companhia avisou que a decisão não afetará o abastecimento da rede de concessionárias e nem a entrega de peças.

São José dos Campos terá doze ônibus elétricos BYD

São Paulo – A BYD fornecerá doze ônibus articulados elétricos para o projeto Linha Verde, o principal dedicado à mobilidade em São José dos Campos, SP. O contrato com a Prefeitura foi assinado na quarta-feira, 29, e as obras do corredor verde que ligará as regiões Sul e Leste terão dezoito meses de duração.

 

Nesse período a BYD produzirá os doze veículos em sua fábrica de Campinas, SP, de onde saem os chassis 100% elétricos vendidos no Brasil. Marcello Schneider, diretor da divisão de ônibus da BYD, disse que “é muito importante que as prefeituras entendam a importância e a necessidade de renovação de frota por veículos não poluentes”.

Porsche retomará produção na Alemanha em maio

São Paulo — A Porsche retomará seu processo de produção, na Alemanha, a partir de segunda-feira, 4. A empresa informou que todas as medidas necessárias foram tomadas para garantir a segurança dos empregados, e que a produção será aumentada gradualmente até a capacidade máxima. Os processos adaptados na produção, logística e compras tiveram a aprovação do conselho dos trabalhadores e do departamento de saúde alemão.

Volkswagen Caminhões produzirá máscaras em Resende

São Paulo — A Volkswagen Caminhões e Ônibus doará 2 mil protetores faciais produzidos na fábrica de Resende, RJ, para prefeituras da região. As entregas devem se iniciar na primeira quinzena de maio e se estenderão até junho.

 

A produção do equipamento envolve impressão 3D e fundição a vácuo, o que aumenta a escala de fabricação. De acordo com a companhia o volume de produção poderá chegar a 60 unidades/dia.

 

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Volvo entregou 40 ônibus a Curitiba em 2020

São Paulo — A Volvo informou que neste ano já entregou quarenta unidades de ônibus à Prefeitura de Curitiba, PR, que promoveu renovação da sua frota. Foram seis modelos biarticulados, treze articulados, dezesseis padron e cinco convencionais. Hoje a cidade é o principal mercado de ônibus Volvo.

 

Hoje o sistema de transporte do município transporta 1,2 milhão de pessoas em mais de 14,1 mil viagens diárias. Divididos por 254 linhas, os 1,2 mil ônibus da cidade percorrem média diária 273 mil quilômetros.

 

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Continental prepara retomada da produção para montadoras

São Paulo – No quarto episódio da Webcon AutoData, já no ar, conversamos com Frédéric Sebbagh, presidente e CEO da Continental para a América do Sul. A sistemista, que atua em outros setores além do automotivo, já retomou o fornecimento para as atividades de mineração, óleo e gás. Com essa experiência acumulada nas últimas semanas prepara a retomada da sua produção para as montadoras.

 

Na conversa de 26 minutos, Sebbagh apontou, dentre outros temas, estimativa de retração da produção mundial de veículos – que estava projetada para 84 milhões em 2020 – para de 65 milhões a 70 milhões de unidades.

 

 

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