Produção de caminhões em janeiro cresce 5%

São Paulo – A produção de caminhões iniciou o ano em crescimento. Segundo dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 6, saíram das linhas instaladas no País 7 mil 169 unidades, volume 5,3% maior do que o registrado em janeiro do ano passado. O resultado positivo, segundo o presidente Luiz Carlos Moraes, mostrou que indústria aposta certo quando afirma que 2020 será um ano de crescimento no setor.

 

Afora o mantra taxa de juros e da baixa inflação controlada, o aumento da produção de caminhões se deve também à renovação de frota e ao efeito Fenatran.

 

“Crédito disponível e perspectiva de uma grande safra, novamente, são fatores que contribuirão para o fechamento de negócios envolvendo caminhões.”

 

O cenário coincide com o observado ao longo do ano passado, que ficou marcado pela força dos negócios envolvendo caminhões pesados na sustenção das vendas. Este ano, por outro lado, há uma diferença: “Devemos contar com um aumento importante das vendas de semipesados por causa das demandas da construção civil”.

 

As exportações de caminhões 71% maiores em janeiro também refletiram no crescimento da produção no mês.

 

Do total produzido em janeiro 3 mil 513 unidades correspondem ao modelos pesados, volume 12% maior do que o registrado em janeiro de 2019. No caso dos semipesados 1 mil 989 unidades foram produzidas no período, 10% a mais.

 

Houve quedas nos volumes de produção nos modelos médios, leves e semileves em janeiro. Saíram das linhas 204 unidades de médios, 37% a menos, 1 mil 423 unidades de leves, 3% a menos, e quarenta unidades de semileves, volume 44% menor do que o produzido em janeiro do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Média diária de vendas em janeiro ficou abaixo de 9 mil unidades

São Paulo – A média diária de vendas em janeiro foi de 8 mil 795 veículos, volume bem abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 9 mil 514 veículos por dia. As vendas no mês somaram 193,5 mil unidades, sendo o pior janeiro desde 2018 e com queda de 3,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 26,3% ante dezembro, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 6. O presidente Luiz Carlos Moraes considerou o volume abaixo do esperado:

 

“As novas placas do Mercosul entraram em vigor no fim do mês passado, mas o sistema apresentou problemas e, por isso, não foi possível emplacar um bom volume de veículos que já estavam vendidos e que ajudariam no volume de janeiro, sendo que o Estado mais afetado foi São Paulo, que corresponde pelo maior volume de vendas. Se estivesse tudo funcionando normalmente as vendas ficariam acima das 200 mil unidades”.

 

O executivo disse que no começo de fevereiro o sistema já está operando normalmente e a média de emplacamentos no mês está variando de 12 mil a 13 mil unidades por dia, reflexo do atraso no mês passado.

 

O nível dos estoques está adequado para atender ao mercado, de acordo com a Anfavea, com 184,5 mil veículos nos pátios das concessionárias e 89 mil nas fábricas, suficientes para 43 dias de vendas.

 

Fotos: Divulgação.

Cenário externo ajuda a derrubar exportações

São Paulo – As exportações de veículos começaram o ano com queda de 20%, em volume, na comparação com o primeiro mês de 2019. Segundo dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 6, os embarques somaram 20 mil unidades no mês passado, ante as 25 mil de um ano antes.

 

O cenário não é nem um pouco animador para as vendas externas: além da já conhecida crise na Argentina, principal cliente dos carros produzidos no Brasil – no ano passado respondeu por quase metade dos veículos leves embarcados – outros mercados importantes, como México e Chile, passam por um período de retração. Do total exportado no ano passado, de acordo com a Anfavea, 17% tiveram como destino o México e 8% o Chile. Ou seja, os destinos responsáveis por 75% das exportações de veículos brasileira estão com queda nas vendas.

 

Não é a única razão obviamente. O movimento natural seria buscar outros mercados – o que está sendo feito: a Colômbia, no ano passado, comprou muitos carros brasileiros e foi o terceiro principal destino, com 12% dos embarques de 2019. Mas a falta de competitividade da indústria nacional impede voos mais altos.

 

“Estamos muitos preocupados com a exportação do Brasil”, disse Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. “E não só do setor automotivo: no ano passado tivemos queda no saldo da balança comercial e no fluxo de mercadorias negociadas. Nosso comércio exterior é muito concentrado em grãos, petróleo e minério. Precisamos aumentar as exportações de produtos manufaturados.”

 

As queixas são as mesmas que já vêm de outros meses: elevada carga tributária – de cada US$ 100 exportados em automóveis, US$ 12 são impostos – e ineficiência logística. A Anfavea segue negociando com o governo possíveis soluções para a questão, mas as conversas se arrastam por quase um ano ainda sem efeitos positivos.

 

Ao contrário: a projeção para 2020 é de nova queda, de 11%, no volume exportado. Seriam 381 mil unidades. Pouco para quem almeja exportar, ao menos, 1 milhão de veículos por ano.

 

Foto: Portos do Paraná/Divulgação.

Montadoras acompanham impacto do coronavírus na produção

São Paulo – O acompanhamento é diário: funcionários dos departamentos de logística das fabricantes de veículos monitoram os estoques e as peças em trânsito da China ao Brasil para avaliar possíveis impactos das paradas das fábricas em Wuhan, por causa do coronavírus, na produção local. O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou que “até agora não foram detectados problemas”, mas existe a preocupação.

 

No caso de peças importadas da China, disse Moraes, o planejamento usual é manter estoques em níveis altos, para evitar qualquer imprevisto: “Vai de caso a caso, da estratégia de cada montadora, do tipo de peça, mas chega a três, quatro meses”, afirmou em coletiva à imprensa na quinta-feira, 6, em São Paulo. “O monitoramento tem que ser feito em toda a cadeia”.

 

Embora a reportagem de AutoData tenha apurado que existem fábricas de veículos no Brasil que abastecem suas linhas com algumas peças de Wuham é nos degraus mais baixos que os alertas estão mais acesos. Há fornecedores tier 2, tier 3 e tier 4 que compram peças da China. O presidente disse que os departamentos de logística conseguem mapear toda a cadeia: “Por enquanto não há risco. Não temos como precisar quando pode virar um problema, mas até agora a situação está sob controle”.

 

Na Coreia do Sul a Hyundai precisou interromper a produção por alguns dias. O caso, ali, é diferente, pois a proximidade com a China não requer níveis elevados de estoque – é quase just in time. De todo modo fabricantes com unidades produtivas em outros países buscam ampliar a produção de peças similares às fabricadas em Wuhan.

 

Em 2011 um terremoto seguido de tsunami no Japão afetou a produção global de veículos. Algumas fábricas atingidas pelo terremoto deixaram de produzir por algumas semanas e componentes eletrônicos, produzidos exclusivamente em determinadas linhas, deixaram de chegar a diversas montadoras. A indústria aprendeu uma lição na ocasião: não deve concentrar toda a produção global em apenas um local.

 

Janeiro – A produção de veículos caiu 3,9% no primeiro mês do ano, para 191,4 mil unidades. Acompanhou a trajetória descendente do mercado doméstico e das exportações. Nada preocupante, de acordo com Moraes: muitas fábricas concederam uma ou duas semanas de férias no mês passado, o que ajudou a reduzir os números de veículos produzidos.

 

A Anfavea mantém a projeção divulgada no mês passado de alta de 7,3% no volume produzido em 2020, para 3,2 milhões de veículos.

 

Foto: Divulgação.

Setor de máquinas agrícolas começa o ano em queda

São Paulo – O setor de máquinas agrícolas e de infraestrura rodoviária começou o ano com as vendas em queda, com 2,5 mil unidades comercializadas em janeiro, retração de 5,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 25,2% com relação a dezembro, de acordo com números divulgados pela Anfavea, associação que representa os fabricantes nacionais, na quinta-feira, 6.

 

Segundo o presidente Luiz Carlos Moraes os meses de dezembro e janeiro costumam ser mais fracos: “É um período sazonal desse setor e esse volume menor já era esperado no começo do ano”. O executivo também disse que no primeiro mês do ano as máquinas rodoviárias tiveram impacto positivo sobre as vendas, com a maior demanda sendo puxada pelo setor de infraestrutura. A expectativa é de que ganhe força ao longo do ano.

 

Das linhas de produção saíram 2 mil 452 máquinas em janeiro, volume 15,6% menor ante igual período de 2019 e alta de 7,2% com relação a dezembro. O presidente da Anfavea disse que a queda na comparação com o mesmo mês do ano passado foi causada pelos mesmos motivos que afetaram as vendas, o período sazonal do setor no qual a demanda por máquinas e equipamentos costuma ser menor.

 

As exportações de máquinas em janeiro somaram 546 unidades, volume bem abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, 740 unidades, resultando em queda de 26,2%. Na comparação com dezembro a queda é ainda maior, 42,6%, e Moraes disse que, neste caso, o setor enfrenta dois problemas: o custo Brasil, que afeta todo o setor automotivo, e a menor demanda de alguns países que são abastecidos com máquinas nacionais.

 

Foto: Divulgação.

Brasil é o segundo maior mercado da Volvo

São Paulo – O mercado brasileiro encerrou 2019 como o segundo principal mercado da Volvo no mundo. O faturamento da companhia aqui cresceu 13% na comparação com o registrado em 2018, chegando a R$ 9,3 bilhões. O foco no País é oportuno à medida que os principais mercados vizinhos enfrentam retração, como Argentina e Chile.

 

No ano passado a empresa chegou a dezembro como líder no segmento de pesados, com 14 mil 505 caminhões da categoria emplacados. O volume representa crescimento de 58% sobre o volume vendido em 2019. Somando-se os modelos semipesados da sua oferta o volume de vendas total chega a 16 mil 844 unidades, também 58% a mais.

 

Para 2020 as projeções da companhia indicam crescimento de 15% nas vendas de caminhões acima de 16 toneladas, e cenário de estabilidade nas vendas de ônibus em função do período eleitoral, o que acaba refletindo nas vendas de ônibus do tipo urbano aos municípios.

 

Foto: Divulgação.

Volvo investirá R$ 1 bilhão até 2023

São Paulo – A Volvo anunciou na quarta-feira, 5, investimento de R$ 1 bilhão na sua operação no Brasil até 2023. O recurso será aplicado, principalmente, na modernização da fábrica de Curitiba, PR, com a inserção de tecnologias digitais da indústria 4.0, na expansão da rede de concessionárias e no desenvolvimento de novos produtos.

 

Dentre eles, segundo o presidente Wílson Lirmann, estão os motores Euro 6 para atender à legislação do Conama, que entrará em vigor a partir de 2022 para novas homologações e em 2023 para todos os caminhões produzidos no Brasil:

 

“Precisamos adaptar a fábrica ao Euro 6 e trazer novas tecnologias, desenvolver novos produtos aqui. Nas férias coletivas concedidas este ano, de dezembro a janeiro, as primeiras modificações na fábrica já foram feitas”.

 

O executivo evitou comentar a respeito da chegada de novos modelos de caminhões ou ônibus produzidos aqui. No entanto citou que o Brasil  “está inserido na jornada de eletrificação” promovida pela matriz, e que o investimento anunciado “contempla iniciativas nesse sentido”.

 

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O investimento anunciado para o atual ciclo é similar ao realizado pela empresa no último ciclo, de 2017 a 2019. Lirmann contou que a manutenção do nível de investimento significa que a companhia aposta no Brasil, apesar de fatores que considerou ser pontos de atenção:

 

“Temos uma operação madura que precisa ser aprimorada para atender novas demandas, por isto teremos um investimento grande que proporcionará isso. A diferença de um ciclo para outro é que, naquele de 2017, tínhamos de nos ajustar para sair da crise. Agora miramos o futuro após registrar crescimento em 2019 nas vendas”.

 

O mercado interno parece ser o foco da montadora do ponto de vista do planejamento comercial traçado para os próximos anos. Há expectativa em torno do aumento da safra de grãos e prováveis reflexos nas vendas de caminhões pesados. Demandas do setor construção também animam a companhia.

 

A Volvo, ainda, rezou o mantra cada vez mais recorrente no setor quando se fala em vetores de novos negócios em 2020: controle da inflação, baixa taxa de juros e consequente aumento do consumo das famílias.

 

Fatores externos, como o coronavírus e sua possível repercussão na economia global e as tensões nos mercados chinês e estadunidense preocupam a Volvo e estão no radar do board da companhia. Mas, segundo Lirmann, os olhares da empresa estão direcionados para a resolução de problemas relacionados diretamente ao Brasil:

 

“Há assuntos externos importantes, mas precisamos focar na melhoria da competitividade do País. Cuidando das questões internas criamos um cenário de proteção às questões externas que possam influenciar o mercado brasileiro”.

 

Foto: Divulgação.

Renault divulga fotos do novo Duster

São Paulo – A Renault divulgou as primeiras fotos do Duster, seu SUV compacto lançado em 2011 que passa por grande remodelação visual e mecânica, embora seja montado sobre a mesma plataforma. O modelo segue as linhas da versão europeia, vendida com logotipo Dacia, apresentada em 2017.

 

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À época do seu lançamento, quando rivalizava apenas com o Ford EcoSport, o Duster chegou a liderar as vendas de SUV. O segmento, um dos que mais crescem e, naturalmente, um dos mais disputados do mercado, ganhou diversos competidores nos últimos anos. Em 2019 o Duster foi o nono SUV mais vendido no País, com 26 mil unidades licenciadas.

 

Fotos: Divulgação.

Vendas na Colômbia cresceram 3% no ano passado

São Paulo – As vendas de veículos na Colômbia cresceram 2,7% no ano passado na comparação com 2018, com 263,6 mil unidades comercializadas, segundo dados divulgados pela Andemos, Associação Nacional de Mobilidade Sustentável. Avaliando o desempenho por segmento todos cresceram com exceção do de automóveis, que somou 126,8 mil unidades, queda de 3,5%.

 

Do total comercializado 68,5 mil veículos foram produzidos na Colômbia e os demais importados. O México foi o principal fornecedor, com 43,7 mil unidades, volume 9,5% menor do que o do ano anterior. O Brasil foi o segundo maior exportador, somando 42,1 mil veículos, alta de 66,7% na comparação com os embarques de 2018.

 

Na lista dos principais mercados que exportam para a Colômbia a Coreia do Sul ficou na terceira posição, com 24,5 mil veículos, retração de 6,5% com relação a 2018. A Europa aparece na quarta colocação com 21,5 mil veículos embarcados.

 

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BNDES busca retomar participação do Finame em caminhões

São Paulo – Com o aumento da participação do CDC, crédito direto ao consumidor, nos financiamentos de caminhões no País, o BNDES iniciou uma espécie de ofensiva para reconquistar espaço com o Finame, que anos atrás era o principal produto financeiro aplicado na aquisição de veículos comerciais.

 

A instituição estabeleceu no ano passado, via circular, que grandes empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões anuais também podem acessar a TFB, a taxa fixa BNDES, no financiamento de caminhões. Anteriormente, em 2018, o recurso era restrito às pequenas e médias empresas e o banco financiava 80% do valor do ativo.

 

Com a extensão às grandes empresas o valor financiado também foi alterado: saltou de 80% do valor total do veículo para, dependendo do perfil do comprador, 100% do valor total.

 

Ruy Meirelles, presidente do Volvo Financial Services, disse na quarta-feira, 5, que a TFB produziu reflexos diretos nas vendas de caminhões a partir das mudanças realizadas no ano passado:

 

“Não é um subsídio, como foi no passado, mas uma forma competitiva que o banco encontrou para poder voltar a ter espaço nos financiamentos. As taxas são tão interessantes quanto a dos bancos de varejo e torna-se uma opção a mais de produto bancário, que aumenta as possibilidades de se fechar um negócio”.

 

A TFB, na qual a variação do IPCA é pré-fixada, elimina a variação da taxa de juros ao longo do seu financiamento, o que garante previsibilidade do custo do empréstimo. Ou seja: quando o negócio é fechado utiliza-se a taxa Selic do dia em todas as parcelas do financiamento.

 

Segundo consta no site da BNDES com a TFB “é possível prever todo o fluxo de pagamento da empresa” e fica sob responsabilidade do banco “arcar com os riscos decorrentes das variações da inflação”.

 

Foto: Divulgação.