VWCO aumenta oferta do Constellation com semipesado

São Paulo – O Constellation 30.280 8×2 é a novidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus para o segmento de semipesados. Segundo a companhia sua principal vantagem competitiva é o uso do sistema EGR, que atua no controle de emissões de gases poluentes, dispensando o uso de Arla 32 e, com isso, não requerendo tanque extra para o aditivo, reduzindo o peso e facilitando a instalação do implemento.

 

O modelo é o único 8×2 do mercado a oferecer essa tecnologia.

 

O VW Constellation 30.280 8×2 é indicado para operações rodoviárias de médias e longas distâncias, com implementos como baú carga geral, carga seca, tanque e graneleiro. O caminhão é equipado com motor MAN D08 de 277 cv, que trabalha junto com transmissão mecânica de nove marchas da ZF. A transmissão automatizada pode ser instalada como opcional.

 

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Anfavea tem diretor de assuntos institucionais

São Paulo – André Jalonetsky – ex-portal Ig e, muito lá atrás, revista Autoesporte – assumiu na terça-feira, 12, o cargo de diretor de assuntos institucionais da Anfavea, o que engloba, também, a área de comunicação e de relações com a imprensa. Seu adentrar à entidade coincide com o instante em que essas duas indústrias, a de comunicação e a da produção de veículos, passam, ao mesmo tempo, por tempestades próprias.

 

A vantagem é que Jalonetski é dono de perfil conceitual superior, adequado para fazer se entrecruzarem as duas indústrias e para procurar o paralelismo de suas ações, integrando necessidades, interesses e objetivos.

 

Pragmático, ele sabe disso e tem experiência e cultura para – no apoio ao futuro presidente da Anfavea e no de seus vice-presidentes e dos novos companheiros de entidade –, vir a ser o estrategista e o tático de um novo mundo que se anuncia para o pessoal das duas indústrias.

 

Ele gosta de uma ideia: a da transparência.

 

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NGK tem cinco novos modelos de bobinas de ignição

São Paulo – A NGK lançou cinco modelos de bobinas de ignição para o mercado de reposição, que atendem a veículos produzidos por Fiat, General Motors, Honda e Toyota. Segundo a empresa os novos modelos já estão na rede de distribuidores, de autopeças e nas oficinas mecânicas.

 

As bobinas de ignição foram desenvolvidas no Brasil, em Mogi das Cruzes, SP, onde fica o centro de desenvolvimento ténico da NGK. Com o lançamento a empresa ampliou sua linha de bobinas para quarenta aplicações e, segundo Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da empresa, as novas bobinas completam o portfólio no mercado de reposição.

Venda de caminhões cresce, mas ritmo tende a reduzir

São Paulo – Mesmo com as notícias de que uma das marcas pretende deixar o mercado nacional até o fim deste ano, o impacto nos emplacamentos de caminhões ainda não foi sentido. De acordo com a Anfavea, haverá um movimento reflexo da decisão da Ford de abandonar seu negócio de caminhões nas vendas em alguns meses este ano, mas o resultado acumulado pode não ser alterado:  

 

“Precisamos aguardar uns três meses para saber como vai se comportar o ambiente de negócios, as vendas realizadas ou canceladas por conta da Ford”, disse Gustavo Bonini, vice-presidente da entidade.

 

Pelo segundo mês as vendas de caminhões chegaram próximas a 7 mil unidades [exatos 6 mil 876 caminhões], resultado considerado muito bom pelo executivo: “No primeiro semestre de 2018 o ritmo de vendas era de 4 a 6 mil unidades/mês. Ano passado alcançamos o pico de 7 mil/mês somente no segundo semestre, tradicionalmente melhor que o primeiro. Os números de 2019 mostram que a régua subiu, e isso é positivo”.

 

Na comparação com fevereiro de 2018 os emplacamentos cresceram 70,2% e sobre janeiro o desempenho tendeu à estabilidade, com retração de apenas 1,6% – por conta do menor número de dias úteis.

 

O dado mais consistente é o do acumulado de 2019: os 13,9 mil caminhões negociados representam crescimento de 61% com relação a igual período do ano passado. No entanto, há hipótese de que esse aumento substancial possa não ter continuidade nos próximos meses, já que a Anfavea projeta um incremento de 15,3% para 2019.

 

Assim, independente do que acontecerá no mercado por conta da Ford há expectativa de diminuição natural do ritmo de crescimento nas vendas de caminhões. Mas não é um movimento que preocupa os fabricantes. Por enquanto. Além disso, ainda há a oportunidade para ocupar o espaço da Ford nos segmentos em que é forte, como em caminhões leves e médios. A alta ociosidade das fábricas de caminhões pode ajudar algumas empresas. Agilidade para ocupar esse espaço é o nome do jogo neste momento.

 

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Chuva paralisa produção da Mercedes-Benz

São Paulo – A produção da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, foi interrompida na segunda-feira, 11, por causa da forte chuva que atingiu a região na noite de domingo, 10, e não tem data definida para retornar. Diversas áreas da fábrica ficaram alagadas, inclusive a produção de caminhões.

 

De acordo com a empresa as áreas de manutenção, segurança e logística estão trabalhando para fazer toda a limpeza e intervenções necessárias para que a fábrica volte a produzir o quanto antes.

 

Vídeos e fotos divulgados em redes sociais dão uma dimensão do estrago na unidade que, segundo fontes, ficou sem energia elétrica durante parte do dia.

 

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Hyundai investe R$ 125 milhões em Piracicaba

São Paulo – A Hyundai anunciou na segunda-feira, 11, R$ 125 milhões em investimento em Piracicaba, SP, para melhorias nas operações e para aquisições de novos equipamentos, como robôs. Com isto a sua capacidade produtiva crescerá de 180 mil unidades para 210 mil/ano – ou de 36 veículos para 42 por hora, em três turnos.

 

Segundo a companhia, no ano passado – graças a ganhos pontuais de eficiência em processos de produção – saíram das linhas piracicabanas 193 mil unidades. Em nota Eduardo Jin, presidente e CEO da Hyundai Motor Brasil, contou o que tornou possível essa superação do teto da capacidade: “Nossa fábrica passou por melhorias em diversas áreas, principalmente nas estruturas de solda, pintura e montagem”.

 

Jin afirmou que os 30 mil veículos anuais a mais atenderão prioritariamente ao mercado brasileiro, que, segundo a Anfavea, deverá crescer mais do que 10% este ano: “Com isto a Hyundai poderá manter sua participação de mercado ao longo do ano”.

 

Inaugurada em 2012 a unidade de Piracicaba contava com 2,5 mil funcionários e produzia 150 mil unidades. Um ano depois, com o terceiro turno e duzentas contratações, a capacidade saltou para 180 mil veículos/ano. Além do mercado brasileiro os HB20 e Creta produzidos ali seguem para Colômbia, Paraguai e Uruguai.

 

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Exportações fecham bimestre em queda

São Paulo – Outrora fornecedora de resultados positivos as exportações de veículos fecharam o primeiro bimestre com 42% de recuo com relação aos primeiros dois meses de 2018. Foram embarcados 65,5 mil veículos no bimestre, volume inferior, inclusive, ao de fevereiro do ano passado, quando os embarques somaram 66,3 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 11.

 

Em fevereiro partiram 40,5 mil veículos para outros mercados, 38,9% menos do que no mesmo mês do ano passado. Na comparação com janeiro, porém, o volume de embarques cresceu 61,8%.

 

“Estamos ainda muito longe dos resultados que tivemos no ano passado”, disse o presidente Antonio Megale. “A Argentina, nosso principal cliente, segue com grandes dificuldades. Vamos torcer para que eles consigam equacionar esses problemas”.

 

De acordo com o executivo o desempenho das vendas externas deverá seguir com dificuldades durante todo o primeiro semestre, com alguma recuperação, quem sabe?, no último trimestre – insuficiente ainda para reverter a queda do setor.

 

Em valores as exportações renderam aos cofres das companhias cerca de US$ 1,5 bilhão no bimestre, recuo de 36% com relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro foram US$ 876,4 bilhões em receita, 40,8% abaixo do mesmo mês de 2018 e 23,1% acima de janeiro.

 

“Quando as exportações rendem mais do que R$ 1 bilhão em um mês é sinal de que as coisas vão bem. Estamos abaixo.”

 

México. Em poucos dias vence o acordo comercial bilateral automotivo com o México, avançando para um cenário de livre comércio. A tendência, entretanto, é um novo acordo com cotas, desta vez maiores, segundo Megale. “Os governos estão conversando nesse sentido”.

 

O executivo disse que, embora a Anfavea defenda as fronteiras abertas, é preciso um novo prazo para equalizar a competitividade da indústria brasileira, ainda baixa comparado com a realidade mexicana. Existem ainda outros itens a se definir, como questões de conteúdo local — o que leva o presidente da Anfavea a acreditar em novo acordo com cotas, embora sem precisar uma data para essa definição.

 

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Produção de máquinas cai 10% em fevereiro

São Paulo – A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 3 mil 507 unidades em fevereiro, queda de 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 11. Com relação a janeiro houve alta de 20,7% e, segundo o presidente Antonio Megale, há espaço para que a produção cresça ao longo do ano, desde que não faltem recursos para financiamento do Plano Safra 2018/2019 e do próximo, que começa em 1º de junho.

 

No bimestre saíram das linhas de montagem 6 mil 413 máquinas, queda de 3,3% com relação a janeiro e fevereiro do ano passado.

 

Foram comercializadas 2 mil 874 unidades em fevereiro, alta de 19,8% ante igual período do ano passado e de 7,9% ante janeiro. No acumulado do ano as vendas chegaram a 5 mil 537 máquinas, crescimento de 38,4% contra o primeiro bimestre de 2018: “O agronegócio teve um começo de ano forte e as perspectivas para o ano são boas, com previsão de safra acima das 230 milhões de toneladas”.

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor de máquinas, disse que mesmo com as incertezas sobre o fim do atual Plano Safra e a transição para o próximo, a confiança do produtor segue em alta e os investimentos não pararam, mas, para isso, não pode faltar recurso para os financiamentos: “Os produtores de soja também podem aproveitar as negociações com a China, que está pagando preço premium pela produção nacional”.

 

As exportações de máquinas atingiram 834 unidades, retração de 10,6% na comparação com fevereiro do ano passado e de 7,8% no bimestre. Megale disse que a queda foi causada pelo mesmo motivo que atinge os veículos — a crise econômica na Argentina, que é o principal destino das máquinas nacionais.

 

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Aumento da produção é a boa notícia da Anfavea

São Paulo – A melhor notícia anunciada pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, na sua reunião com a imprensa em que foi divulgado o balanço de fevereiro e do primeiro bimestre, na segunda-feira, 11, foi o crescimento de 20% no ritmo das linhas de produção no mês passado, comparado com fevereiro de 2018. Foram produzidos 257,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no mês, o melhor volume para fevereiro desde 2014.

 

Apesar do fato de fevereiro do ano passado ter tido carnaval, feriado que, este ano, ocorreu em março, Megale comemorou a aceleração das linhas: “As empresas estão apostando em um mercado brasileiro com volumes altos nos próximos meses. Comparado com janeiro o avanço foi de 30%. É a melhor notícia do dia”.

 

No bimestre saíram das linhas de montagem 455,3 mil veículos, resultado 5,3% superior ao dos primeiros dois meses do ano passado – e reverteu o recuo de 10% de janeiro comparado com janeiro de 2018. As projeções da Anfavea para o ano indicam crescimento de 9%: “Manteremos as estimativas. Somente após o desempenho do primeiro quadrimestre é que poderemos ter uma ideia mais clara de tendência”.

 

O saldo de empregos ficou positivo, com 514 postos de trabalho criados no mês passado. Segundo Megale oitenta trabalhadores em lay off retornaram às linhas em fevereiro – agora a indústria mantém, no total, 696 pessoas em lay off.

 

O presidente da Anfavea considerou positiva, também, a iniciativa do governo do Estado de São Paulo de criar o IncentivAuto, programa que promete desconto em ICMS para montadoras que investirem, ao menos, R$ 1 bilhão no Estado. Mas, segundo ele, o problema da indústria, no curto prazo, permanece o mesmo.

 

“Toda redução de carga tributária é bem-vinda. O Brasil tem problema de competitividade e impostos mais baixos são positivos. Mas não resolve o problema de crédito acumulado de ICMS que o Estado de São Paulo tem que repassar às empresas”.

 

Megale disse que o programa foi uma iniciativa do governo do Estado e que a Anfavea, embora soubesse de suas intenções, não participou das discussões. Ressaltou, também, que a equipe econômica do Estado “está sensível” com a questão do crédito acumulado de ICMS e mantém portas abertas para o diálogo em busca de soluções.

 

O decreto do IncentivAuto foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo do sábado, 9. Restam ainda algumas definições que, possivelmente, serão publicadas em portarias nas próximas semanas.

 

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Mercado tem o melhor fevereiro desde 2014

São Paulo – A média diária de vendas em fevereiro foi de 9 mil 932 unidades, 10% maior do que a registrada em janeiro, que teve dois úteis a mais, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 11. No mês, que foi o melhor fevereiro desde 2014, foram comercializados 198 mil 641 veículos, alta de 26,6% com relação a igual período do ano passado e, de acordo com o presidente Antonio Megale o fato de o carnaval ter sido comemorado em março este ano foi determinante para o resultado do mês.

 

Na comparação com janeiro houve leve queda de 0,6% e, no bimestre, foram comercializados 398 mil 435 veículos, expansão de 17,8% com relação ao mesmo período de 2018: “Os números de fevereiro, que é um mês curto, foram muito bons, mas precisamos fechar o primeiro quadrimestre de vendas para saber se essa tendência de crescimento se confirmará”.

 

O estoque da rede de concessionários chegou a 180,1 mil unidades, contra 170 mil em janeiro, suficiente para suportar 27 dias de vendas. Segundo Megale o aumento aconteceu porque os revendedores estão se preparando para atender ao volume de vendas esperado para março. 

 

Com os números apresentados a Anfavea manteve sua projeção de crescimento de 11,4% para o ano, com vendas de 2,8 milhões de unidades.

 

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