Zarlenga sugere programa de exportação de veículos

São Bernardo do Campo, SP – O governo federal tem em mãos sugestões para uma política que visa a atração de investimentos para a produção de veículos com vocação exportadora. O projeto apresentado pelo presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, no Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, na terça-feira, 26, em São Bernardo do Campo, SP, tem como objetivo eliminar as distorções que prejudicam a competitividade do Brasil diante de outros mercados.

 

Zarlenga sugeriu que projetos com ao menos 50% do volume destinado para mercados além-Mercosul se enquadrem nesse programa. “Teriam um tratamento tributário especial. A elevação do Reintegra para 8% ou 9% já seria um bom começo, conserta metade da falta de competitividade [que o presidente calcula estar em 20%, dos quais 80% só por tributos]. O governo não abriria mão de receita, porque esses investimentos não vem. Mas eles poderiam vir”.

 

A intenção do presidente da GM é colocar no Brasil projetos de exportação que acabam sendo destinados a outros mercados, pela falta de competitividade da indústria brasileira.

 

“Como pode um País com 4,5 milhões de capacidade instalada, mercado de 3 milhões, não conseguir ter empresas lucrativas e exportar veículos? Hoje perdemos esses investimentos para a Coreia do Sul e México, que têm mercados domésticos bem menores. Não conseguimos exportar para a Colômbia, que é aqui do lado e possuímos acordo comercial, porque outros mercados são mais competitivos”.

 

A falta de lucratividade foi outro tema levantado pelo executivo, que recentemente anunciou R$ 10 bilhões em investimentos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, SP. Segundo ele, para que um projeto dê bom retorno aos investimentos e elimine a questão da exposição à variação cambial é preciso que ao menos 40% do volume seja exportado.

 

“Exportar é fundamental. Precisamos derrubar alguns mitos, como o de que as empresas continuarão aqui porque o mercado é grande. Não é. O Brasil representa 3,6% da produção mundial”.

 

Para o executivo a hora de atacar essas deficiências é agora. Zarlenga demonstrou otimismo com os pacotes de melhoria da infraestrutura sinalizado pelo governo, que ataca um dos entraves para as vendas externas. Mas é apenas um dos muitos itens: “Nós não nos acertamos nem aqui na região. As discussões sobre normas comuns ao Mercosul não avançam, seguimos com custos duplicados”.

 

Fotos: Rafael Cusato.

Toyota aposta no crescimento orgânico na região

São Bernardo do Campo, SP – A Toyota vem experimentando crescimento na produção de veículos no País, reflexo do desempenho comercial no mercado interno, na Argentina e demais mercados da América do Sul. A situação levou a companhia a adotar jornada de três turnos na fábrica de Sorocaba, SP, a única do mundo neste ritmo, segundo Celso Simomura, vice-presidente de compras e engenharia. De acordo com o executivo, a partir do dia 1 de abril, quando assume novo presidente na região, a montadora iniciará planejamento na América Latina com vistas ao crescimento sustentável.

 

Para uma montadora com vendas positivas em mercados importantes e capacidade ocupada, manter o crescimento é algo natural. Para dentro dos muros da Toyota, a situação representa, no entanto, um desafio. Simomura disse durante o Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo na terça-feira, 26, que trabalhar a pleno vapor demanda estudo profundo de como manter o ritmo sem que isso possa produzir reflexos em seu famoso sistema de produção:

 

“Nosso maior objetivo na América Latina é crescer de forma sustentável, nem que seja para vender um carro a mais por ano. Estamos vindo de recordes de exportações no Brasil e na Argentina, e a situação nos mostra que está na hora de planejar o futuro. E é isso que estamos fazendo no momento”.

 

O executivo disse que todas as possibilidades estão sendo estudadas e não descarta, por exemplo, expansão da produção: “Buscar mais mercados, novas oportunidades, como pretendemos fazer, nos força a analisar todas as situações e opções que temos”.

 

Com a chegada do novo presidente, a empresa inicia o plano Toyota One, por meio do qual pretende melhorar as sinergias nos mercados da América Latina, aumentar market share e inserir, aos poucos, veículos com novas tecnologias, como é o caso dos híbridos que a companhia já tem em portfólio.

 

Afora apostar no crescimento rápido e orgânico das operações de suas fábricas no Brasil e Argentina, a Toyota inclui também no planejamento regional a fábrica que mantém na Venezuela, país que passa por grave crise política e econômica. De acordo com Simomura, a unidade está em atividade e produz 50 veículos/mês.

 

Assim como a Volkswagen, a companhia buscar forma de proteger sua operação na América Latina da flutuação cambial com a exportação de componentes. No ano passado exportou 3,5 mil virabrequins para os Estados Unidos, para o Toyota Camry.

 

A produção em 2018, na região, foi de 351 mil veículos, um pouco mais do que as 324 mil unidades em 2017. O crescimento paulatino foi visto também nas vendas na região: no ano passado, 445 mil unidades, quatro mil unidades a mais do que em 2017.

 

Guaíba – Na terça-feira o diretor de Assuntos Governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, esteve reunido em Brasília, DF, com representante do governo federal e do governo do Rio Grande do Sul para discutir ampliação da atuação em Guaíba, onde mantém um Centro de Distribuição de veículos.

 

Durante o encontro, o governador Eduardo Leite apresentou as medidas que estão sendo adotadas no Estado para Bastos e Gustavo Maranhão, chefe do escritório de Brasília. Leite citou que o governo atua para reduzir a burocracia e as alíquotas de impostos estaduais, simplificar a relação tributária com o Estado e acelerar o licenciamento, sem deixar de garantir segurança nos processos ambientais, pautas alinhadas com as pretensões da Toyota de expandir sua atuação no Estado: “Estou confiante de que isso significará, num futuro, em médio prazo, a tomada de decisão, seja da Toyota de outras empresas para investirem em nosso Estado”.

 

Desde 2005, a Toyota mantém o CD em Guaíba. Segundo Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais, a intenção é ampliar a atuação. Bastos afirmou que o local já tem capacidade e mão de obra qualificada para montar veículos e não apenas distribuir, como é feito atualmente.

 

Foto: Rafael Cusato.

IBM: protagonismo nos autônomos poderá ser de novas empresas.

São Bernardo do Campo, SP – O consumidor começou a enxergar o automóvel como um ambiente de estar, de onde demandará tecnologias que possibilitem aproveitar o tempo do trajeto do ponto A para o ponto B da melhor maneira possível – seja por produtividade, adiantando tarefas do trabalho, seja em busca de entretenimento, via redes sociais, vídeos ou jogos.

 

Essa visão foi apresentada por Ricardo Barbosa, vice-presidente de desenvolvimento de tecnologias digitais e internet da IBM para a América Latina, no Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, em seu segundo dia, a terça-feira, 26.

 

Para o palestrante a busca por este ambiente gerado pelas novas demandas está sendo ocupado por novos competidores dentro da indústria: centenas de startups estão fornecendo novas tecnologias para o automóvel, que vão desde a sua produção até suas várias aplicações. Mas, para ele, “não podemos enxergar as startups como um problema: elas são a solução”.

 

A IBM acredita que os automóveis ‘conversarão’ com o motorista por meio de tecnologias de inteligência artificial. “Nos acostumamos com as dezenas de botões dos carros, mas eles estão com os dias contados. O futuro é por meio de voz.”

 

Este seria o meio do caminho até a introdução total da tecnologia autônoma, afirmou Barbosa, que salientou, entretanto, que quando este cenário se tornar realidade outras companhias poderão assumir o protagonismo da mobilidade.

 

Foto: Rafael Cusato.

VW mira exportação para além da América Latina

São Bernardo do Campo, SP – A Volkswagen tem como meta para o ano buscar maior lucratividade e a operação da empresa na América do Sul se estrutura para que, ao fim do ano, haja desempenho positivo – ainda que tímido. A informação é de Pablo Di Si, presidente da VW para a região, durante palestra no segundo dia do Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, na terça-feira, 26.

 

A companhia espera obter ganhos buscando novos mercados para além da América Latina com veículos produzidos aqui e na Argentina: “E nesse contexto os SUVs representam boa oportunidade pois são veículos com boa aceitação em todos os mercados mundiais”.

 

Di Si apontou o T-Cross, produzido em São José dos Pinhais, PR, e outro SUV que será produzido na Argentina, o Tarek, como protagonistas dentro deste planejamento. O SUV brasileiro terá como novos destinos, além da região, países da Ásia e África, e o modelo fabricado na Argentina tentará seguir o mesmo caminho.

 

O volume e a rentabilidade desses embarques serão baixos a princípio, admitiu Di Si, mas “serão importantes dentro de um contexto macro da operação, de um equilíbrio importação-exportação”.

 

Em sua apresentação o executivo mostrou também projeções para produção de veículos neste ano no País, 403 mil veículos, volume inferior aos 467 mil do ano passado. O decréscimo, segundo Pablo Di Si, é resultado da diminuição das exportações para a Argentina.

 

Ele também abordou em sua palestra expectativa em torno do aumento da participação de veículos equipados com câmbio automático no mercado interno: até 2020 deve chegar a 60% da oferta total, pelos cálculos VW, sendo que em seu universo particular o índice será ainda maior, 78%. Este cenário, segundo Di Si, poderá estimular a produção local de caixas de câmbio automáticas pela própria VW: “Estamos estudando esta possibilidade”.

 

O executivo ainda abordou o livre comércio automotivo do Brasil com o México, anunciado recentemente. Para ele quando o mercado é aberto do dia para a noite, ainda mais para uma indústria mais competitiva do que a nossa, como é o caso, sempre há consequências. Mas não acredito em uma invasão de carros mexicanos no Brasil”.

 

Foto: Rafael Cusato.

Caminhões: exportações precisam da atenção do governo.

São Bernardo do Campo, SP – As três fabricantes que detêm o maior volume de vendas de caminhões no País, Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Scania, observam nas medidas públicas uma possibilidade de aumentar a sua competitividade fora do País, especificamente nos mercados vizinhos. Sob sua ótica, sem as reformas, dentre uma série de outros fatores, os veículos comerciais produzidos aqui se tornam mais caros no exterior.

 

Segundo Carlos Santiago, vice-presidente de operações da M-B, o custo operacional da companhia no País faz com que, hoje, os veículos produzidos por outras fábricas da Daimler sejam os seus principais concorrentes na região: “É mais barato importar veículos de outras marcas do grupo do que produzir localmente. Precisamos apostar mais nos meios de produção 4.0 e nas reformas fiscais para aumentar a competitividade da nossa indústria”.

 

A companhia, que encerrou o bimestre como líder em vendas de caminhões com 4 mil 226 unidades, investiu R$ 100 milhões recentemente na modernização de suas linhas em São Bernardo do Campo, SP, onde são produzidos caminhões e ônibus. Boa parte dos recursos foram aplicados em sistemas digitais de produção e tecnologias aplicadas na montagem dos veículos.

 

Outro fator apontado como entrave aos negócios das montadoras fora do Brasil foi a crise pela qual passou o setor de caminhões nos últimos quatro anos. Para Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-venda da VWCO, a queda nos volumes internos levou as montadoras a elevarem os custos operacionais com o enfraquecimento da cadeia produtiva: “Os componentes ficaram mais caros e o cenário inibiu novos investimentos”.

 

Hoje, seguiu o executivo durante o Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, na segunda-feira, 25, a retomada do setor tornou viável novos aportes em produtos e linhas de produção, o que levou as montadoras a sustentarem as perdas no mercado interno com o volume das exportações.

 

Ainda que o cenário tenha mudado de perfil, as fabricantes atentam ainda para o fato de que a produção de caminhões do País precisa melhorar para que a indústria nacional possa competir com outros fabricantes. Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America, disse que veículos de alguns segmentos produzidos aqui ainda sofrem para vencerem barreiras nos mercados locais que possuem acordos de livre-comércio:

 

“É o caso do Chile, onde conseguimos entrar com veículos específicos para certas aplicações que demandam tecnologia. Há segmentos onde é muito complicado concorrer com competidores da China, por exemplo, em termos de custo e entrega”.

 

Foto: Rafael Cusato.

Indústria automotiva nacional deve buscar salto tecnológico

São Bernardo do Campo, SP – A necessidade de evolução tecnológica da indústria automotiva no curto prazo e as dificuldades impostas pelas legislações de Brasil e Argentina foram temas em debate no Congresso Latino Americano da Indústria Automotiva, realizado pela AutoData Editora na segunda-feira, 25.

 

Em painel com o presidente da Bosch, Besaliel Botelho e Flavio Sakai, presidente da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Mauro Correia, presidente da Caoa Montadora de Veículos, defendeu que a indústria nacional precisa elevar o nível de qualidade dos seus produtos.

 

“Para aumentar as exportações e sermos mais competitivos precisamos subir um degrau, aumentando a tecnologia embarcada dos veículos que produzimos aqui. Ao mesmo tempo, é preciso buscar maior produtividade nas fábricas.”

 

Para Botelho, mais que o salto tecnológico, as em presas do setor precisam entender a mudança que está acontecendo: “Autopeças, montadoras e sistemistas, estão se tornado empresas de tecnologia. É preciso ter atenção às alterações da indústria para acompanhar o mercado”.

 

O presidente da AEA seguiu a linha de raciocínio, mas ressaltou outra necessidade do mercado: “As montadoras precisam olhar mais para o ciclo de vida dos produtos, o que não aconteceu no passado. Na hora em que surgiu a necessidade deste salto tecnológico, a crise atingiu o mercado nacional e dificultou as mudanças”.

 

Com relação às dificuldades impostas pela legislação, Botelho descartou a falta de investimentos em desenvolvimento tecnológico e o poder de compra da população: “Nosso principal entrave é a cadeia de impostos e precisamos mudar isso. Acredito que o governo atual deu o primeiro passo a caminho dessas mudanças e espero que faça o que é necessário para trazer mais competitividade para a indústria”.

 

Para o executivo muitas empresas do setor já poderiam exportar tecnologia e competir em outros mercados se o volume de impostos permitissem.

 

Correia disse que o governo deve encarar de frente o problema dos impostos no Brasil: “Nós exportamos impostos. Este é um grande entrave que precisa ser solucionado rapidamente para trazer mais competitividade. A reforma tributária é extremamente necessária e acho que já deveria estar em andamento”.

No caso dos avanços tecnológicos nacionais, os três executivos concordaram que o Brasil “perdeu esse bonde” e o momento de receber grandes investimentos nessa área passou. Mas Sakai acredita que ainda há espaço para explorar:

 

“Precisamos achar nichos desse mercado para crescer. Temos muita competência para desenvolver softwares e podemos ganhar espaço em segmentos como o de carros conectados. No Brasil a conexão vai de 2G a 4G, com isso podemos criar sistemas que mantêm os carros conectados independentemente do nível de conexão”.

 

Uma das saídas apresentadas pelos executivos foram a união de grandes empresas do setor com startups e parcerias com faculdades. Segundo Botelho a aliança de grandes companhias com empresas jovens já está acontecendo, assim como a parceria com algumas universidades.

 

Sakai também afirmou que essa integração já existe, mas que a indústria busca uma aproximação maior com as faculdades para que os profissionais formados cheguem ao mercado atendendo às necessidades e expectativas da área em que atuarão.

 

Foto: Rafael Cusato.

Produção da América do Sul precisa de mais integração

São Bernardo do Campo, SP – A integração comercial Argentina, Brasil e demais países da região foi alvo de discussão no Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, realizado pela AutoData Editora na segunda-feira, 25, em São Bernardo do Campo, SP, com apoio da prefeitura. Aurélio Santana, diretor executivo da Anfavea, defendeu maior integração dos países da região e ressaltou o avanço do Brasil em alguns acordos comerciais:

 

“Esse ano iniciamos o livre comércio com o Peru e com o México, e, no ano passado, melhoramos o acordo vigente com a Colômbia, ampliando o volume de exportação. Esses contratos de livre comércio e de colaboração comercial são muito importantes para fortalecimento econômico e aumento da competitividade na região”.

 

O Brasil também possui acordo de livre comércio com o Uruguai e está negociando com o Paraguai, acrescentou Santana.

 

Cristiano Rattazi, representante da Adefa, associação que representa a indústria automotiva argentina, também defendeu a integração comercial na região. No caso de Argentina e Brasil considerou que as normas técnicas do setor automotivo precisam ser unificadas – mas lembrou que os países trabalham há mais de dez anos neste tema:

 

“Com o acordo de livre comércio com o México precisamos ser mais competitivos e uma das saídas para isso acontecer é a convergência, produzindo sob as mesmas normas, o que ajudaria a reduzir custos”.

 

Ratazzi também defendeu o fim de alguns impostos, como o de exportação, para que seja possível ser tão competitivo quanto o México, que já possui uma indústria preparada para produzir e vender veículos para outros mercados.

 

Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, associação que representa os fabricantes de autopeças nacionais, e Raul Amil, presidente da Afac, associação equivalente na Argentina, também participaram do painel e concordam com a necessidade de maior integração econômica dos países e da convergência da indústria automotiva de Argentina e Brasil. Para Ioschpe é necessário aumentar também a competitividade dos fabricantes de autopeças, mas de maneira geral:

 

“Competitividade é um problema em todas as áreas no Brasil e o processo de mudança deve ser horizontal, sem escolher setores para mudar a questão dos impostos. Também é necessário que o processo seja gradual, respeitando a competitividade atual da indústria do País”.

 

O executivo também acredita que a indústria automotiva precisa conquistar novos mercados, sem depender tanto da Argentina: “Já chegamos a exportar 28% do total produzido no País. Para este ano a projeção é de 19%, por causa da crise no país vizinho”.

 

Amil disse que para os dois países aumentarem a competitividade os governos precisam trabalhar para reduzir as cargas tributárias e ao mesmo tempo as empresas em evolução da produtividade e redução de custos: “Se essas mudanças acontecerem e novos acordos comerciais forem fechados poderemos ser uma indústria exportadora”.

 

A integração das indústrias de autopeças nos dois países também foi defendida pelos executivos e, segundo Amil, existem muitas possibilidades de negócios conjuntamente: “Em caixas de câmbio temos bom exemplo de complementariedade”.

 

Foto: Rafael Cusato

Ford Taboão tem mais interessados, diz Governo do Estado

São Bernardo do Campo, SP – O governo do Estado, que está à caça de interessados na fábrica da Ford do Taboão, segue em conversas com três possíveis compradores para a unidade, afirmou Patrícia Ellen, secretária estadual de desenvolvimento econômico, durante a abertura do Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, no Cenforpe, na segunda-feira, 25.

 

A secretária revelou que além destas três há mais propostas à mesa: “Consideramos três como as mais fortes porque são formais, mas há outras que surgiram como consultas e estão evoluindo para algo mais concreto. Manteremos os interessados em sigilo para não atrapalhar as negociações”.

 

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Henrique Meirelles, secretário estadual da Fazenda e Planejamento, também participante do evento, complementou a informação dizendo que os interessados na fábrica do Taboão são fabricantes de veículos instaladas no País e outras “que já tinham interesse em investir no Brasil”, mas que por razões internas adiaram o planejamento.

 

Ferramentaria — O governo do Estado de São Paulo apresentará em dez dias programa de incentivo às fabricantes de veículos para compra de ferramental no País, batizado como Pró-Ferramentaria. O projeto foi anunciado no fim do ano passado, durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

 

Henrique Meirelles disse que o programa oferecerá às empresas abatimento de créditos de ICMS, atualmente retidos, em negociações que envolvam compra de ferramental para produção de novos modelos.

 

Para o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando Junior, que também participou da abertura Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, a medida representa a possibilidade de fortalecimento da cadeia produtiva instalada na cidade: “Com acesso aos créditos retidos as montadoras terão condições de investir localmente em ferramental em vez de importar”.

 

Fotos: Rafael Cusato.

Conselho para o Rota 2030 se reúne pela primeira vez

São Bernardo do Campo, SP – Reuniu-se pela primeira vez em Brasília, DF, na sexta-feira, 22, o Conselho Gestor que selecionará os projetos e programas para inovação da indústria automotiva, previsto no texto original do programa Rota 2030. A informação foi divulgada pelo secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale, durante a abertura do Congresso Latino-americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo no Cenforpe, em SBC, na segunda-feira, 25.

 

Este Conselho Gestor será o responsável por decidir aonde será aplicado o dinheiro arrecadado com os 2% pagos na importação de peças e componentes que fazem parte do sistema de ex-tarifário. Segundo Megale, apenas nos três primeiros meses do ano o valor arrecadado chegou perto de R$ 40 milhões, que serão destinados a projetos apresentados por empresas e instituições voltadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação.

 

“Fomos surpreendidos. A arrecadação superou as nossas estimativas”, afirmou Megale. De acordo com o secretário uma das primeiras funções do conselho será analisar os projetos já submetidos. “Vamos fazer a pré-triagem e tomar a decisão. A próxima reunião está agendada para o meio de abril.”

 

A portaria que criou esse Conselho Gestor foi publicada em 13 de março no Diário Oficial da União. O Conselho é formado pelo secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação – no caso, Megale, que é também o presidente do conselho –, outros três integrantes do Ministério da Economia, dois do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, um da Anfavea, um do Sindipeças, um da ABVCAP, Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, um da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva e um da UGT, União Geral dos Trabalhadores, bem como seus respectivos suplentes.

 

Embora esteja previsto no texto que as reuniões sejam semestrais, os próprios integrantes do Conselho Gestor concordam que um prazo mais curto será necessário – “algo como reuniões trimestrais”.

 

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Em sua apresentação Megale comentou que o Ministério da Economia trabalha em dois eixos: redução da burocracia empresarial e ampliação da inovação e digitalização da indústria. O secretário foi o representante do Governo Federal na cerimônia de abertura do Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, na qual também participaram o Publisher de AutoData, Márcio Stefani, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, e o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles.

 

Foto: Rafael Cusato.

Uma máquina de alta performance

Lançado na Fenatran de 2017, o VW Constellation 32.360 V-Tronic fez sua estreia no início do ano passado no mercado brasileiro e é a grande aposta da MAN Latin America para atender as demandas, agora mais fortalecidas com a retomada econômica do País, de segmentos como terraplanagem, florestal e, particularmente, mineração.

 

Elaborado dentro do conceito “tailor made” da fabricante de Resende, RJ, reconhecida no mercado pela qualidade de seus produtos vocacionados, esse caminhão alia robustez com alta tecnologia. O Constellation VW 32.360 vem equipado com a transmissão automatizada V-Tronic ZF, de 16 velocidades, motor Cummins ISL com 360 cv de potência e torque poderoso de 163,1 kgfm.

 

Como esse caminhão foi projetado para pegar no pesado, ou seja, atuar em canteiros de obras em condições extremamente severas – minerações normalmente são em áreas de montanhas – eixos traseiros com redução no cubo e freio motor de cabeçote de alta performance são indispensáveis itens que contribuem para melhorar a performance e, naturalmente, a segurança.

 

A engenharia MAN se preocupou em acrescentar item extra de segurança: as “cuícas de freio” foram posicionadas na parte superior do eixo e essa solução permite que o veículo trafegue por terrenos acidentados e irregulares sem qualquer risco de danos ao sistema de freios. 

 

Além disso, o VW Constellation 32.360 tem freios à tambor com sistemas ABS com EBD e ATC. O modelo também conta com o sistema EasyStart para auxílio em terrenos com subida e do Modo Manobra, que auxilia no trânsito em locais estreitos e confinados.

 

Esse é o modelo mais novo da família de caminhões 6×4 da Volkswagen. E também, por conta de sua vocação para o trabalho pesado, é o modelo mais forte dentro do line up de rígidos 6×4 traçados da marca.