ZF investirá R$ 700 milhões na América do Sul

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São Paulo – O próximo ciclo de investimento da ZF na América do Sul, que vai até 2021, será de R$ 700 milhões, informou Wilson Bricio, presidente da companhia para a região. O aporte, segundo o executivo, será aplicado em maior parte em aumento da capacidade de produção no Brasil, no desenvolvimento e lançamento de produtos já à venda em outros mercados e que deverão ser nacionalizados em 2019.

 

O executivo evitou os pormenores sobre a nova oferta, mas disse que serão produtos de direção elétrica, sistemas de freios e transmissões automatizadas. O executivo reforçou que as fábricas mantidas no País terão de produzir mais para acompanhar cenário de demanda crescente, sobretudo no segmento de automóveis e, por causa disso, haverá investimento nas linhas da empresa:

 

“O plano já foi aprovado. Temos demanda para expandir capacidade produtiva. Estamos precisando aumentar a capacidade para entregar o que precisamos, porque hoje não conseguimos”.

 

Neste quadro de crescimento antevisto pela companhia estão novos programas de fornecimentos aos clientes que a companhia atende no Brasil, sobretudo em automóveis que pertecem às gamas A e B. Hoje, o principal cliente da ZF no País em termos de volume é a Volkswagen, mas pode ser que isso mude, disse o executivo:

 

“Há novos projetos em que a companhia participa de mais aplicações, em outros menos. Nos próximos dois anos teremos mais participação em outras empresas. Mas hoje nosso principal cliente ainda é a Volkswagen”.

 

A ZF mantém quatro fábricas no Brasil. Em Sorocaba, SP, onde fica a matriz da empresa na América Latina, são produzidos eixos e transmissões para veículos comerciais, componentes de chassis para automóveis e sistema de propulsão marítima. Em Araraquara, SP, embreagens para automóveis. Em São Bernardo do Campo, SP, embreagens para veículos comerciais. Em Limeira, SP, sistemas de freio e de direção.

 

Nas linhas onde são produzidos componentes para automóveis, Bricio disse que a produção atual está em jornada de três turnos. Onde são fabricados os componentes para caminhões e ônibus, dois turnos. Em Iracemápolis, SP, há uma operação dentro da fábrica da Mercedes-Benz onde são montadas partes de chassis, eixos e conjunto de powertrain para os modelos Classe C e GLA. Há também produção de amortecedores em fábrica instalada em San Francisco, Argentina.

 

Na segunda-feira, 8, a empresa anunciou a produção na fábrica de Sorocaba de dois modelos de caixas automatizadas que foram lançadas recentemente no mercado europeu. Para o segmento de pesados, a empresa localizou a produção da Traxon e da EcoTronic. Para produzir ambas as transmissões a empresa investiu R$ 100 milhões de 2014 a 2018, valor que fez parte do último ciclo de investimento da companhia no Brasil. A empresa também anunciou que, no segmento dos leves, nacionalizará a produção de sistemas de freios e de câmeras. De acordo com Bricio, a empresa negocia com montadoras locais.

 

No campo – A empresa anunciou na terça-feira que a operação da América do Sul será considerada dentro da companhia um centro de competência global na área de eixos agrícolas. Com isso, será a única unidade no mundo a desenvolver os componentes para o mercado global. Paulo Vecchia, gerente da unidade de negócios para tecnologia industrial, estará à frente da coordenação.

 

De acordo com o executivo, novos investimentos estão previstos, além da contratação de engenheiros e equipes de campo que irão acelerar o tempo de desenvolvimento de novos produtos, assim como impor um novo ritmo de velocidade de resposta aos clientes. Atualmente o mercado de eixos dianteiros tracionados no mundo é de 500 mil unidades, considerando montadoras que constroem o seu próprio eixo. O mercado brasileiro representa coisa de 11% deste total.

 

Foto: Divulgação.