São Paulo – O Brasil é referência no desenvolvimento e produção de máquinas agrícolas e de construção, com alguns equipamentos produzidos apenas no País e exportados para todo o mundo. No caso da AGCO a fábrica de Ibirubá, RS, tornou-se referência no desenvolvimento e na produção de plantadeiras, abrigando um centro de engenharia local.
O desenvolvimento de novas plantadeiras é feito em conjunto com a equipe dos Estados Unidos, pois além do Brasil esta linha de equipamentos também é produzida em uma fábrica no Kansas. Vinícius Fior, diretor global de engenharia de plantio e preparo de solo da AGCO, falou um pouco mais sobre esse trabalho:
“Hoje não temos mais desenvolvimentos individual. Nossa equipe no Brasil trabalha junto com o dos Estados Unidos para o desenvolvimento de novas plantadeiras. Quando o equipamento entra em produção o Brasil abastece a América do Sul e a África e nossa fábrica no Kansas abastece toda a América do Norte e a Europa”.
Mesmo trabalhando em conjunto o Brasil é o único país no mundo em que a AGCO mantém Centro de Desenvolvimento apenas de plantadeiras: nos Estados Unidos o local compartilha o desenvolvimento de outras máquinas.
A maior equipe de engenharia dedicada a plantadeiras está na fábrica de Ibirubá, com cerca de cinquenta pessoas trabalhando em novos projetos e auxiliando os trabalhos realizados na América do Norte. Parte das peças usadas na produção estadunidense é feita no Brasil e exportada para a fábrica instalada no Kansas.
Fior disse que no momento a engenharia da AGCO trabalha em atualizações que serão aplicadas na plantadeira Momentum, que é produzida no Brasil, assim como em uma nova geração do equipamento que será produzida, inicialmente, na América do Norte.
O desenvolvimento é feito em conjunto e as fábricas produzem plantadeiras com desenhos diferentes porque os clientes da América do Sul e da África precisam de um equipamento com linhas de plantio diferentes das que os produtores da América do Norte e da Europa. A parte de cabine, tecnologia, motor e chassi seguem o padrão global.
De acordo com o executivo a operação da AGCO no Brasil tornou-se referência em plantadeiras de forma comum, pois a história do plantio passa pela unidade de Ibirubá: foi lá que a empresa realizou os primeiros desenvolvimentos deste tipo de máquina, com a criação de kits para adaptação de equipamentos que eram usadas no plantio.