Fiat mostra a cara da nova Strada

São Paulo – Dias após divulgar a silhueta da nova picape Strada, sem fornecer pormenores, a Fiat revelou, enfim, a cara da nova geração do modelo na noite de terça-feira, 11. Impossível não chamar de mini-Toro, uma versão menor da picape produzida em Goiana, PE, que também é sucesso de vendas – as duas ocupam as primeiras posições no segmento.

 

Chama a atenção o novo logotipo Fiat na grade dianteira: no Argo, Cronos e Mobi ele estava presente apenas na traseira. A grade da dianteira, aliás, lembra mais o Mobi do que o Argo.

 

Grande novidade será a versão com quatro portas, escolhida para revelar as linhas da picape compacta que deverá chegar ao mercado nas próximas semanas, quando a Fiat divulgará preço, especificações técnicas e posicionamento no mercado de um de seus principais lançamentos de 2020.

 

Foto: Divulgação.

Matrizes reduzem envio de socorro às operações brasileiras

São Paulo – A injeção líquida de dinheiro das matrizes em suas subsidiárias brasileiras, do setor automotivo, somou US$ 2,5 bilhões no ano passado, valor 44% inferior ao de 2018. São montantes que representam aumento de participação no capital – ainda foram enviados das matrizes às subsidiárias outros US$ 8,8 bilhões em forma de empréstimo. Os dados foram divulgados pela Anfavea com base em balanço do Banco Central do Brasil.

 

De acordo com o levantamento, os empréstimos recuaram 12% de 2018 para 2019. Houve ainda US$ 6 bilhões em amortizações de financiamentos passados, 10% abaixo do amortizado um ano antes.

 

Com o resultado do ano passado os empréstimos na década somaram US$ 46,8 bilhões. As amortizações realizadas ao longo dos dez anos chegaram a US$ 32,9 bilhões, restando, assim, mais de US$ 13,8 bilhões a serem pagos pelas subsidiárias brasileiras às suas casas matrizes.

 

De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, as matrizes passaram a enviar maiores remessas de recursos a partir de 2013, pico da crise que atingiu o setor automotivo nacional, como forma de socorrer as operações de suas fábricas durante o momento de vendas em queda. Para os próximos anos a tendência é a de que haja austeridade:

 

“Não fossem esses recursos teríamos enfrentado muito mais dificuldades. O esforço serviu para manter os investimentos aqui e preparar as fábricas para a retomada. Nos próximos anos, no entanto, os recursos serão menores. É como se um pai mandasse o filho se virar depois de passar anos emprestando dinheiro”.

 

Os ingressos líquidos, nos últimos dez anos, somaram US$ 29,2 bilhões, a maior parte de 2015 a 2019 – US$ 21,9 bilhões.

 

A remessa de lucros e dividendos em 2019, ainda segundo os dados do Banco Central, chegou a US$ 440 milhões, um valor 36% maior do que o registrado em 2018. Na década o total de lucros enviados pelas subsidiárias brasileiras às matrizes chegou a US$ 18,9 bilhões.

 

O setor automotivo é um dos que mais recorreram aos empréstimos intercompany na última década. Dentre as áreas que compõem o setor industrial, apontaram os dados do BC, a de veículos, reboques e carrocerias representou 13%, a segunda maior fatia, no total de empréstimos realizados nos últimos dez anos, que somaram US$ 363,8 bilhões até o fim de 2019. Ao setor de óleo e gás correspondeu a maior parcela, 33%.

 

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Volvo Cars projeta vender mais de 4 mil eletrificados em 2020

São Paulo – Junto com o trabalho de ampliar as opções de veículos eletrificados em seu portfólio a Volvo Cars tem meta ousada: pretende que quase metade das suas vendas no mercado brasileiro, em 2020, seja modelos híbridos ou elétricos. Não será pouca coisa: fechou 2019 com 8 mil modelos vendidos e projeta vender 10 mil este ano.

 

“Seria um novo recorde”, disse João Oliveira, diretor geral de operações e de inovação da Volvo Cars para o Brasil. O recorde anterior foi registrado justamente no ano passado. “Deste volume, 43% serão modelos eletrificados. São mais de 4 mil veículos híbridos no nosso mix, mantendo nossa intenção de continuar liderando a eletrificação no segmento premium no Brasil”.

 

Nos próximos dias a primeira versão eletrificada do XC40, seu menor SUV no portfólio local, chegará ao mercado com configuração igual ou parecida à topo de linha.

 

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A Volvo Cars também aumentou as opções híbridas dos outros modelos, como o XC90 e o XC60, que tinham apenas a topo de linha eletrificada. Agora possuem três configurações, que se juntam ao S90 e ao S60 híbridos, somando oito opções no mercado:

 

“Com o aumento das versões nós conseguimos atuar em uma faixa de preço bem maior e  atender mais clientes interessados. Percebemos que esse segmento atrai cada vez mais clientes no Brasil e isso nos motiva a avançar cada vez mais na eletrificação do nosso portfólio”.

 

O foco principal da companhia até dezembro do ano que vem será a eletrificação, o que envolve o ousado plano de eletrificar todo o portfólio nesse período: “Até o fim do ano que vem eletrificaremos todos os carros que vendemos no Brasil, em todas as suas versões. Não venderemos mais nenhum veículo com motor só a combustão no País, seguindo uma estratégica global da Volvo”.

 

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BMW X5 híbrido chega importado ao Brasil

São Paulo – A BMW aumentou seu portfólio de veículos eletrificados no País com a chegada do X5 xDrive45e M Sport, que já está nas concessionárias por R$ 456 mil. A versão híbrida é produzida em Spartanburg, Carolina do Sul, Estados Unidos.

 

O modelo é equipado com um motor 3.0 a combustão e outro com bateria de 25 kwh que tem autonomia para até 87 quilômetros rodando somente no modo elétrico. O tempo para carregar 100% da bateria é de seis horas e meia, por meio do Wallbox que cada cliente ganhará na hora da compra.  

 

Roberto Carvalho, diretor comercial da BMW, disse que o modelo chega no momento em que a companhia celebra 25 anos de Brasil: “Começaremos a focar nos próximos 25 anos em um futuro cada vez mais eletrificado”.

 

Foto: Divulgação.

Coronavírus força mais fábricas a parar

São Paulo – A General Motors anunciou que sua fábrica em Bupyeong, próxima a Seul, Coreia do Sul, ficará parada por dois dias por causa do desabastecimento de peças chinesas, mais um reflexo da epidemia do coronavírus. Na semana passada a Hyundai, também na Coreia do Sul, foi obrigada a tomar a mesma decisão, e a Nissan divulgou, na segunda-feira, 10, que precisou parar uma fábrica em Fukuoka, Japão, também por falta de peças.

 

Na unidade que terá as linhas suspensas a GM produz a Chevrolet Trailblazer, exportada para os Estados Unidos. Segundo agências internacionais o governo chinês está pedindo às fábricas que retomem suas atividades. A Honda pretende voltar a produzir em suas três fábricas de Wuhan, região epicentro da epidemia do vírus, a partir da próxima segunda-feira, 17.

Faturamento das autopeças avançou 5% em 2019

São Paulo – O faturamento da indústria de autopeças cresceu 5,6% no ano passado, segundo o Relatório de Pesquisa Conjuntural do Sindipeças. Ficou levemente acima do projetado pela equipe econômica da entidade para o ano – 5,1% de elevação sobre o resultado de 2018.

 

O fornecimento para as montadoras puxou o resultado, com alta de 8,8% no período, embora o Sindipeças ressalte que represente metade do crescimento de 2018 sobre 2017, quando as vendas para o mercado original saltaram 17,4%. O mercado de reposição registrou alta de 6,6% no período e as exportações recuaram 9,2% em reais e 15,8% em dólares. 

 

Segundo a entidade derrubou as exportações a crise argentina, movimento semelhante ao registrado pela indústria automotiva em geral. No caso do crescimento do faturamento o Sindipeças o credita à “continuidade do atendimento da demanda reprimida durante a crise de 2015 e 2016, à redução da taxa básica de juros, à maior oferta de crédito, à ampliação da presença de motoristas por aplicativos, à melhora dos indicadores de confiança e ao menor desemprego”.

 

Apesar do aumento no faturamento o nível de emprego do setor caiu durante o ano: 5,6% menor ao fim de dezembro, comparado com o mesmo mês de 2018, de acordo com o Sindipeças.

 

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Indústria de implementos rodoviários vai à Colômbia

São Paulo – A Anfir, entidade que representa as empresas fabricantes de implementos nacionais, promoverá rodada de negócios em Bogotá, Colômbia, em parceria com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, em 18 e 19 deste mês.

 

O encontro, que será realizado pela terceira vez na Colômbia, faz parte do programa MoveBrazil, desenvolvido pelas duas entidades, e terá a presença de dezenove empresas nacionais: Aspock, Forbal, Frigo King, Hidromas, Ibiporã, Grimaldi, Haldex, Hallco Industries, HC Hornburg, Hyva, Randon, Rodotécnica, Rossetti, Librelato, Rhodoss, Silpa, Fibrasil, Randon-Triel e Thermo Star.

Bridgestone desenvolve sensor para pneus de carros autônomos

São Paulo – A Bridgestone desenvolveu sensor para aplicação em veículos autônomos. O equipamento, segundo a fabricante, estima a carga do eixo da roda e, a partir da medição, estipula a tensão que ocorre quando o pneu entra em contato com o solo e informa ao condutor o nível do desgaste sofrido. “A detecção de um possível problema relacionado a pneus ajuda a garantir que os motoristas e seus veículos possam chegar com segurança aos seus destinos”, informou a empresa por meio de comunicado.

Cresceram produção e exportação na Argentina em janeiro

São Paulo – A produção de veículos na Argentina subiu 42,5% em janeiro, na comparação com o volume produzido no mesmo mês do ano passado. Segundo dados divulgados pela Adefa, saíram das linhas instaladas naquele país 20 mil 683 unidades.

 

É preciso manter cautela na construção dos prognósticos acerca do indicador positivo, segundo Gabriel López, presidente da entidade: “Dado o habitual período de paradas nas fábricas, entendemos que é prematuro fazer projeções até o fechamento do primeiro trimestre”.

 

O balanço da Adefa também indicou crescimento no volume das exportações. No mês passado os embarques somaram 8 mil 691 unidades, resultado que representa alta de 17,5% ante o volume embarcado em janeiro do ano passado. As exportações representaram 42% da produção argentina no mês.

 

Do total exportado 63,6% teve o Brasil como destino: 5 mil 530 unidades foram exportadas ao mercado brasileiro. América Central, Chile, Peru e Colômbia fecham, nessa ordem de volume, o grupo dos cinco principais destinos das exportações argentinas.

 

Nas vendas a concessionários, no entanto, o cenário de queda visto nos últimos meses se manteve. Foram vendidos 14,5% menos veículos à rede em janeiro, vendas que somaram 25 mil 727 unidades.

 

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Shacman ensaia retorno ao Brasil com caminhões a GNL

São Paulo – Até outubro 109 caminhões pesados Shacman X3000 movidos a GNL, gás natural liquefeito, desembarcarão no Brasil por meio da Alliance GNLog. A operadora foi contratada pelo Golar Power Latam, consórcio que explora a distribuição do gás em cidades da região Nordeste, e assumiu a distribuição local dos caminhões chineses, que no passado esteve na mão de outro grupo.

 

Não tem, portanto, relação com a investida da Metro-Shacman no passado, que chegou a anunciar uma fábrica em Tatuí, SP, se associou à Anfavea no auge do mercado de caminhões mas desistiu da investida.

 

A princípio os caminhões rodarão para levar o combustível a uma futura rede que será construída em parceria com municípios do Maranhão, Piauí e Sergipe. Um protocolo de intenções para realizar o projeto será assinado em São Luís, MA, na quinta-feira, 13.

 

Segundo Marcelo Rodrigues, vice-presidente da Golar, algumas unidades dos cavalos mecânicos importados estão em fase de homologação e teste de validação em campo: “Duas unidades, um 6×4 e outro 6×2, já rodaram cinquenta mil quilômetros para que sejam adaptados às condições do território brasileiro”.

 

A Golar planeja investir US$ 100 milhões em estrutura chamada corredor azul, composta por postos de combustíveis, terminais que realizarão operação de regaseificação e outros que funcionarão como bases de distribuição no Nordeste.

 

O valor não envolve, no entanto, a compra dos veículos: o modelo de negócio que será praticado pela Alliance GNLog no Brasil envolvendo os caminhões Shacman será baseado em leasing operacional ou como TaaS, o caminhão como serviço, quando, neste caso, a contratação considera a equação quilômetro rodado-frete.

 

A Alliance GNLog atua como representante da Shacman no País e há dois anos iniciou o trabalho de desenvolvimento e importação dos caminhões equipados com motores da Weichai, fabricante chinesa:

 

“A montadora foi escolhida neste projeto por representar uma das maiores fabricantes de veículos movidos a GNL, sem contar em seu poder de escala de produção que torna o preço final competitivo”, disse à AutoData Ricardo Rezende, diretor-geral da companhia.

 

Nessa provável retomada dos negócios da Shacman no mercado brasileiro existem dois fatores importantes a se considerar em termos de ambiente comercial: o primeiro é a exposição que clientes nacionais terão ao dólar, que nesta segunda-feira, 10, fechou a R$ 4,33.

 

Em tese, o quadro seria desfavorável à empresa uma vez que montadoras instaladas no País, como é o caso da Scania, se preparam para produzir caminhões movidos a um combustível similar ao GNL, no caso, o GNV, o gás natural veicular.

 

O cenário é visto como estratégico às pretensões da montadora e sua representante no Brasil. Por isso a expectativa da Alliance GNLog é a de que o caminhão à GNL seja contemplado pelo regime ex-tarifário governamental, um incentivo que zera o imposto de importação quando não há produção nacional de similares.

 

“As empresas que atuam neste mercado estão buscando incentivos para que se traga esse veículo mais competitivo. O ideal é que seu preço final seja similar a um cavalo mecânico nacional equivalente movido a diesel”, disse Rezende.

 

O assunto veio à tona na entrevista coletiva em que a Anfavea divulgou seu balanço de janeiro, na quinta-feira, 6. A inserção de um caminhão movido a GNL na lista de itens ex-tarifários desagradou à representante das montadoras instaladas aqui: “Somos contra”, disse Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade.

 

Por ora os caminhões deverão chegar a um valor acima do que custa um similar nacional, por isso a Alliance GNLog espera desenvolver mercado por meio do leasing. A empresa também prospecta novos clientes e algumas unidades movidas a GNL estão em testes na operação da Ambev, que tem servido de laboratório para veículos movidos a combustíveis alternativos.

 

Enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus testa o seu elétrico e-Delivery, em operações de distribuição urbana, os veículos Shacman são submetidos a testes de longas distâncias. A cervejaria traçou planejamento de longo-prazo de redução de emissões, e tais veículos e testes têm aderência à sua meta.

 

Caso o tema ex-tarifário não avance em Brasília, DF – uma reunião da Camex para discutir o assunto é esperada para esta semana –, Rezende disse que uma saída alternativa “deverá ser encontrada por meio de negociações lideradas pela própria Shacman e o governo federal”.

 

Ninguém afirma, nem nega, que o Plano B seja produzir ou montar localmente os caminhões a GNL. De qualquer forma o panorama é bom, considerou o executivo. O governo teria interesse em abrir o mercado para promover a chegada de novas tecnologias envolvendo combustíveis alternativos.

 

Houve mudanças recentes no marco regulatório do gás e há interesse do governo em reduzir a dependência que o País tem da importação do óleo diesel. O cenário, inclusive, teria motivado a Golar Power Latam a investir nos denominados corredores azuis.

 

Foto: Divulgação.