Última semana para participar da pesquisa KPMG/AutoData

São Paulo – Iniciativa inédita da KPMG e da AutoData, a primeira edição da Executive Survey Brasil, busca encontrar caminhos para os desafios que a indústria automotiva nacional terá nessa transformação dos negócios que o mundo todo vem testemunhando nos últimos tempos.

 

Em menos de duas semanas mais de duzentos executivos e quase mil consumidores responderam ao questionário de múltipla escolha que procura revelar as opiniões dos participantes quanto aos desafios da indústria, do mercado e das novas tecnologias e serviços que serão aplicados no País em futuro próximo.

 

Convidamos os leitores de AutoData a participarem dessa iniciativa. A pesquisa leva vinte minutos para ser concluída. Sua privacidade também é garantida: não há identificação do respondente.

 

Os resultados serão divulgados no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas, em 24 de junho. O conteúdo completo também será publicado na newsletter da AutoData após o evento.

 

Para responder a pesquisa clique aqui

 

Ford tem em mãos três propostas por Taboão

São Paulo – O governo do Estado de São Paulo segue à procura de compradores para a fábrica da Ford instalada em São Bernardo do Campo, SP, no bairro do Taboão. O governador João Doria disse que três empresas entregaram propostas alinhadas com a expectativa do governo de atrelar, à venda dos prédios da fábrica, a manutenção dos funcionários atuais: “Eram cinco, mas descartamos duas porque os investidores tinham interesse apenas na fábrica e nos equipamentos”.

 

Com as propostas em mãos, o governo levou os nomes à Ford, que agora deverá manter negociações a respeito do futuro de seus ativos com os interessados.

 

Tão logo a fábrica do Taboão se tornou disponível no mercado a Caoa Montadora manifestou interesse no negócio por meio de comunicado, no qual afirmou, no entanto, que são mantidas apenas conversas com Ford e governo. Nem Ford nem governo revelaram os nomes dos interessados – nem se um deles, de fato, é a Caoa.

 

Na quinta-feira, 7, os trabalhadores da fábrica realizaram passeata por SBC enquanto representantes do sindicato estavam reunidos com executivos da Ford em Dearborn, MI, sede da montadora. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o teor da conversa será revelado aos trabalhadores em assembleia agendada para a manhã de terça-feira, 12.

 

Foto: Divulgação.

Audi lança quatro híbridos no Salão de Genebra

São Paulo – A Audi ampliou seu portfólio de veículos eletrificados com o lançamento de uma versão híbrida plug-in para os A6, A7, A8 e Q5, que foi apresentada no Salão de Genebra, que se prolongará até o domingo, 17.

 

Rodando apenas com o motor elétrico essas quatro versões têm autonomia para até 40 quilômetros: são equipados com uma bateria de íons de lítio que fica debaixo do assoalho do porta-malas, que pode ser carregada em postos do serviço de carga E-tron e também pela energia recuperada das frenagens do veículo.

 

Ainda como conceito a Audi apresentou o Q4 E-Tron, SUV que será um dos veículos 100% elétricos que a empresa pretende lançar até 2020. O primeiro deles foi o E-Tron, que chegará ao Brasil no segundo semestre.

 

Foto: Divulgação.

Fiat Argo já vendeu mais de 100 mil unidades

São Paulo – Produzido em Betim, MG, e lançado no fim de maio de 2017, o Fiat Argo ultrapassou as 100 mil unidades vendidas. No ano em que chegou ao mercado foram licenciadas quase 30 mil unidades e, em 2018, as vendas foram de 63 mil 97, com oito versões disponíveis no mercado e três opções de motor: 1.0, 1.3 e 1.8.

 

Em 2019 já foram licenciadas 11 mil 694 unidades até fevereiro. No mês passado o Argo foi o quarto carro mais vendido no Brasil, com 6 mil 674 emplacamentos.

 

Foto: Divulgação.

Caem produção, vendas e exportações na Argentina

São Paulo – As linhas de montagem instaladas nas fábricas argentinas de veículos produziram 47,5 mil veículos no primeiro bimestre do ano, volume 22,1% inferior ao registrado nos primeiros dois meses do ano passado. Os dados foram divulgados pela Adefa, entidade que representa as montadoras na Argentina.

 

Em fevereiro a produção chegou a 32,7 mil automóveis e comerciais leves, 16,4% a menos do que no mesmo mês de 2018. Com relação a janeiro houve avanço de 120,6% – na Argentina o primeiro e o último mês do ano costumam entregar volumes menores.

 

A tendência para março é de ritmo mais lento. Segundo o site Autoblog, a fábrica da Aliança Renault Nissan de Córdoba suspendeu as atividades na primeira semana do mês, engordando a folga de carnaval de 1,5 mil operários. A Honda, em Campana, ficará parada durante todo o mês, assim como a unidade do Grupo PSA, em El Palomar – ali os trabalhadores só retornarão às linhas em março.

 

O excesso de estoque é a justificativa de todas as empresas para as paradas. No bimestre foram faturados às concessionárias 60,2 mil veículos, uma queda de nada mais nada menos do que 56,3% com relação aos primeiros dois meses do ano passado. Em janeiro e fevereiro foram vendidos menos veículos do que em fevereiro do ano passado, quando as concessionárias receberam 73,7 mil unidades. No mês passado foram faturados 30,4 mil automóveis e comerciais leves.

 

Nem as exportações trazem alento. Em janeiro e fevereiro foram embarcados 26,7 mil veículos, 9,5% abaixo do primeiro bimestre de 2018. É verdade que em fevereiro houve um avanço de 1%, com 19,4 mil veículos exportados – o que, em volume, significa menos do que duzentas unidades. A demanda do principal cliente, o Brasil, recuou mais de 10%, e os embarques somaram 17,5 mil unidades, 3 mil unidades a menos do que no primeiro bimestre de 2018. Representaram 65% das exportações argentinas no período.

 

Diante de todo esse cenário a Adefa ainda evita fazer projeção para 2019. Diz a entidade, em comunicado, que “aguardará o fechamento do primeiro trimestre para projetar o comportamento estimado para o ano”. A Adefa afirma, também, seguir “trabalhando em conjunto com o governo em medidas que contribuam melhorar as condições de competitividade e acesso a mercados de exportação”.

 

Foto: Divulgação.

São Paulo anuncia incentivos para o setor automotivo

São Paulo – O governador do Estado de São Paulo, João Doria, anunciou na sexta-feira, 8, a criação do IncentivAuto, programa de estímulo à indústria automotiva por meio de desconto no ICMS. As montadoras que apresentarem novos investimentos superiores a R$ 1 bilhão e abrirem ao menos quatrocentos postos de trabalho terão desconto de até 25% desse valor por meio do ICMS dos produtos comercializados no Estado.

 

O governador afirmou que o decreto do programa será publicado na edição de sábado, 9, do diário oficial do Estado de São Paulo. Caoa Chery, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Scania, Toyota e Volkswagen mantêm fábricas em São Paulo e poderão fazer uso dos incentivos anunciados.

 

Segundo o secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, esse valor é adicional aos créditos de ICMS que as companhias têm direito por causa da substituição tributária ou gerados por exportações. Ou seja: além de retomar esses créditos que lhes são por direito – e que, de acordo com cálculos da Fazenda, somam R$ 4 bilhões somente em São Paulo – e as empresas terão incentivo caso desejem investir no Estado.

 

O governo quer separar os assuntos, sinalizou Meirelles, alegando que no momento o Estado tem como objetivo assegurar investimentos futuros na região: “O regime estadual não tem relação com os créditos acumulados de ICMS no passado. Trata de garantir que as empresas sejam competitivas o suficiente para manter as suas operações no Estado. Os descontos que serão concedidos não serão abatidos do saldo devedor do Estado com as montadoras”.

 

Apesar do anúncio, nem todos os interlocutores do governo e da indústria automotiva tiveram acesso ao texto do decreto que dará vida ao IncentivAuto, situação que deixa pontas soltas a respeito do incentivo fiscal.

 

O que sabe, por ora, é que o desconto no ICMS será concedido aos projetos que demandem aportes iguais ou maiores que R$ 1 bilhão mais a abertura de quatrocentas vagas, no mínimo. O Estado concederá, no máximo, 25% às montadoras, que serão escalonados conforme o valor do investimento. De acordo com o secretário da Fazenda, para chegar aos 25% os aportes deverão somar, no mínimo, R$ 10 bilhões somente no Estado de São Paulo.

 

Para se enquadrarem no escopo do programa regional os recursos das montadoras deverão ser direcionados para construção de novas fábricas, linhas de produção, novos produtos e expansão de unidades industriais. Será assim, segundo Meirelles, porque os descontos no ICMS serão aplicados nos veículos produzidos a partir das melhorias.

 

Indústria. O benefício fiscal foi recebido pelas montadoras como uma forma a mais de aumentar a previsibilidade dos negócios. Ricardo Bastos, vice-presidente da Anfavea, considerou o programa estadual algo positivo frente os desafio que o setor deverá encontrar daqui em diante: “Em linhas gerais é algo que ajudará muito as fabricantes a aumentarem o nível de tecnologia em termos de produção e produto, mas não resolve as questões do passado”.

 

As questões citadas por Badtos, no caso, são os créditos acumulados de ICMS das montadoras, recursos que estão sendo liberados pelo Estado. Ter acesso ao volume de R$ 4 bilhões é um pleito antigo das fabricantes, que passaram os últimos anos alegando que o dinheiro seria importante para ajudar empresas em situação de retomada. Para o vice-presidente da Anfavea, que também é diretor de assuntos governamentais da Toyota, o ideal seria que os descontos do novo regime fossem abatidos do saldo credor de ICMS do Estado com as montadoras.

 

Outro ponto considerado importante pela indústria, seguiu Bastos, é a inserção da cadeia de fornecedores no regime, o que, se não estiver presente no texto do decreto, deverá ser incluido no futuro por meio de portaria: “Existem certos tipos de produtos que demandam investimentos da sistemista, do fornecedor do componente. Seria importante que eles estivessem dentro do programa para que benefício se espalhasse por toda a cadeia”.

 

Uma resposta. O governo negou que o regime estadual se trata de um tipo de resposta à General Motors, que negocia com o Estado a manutenção da produção no estado, e à Ford, que colocou a fábrica do Taboão à venda. Doria considerou o programa de incentivo uma forma de reforçar a indústria local, e, segundo ele, as questões que envolvem a GM e a Ford estão sendo conversadas em “ambiente de otimismo”.

 

Foto: Divulgação.

Governo Federal chama Ford à mesa

São Paulo – O fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, entrou na pauta de prioridades do Governo Federal: o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, convocou uma reunião na quinta-feira, 7, com o presidente da montadora, Lyle Watters, o prefeito de SBC, Orlando Morando Júnior, e com assessores do governo do Estado. No encontro, em São Paulo, o secretário solicitou que a empresa apresente seu plano de desmobilização, estudo que deve conter os possíveis reflexos da saída da empresa na região.

 

A Ford confirmou à Agência AutoData a realização do encontro e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifestará sobre o assunto. De acordo com a Prefeitura de São Bernardo do Campo nova reunião está marcada para daqui a duas semanas, quando montadora deverá apresentar alguns dados solicitados por Carlos da Costa, como geração de impostos e emprego pela unidade que será fechada. Levar o assunto para a esfera federal foi uma promessa do governador do Estado, João Dória.

 

O encontro foi realizado no mesmo dia em que os trabalhadores da fábrica do Taboão se mobilizaram em caminhada pela cidade, reivindicando a revogação da decisão da empresa.

 

Ao mesmo tempo em que os funcionários marchavam pelas ruas, três representantes do sindicato se reuniam com diretores da Ford em Dearborn, MI, onde fica a sede da montadora. A intenção da entidade de classe é buscar com a matriz meios de manter a produção no ABC.

 

Foto: Adonis Guerra/SMABC.

Importados seguem com dificuldades no mercado

São Paulo – As vendas de veículos importados somaram 4 mil 970 unidades neste primeiro bimestre do ano, queda de 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Abeifa, entidade que representa os importadores.

 

Considerando apenas fevereiro foram licenciados 2 mil 495 veículos, queda de 3,2% ante igual período de 2018 e avanço de 0,8% com relação a janeiro.

 

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, afirmou em nota que, novamente, não foi um bom mês para o setor de veículos importados, que amargou resultados negativos acima da média do mercado interno: “A economia brasileira ainda dá sinais lentos de recuperação”.

 

A Kia foi a marca que mais vendeu no bimestre, com 1 mil 602 licenciamentos, leve alta de 0,1% ante igual período do ano passado, seguida pela Volvo, que vendeu 1 mil 56 unidades, aumentando suas vendas em 63,5%. A Land Rover aparece na terceira posição, com 384 vendas, volume 32,9% maior na mesma base de comparação, e a Suzuki comercializou 332 automóveis, queda de 12,9%, ficando na quarta posição. A Jac foi a quinta marca mais vendida, com 329 licenciamentos, retração de 47,3%.

 

Foto: Divulgação.

Grupo BMW celebra 103 anos

São Paulo – O Grupo BMW comemorou, na quinta-feira, 7, 103 de anos da história, que teve início com uma pequena fábrica de motores para aviões. Em dez anos a empresa já produzia motocicletas e seu primeiro automóvel, o BMW 3/15 PS, na fábrica de Berlim, Alemanha, de onde saíram quase 16 mil unidades das linhas de montagem.

 

Trinta anos depois a BMW criou a marca Mini e lançou o primeiro Mini Clássico, que saiu das linhas de montagem da unidade de Longbridge, Inglaterra, em 1959. Desde então a empresa lançou uma série de modelos para o segmento de duas e quatro rodas, participando também de algumas corridas.  

 

BMW é a sigla de Bayerische Motoren Werken, Fábrica de Motores da Baviera.

Nissan já vendeu mais de 400 mil unidades do elétrico Leaf

São Paulo – A Nissan anunciou na quinta-feira, 7, que as vendas do seu modelo elétrico Leaf, no mundo, já superaram 400 mil unidades. É a primeira vez na história que um veículo da categoria atinge esta marca comercial.

 

O Leaf começou a ser vendido em 2010, é produzido em três fábricas — Oppama, Japão, Sunderland, Inglaterra, e Smyrna, Tennessee — e está disponível em mais de cinquenta mercados. Até o fim do ano, segundo a Nissan, chegará a sete novos mercados na Ásia e Oceania.

 

Ainda no primeiro semestre o Leaf será vendido na América Latina, em sua primeira fase de introdução na região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Uruguai e Porto Rico. Desde o ano passado os brasileiros podem adquiri-lo por meio de pré-venda.