Randon quer retomar o seu melhor volume em 2019

São Paulo – No ano em que comemora 70 anos a Randon espera retornar a 2013, quando comercializou 24 mil implementos rodoviários – seu melhor volume histórico. Mesmo diante de um mercado menor: “As vendas de implementos deverão alcançar de 50 mil a 55 mil unidades, contra 70 mil em 2013”, projetou Alexandre Gazzi, seu COO. Mesmo assim será possível retornar ao nosso patamar daquele ano, se o mercado continuar respondendo como está hoje”.

 

A projeção otimista foi divulgada na quarta-feira, 20, durante entrevista coletiva realizada na sede da empresa, em Caxias do Sul, RS, para apresentar os resultados de 2018 e as projeções para 2019. A receita líquida da Randon cresceu 45,1% no ano passado diante de 2017, chegando a R$ 4,3 bilhões, enquanto a expectativa inicial era atingir R$ 3,6 bilhões, superando os números registrados pela empresa em 2013. A receita bruta chegou a R$ 6 bilhões, 43,4% maior do que a de 2017.

 

O ebtida da empresa no ano passado foi de R$ 559,8 milhões, expansão de 81,6% contra o ano anterior, e o lucro líquido chegou a R$ 151,7 milhões, com margem líquida de 3,6%, ante R$ 46,7 milhões com margem líquida de 1,6% na mesma base de comparação.

 

David Randon, presidente da companhia, disse que o crescimento conquistado no ano passado consolida a expansão que começou em 2017: “Mesmo durante a crise nós promovemos a readequação de processos e de estruturas organizacionais e investimos em modelos de negócios robustos e diversificados. Com isso, quando o mercado reaqueceu, estávamos prontos para atender à demanda”.

 

A Randon também comprou uma série de empresas ligadas ao setor nos últimos dois anos, como a Fremax e a Jurid, o que ajudou nos números positivos, e investiu R$ 335,1 milhões no ano passado – R$ 137,4 milhões em manutenção e ampliação fabril e R$ 197,6 milhões na compra da Fremax.

 

A Divisão Autopeças foi a que registrou os melhores números e representou 50,8% da receita líquida, somando R$ 2,2 bilhões, com o mercado interno puxando 72% das vendas e o resto do volume sendo comercializado para outros países. Já a Divisão Montadora representou 45,3% do total, R$ 1,9 bilhão, com as vendas no Brasil chegando a 17 mil 79 unidades, crescimento de 69,5% na comparação com 2017. À Divisão de Serviços Financeiros correspondeu 3,8%.

 

As exportações somaram R$ 182,3 milhões no ano passado, crescimento de 17,3% sobre o ano anterior, e representaram 15,7% da receita líquida total, porcentual um pouco menor do que o registrado em 2017, 16,8%. A geração de empregos também acompanhou o crescimento da companhia em 2018, com o quadro de funcionários chegando a 10 mil 714, contra 7 mil 821 no ano anterior, considerando as novas contratações e os funcionários que vieram das empresas adquiridas.

 

Para 2019 a Randon espera receita bruta em torno de R$ 7 bilhões, crescimento de aproximadamente 16%, e expansão parecida para a receita líquida, que deve chegar a R$ 5 bilhões. Para consolidar essas projeções a companhia espera aumento de até 12% na produção nacional de caminhões, com as vendas crescendo um pouco mais, acima de 20%, com maior demanda do mercado interno, pois a expectativa é a de retração para as exportações.

 

Disse Gazzi: “Este ano acredito que o crescimento do setor ainda será puxado pelos pesados, principalmente pelo agronegócio. Médios e leves dependem do varejo que ainda mostra uma recuperação lenta e não acredito que isso mudará muito ao longo do ano”.

 

Foto Julio Soares|Objetiva/Divulgação.

Nissan e Mitsubishi lançam minicarros no Japão

São Paulo – Nissan e Mitsubishi anunciaram, por meio de sua joint-venture NMKV, o lançamento de quatro miniveículos dotados de tecnologias de condução semiautônoma para o mercado japonês. Eles serão produzidos na fábrica da Mitsubishi em Kurashiki, Japão.

 

A introdução das tecnologias semiautônomas é a grande novidade. São dois Nissan, o Dayz e o Dayz Highway Star, e dois Mitsubishi, o eK wagon e o eK X.

 

Não são os primeiros modelos colocados no mercado pela NMKV, que apresentou sua primeira geração em 2013, três anos antes da entrada da Mitsubishi na Aliança Renault Nissan. No mês passado foi lançado, na Indonésia, o Nissan Livina, que compartilha plataforma com o Mitsubishi Xpander.

 

Foto: Divulgação.

Argentina mantém sistema de cotas com o México

São Paulo – Também previsto para começar este ano o livre comércio de veículos da Argentina com o México foi postergado para 19 de março de 2022. Diferentemente da negociação de mexicanos e brasileiros, que optaram por dar início ao comércio sem barreiras tributárias desde já, os governos argentino e mexicano mantiveram o sistema de cotas por mais três anos.

 

Nota divulgada pelo Ministério de Produção e Trabalho da Argentina justifica que ambos os países entendem que é preciso melhorar as condições de acesso de modelos argentinos ao mercado mexicano antes de entrar no livre comércio. Negociações nesse sentido serão conduzidas ao longo deste ano.

 

Pelo novo acordo os dois países poderão fazer intercâmbio comercial de veículos leves de até US$ 701 milhões este ano, valor 10% superior ao de 2018. A cota sobe para US$ 737 milhões em 2020 e para US$ 774 milhões em 2021, reajuste de 5% ao ano.

 

Em nota a Adefa celebrou a extensão do acordo por cotas: “Esforço conjunto do setor público e privado permitiu chegar a esse novo acordo comercial a partir da última cota, em linha com os pedidos da entidade”.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo entra no segmento metroferroviário

São Paulo – A Marcopolo criou uma nova unidade de negócios para operar no sistema metroferroviário. Em parceria com a Aeromovel Brasil, especializada em mobilidade urbana, a Marcopolo Rail produzirá carrocerias para veículos de transportes de massa em vias elevadas e para VLT, veículos leves sobre trilhos.

 

A nova marca foi apresentada na terça-feira, 19, durante a NT Expo, feira dedicada ao setor metroferroviário. A Aeromovel fornecerá a tecnologia elétrica que movimentará o veículo, que usa sistema de ar comprimido em tubos para a locomoção e tecnologia autônoma de condução, enquanto a Marcopolo fará a carroceria.

 

Foram dois anos de desenvolvimento da nova carroceria, que consumiram R$ 10 milhões em investimento na fábrica Ana Rech, em Caxias do Sul, RS – aplicados na ferramentaria, linha de produção e engenharia. Segundo Petras Santos, chefe de negócios da Marcopolo, a produção será feita em uma linha separada das demais: “Teremos uma área destinada para a produção dessas carrocerias para conseguir atender futuras demandas que surgirão do mercado”.

 

O primeiro produto da Marcopolo Rail é uma carroceria para aeromovel com 25 metros, articulada e com capacidade para transportar 280 passageiros. Pode ser usada em sistemas de transporte público ou privado, como em aeroportos.

 

Santos disse que não tem nenhum contrato fechado, mas existem 110 negociações, nacionais e internacionais: “Esse é um projeto global e queremos avançar tanto no Brasil quanto em outros mercado. Temos uma equipe em Nova York que será responsável pelas negociações na região e que é muito promissora”.

 

A empresa também está negociando com a GRU Airport, operadora do Aeroporto Internacional de Cumbica, Guarulhos, SP, para fazer o transporte dos passageiros da estação de trem até o terminal de embarque, e com o governo baiano, onde existe mais de um projeto em andamento.

 

O Aeromovel precisa, além da carroceria e da tecnologia de propulsão, da construção de uma estrutura elevada por onde o veículo trafega. A Aeromovel Brasil indicará empresas que constroem essas estruturas para os clientes que estão em negociação. Seu CEO Marcus Coester disse que ela pode ser construída rapidamente, dependendo do nível de investimento que será feito: “Temos exemplos de vias de 2,5 quilômetros que foram construídas em oito meses em outros países”.

 

Coester acredita que esse tipo de transporte ganhará muito mercado nos próximos anos “por se tratar de um veículo que não emite poluentes, por ser elétrico, e que não necessita de motorista, além de poder ser compartilhado por várias pessoas ao mesmo tempo”. O custo de operação desse tipo de veículo chega a ser 80% inferior quando comparado com um ônibus movido a diesel, segundo ele.

 

O primeiro aeromovel do Brasil opera no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, RS. São dois veículos, um com capacidade para transportar trezentas pessoas e outro para 150.

 

“Nesse projeto os veículos circulam em uma linha de aproximadamente 1 quilômetro. Como a demanda no aeroporto está crescendo já estamos negociando para fornecer uma nova unidade com capacidade para transportar trezentos passageiros”.

 

Foto: Divulgação.

Volvo entrega biarticulados para Metra

São Paulo – A Volvo entregou 25 ônibus B340M articulados para a Metra, que opera o corredor Diadema-Brooklin, em São Paulo. Com capacidade para transportar até 180 passageiros os veículos substituem os modelos convencionais que estavam sendo usados no corredor de 12 quilômetros, por onde passam mais de 85 mil pessoas por dia.

 

Os modelos têm carroceria Caio Millenium.

 

Em setembro do ano passado a Volvo entregou 110 ônibus dos modelos B250R para o sistema de transporte da Capital paulista. Segundo Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses para a América Latina, a companhia ficou “feliz em levar a São Paulo a qualidade e a segurança dos nossos veículos”.

 

Foto: Divulgação.

Daniel Randon é o novo CEO das Empresas Randon

São Paulo – As Empresas Randon nomearam Daniel Randon para o cargo de CEO, sucedendo a seu irmão David Randon, no cargo desde 2009 e que, agora, assumirá a presidência do Conselho de Administração.

 

Daniel ocupava a vice-presidência da diretoria corporativa, cargo que agora será de seu outro irmão, Alexandre Randon. As mudanças serão confirmadas em 8 de maio, durante reunião do Conselho.

 

O executivo tem 42 anos e trabalha há vinte na empresa. A sucessão, segundo acionistas controladores da companhia, é um processo natural na governança da Randon. O próprio David sucedeu a seu pai, Raul Randon – falecido no ano passado.

 

O Grupo é composto por onze empresas, donas de 21 unidades industriais e presente em mais de cem países. Em 2019 completa 70 anos.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação.

Livre comércio com o México abre nova página

São Paulo – Respeitado o previsto no Acordo de Complementação Econômica 55, que regula o comércio automotivo e a integração produtiva do Brasil com o México, entra em cena o livre comércio de veículos leves e autopeças nos dois mercados e vira-se a página da discussão de cotas. O trabalho da indústria, agora, é buscar reforçar a competitividade da produção nacional e evitar, assim, a fuga de investimentos para lá.

 

Fonte da indústria afirmou à reportagem que este é o maior temor das montadoras aqui instaladas. Nos últimos anos as cotas sequer foram preenchidas por ambos os lados, embora o México seja superavitário no comércio exterior automotivo.

 

“Mas com a possibilidade de direcionar investimento para o México com objetivo de abastecer também o Brasil é possível que as importações cresçam.”

 

Em recente entrevista a AutoData o presidente da General Motors América do Sul, Carlos Zarlenga, calculou que o México terá condições de exportar 750 mil unidades para o Brasil em 2021 com o livre comércio, apenas com os investimentos já anunciados.

 

“Se acelerar até 2024 esse volume pode superar 1 milhão de unidades.”

 

Estima-se em 20% a 25% a ineficiência da produção local comparada com o México, em boa parte dos portões para fora – impostos, custos logísticos, etc. Em uma indústria global, com produtos semelhantes oferecidos a diferentes mercados, é natural que as planilhas apontem na direção de um país com custos menores na hora de decidir onde colocar o dinheiro.

 

O recado que a indústria deseja passar para o governo é que os investimentos no País devem ser pensados de forma global. Os R$ 10 bilhões anunciado por Zarlenga na terça-feira, 19, não o são: “É para o mercado local, Brasil e Argentina. Temos que exportar mais, para fora do Mercosul. E não podemos exportar impostos, nossa competitividade é baixa porque exportamos impostos”.

 

Zarlenga defende um programa de investimento para exportação, como é feito no México e na Coreia do Sul. O país asiático, segundo o executivo, tem mercado interno de 1 milhão de unidades por ano e exporta 4 milhões de unidades: “Aqui nós temos mercado próximo a 3 milhões. Imagina o que poderíamos fazer se tivéssemos competitividade para exportar”.

 

Para isso o executivo pede tratamento fiscal diferenciado para os produtos exportados: “Acredito que conseguiríamos atrair muitos investimentos para o Brasil. Essa é a conversa que precisamos ter, é a oportunidade para fazer crescer nossa produção”.

 

Mais setores – O Ministério da Economia divulgou na tarde da terça-feira, 19, nota com alguns pormenores a respeito do agora livre comércio do Brasil com o México. Além da elevação de 35% para 40% do conteúdo regional informou que acabou a lista de exceções, que previa regras de origem especificas para autopeças.

 

O livre comércio automotivo é o primeiro passo para aprofundar as relações comerciais dos dois países latino-americanos. No ano que vem ele deve ser estendido ao segmento de veículos pesados, conforme previsto, e o governo brasileiro tem interesse em ampliar para outros setores industriais e agrícolas.

 

Diz a nota: “Dentro de uma dinâmica de abertura e de aproveitamento do pleno potencial das duas maiores economias da América Latina o governo brasileiro pretende retomar as negociações para um acordo mais abrangente de livre comércio com o México, paralisadas desde 2017”. 

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

Neobus desenvolve ônibus para a Santo Ângelo

São Paulo – A Neobus desenvolveu uma nova versão do ônibus urbano New Mega para a Auto Viação Santo Ângelo, de Curitiba, PR. Com cinco portas – três do lado direito e duas do esquerdo – e chassi dianteiro nove unidades começaram a operar no sistema metropolitano da Capital do Paraná para transportar passageiros de bairros afastados até as plataformas.

 

Segundo o diretor João Paulo Ledur a nova versão quebra um paradigma: nenhum modelo com motor dianteiro e configuração Padron, adotada no modelo, havia sido utilizado no sistema de transporte de Curitiba: apenas com motor traseiro.

 

Com 13 m 30 de comprimento o modelo é montado sobre chassi Mercedes-Benz OF-1721L e pode transportar 76 passageiros, 27 deles sentados.

 

Foto: Gelson Mello da Costa.

O dia em que a GM saiu do Estado de São Paulo

São Paulo – 19 de dezembro. Toca o telefone do comitê de transição do novo governo do Estado de São Paulo. Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors do Brasil, diz a seu interlocutor: “Precisamos ser recebidos pelo governador eleito. É urgente”. A reunião, marcada para o dia seguinte, tinha duas expectativas distintas: do lado do governador recém-eleito esperava-se que a GM fosse anunciar novos investimentos no Estado. Na reunião do dia 20 veio o balde d’água fria: Carlos Zarlenga, então presidente da GM Mercosul, comunica pessoalmente a João Doria que havia uma decisão da matriz de fechar as fábricas no Estado de São Paulo.

 

O próprio governador descreveu esses dois momentos [ao lado de Zarlenga e Munhoz] durante o anúncio do investimento de R$ 10 bilhões exclusivamente nas fábricas paulistas de São Caetano do Sul e de São José dos Campos para exaltar a agilidade da sua equipe em procurar alternativas e negociar incentivos para o não fechamento dessas unidades: “Este é um case histórico de reversão: mantivemos 65 mil postos de trabalho que seriam eliminados em nosso Estado”.

 

Naquele momento, em dezembro, entrou em cena o ainda ex-candidato à presidência da República e futuro secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles. Ele é amigo de Barry Engle, vice-presidente internacional da GM, e de Miami, nos Estados Unidos, Meirelles ligou para Engle pedindo para conversar sobre o assunto. Segundo Doria, Engle tomou um avião de Detroit, MI, e foi até a Flórida e ouviu pedido de Meirelles para que o board da GM revisse a decisão e desse uma oportunidade para que o novo governo criasse uma solução.

 

Para atender reivindicação da GM o governo do Estado criou o programa IncentivAuto, que devolve ICMS de produtos que tiveram investimento a partir de R$ 1 bilhão com geração de quatrocentos novos postos de trabalho.

 

Apesar desse programa também estar disponível para todos os fabricantes instalados no Estado nos corredores do Palácio do Bandeirantes um burburinho dava conta de que o IncentivAuto foi formatado para a GM. É que com o valor de R$ 10 bilhões os novos modelos Chevrolet poderão recolher a taxa máxima de devolução de ICMS, que é de 25%.

 

E após as negociações conduzidas pelo presidente Carlos Zarlenga com concessionários, fornecedores e sindicatos das duas fábricas em 19 de março, portanto três meses após o dia em que a GM decidiu sair de São Paulo, a fabricante diz que fica e que fará um dos maiores investimentos no Estado.

 

Foto: Leandro Alves.

CargoX lança a Sala do Caminhoneiro

São Paulo – A CargoX, startup brasileira do segmento de transporte de cargas, lançará em parceria com a Petrobras Distribuidora a Sala do Caminhoneiro, espaço destinado a motoristas com ambiente de convivência e serviços inéditos, como máquina de lavar roupas.

 

Será no Graal 125 Norte, da Rede Siga Bem, na rodovia dos Bandeirantes, em Santa Bárbara D’Oeste, SP, na quarta-feira, 27.