Pesados ainda puxam as vendas de caminhões

São Bernardo do Campo e São Paulo – O primeiro bimestre fechou com 13 mil 748 caminhões comercializados, um crescimento de 58% sobre os primeiros dois meses de 2018, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave. Em fevereiro foram 6 mil 816 unidades emplacadas, 66% a mais do que no mesmo mês do ano passado, com leve queda de 1,7% com relação a janeiro.

 

Quase metade das vendas foram de modelos do segmento pesado: 6 mil 595 unidades no bimestre, expansão de 83,5% sobre janeiro e fevereiro do ano passado. Os semipesados avançaram 70% no período, para 3 mil 496 unidades, enquanto os semileves cresceram 15%, para 812 unidades, e os leves somaram 1 mil 705 licenciamentos, recuo de 6% na mesma base de comparação.

 

O segmento de médios apresentou o maior crescimento do bimestre: 120%, com 1 mil 135 modelos comercializados.

 

“As vendas de leves e médios estão melhorando, mas a evolução positiva do mercado continua nos extrapesados”, afirmou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. “A confiança ainda não voltou. Quem está investindo é o transportador profissional, o autônomo ou pequeno frotista ainda estão esperando. E nós precisamos desse consumidor para apresentar uma evolução melhor”.

 

Para Ricardo Barion, diretor de vendas e marketing da Iveco, a tendência é de manutenção de aquecimento no mercado, com predominância dos pesados no volume total. “Mas acredito que o crescimento seja mais suave este ano, com os outros segmentos apresentando volumes maiores de vendas. Como os médios, que podem se beneficiar da retomada da economia e do varejo”. 

 

A Iveco projeta crescimento de 20% para o setor em 2019. Para Paulo Razori, engenheiro de marketing do produto da Volkswagen Caminhões e Ônibus, a demanda do agronegócio para modelos pesados garantiram o bom início de ano para a companhia e para o setor.

 

“Caso os próximos meses apresentem números como os que vimos em janeiro e fevereiro, o ano será interessante”.

 

Colaborou André Barros 

 

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Vendas na Argentina caem 43% em fevereiro

São Paulo – As vendas de veículos no mercado interno argentino caíram em fevereiro na comparação com as vendas no mesmo mês do ano passado. Segundo dados divulgados na sexta-feira, 1, pela Acara, a associação dos concessionários do país, os emplacamentos chegaram a 39 mil 826 unidades, 43% menos do que em fevereiro de 2018.

 

No acumulado do ano as vendas na Argentina já chegam a 99,9 mil unidades, queda de 47% ante o primeiro bimestre do ano passado. 

 

O Ford Ka foi o modelo mais vendido no mês, 1 mil 620 unidades. Seguido por Toyota Etios, 1 mil 342, e Chevrolet Onix, 1 mil 213 unidades. 

Sindicato leva a questão Ford ao governo federal

São Paulo – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, viajou a Brasília, DF,  na manhã da sexta-feira, 1, para reunir-se com o vice-presidente da República general Hamílton Mourão, na busca de reverter a decisão tomada pela Ford de fechar a fábrica do bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP.

 

Wagnão disse que foi bem recebido pelo vice-presidente, que se comprometeu a levar o assunto para discussão interna no governo. Depois disso outra reunião será marcada com o sindicalista.

 

“Apresentei alguns números do impacto que as demissões causarão nos gastos públicos e em toda a cadeia automotiva”, disse Wagnão, que retornou a  São Paulo à tarde a tempo de participar de reunião com o governador do Estado, João Dória, cuja pauta é, também, a busca por uma solução para o fechamento da unidade.

 

Na próxima quinrta-feira, 7, o presidente do sindicato viajará aos Estados Unidos e participará de reunião na matriz da empresa, em Dearborn: “A única expectativa possível é que essa decisão seja revertida”.

 

Manifestações dos trabalhadores também estão previstas para o dia 7, em São Bernardo, e no dia 12 haverá uma assembleia em uma das portarias da fábrica.

 

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Vendas no bimestre beiram as 400 mil unidades

São Paulo – As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em fevereiro registraram crescimento de 26% na comparação com o mesmo mês em 2018, chegando a 198 mil 653 unidades. Com o resultado, divulgado pela Fenabrave na sexta-feira, 1, o mercado de veículos fecha o bimestre com 398 mil 441 unidades licenciadas, o que indica início de ano positivo: o volume emplacado no janeiro-fevereiro representa alta de 17% ante idêntico bimestre do ano passado.

 

Com vinte dias úteis no mês, a média diária de vendas foi de 9,9 mil veículos em fevereiro.

 

Para o presidente Alarico Assumpção Junior o desempenho das concessionárias no bimestre confirmou a expectativa da entidade: “Ao iniciarmos 2019 projetamos a retomada do crescimento das vendas para todos os segmentos de veículos, baseada na recuperação da economia. Há continuidade da queda na inadimplência, e um crescimento, ainda que modesto, na geração de empregos, o controle da inflação e das taxas de juros, a confiança do consumidor e do empresário em alta”.

 

As vendas de automóveis e comerciais leves chegaram a 189 mil 850 unidades, volume que mostra crescimento de 25% ante o volume vendido em fevereiro de 2018. No bimestre foram 380,5 mil unidades, volume 16,3% superior aos dois primeiros meses de 2018.

 

Os licenciamentos de caminhões também cresceram em fevereiro, apontam os dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. No mês 6 mil 816 veículos do segmento foram vendidos no País, alta de 65% sobre o volume emplacado em fevereiro do ano passado. O volume de ônibus vendidos, por sua vez, chegou a 1 mil 987 unidades em fevereiro, crescimento de 75% sobre as vendas em igual mês em 2018.

 

Participação. O desempenho das vendas no segmento de automóveis e comerciais leves mostra a General Motors como líder do mercado em fevereiro apesar do momento conturbado que viveu ao longo do mês, com fatia de 17,8%. A Fiat, marca de automóveis da FCA, segue na segunda colocação, com fatia de 15,13%. Volkswagen, Renault e Ford fecham o grupo das cinco maiores no mês.

 

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Chevrolet Onix mantém liderança em fevereiro

São Paulo – Por mais um mês o Chevrolet Onix foi o modelo mais vendido do mercado brasileiro. Em fevereiro foram 18 mil 392 unidades comercializadas — mais do que o dobro do segundo colocado, o Hyundai HB20, que fechou o mês com 8 mil 55 unidades licenciadas, segundo dados divulgados pela Fenabrave na sexta-feira, 1.

 

Vice-líder em janeiro, o Ford Ka ficou na terceira posição no mês passado, com 7 mil 633 licenciamentos.

 

O Fiat Argo registrou bom desempenho no mês e ficou na quarta posição do ranking, com 6 mil 674 unidades vendidas. Em janeiro o modelo da Fiat ficou na oitava posição do ranking. A picape Strada, da Fiat, também saltou degraus: saiu da nona posição em janeiro para a quinta em fevereiro, com 6 mil 553 unidades negociadas.

 

Ironicamente, o Renault Kwid, que foi superado pelos dois Fiat, manteve a sexta posição. Com 4 mil 885 unidades licenciadas, superou Chevrolet Prisma e Volkswagen Polo, que ficaram à sua frente no primeiro mês do ano.

 

Veja abaixo o ranking dos dez modelos mais vendidos em fevereiro:

 

1 Chevrolet Onix:         18 mil 392

2 Hyundai HB 20:          8 mil 055

3 Ford Ka:                   7 mil 633

4 Fiat Argo:                6 mil 674

5 Fiat Strada:            6 mil 553

6 Chevrolet Prisma:  6 mil 499

7 Renault Kwid:       5 mil 473

8 Fiat Mobi:            4 mil 885

9 Volkswagen Polo  4 mil 813

10 Jeep Renegade:  4 mil 703

 

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Anfavea elege sua nova diretoria

São Paulo – As eleições promovidas pela Anfavea e pelo Sinfavea na noite de quinta-feira, 28, confirmaram a eleição da chapa liderada por Luiz Carlos Moraes, atual vice-presidente e diretor de comunicação corporativa e de relações institucionais da Mercedes-Benz, com Fabricio Biondo, também atual vice da Anfavea e de comunicação, relações externas e digital do Grupo PSA, como primeiro vice-presidente para o triênio 2019-2022.

 

A informação foi antecipada pela Agência AutoData no fim de janeiro. A nova diretoria toma posse em meados de abril.

M-B aplica Indústria 4.0 na montagem de cabines

São Bernardo do Campo, SP – Às 3 horas da tarde de 7 de janeiro, uma segunda-feira, o sinal da fábrica da Mercedes-Benz no ABCD Paulista tocou para a troca de turno. Os trabalhadores da manhã saíram e deram lugar a recém-contratados que representavam a retomada da produção vespertina de cabines e caminhões na unidade, há mais de três anos operando apenas durante oito horas.

 

No prédio da montagem de cabines mais novidades: começava a operar uma nova e moderna linha, com conceitos de Indústria 4.0 e adoção de tecnologias inéditas no Grupo Daimler e, em alguns casos, até na indústria automotiva. Resultado de R$ 100 milhões em investimento, trará ganhos de 15% em eficiência e 20% em logística, nas contas da Mercedes-Benz.

 

Tecnologias como realidade aumentada, conectividade com dados em nuvens, robôs colaborativos e exoesqueletos passaram a ser adotadas na montagem das cabines, trazendo ganhos em ergonomia para os funcionários. A reportagem da Agência AutoData visitou a nova linha na noite da quinta-feira, 28, durante o trabalho do segundo turno.

 

Uma das principais mudanças com relação às linhas convencionais é a ausência de uma linha fixa. As cabines são movimentadas sobre os AGVs, sigla em inglês para Veículos Guiados Automaticamente, que são plataformas que se movem no chão, automaticamente, de uma estação para a outra. Vantagem apontada pelo vice-presidente de operações, Carlos Santiago, é a flexibilidade: se a montagem em uma estação atrasar, não é preciso interromper toda a linha. Os AGVs se movem e o tempo pode ser recuperado em outras estações.

 

No total são 53 estações, onde os operários instalam bancos, direção, sistemas elétricos, etc, e fazem os processos de avaliação de qualidade. As cabines chegam soldadas de Juiz de Fora, MG, e ganham os componentes no prédio de SBC.

 

Os AGVs garantem, também, maior ergonomia, pois sua altura pode ser ajustada de uma estação para a outra conforme a necessidade do montador. Em algumas estações essa montagem é auxiliada por robôs colaborativos e exoesqueletos, que auxiliam o operador em movimentos mais difíceis.

 

“A cabine é a parte mais importante do caminhão”, disse Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. “Em alemão é chamada de fahrerhaus, que significa casa do motorista. Por isso buscamos conforto, segurança e ergonomia na montagem do item que precisa proporcionar ao motorista conforto, segurança e ergonomia.“

 

Toda a montagem pode ser acompanhada pelos gestores da fábrica em tempo real por meio de aplicativo de smartphone. Tal processo torna mais ágil a tomada de decisões, segundo Santiago.

 

Nas linhas são montadas as cabines de Axor, Atego e Accelo, que, de lá, saem para outro prédio onde são incorporadas aos chassis.

 

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Schiemer: o Brasil precisa cuidar de quem investe.

São Bernardo do Campo, SP – O presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer, garantiu ter cumprido com a parte que lhe coube na missão de tornar a sua operação local de caminhões mais competitiva e pronta para disputar, de igual para igual, ou até com mais vantagens, contratos de exportação com outros mercados. Segundo ele a questão da fábrica está resolvida, restando ao governo atacar os problemas do portão para fora.

 

Schiemer espera ações do governo que estão longe de incentivos fiscais para movimentar o mercado, como houve no passado. Para ele a reforma da Previdência – que ainda nem começou a correr no Congresso – é parte de um pacote muito maior, que envolve simplificação tributária, redução de burocracias e melhoria na infraestrutura.

 

“Precisamos fazer uma reforma tributária e desburocratizar processos, para reduzir custos e, assim, ficarmos competitivos internacionalmente. A hora de tomar decisões importantes é agora, para melhorar a competitividade e atrair novos investimentos. Não aguentamos mais postergações. O Brasil precisa cuidar de quem investe aqui.”

 

O executivo disse que o crescimento do PIB de 1,1% em 2018, divulgado pelo IBGE na quinta-feira, 28, “é quase nada” e que para o País voltar a crescer as reformas precisam avançar. Segundo ele há um estudo, feito pela Anfavea, que aponta uma desvantagem competitiva de 20% diante do México: “Isso a gente não consegue recuperar. Infraestrutura, impostos, encargos sociais, tudo isso entra na conta. Sem isso poderíamos oferecer produtos para muito mais mercados do mundo, sem dúvidas”.

 

Schiemer inaugurou na quinta-feira, 28, a nova linha de montagem de cabines Mercedes-Benz com conceitos de Indústria 4.0 em São Bernardo do Campo, SP, replicando o que havia executado no ano passado com a linha de montagem de caminhões em outro prédio da mesma unidade fabril. Desde janeiro as chapas soldadas em Juiz de Fora, MG, são montadas com um novo conceito produtivo, que, nas contas do presidente, trará ganhos de 15% em eficiência e 20% em logística.

 

Para essa linha a companhia investiu R$ 100 milhões, que fazem parte do pacote de R$ 2,4 bilhões que aplica no Brasil de 2018 a 2022. Segundo Schiemer as tecnologias chegarão, também, às linhas de produção de agregados e chassis de ônibus.

 

Schiemer falou sobre o trabalho que teve para convencer a matriz a investir na unidade, que voltou a operar com segundo turno de produção apenas em janeiro – e mesmo assim tem, nas suas contas, 50% de ociosidade. De toda forma o valor foi aprovado e a fábrica modernizada, com conceitos que não estão presentes em nenhuma outra unidade Daimler do mundo.

 

“Nossa fábrica está pronta, fizemos a nossa parte. Agora esperamos que o Brasil faça a sua.”

 

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Audi RS 4 Avant chega por R$ 547 mil

São Paulo – A Audi começou a vender em sua rede de concessionárias o RS 4 Avant com motor V6 2.9 de 450 cv de potência e câmbio automático de oito marchas. O preço de lançamento da quarta geração do esportivo é de R$ 546 mil 990.

 

O modelo, referência da linha RS, tem um histórico incomparável, de acordo com Johannes Roscheck, presidente e CEO da Audi do Brasil. O modelo oferece volante multifuncional, quadro de instrumentos digital, head-up display e kit multimídia com tela de 8,3 polegadas com espelhamento via Android Auto e Apple Car Play.

 

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BMW e Daimler produzirão autônomos de nível 4

São Paulo – BMW e Daimler anunciaram na quinta-feira, 28, a formação de parceria até 2020 para o desenvolvimento de veículos autônomos de nível 4, aqueles com condução 100% automatizada. A colaboração das rivais começou no ano passado, mas só agora tem os pormenores revelados. Os automóveis seriam vendidos pela Daimler, provavelmente, através da marca Mercedes-Benz.

 

Segundo o comunicado, isso já ocorreria no ano que vem. Até agora as duas empresas possuem veículos com até o nível 2 de autonomia em suas ofertas.