NGK participa de feira de motocicletas na Colômbia

São Paulo – A NGK anunciou na terça-feira, 30, que participará de feira para o mercado de motocicletas, do dia 2 ao 5 de maio, em Medellín, na Colômbia. De acordo com comunicado, a companhia pretende aumentar a divulgação de suas velas, terminais supressivos e sensores de oxigênio naquele país. Segundo Marcos Mosso, gerente de marketing, a Feira 2 Ruedas é um evento estratégico: “a feira é uma oportunidade para a marca alavancar seus negócios na região e demonstrar toda a tecnologia”. Há expectativa de passarem pelo evento 60 mil visitantes, de 30 países.

Agrishow: expectativa de aumento de 10% nos negócios.

Ribeirão Preto, SP – Até a sexta-feira, 3, deverão passar pela Agrishow, maior feira de negócios da América Latina, mais de 150 mil visitantes de diversos países – no ano passado foram 83 as nacionalidades que circularam pelo evento de Ribeirão Preto, SP. A organização projeta R$ 2,7 bilhões em negócios durante a semana, volume 10% superior ao de 2018.

 

Mais de oitocentas marcas nacionais e internacionais expõem seus produtos e serviços em uma área de 520 mil m², superior aos 440 mil m² do ano passado. Em poucas horas os primeiros negócios já foram fechados:

 

“Em apenas três horas vendemos três picapes Ram 2500, modelos Jeep e Fiat Toro”, contou Antonio Filosa, presidente da FCA. Participar da Agrishow, segundo ele, é importante pela aproximação com o público do agronegócio, que demanda muitos dos veículos que compõem o portfólio da companhia. E promete: quem fechar negócio na feira terá condições especiais.

 

Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB no Brasil, foi mais um executivo que demonstrou animação no primeiro dia da feira: “Este é o sétimo ano consecutivo que participamos da Agrishow. Esse ano não podíamos ficar de fora, com a recuperação do mercado a nossa expectativa é de conquistar um volume interessante de negócios”.

 

De acordo com Brandes, a equipe de vendas está autorizada a oferecer condições diferenciadas para quem comprar as máquinas no evento.

 

Outro executivo animado com o evento é Cláudio Rawicz, diretor de comunicação da Audi. A marca premium expõe sua linha na feira e tem metas ousadas:  “O primeiro dia já mostrou um movimento interessante e a nossa projeção é aumentar as vendas em 50% na comparação com o ano passado, com foco nos nossos SUVs Q3, Q5 e Q7”.

 

Foto: Divulgação.

Moderfrota ganha mais R$ 500 milhões na Agrishow

Ribeirão Preto, SP – O governo “raspou o tacho” e conseguiu oferecer mais R$ 500 milhões em crédito para o Moderfrota, linha de financiamento do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, dedicada à renovação de frota de máquinas agrícolas. O anúncio foi feito pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante a cerimônia de abertura da Agrishow, maior feira do setor de agronegócio da América Latina, na segunda-feira, 29.

 

Novas adesões ao programa estavam suspensas há duas semanas e nem a Anfavea acreditava em crédito suplementar.

 

“Depois de muita conversa com técnicos do governo conseguimos liberar esse valor para o evento. Sabemos que é pouco, mas foi o montante que conseguimos remanejar de outros projetos”, disse a ministra, que definiu o valor como “a raspa do tacho” – e indicou que dificilmente o governo conseguirá liberar novos valores até o final do Plano Safra 2018/2019, que encerra em dia 31 de junho.

 

O plano safra 2019/2020 está previsto para 1º de julho, mas ainda não há sinalização do valor destinado ao Moderfrota.

 

Além dos R$ 500 milhões do BNDES, o presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou que o Banco do Brasil oferece R$ 1 bilhão em crédito para o evento e outros R$ 1,5 bilhão serão destinados para o seguro rural. Ele pediu ainda, ao presidente do BB, redução nos juros ao agricultor – mas, após as ações da instituição caírem durante o dia, voltou atrás, por meio de seu porta-voz, que garantiu que o governo não mexerá em juros de bancos públicos.

 

Dinheiro para financiamento de máquinas certamente não faltará. Bancos privados também oferecem linhas especiais – o Santander tem pouco mais de R$ 1 bilhão em crédito pré-aprovado para a Agrishow, de acordo com seu diretor de agronegócio Carlos Aguiar.

 

“Esse valor é um pouco maior do que o dedicado ao evento no ano passado, que não chegou a R$ 1 bilhão. Historicamente, o volume de negócios gerados na feira cresce de 25% a 27% a cada edição e, por isso, decidimos aumentar o valor destinado ao evento”.

 

Os financiamentos poderão ser contratados por meio do CDC Agro, com taxa de 0,79% ao mês, até 100% do valor do negócio e até sete anos para pagamento. O banco promete aprovação e liberação do crédito para até 24 horas depois do contrato fechado.

 

A cooperativa Sicredi tem mais R$ 500 milhões, montante bem acima do dedicado no ano passado, que ficou em torno de R$ 100 milhões:  “Esse valor é modesto, mas caso os produtores consumam tudo antes do evento acabar, aprovaremos outro montante para deixar disponíveis nossas linhas de financiamentos”, disse o gerente de crédito Gilvan Farias.

 

Novidades no Estado – O governador de São Paulo, João Doria, prometeu para outubro de 2020 uma nova feira dedicada ao agronegócio: o Salão Internacional do Agro, no Expo São Paulo. “Será um evento para complementar a Agrishow, para trazer mais investidores internacionais para comprarem os produtos nacionais”.

 

O governador aproveitou a cerimônia de abertura da feira em Ribeirão Preto, SP, para anunciar o projeto de mudança do Ceagesp – segundo ele, para um terreno doze vezes maior, que melhorará a chegada, saída e o serviço do local.

 

A ideia é transformar o atual terreno do Ceagesp em um centro de tecnologia e reverter o lucro gerado em investimentos para pesquisas da Embrapa.

 

Foto: Alan Santos/PR/Divulgação

Ford tem trimestre positivo na América do Sul

São Paulo – A Ford publicou seu balanço do primeiro trimestre do ano na quinta-feira, 25, em Dearborn, MI, e os números divulgados pela companhia, que se prepara para encerrar a operação de sua fábrica do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, até dezembro, apontaram para um Ebit, o lucro antes de juros e impostos, positivo na América do Sul.

 

De acordo com os resultados divulgados houve prejuízo, na região, de US$ 158 milhões. No entanto, extraídos US$ 193 milhões que foram demonstrados na parte de itens especiais do balanço, o qual é parte dos US$ 460 milhões anunciados para custear o fim de operações no ABCD Paulista, o primeiro trimestre aponta para lucro de US$ 35 milhões na América do Sul, segundo especialista em finanças ouvido por AutoData.

 

Os US$ 193 milhões contabilizados no primeiro trimestre, ainda segundo o analista, provavelmente se referem à parcela da depreciação acelerada com a saída da empresa do negócio caminhão, afora as indenizações anunciadas para funcionários da fábrica, para concessionárias e para fornecedores.

 

Durante a apresentação dos resultados Jim Hackett, presidente e CEO da Ford, disse que o desempenho global da companhia indica progresso, e que uma promessa feita em 2018 está sendo cumprida: “Com um plano sólido prometemos que 2019 seria um ano de ação e de execução para a Ford, e é isso que nós entregamos no primeiro trimestre. Estamos satisfeitos com o progresso e com o otimismo que isso traz”.

 

No primeiro trimestre a Ford registrou faturamento global de US$ 40,3 bilhões, US$ 1,6 bilhão a menos do que em idêntico trimestre do ano passado, e o Ebit foi de US$ 2,4 bilhões, US$ 300 milhões a mais. Na América do Sul, no trimestre, o faturamento foi de US$ 900 milhões, US$ 400 milhões a menos na comparação com o faturamento do primeiro trimestre de 2018.

 

Foto: Divulgação.

Procura por caminhões no Mercado Livre cresceu 49%

São Paulo – Estudo feito pela área de classificados do Mercado Livre, plataforma de vendas via internet, mostrou que a demanda por caminhões no Brasil aumentou 49% em 2018 na comparação com o ano anterior. Este segmento, segundo a empresa, representou 17% do total das visitas relacionadas a veículos no Brasil — nos demais países da América Latina o índice é de 3% do total de veículos listados. O levantamento também revelou que 90% dessa demanda brasileira está concentrada nos veículos de cinco montadoras: Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen, Volvo e Ford.

Montadoras discutirão manufatura enxuta no Senac

São Paulo – Mercedes-Benz e Volvo discutirão, em junho, em evento no Senac Santo Amaro, em São Paulo, a aplicação de digitalização de processos, um dos pilares da indústria 4.0, dentro do contexto da lean manufacturing, a manufatura enxuta. Carlos Santiago, vice-presidente de operações da M-B, apresentará caso de sucesso que levou a empresa a produzir e a vender mais em seus maiores mercados, e Adriano Merigli, diretor de desenvolvimento de concessionárias da Volvo, apresentará o case de melhoria de processos nas concessionárias do grupo.

Bosch tem parceria por células de combustível

São Paulo – A Bosch anunciou na segunda-feira, 29, parceria com a Powercell, fabricante de células de combustível com sede na Suécia. O objetivo do acordo, segundo comunicado, é tornar viável a produção de componentes para células de combustível de hidrogênio. A Bosch, então, processará essa tecnologia, a partir de 2022, sob licença para o mercado automotivo global. A longo prazo o negócio de célula de combustível móvel vale potencialmente bilhões de euros para a Bosch: estima-se que até 20% dos veículos elétricos em todo o mundo serão alimentados por células de combustível até 2030.

Allison compra empresas produtoras de veículos elétricos

São Paulo – Em um movimento em direção à eletrificação de veículos a Allison adquiriu a Vantage Power e a divisão de veículos elétricos da AxleTech. Os valores das negociações não foram divulgados.

 

Sediada em Londres, Inglaterra, a Vantage Power é uma empresa de tecnologia que se especializou no desenvolvimento de propulsão eletrificada e de tecnologias de veículos conectados para fabricantes de médio e grande porte e seus fornecedores. Tem foco em tecnologias para baterias, integração de veículos, sistemas de controle, conectividade e telemetria veicular.

 

Já a AxleTech desenha, projeta, fabrica e comercializa eixos e serviços desde 1919. A divisão de veículos elétricos, alvo da aquisição, tem sede em Troy, Michigan.

Harley-Davidson cria presidência para a marca

São Paulo – A Harley-Davidson anunciou Neil Grimmer como seu primeiro presidente global – ele responderá diretamente a Matt Levatich, presidente e CEO da Harley-Davidson Inc. O cargo foi criado para gerir todos os aspectos da marca, como planejamento de produtos, marketing, varejo, vestuário e comunicações.

 

Grimmer tem mais de vinte anos de experiência na construção de marcas e empresas em crescimento. Trabalhou na Campbell Soup Company, sendo co-fundador e CEO da Plum Organics. Mais recentemente fundou a Habit, primeira empresa do mundo em nutrição personalizada e ciência da vida.

 

Em julho do ano passado a Harley-Davidson anunciou o plano More to Roads to Harley-Davidson, com metas para acelerar o crescimento até 2022 e construir uma nova geração de motocicletas.

 

Foto: Divulgação.

Daimler desiste do Classe X em Córdoba

São Paulo – A Daimler desistiu de produzir a picape Mercedes-Benz Classe X em Córdoba, Argentina, para o que firmara parceria com a Aliança Renault Nissan Mitsubishi. Ao divulgar seus resultados trimestrais, na sexta-feira, 26, a empresa informou que a decisão foi tomada após uma “revisão do modelo de negócios em conjunto com os parceiros”.

 

Inaugurada no ano passado a linha da Nissan em Santa Isabel produziria a sua picape Frontier, a Renault Alaskan e a M-B Classe X. Por enquanto saem das linhas de Córdoba, que recebeu US$ 600 milhões em investimento, apenas os modelos Nissan. Segundo o site argentino Autoblog foram produzidas mais de 10 mil unidades em um ano, que abastecem os mercados local e brasileiro.

 

A decisão, segundo a publicação, afeta o planejamento da própria fábrica de Córdoba, que tinha 60% de sua capacidade anual de 70 mil unidades programada para o Classe X. A Nissan, agora, trabalhará para ajustar a produção e os custos de Santa Isabel à nova realidade – uma das saídas seria a busca novos mercados de exportação.

 

O Classe X é produzido apenas em uma fábrica da Nissan nos arredores de Barcelona, Espanha, e já é vendida no mercado chileno.

 

Foto: Divulgação.