Hyundai já vendeu 100 mil Creta

São Paulo – A Hyundai anunciou na terça-feira, 26, que seu SUV Creta atingiu a marca das 100 mil unidades vendidas no País. Seu comunicado contou que a centésima milésima unidade que saiu das linhas instaladas em Piracicaba, SP, foi uma versão Smart com motor 1.6 e câmbio automático, pintado na cor prata.

 

O Hyundai Creta começou a ser vendido em janeiro de 2017, ano em que totalizou 41,6 mil unidades entregues, terminando na segunda posição do segmento, conforme dados da Fenabrave. Em 2018 o SUV compacto teve 48,9 mil unidades emplacadas, fechando o período na liderança. Até fevereiro mais de 7,2 mil unidades foram registradas.

 

Foto: Divulgação.

Randon comemora um ano de Araraquara

São Paulo – Na quinta-feira, 28, a Randon completa um ano de operações de sua fábrica de Araraquara, SP. No período, informou a companhia por meio de comunicado, o faturamento da unidade chegou a R$ 183 milhões — sua meta inicial era encerrar o primeiro ano com receita de R$ 135 milhões.

 

Segundo Sandro Trentin, diretor de tecnologia e inovação da Randon, o desempenho nesses doze meses deu mais confiança à empresa para investir mais ali. De março do ano passado até este março a unidade de Araraquara produziu 1 mil implementos dentre semirreboques canavieiros, semirreboques siders e vagões ferroviários. Houve, no período, investimento na duplicação da linha de pintura.

 

Foto: Divulgação.

Grupo VW criará com a Amazon nuvem para dados

São Paulo – O Grupo Volkswagen fechou parceria com a AWS, Amazon Web Services, para o desenvolvimento conjunto da Volkswagen Industrial Cloud, nuvem industrial da companhia, que armazenará os dados de todas as máquinas e sistemas das suas 122 unidades fabris.

 

Segundo a empresa isso criará “novas perspectivas para a otimização de processos na produção e permitirá melhorias consideráveis na produtividade das fábricas”.

 

A Volkswagen também pretende incluir no sistema os seus mais de 30 mil fornecedores.

Argo Trekking chega em abril

São Paulo – O Fiat Argo ganhará uma nova versão em abril, a Trekking, que segundo a empresa chega ao mercado “para completar sua gama” do modelo. Ficou para depois a divulgação dos pormenores de preço e configurações.

 

No primeiro bimestre o Argo foi o modelo mais vendido da Fiat no Brasil, com 11 mil 594 licenciamentos, sendo o quinto veículo mais vendido no País.

 

Foto: Divulgação.

Governo promete desburocratização

Itirapina, SP – O governo federal deverá anunciar nas próximas semanas algumas medidas de desburocratização que ajudarão a melhorar a competitividade do setor industrial. A informação foi dada a representantes da indústria, na segunda-feira, 25, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Presente à reunião o presidente da Anfavea, Antonio Megale, afirmou que o setor industrial viajou a Brasília, DF, para demonstrar seu apoio à reforma da Previdência e às medidas que visam à recuperação da economia nacional.

 

Durante a cerimônia de inauguração da fábrica da Honda em Itirapina, SP, Megale disse que as vendas de veículos avançaram 10,6% no primeiro trimestre – que ainda não foi fechado: os dados são referentes até a terça-feira, 26:

 

“Seguimos no ritmo de dois dígitos de crescimento. Se as reformas forem aprovadas, começando pela da Previdência, poderemos ter um ritmo mais acelerado”.

 

Foto: André Barros.

Honda inaugura fábrica em Itirapina

Itirapina, SP – Dois anos e alguns meses depois de finalizar a construção de sua nova fábrica de automóveis a Honda celebrou, na quarta-feira, 27, o início da produção de sua segunda unidade produtiva aqui, em Itirapina, SP – um mês após começar a faturar os primeiros Fit ali montados para a rede. O investimento superou o R$ 1 bilhão anunciado em 2013, quando a companhia tomou a decisão de erguer a nova fábrica.

 

Com este valor a Honda estaria credenciada a participar do IncentivAuto, programa de fomento à produção automotiva criado pelo governo do Estado de São Paulo que concede descontos de ICMS. O aporte, porém, foi anterior à criação do programa, fato lamentado pelo presidente da Honda South America, Issao Mizoguchi, que brincou: “Se pudesse construiria uma máquina do tempo”.

 

O governador João Dória, presente à cerimônia, sugeriu, então, que a Honda investisse um novo bilhão na fábrica. O presidente desconversou: “Primeiro preciso pagar esse investimento”.

 

A máquina do tempo de Mizoguchi seria útil, também, para retroceder a 2013, quando a companhia, embalada pelos bons volumes de um mercado brasileiro de 3,8 milhões de unidades, anunciou a construção da nova fábrica, que complementaria a produção de Sumaré, SP. Passados dois anos, com a unidade pronta para operar, o mercado caiu para 2 milhões.

 

A decisão da diretoria foi inusitada: manteve a fábrica, pronta porém inativa. Durante dois anos as linhas foram ligadas duas vezes por semana apenas para manter as máquinas e equipamentos funcionando. Até que, no ano passado, com o mercado dando sinais mais claros de retomada, foi decidido que a produção de Sumaré seria transferida para Itirapina.

 

Essa mudança será gradual: primeiro foi o Fit, ainda não em sua totalidade – por uma questão de prazo de validação de tintas são produzidos por enquanto apenas modelos em tons cinza, branco e preto, em ritmo de 90 unidades/dia. No segundo semestre será a vez do WR-V, seguido, no ano que vem, pelo HR-V.

 

Da plataforma compacta da Honda restará apenas o City em Sumaré, mas cuja transferência também está programada para mais adiante – assim como a do Civic, que é montado sobre outra plataforma. A capacidade de produção é a mesma da outra unidade: 120 mil veículos/ano em dois turnos. No ano passado, com horas extras, Sumaré produziu 138 mil automóveis.

 

Otavio Mizikami, diretor industrial da Honda Automóveis, contou que a linha de Sumaré não será desmontada: ali permanecerá, inativa. Não está descartada, portanto, a produção de apenas um ou dois modelos na unidade, complementando os volumes de Itirapina: “Por enquanto nosso plano é transferir todos os modelos”.

 

Na unidade inaugurada em 1997, que segue como sede administrativa da Honda South America, permanecerão a produção de motores, peças plásticas e ferramentaria, bem como engenharia e área de compras.

 

Dois mil dos três mil trabalhadores de Sumaré serão transferidos para Itirapina. Segundo a Honda o índice de aceitação está em cerca de 90% – todos receberão pacote de benefícios e ajuda de custo para a mudança. Em torno de 450 trabalhadores já foram transferidos e nenhum emprego, portanto, ainda foi gerado com a nova fábrica. Em 2021, quando deverá estar a todo o vapor, serão dois mil trabalhadores.

 

Expansão no Sul – Para seguir abastecendo toda a sua produção com energia limpa a Honda anunciou investimento de R$ 30 milhões em uma nova torre de geração de energia eólica no parque de Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul. Com isso serão dez os aerogeradores do empreendimento da Honda Energy, que ampliará sua capacidade de geração de 27,7 MW para 30 MW.

 

Ainda no campo de energia limpa Mizoguchi anunciou que trará para a região três modelos híbridos, ainda não definidos, até 2023: “Provavelmente serão importados. Ainda não vejo retorno para investimento em produção local”.

 

Fotos: Divulgação.

Truckvan investirá mais R$ 3 milhões em Guarulhos

São Paulo – A Truckvan, que no ano passado uniu suas três fábricas em uma só unidade em Guarulhos, SP, anunciou que investirá R$ 3 milhões este ano em máquinas, sistemas de movimentação e criação de um setor de facilities remodelado.

 

Segundo o diretor comercial Luiz Carlos Cunha Júnior, a meta passará ser a de produzir, por mês, 50 semirreboques e 120 carrocerias sobre chassis.

 

No ano passado, já como resultado da unificação, a empresa registrou crescimento de 38% na comparação com 2017, saindo de R$ 72 milhões para R$ 99,4 milhões de faturamento:

 

“Além de dobrarmos nossa área física e termos mais sinergias com os departamentos de unidades móveis, implementos rodoviários, locações, e TI/energia, a nova planta nos proporcionou investir bastante em infraestrutura para assumirmos uma posição de destaque, principalmente, na linha de pesados”.

 

Foto: Divulgação.

Pionner investirá US$ 927 milhões em revitalização

São Paulo – A Pionner adotou plano de revitalização por meio de aporte de US$ 927 milhões para renovação em diferentes áreas. O valor a ser investido é do BPEA,  Baring Private Equity Asia, fundo global que será parceiro da empresa.

 

O plano de revitalização é global e inclui revisão de modelo de negócios, da gestão e do portfólio. No Brasil e em outros mercados a marca Pionner será mantida, com a introdução de novos produtos, e os serviços de atendimento ao cliente e pós-vendas serão mantidos nos moldes atuais.

Agrishow projeta aumento no volume de negócios

São Paulo – Os organizadores da Agrishow, que será realizada de 29 de abril a 3 de maio em Ribeirão Preto, SP, esperam volume de negócios maior do que na última edição, de acordo com João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq, uma das entidades responsáveis pelo evento: “A economia está em um bom momento, o que deve repercutir positivamente nas vendas de máquinas e equipamentos, que é um dos principais pilares da feira”.

 

O evento deste ano será maior, realizado em área de 520 mil m², contra 440 mil m² da anterior, e contará com mais de oitocentas marcas. A expectativa da organização é a de que mais de 150 mil visitantes passem pela feira, que é uma iniciativa da Abag, Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda, Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp, Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo, e SRB,  Sociedade Rural Brasileira. Sua organização é da Informa Exhibitions.

Fenabrave projeta vida longa ao atual modelo de negócios

São Bernardo do Campo, SP – Apostar em uma mudança completa do sistema atual de vendas em concessionárias é uma decisão arriscada na opinião de José Mauricio Andreta Junior, vice-presidente da Fenabrave. Ele foi um dos palestrantes do painel que encerrou o Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a prefeitura de São Bernardo do Campo na terça-feira, 26.

 

Para ele, o modo de se vender carro atual ainda terá uma vida longa: “Tudo tem seu tempo. As mudanças acontecerão, mas não serão tantas e nem na velocidade em que muitos acreditam”.

 

As vendas online deverão conquistar mais espaço nos próximos anos, mas Andreta acredita que a maior parte dos consumidores não comprará um carro pelo smartphone enquanto assiste televisão sentado no sofá da sala: eles buscarão uma revenda da marca que escolherem.

 

A visão do diretor da área automotiva da consultoria argentina Abeceb, Juan Pablo Ronderos, é um pouco diferente: para ele o sistema atual não é mais tão eficiente e a rede precisa mudar o foco e o modelo de negócios. Ele, que também participou do painel, sugeriu que os revendedores apostem nas vendas online e em ações de vendas especificas. “As vendas online representarão mais de 10% até 2030. O número de concessionárias no futuro será cada vez menor”.

 

Vendas diretas – Outro tema de debate foram as vendas diretas, que estão superando a faixa dos 40% nas últimas estatísticas divulgadas pela Fenabrave. Andreta afirmou que é preciso fazer uma análise mais especifica, pois parte delas passa por uma concessionária – como quando uma nota fiscal é emitida por montadora para um comprador de veículo PCD, taxista ou produtor rural.

 

“Nessas situações os clientes vão até uma revenda para ver o veículo, entregar as documentações, mas como o faturamento é feito pela montadora a venda é computada como direta”.

 

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Os carros elétricos foram outro alvo das discussões do último painel do Congresso. Para ambos os participantes ainda estão distantes de ser realidade na América Larina. “Esse setor não causará um impacto muito grande na região nos próximos 25 anos”, disse Ronderos. Para Andreta, os veículos elétricos terão seu espaço em outros mercados, como China, Europa e Estados Unidos.

 

No Brasil os avanços por motorizações menos poluentes devem seguir outros caminhos, como os híbridos flex que já estão em desenvolvimento, na opinião de Andreta, enquanto na Argentina uma solução pode ser o veículo movido a gás natural, de acordo com Ronderos.

 

Fotos: Rafael Cusato.