Dayco projeta faturamento 20% maior em 2019

São Paulo – A Dayco trabalha com a expectativa de aumentar em 20% o faturamento nos negócios de reposição no País, disse Marcelo Sanches, responsável pela unidade na América Latina. O desempenho é resultado do aquecimento da demanda por reparação em automóveis e caminhões, um quadro que se repete pela segunda vez, de acordo com o executivo: “No ano passado também crescemos 20% mediante as mesmas condições do mercado”.

 

Este ano termina o atual ciclo de investimento da empresa. Sanches evitou os pormenores a respeito do valor investido no triênio que se encerrará em dezembro, mas disse que a maior parte serviu para reformar a fábrica mantida em Itapira, SP, onde são produzidas as linhas de produtos para reposição. A empresa mantém outras duas unidades no País: uma em Contagem, MG, e outra em São Paulo, SP, no bairro da Mooca.

 

A companhia articula o novo ciclo de investimento para os próximos três anos. Sanches disse que serão feitos aportes em expansão da capacidade de produção e desenvolvimento de novos produtos. No ano passado a empresa faturou US$ 1 bilhão, sendo US$ 500 milhões com negócios na área de reposição. Na América Latina, os negócios nesse mercado geraram um faturamento de US$ 30 milhões.

 

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Jean Silva é promovido na Here

São Paulo – Jean Silva foi promovido para chefe de negócios da Here Technologies para a América Latina, depois de atuar como gerente de vendas na região nos últimos três anos. O executivo possui mais de dezesseis anos de experiência no setor corporativo e já trabalhou em empresas como Ericsson, Nokia e Siemens.

 

Silva é formado em engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com MBA em gestão estratégica e econômica de negócios pela Fundação Getúlio Vargas.

 

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MTE-Thomson busca novos clientes no Norte da África

São Paulo – A fabricante de componentes de temperatura, emissões e injeção eletrônica MTE-Thomsom quer compensar a redução dos volumes encomendados na Argentina com a abertura de novos mercados. Segundo Alfredo Bastos Júnior, seu diretor de marketing, metade da produção de Jaguariúna e São Carlos, SP, tem como destino outros mercados – e o volume de embarques recuou no ano passado.

 

“Em 2019 nós queremos explorar novos mercados, como o Norte da África, para manter o nível de exportações e compensar alguns mercados que estão em queda, como a Argentina”.

 

A meta, segundo o objetivo, é estancar a queda nas exportações e, ao menos, manter o volume do ano passado. Os principais mercados da MTE-Thomson são América Latina, Estados Unidos e Europa.

 

No Brasil, o foco da companhia está no aftermarket, que corresponde por 95% do seu faturamento. É, de acordo com Bastos Júnior, um mercado mais estável, com curvas de crescimento e queda mais suaves na comparação com o mercado OEM, que corresponde pelos outros 5% do faturamento.

 

“Para 2019 a nossa projeção é de crescer 10% as receitas, depois de aumentarmos em 20% o faturamento no ano passado”.

 

Durante a Automec 2019 a empresa lançou novos sensores de Banda Larga 5 Fios e os Sensores A|F 4 fios, que são mais precisos em suas medições.

 

Também aproveitou para mostrar o Passat 1975 que começou a ser reformado dois anos atrás, na última edição da Automec e para promover a Oficina do Saber, plataforma online que oferece mais de 30 cursos para os reparadores e já tem mais de 17 mil inscritos.

 

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Motorservice acredita em faturamento estável em 2019

São Paulo – A Motorservice, divisão automotiva da Rheinmentall, projeta faturamento estável para 2019, após registrar crescimento de 35% no ano passado. A empresa, que fornece bomba d’água, de óleo, bronzinas, buchas, filtros, válvulas, dentre outros componentes, participa da Automec 2019 com suas três marcas – KS Kolbenschmidt, Pierburg e BF.

 

Segundo Claus Von Heydebreck, presidente da companhia no Brasil, o crescimento no ano passado foi puxado por novos projetos conquistados na Europa, além da expansão do mercado nacional. A operação brasileira, segundo o executivo, fornece componentes para outras unidades na Europa, que atendem aos clientes da região.

 

A divisão automotiva faturou, no ano passado, € 3 bilhões – o Brasil respondeu por 5% desse valor, sendo 20% na reposição e os outros 80% para o mercado OEM. Segundo Heydebreck os equipamentos mecatrônicos correspondeu a 55% da receita no País, enquanto os componentes mecânicos representaram 33% e o aftermarket 12%.

 

A empresa começa a se mexer também para a chegada dos veículos elétricos, embora Heydebreck se esquive de começar quando e qual a fatia esperada por ele para o mercado. De toda forma, ele julga ser necessário atender a este segmento no futuro:

 

“Já estamos trabalhando para desenvolver componentes específicos para esses veículos. Identificamos algumas áreas onde podemos avançar, como gestão da temperatura das baterias e protetor de baterias, que serão essenciais para esse segmento”.

 

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Osram avança para o mercado de reposição

São Paulo – A Osram projeta crescimento de até 5% nas suas vendas para o mercado de reposição, diante de um cenário de alta de 3% a 4% no faturamento total do segmento. Na Automec 2019 a companhia apresentou novos produtos, como a lâmpada de farol Led Cool Blue Intense, sistemas de iluminação para veículos 4×4 e faróis do VW Golf, Amarok e Ford Focus.

 

Ricardo Leptich, CEO da Osram no Brasil, afirmou que os novos produtos e a expansão orgânica do mercado ajudarão a empresa a atingir a meta de crescimento. O otimismo maior, porém, vem do segmento OEM, onde as vendas deverão subir de 8% a 10% com relação ao ano passado.

 

“Com a recuperação do mercado, a produção também está crescendo, refletindo no aumento da demanda. Porém, é necessário lembrar que só estamos recuperando o que perdemos nos últimos anos”.

 

75% do faturamento da empresa no Brasil vem do aftermarket, enquanto os 25% restante representam 25% das receitas. A Osram trabalha no mercado brasileiro com 95 distribuidores, que juntos, somam mais de 50 mil pontos de vendas. “Apenas um de nossos distribuidores vende para mais de 20 mil auto elétricas”.

 

As lâmpadas que a empresa vende no País são importadas da Europa para os veículos pesados, da China para motocicletas e dos Estados Unidos para a linha de veículos leves.

 

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Audi começará a testar o e-tron no Brasil

São Paulo – A Audi começará, nas próximas semanas, os testes em ruas e estradas brasileiras com o seu SUV elétrico e-tron, o primeiro 100% eletrificado desenvolvido pela marca no mundo. Ao mesmo tempo, desenvolverá parceria com empresas e estabelecimentos comerciais para ampliar o número de pontos de recarga no País.

 

“É um passo importante no nosso planejamento de vender o e-tron no mercado brasileiro”, disse Johannes Roschek, CEO da Audi do Brasil. “É o primeiro Audi elétrico produzido em série e será comercializado em diversos mercados”.

 

O veículo passará por avaliações de compatibilidade com a infraestrutura local, avaliação de desempenho e autonomia em diferentes condições de temperatura e pisos mais comuns em solo brasileiro.

 

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Funcionários da Ford Taboão rejeitam proposta

São Paulo – Os trabalhadores da Ford de São Bernardo do Campo, SP, rejeitaram proposta oferecida pela companhia para encerramento dos contratos de trabalho na quarta-feira, 24, durante assembleia. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, por meio de comunicado, informou que funcionários ainda têm dúvidas a respeito das propostas postas na mesa de negociação, sobre as quais não há pormenores oficiais.

 

Uma fonte disse a AutoData que foram duas as propostas apresentadas. Uma delas diz respeito às condições estabelecidas em pacote de demissão de funcionários que seriam readmitidos caso uma nova empresa venha a assumir a fábrica do Taboão — algo ainda incerto. Uma meta de 40% do quadro de funcionários recontratada estaria em jogo, informou a fonte. A outra proposta diz respeito ao pacote de demissionários que não têm interesse em continuar na empresa.

 

Desde o anúncio de fechamento da unidade de São Bernardo, feito pela empresa em 19 de fevereiro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está realizando uma série de atividades de mobilização, contatos com representantes do poder público e negociações com a fábrica.

 

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Bosch conquista contratos de exportação

São Paulo – A Bosch espera manter a força das exportações a partir do Brasil este ano, repetindo o crescimento de 30% visto desde 2017. À época, os embarques representaram 28% da receita de R$ 4,9 bilhões registrada, e a tendência para 2019 é a de que o quadro se mantenha, segundo Delfim Calixto, vice-presidente da divisão de reposição automotiva para América Latina.

 

O executivo disse na quarta-feira, 24, durante a Automec 2019, que sustentam as exportações da Bosch um acréscimo de volume originado na conquista de contratos intercompany pela operação brasileira. Estados Unidos e Alemanha são os destinos de componentes da linha de injeção. Para Calixto, os embarques são relevantes no contexto da abertura do mercado ao qual o Brasil está submetido no momento:

 

“A abertura do mercado tem pontos positivos e negativos. O positivo é que leva a indústria nacional a elevar o nível de qualidade da produção, como aconteceu com o setor automotivo no início da década de 1990. No nosso caso, competimos com fábricas de países desenvolvidos e isso mostra que estamos um nível acima”.

 

Com relação ao mercado interno de reposição, tema da feira onde esteve presente o executivo, a Bosch planeja um crescimento de 9,3% no volume de vendas na América Latina, com os pedidos de frotistas de caminhões ligados ao agronegócio como principais demandantes:

 

“Nos últimos anos vimos uma reação nas vendas na linha pesada, como bombas de combustível e também na injeção diesel. A reposição está crescendo neste mercado porque muitos clientes estão reformando suas frotas para poder entregar os produtos da safra agrícola”.

 

A reposição representa atualmente 20% das vendas totais da Bosch no País. O mix, segundo Calixto, é composto por parcela importantes de itens importados, ainda que a maioria seja de componentes nacionais.

 

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Na Europa ZF já eletrifica ônibus a diesel

São Paulo – Para driblar a longa fila de espera para receber um ônibus elétrico as operadoras europeias estão eletrificando seus modelos originalmente montados com motor diesel. Com apoio de uma startup, a In-Tech, a ZF desenvolveu o E-Trofit, projeto que já transformou cerca de cinquenta modelos diesel em ônibus elétricos.

 

Segundo João Lopes, diretor de marketing e aftermarket da ZF, está em desenvolvimento projeto semelhante para caminhões: “Com ônibus começou de maneira despretensiosa, mas já é um sucesso. Não é por falta de capacidade de investir do europeu: é falta, mesmo, de produto disponível”.

 

O eixo elétrico usado é da ZF, que auxiliou a startup com seu conhecimento em powertrain diesel e elétrico. Lopes não vê espaço, agora, para a tecnologia chegar ao Brasil – mas vê oportunidades em cidades da América do Sul como Medellin, Colômbia, que concede incentivos para a compra de veículos elétricos.

 

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ZF investe em Limeira para exportar

São Paulo – A ZF dobrará sua capacidade de produção de sistemas de direção elétrica em Limeira, SP, em fábrica que era da TRW – e, originalmente, da Freios Varga. Segundo seu presidente para a América do Sul, Carlos Delich, o objetivo é tornar o Brasil o centro de produção de alguns componentes do sistema para abastecer fábricas que fornecerão o item para montadoras de China, Estados Unidos e México.

 

“A ZF tem como premissa localizar a produção para os consumidores. Não é o objetivo exportar para outros mercados, mas, para alguns componentes específicos, decidimos centralizar a produção em um só lugar. Escolhemos o Brasil para fornecer alguns componentes de sistemas de direção elétrica para outras fábricas.”

 

Segundo o executivo é preciso que a operação local da ZF seja exportadora. Embora o momento do mercado regional seja positivo – é um dos poucos em ascensão, em sentido oposto ao europeu, chinês e estadunidense –, diversificar as áreas de atuação mostrou-se fator importante nos últimos anos, sobretudo com a crise.

 

Esses sistemas de direção elétrica produzidos pela ZF foram os primeiros a serem produzidos no País, ainda pela TRW. Abastecem veículos de passageiros e suas exportações, segundo Delich, começam nos próximos meses. Ele não revela volume de produção e nem o investimento – mas está dentro dos R$ 700 milhões que o seu antecessor, Wílson Brício, anunciou em aportes na região no ano passado.

 

A ZF apresenta na Automec linhas de produtos de suas marcas. O foco, ali, é a expansão na reposição – que segundo seu diretor de marketing e aftermarket, João Lopes, deverá crescer dois dígitos este ano. A indicação do primeiro dia de Automec foi positiva para ele:

 

“Fomos surpreendidos pelo alto volume de visitantes neste primeiro dia. A feira estava muito cheia. Acredito que superará, e muito, a expectativa de movimento prevista pela organização”.

 

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