Em abril a média diária superou 11 mil unidades

São Paulo – A média diária de licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em abril alcançou 11 mil 44 unidades, segundo a Anfavea. Manteve o ritmo superior a 11 mil veículos já registrado em março, quando o índice somou 11 mil 8 veículos.

 

No mês passado os licenciamentos chegaram a 231,9 mil unidades, expansão de 6,7% na comparação com mesmo mês do ano passado. Com relação a março o crescimento das vendas chegou a 10,9%.  

 

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No acumulado foram registrados 839,5 mil licenciamentos, crescimento de 10,1% ante igual período do ano passado. Para o presidente Luiz Carlos Moraes o ritmo de vendas no período mostra que o País segue na rota da recuperação para retomar volume registrado antes da crise.

 

Os estoques fecharam o mês com volume suficiente para quarenta dias de vendas — um dia a menos com relação a um mês antes. Para o presidente da Anfavea o volume é estável e está de acordo com o planejamento das montadoras para atender ao mercado. O nível de postos de trabalho ficou em 130 mil 154 vagas, queda de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Venda de ônibus cresce 73% até abril

São Paulo – As vendas de ônibus nos primeiros quatro meses do ano chegaram a 6 mil 395 unidades, alta de 73,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados pela Anfavea, na terça-feira, 7. Em abril foram comercializadas 1 mil 711 unidades, expansão de 85,2% ante igual período de 2018 e de 7,9% com relação ao mês anterior.

 

A produção acumulada somou 8 mil 914 chassis de ônibus, queda de 12,5% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2018. Em abril foram produzidas 2 mil 798 unidades, retração de 15,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e crescimento de 67,4% ante março passado.

 

Assim como em outros setores da indústria automotiva a exportação de ônibus caiu 18,3% até abril, com 2 mil 643 unidades vendidas para outros países. Em abril foram exportados 563 veículos, queda de 26,2% com relação ao mesmo período do ano passado e de 44,9% na comparação com março.

 

Foto: Divulgação.

Falta de financiamento derruba produção de máquinas

São Paulo – A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 15,3 mil unidades no primeiro quadrimestre do ano, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados pela Anfavea, na terça-feira, 7. De acordo com o presidente Luiz Carlos Moraes a queda na produção reflete a indecisão e a escassez de crédito disponível nas linhas de financiamento do BNDES: “Por causa da falta de crédito alguns negócios estão represados, tornando a produção menor”.

 

Em abril foram produzidas 4,5 mil unidades, volume estável na comparação com o mês anterior e queda de 10% com relação a abril de 2018. E vendidas 3,1 mil máquinas, queda de 24,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e de 17,5% ante março.

 

No acumulado do ano as vendas ainda sustentam alta de 6,4%, com 12,4 mil máquinas comercializadas na comparação com o primeiro quadrimestre de 2018.

 

As exportações caíram 2,7% até abril, com 3,9 mil unidades vendidas para outros países. Segundo o presidente a queda foi menor do que a do setor de automóveis porque as empresas de máquinas agrícolas e rodoviárias dependem menos do mercado argentino, que está em crise.

 

Próximo Plano Safra – O setor de máquinas aguarda o anúncio do valor que será liberado pelo governo para o Plano Safra 2019/2020, que deve ser anunciado em 12 de junho, e a expectativa é a de que no mesmo nível deste ano, em torno de R$ 8,6 bilhões, de acordo com Andrea Park, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor de máquinas:

 

“O que escutamos nos bastidores é que o valor deve ser o mesmo, mas o governo já sinalizou que pode mudar as taxas de juros. Caso isto aconteça o setor pode ter impactos negativos, pois está acostumado a trabalhar com taxas fixas de juros”.

 

Para Park o setor de máquinas agrícolas tem muito espaço para crescer por causa da idade das máquinas que estão trabalhando nas operações: “Com crédito disponível durante todo o Plano Safra e boas condições de financiamento o setor seguirá na rota do crescimento nos próximos anos”.

 

Foto: Divulgação.

AL-KO investe R$ 1 milhão para produzir eixos no Brasil

São Paulo – A AL-KO investiu cerca de R$ 1 milhão para instalar uma linha de produção de eixos para implementos rodoviários em Atibaia, SP, de olho na recuperação do mercado e na forte tendência de crescimento nos próximos anos. Até então importadora – trazia os eixos com e sem freio da matriz, na Alemanha –, a empresa espera ganhos em logística e na rapidez para atender ao mercado.

 

De início os componentes serão importados desmontados, com processos de corte, solda e montagem feitos no Interior paulista. Segundo Arndt Budweg, diretor-geral da unidade, o mercado de eixos de 500 quilos a 3,5 toneladas demanda diversos tamanhos de componentes, com características diferentes a cada negócio. “Isso dificultava a logística de importação e o atendimento do mercado”.

 

O objetivo da AL-KO é alcançar 20% do mercado que, nas contas de Budweg, demanda cerca de 100 mil eixos por ano. Neste primeiro ano, porém, a meta é abaixo dos 10%, com R$ 5 milhões em faturamento. Segundo o executivo a nacionalização ajudará no crescimento por trazer mais segurança aos clientes com relação a prazos de importação e oscilação cambial.

 

Para alcançar a expansão esperada a empresa aumentará sua equipe de vendas e a busca por novos clientes – os que já fazem parte da carteira passarão a receber os componentes nacionais. O principal setor de atuação da empresa é o de caravanismo, trailers e motor home, seguido pelo de máquinas industriais que precisam de deslocamento e o de reboques e semirreboques até 3,5 toneladas.

 

O investimento mira mais do que o mercado nacional: a ideia é transformar Atibaia em base de exportação. “Nos próximos anos esperamos que 30% do faturamento seja resultado das vendas para outros países”.

 

Budweg já começou a conversar e participar de projetos de exportações, como os convênios da Anfir, associação que representa as fabricantes de implementos rodoviários, e a Apex-Brasil, Agência de Promoção de Exportações e Investimentos. A AL-KO visa mercados como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

 

A capacidade produtiva inicial será de dez mil unidades por ano, volume considerado suficiente para começar as operações: “Com esse ritmo será possível atender a demanda que projetamos para o primeiro ano de mercado e, caso o crescimento seja acima do esperado, poderemos aumentar a produtividade com a contratação de mais funcionários e até com um segundo turno”.

 

Fotos: Divulgação.

Há vida após a recuperação judicial

São Paulo – Em 24 de abril a Sabó, uma das mais tradicionais fabricantes de autopeças brasileira, entrou com pedido de recuperação judicial. É mais um exemplo de empresa do setor a pedir ajuda após a crise que derrubou os volumes da indústria brasileira na última década – e atingiu, especialmente, a cadeia de fornecedores.

 

“O pedido foi requerido para ajudar a enfrentar os desafios que se apresentam desde 2008 e evitar que as operações e o atendimento aos clientes sejam afetados, em um mercado atualmente em pleno crescimento”, afirmou, em nota, a Sabó. No ano passado faturou R$ 400 milhões e emprega 1,1 mil funcionários.

 

A boa notícia é que as empresas que entraram em recuperação judicial estão conseguindo se sair bem. As que conseguiram sobreviver e ter plano de recuperação aprovado por credores têm em comum o fato de passarem por mudanças estruturais profundas na gestão. Mas, antes disso, tiveram de vencer o fantasma que ganha vida no mercado quando é anunciada uma recuperação judicial.

 

Segundo Gildásio Pedrosa, especialista em direito empresarial e sócio do escritório Veloso de Melo, há uma série de equívocos em torno do tema que são resultado de uma questão cultural: “A recuperação judicial ainda é incompreendida e traduzida de forma equivocada no mercado como concordata, que antecipa a falência. Ao contrário, a recuperação judicial foi criada para que seja mantida a atividade da empresa, foi criada para não criar instabilidade no mercado de fornecedores e dos outros elos da cadeia produtiva”.

 

Em linhas gerais, contou Pedrosa, a recuperação judicial nada mais é do que um tempo extra que a empresa ganha para poder traçar um planejamento de recuperação sem a pressão dos credores batendo à porta ou da Justiça executando ativos para cobrar dívidas A companhia tem prazo de sessenta dias para apresentar o plano, e mais 180 para desenvolvê-lo. Ao longo do processo credores se reúnem em assembleias para decidir se o plano apresentado segue ou se é pedido à Justiça a falência da companhia.

 

É recorrente a aprovação dos planos de recuperação judicial no País, disse o advogado, mas ter um planejamento aprovado não significa que a empresa conseguirá se recuperar: “Nos 180 dias em que é preciso tornar viável o planejamento apresentado algumas empresas constatam que não há recursos para poder seguir com pagamentos, demissões, dentre outras medidas. E então a falência é decretada”.

 

Mas há aquelas que conseguem sobreviver ao fim do processo sem interromper as atividades – e essas companhias geralmente surgem renovadas no mercado. Arteb e Mangels são dois exemplos de empresas que apresentaram planos bem sucedidos, mudaram o modo de conduzir o negócio e ajudaram a fortalecer sua posição no mercado.

 

No caso da Mangels, que passou quatro ano em recuperação judicial, o caminho foi profissionalizar o conselho de administração com funcionários do mercado e mesclar uma gestão que, antes, era concentrada nas mãos da família que dá nome à produtora de rodas para linha leve no OEM. Em determinado ponto foi verificado que a companhia estava alavancada e que algumas unidades de negócios davam prejuízo. Durante a recuperação a operação ficou mais enxuta e foi possível ter margem financeira para renegociar dívidas.

 

É cenário similar ao da Arteb, que entrou com pedido de recuperação depois de 82 anos em operação no País. Foi nomeado um CEO para conduzir um negócio familiar, houve reorganização na produção, na gestão e aplicado processo de capacitação de novos talentos. Houve, ainda, reorganização do parque fabril. A companhia tinha operações em São Bernardo do Campo e Diadema, SP, Camaçari, BA, e Gravataí, PR, que atendiam Ford e General Motors. Os gestores decidiram encerrar as unidades de Diadema e Gravataí e transferir a produção para São Bernardo. Com a mudança enxugou os custos e manteve a capacidade de produção.

 

Outra que está com o plano quase pronto, aguardando homologação e em vias de ser apresentado aos credores, é a Keko. A fabricante de acessório de Flores da Cunha, RS, entrou com pedido de recuperação judicial em setembro: “Estamos aguardando o agendamento da assembleia”, disse o presidente Leandro Mantovani. “Fornecedores e clientes aceitaram bem o plano”.

 

No caso da Keko o pedido de recuperação judicial antecedeu a uma possível crise. Segundo Mantovani um investimento muito grande foi feito esperando um mercado que não veio, trazendo um desbalanço às operações: “No fim sairemos da recuperação judicial fortalecidos. E continuaremos inovando”.

 

A Keko emprega 430 trabalhadores em Flores da Cunha.

 

A Sabó tem confiança de que também terá êxito em seu plano. A consultoria Deloitte foi contratada para auxiliar no projeto. Em nota a empresa garantiu possuir “todas as condições, em operação e ativos, de apresentar a seus credores um plano de recuperação robusto e certamente sairá fortalecida e melhor estruturada desse processo”.

 

Foto: Shopify Partners.

Governo argentino eleva imposto para importação

São Paulo – Um decreto publicado pelo governo argentino elevou em 400% um dos impostos que incide sobre veículos importados – incluindo os do Brasil. A taxa subiu de 0,5% para 2,5%, mas será aplicado “de forma temporária”, segundo o próprio governo, que agendou para dezembro uma revisão da alíquota. Sua entrada em vigor surge como forma de reduzir o déficit público que corrói a economia argentina, com reflexos graves no mercado interno de automóveis.

 

Segundo a Acara, associação que representa as concessionárias naquele país, até abril foram comercializados 176,6 mil veículos na Argentina, uma contração de 50% frente as 353,2 mil unidades de janeiro a abril do ano passado. No mês passado foram licenciados 37,3 mil unidades, recuo de 52% na comparação com abril de 2018. Em torno de 70% das vendas internas são de modelos importados, de acordo com a Adefa, a entidade que representa as fabricantes.

A publicação argentina Autoblog informa que, internamente, há temor de que o aumento da tributação exerça pressão sobre os preços dos veículos importados, que já vinham se elevando de forma constante devido à desvalorização do peso frente ao dólar e à aceleração da inflação. A medida também poderia ser interpretada como uma nova barreira tarifária para proteger a indústria automotiva local.

 

“Vemos com muita preocupação o alcance deste aumento de imposto nos custos de produção e comercialização, tendo em conta a situação pela qual o setor se encontra”, afirmou, em nota, Luis Fernando Peláez Gamboa, presidente da Adefa. “Esperamos que isso não aprofunde ainda mais a queda nas atividades”.

 

De janeiro a abril a produção argentina caiu 31,6%, para 107 mil unidades. Saíram das linhas de montagem 156,4 mil veículos, Em abril foram produzidos 30,3 mil unidades, um recuo de 33,9% com relação ao mesmo mês de 2018 e alta de 3,7% na comparação com março.

 

As exportações – que também foram sobretaxadas – caíram 11,4% no quadrimestre, para 68,5 mil unidades. O Brasil recebeu 46,2 mil veículos produzidos na Argentina no período, ou 67,5% do total dos embarques.

 

Em abril foram exportados 20,5 mil veículos, alta de 3,2% sobre o mesmo mês de 2018.

 

Estamos em maio e a Adefa ainda não divulgou suas projeções para o Ano. Peláez Gamboa explica: “Recordemos que a esta altura, em 2018, tudo parecia se encaminhar para volumes recordes. Precisamos esperar ainda os próximos meses para projetarmos algo”.

 

Foto: Divulgação.

Vendas caem 2,3% nos Estados Unidos

São Paulo – As vendas de veículos nos Estados Unidos recuaram 2,3% no mês passado, comparado com abril de 2018, para 1 milhão 328 mil 649 unidades. De acordo com a publicação Automotive News, as vendas de veículos leves cederam 7,9% no mês, enquanto a de picapes manteve estabilidade, com 0,3% de aumento.

 

No quadrimestre foram comercializados 5,3 milhões de veículos, recuo de 3% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

À publicação o economista da Cox Automotive, Charlie Chesbrough, afirmou que as expectativas são de redução nas vendas por conta do aumento no preço dos modelos e no custo dos financiamentos.

Mercedes-Benz inicia produção do elétrico EQC

São Paulo – A Mercedes-Benz iniciou as vendas e a produção do primeiro veículo elétrico da família EQ, o EQC, que já pode ser encomendado nas concessionárias da marca na Alemanha, com preço inicial de 71 mil euros. O modelo será produzido na fábrica de Bremen, na Alemanha, na mesma linha em que são fabricados o Classe C, o GLC e o GLC Coupé.

 

Baseado na sigla Case, conectado, autônomo, compartilhado e serviços, o modelo terá os itens de série mais modernos da companhia, como assistente de condução, novo sistema multimídia e inteligência artificial MBUX. O EQC é equipado com baterias de lítio que entregam até 450 quilômetros de autonomia e podem ser recarregadas em até 40 minutos com o sistema de carregamento rápido.

 

Foto: Divulgação.

Leandro Mello assume novo cargo na Volvo CE

São Paulo – Leandro Mello é o novo gerente de desenvolvimento de distribuidores da Volvo CE para a América Latina, sucedendo a Jefferson Yin, que assume uma nova função na companhia. Mello trabalhava na Suécia, país-sede da empresa onde já atua há dezoito anos, como vice-presidente de desenvolvimento operacional da Volvo Trucks.

 

Na nova função responderá a Massami Murakami, diretor de desenvolvimento de distribuidores da Volvo CE América Latina.

Mercado reduz projeção do PIB para abaixo de 1,5%

São Paulo – Pela décima vez consecutiva o mercado financeiro reduziu a expectativa para o crescimento do PIB, Produto Interno Bruto: de acordo com o boletim Focus, publicação semanal com base em projeções de instituições financeiras, a economia brasileira crescerá 1,49% em 2019. A projeção anterior era de 1,7%.