Belgo Bekaert ampliará produção em Itaúna

São Paulo – A Belgo-Mineira Bekaert Artefatos de Arame, do Grupo Arcelor-Mittal, anunciou investimento de R$ 107 milhões para ampliar sua fábrica em Itaúna, MG, e para elevar em 35% sua capacidade de produção de steel cord, os cabos em aço para reforço de pneus para carros e caminhões. A expectativa, segundo a empresa em comunicado, é gerar duzentos novos postos de trabalho na região.

 

As obras deverão começar no segundo semestre. A primeira fase do licenciamento foi aprovada pelos órgãos responsáveis e agora deverá ser chamada uma licitação. O plano prevê a instalação de uma linha de latonagem, máquinas de trefilação e cablagem e de toda a infraestrutura correspondente.

 

Segundo Ricardo Garcia, diretor presidente da Belgo Bekaert, a expansão tem como objetivo “fortalecer a liderança da empresa no segmento e ampliar sua atuação no mercado latino-americano”.

 

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ZF e Mobileye definem parceria para câmeras em veículos

São Paulo – A ZF anunciou na quarta-feira, 20, constituição de parceria para o fornecimento de câmeras automotivas com a Mobileye. As companhias lançarão em conjunto a família de câmeras avançadas S-Cam4 em 2018.

 

Os produtos foram desenvolvidos para atender a protocolos atualizados de testes da EuroNCAP, como a frenagem automática de emergência, conhecida pela sigla AEB, ativada por presença de pedestre.

Governo compra R$ 980 milhões em ônibus escolares

São Paulo – A demanda do último edital do programa federal Caminho da Escola,  5 mil micro-ônibus, injetará nas fabricantes que venceram o leilão, Mercedes-Benz e MAN, R$ 981,2 milhões com a compra de chassis e carroçarias. O volume, que representa um dos principais pedidos para as empresas fabricantes este ano, deve ajudá-las a manter o crescimento das vendas na comparação com 2017.

 

Do total de ônibus adquiridos pelo governo a maior parte será da MAN, que fornecerá 3,4 mil unidades. Serão 1,6 mil microônibus da categoria ORE 1, veículo de pequeno porte que transporta até 23 passageiros, outros 1,6 mil da categoria ORE 2, com capacidade para 31 até passageiros, e duzentas unidades de chassis com piso baixo. Já o pacote de ônibus Mercedes-Benz contém 1,6 mil unidades, todas da categoria ORE 2.

 

A Iveco, fornecedora para o Caminho da Escola em outras licitações, ficou de fora desta última, divulgada pelo governo em abril. Desde 2009, quando foi criado o programa de mobilidade, a empresa já entregou 8,4 mil veículos, sendo 1,5 mil desde 2015, quando a empresa criou a unidade de negócio Iveco Bus no País.

 

O segmento de ônibus tenta recuperar vendas no mercado interno por meio de pedidos do poder público. Afora as licitações municipais de ônibus urbanos, como aquela publicada pela Prefeitura de São Paulo recentemente, o Caminho da Escola representa importante demanda em termos de volume e receita.

 

Em 2017 os emplacamentos de ônibus no mercado nacional constituíram volume de 11,7 mil unidades, crescimento de 5,3% ante o desempenho de 2016, o pior ano em termos de vendas dos últimos cinco. Foi justamente a partir de 2013, quando o setor vendeu 32,8 mil unidades, que a quantidade de emplacamentos feitos aqui começaram a despencar, chegando no ano passado a ser um terço do que fora há cinco anos.

 

Até maio o setor vendeu 4 mil 664 unidades, o que corresponde a um volume 28% maior do que o registrado nos cinco primeiros meses do ano passado. O setor espera que o desempenho de vendas do ano seja melhor que o de 2017 em função das licitações que ocorrem no primeiro semestre.

 

Os volumes vendidos produzem reflexos também no desempenho comercial das encarroçadoras. Até abril as empresas produziram 5 mil 431 ônibus, um volume maior do que os 3 mil 554 fabricados no primeiro quadrimestre do ano passado para acompanhar o crescimento da demanda. A Marcopolo, por exemplo, fornecerá duzentas unidades para os chassis de piso baixo da MAN no Caminho da Escola.

 

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Audi e Hyundai se unem por célula a combustível

São Paulo – A Audi e a Hyundai desenvolverão, em conjunto, tecnologias de células a combustível. A ideia é, segundo comunicado divulgado na quarta-feira, 20, fazer uma licença cruzada de patentes e conceder acesso a componentes não competitivos.

 

Com a união de forças as duas companhias acreditam que possam acelerar as pesquisas para levar a célula a combustível à maturidade da produção em série de forma mais rápida e eficiente. No futuro as empresas podem, ainda, ampliar a colaboração no desenvolvimento dessa tecnologia.

 

A união ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias na União Europeia e na Coreia do Sul.

Senado diz sim à venda direta de etanol

São Paulo – O Senado Federal aprovou na terça-feira (19), em plenário, a venda de etanol diretamente das usinas produtoras para os postos de combustível. O projeto suspende normativa da ANP, Agência Nacional do Petróleo, que impede a venda sem a intermediação de distribuidoras autorizadas. O projeto segue, agora, para apreciação na Câmara dos Deputados.

 

Segundo o autor da proposta, o senador Otto Alencar, a situação atual desfavorece a competição. O autor do projeto argumentou à Agência Senado que o mercado de distribuição do combustível é dominado por grandes empresas, como Shell e Ipiranga, que determinam o preço que o etanol terá ao chegar às bombas dos postos:

 

“Esse negócio tornou-se monopólio das grandes empresas, que determinam o aumento do etanol. Mas, com a mudança prevista no projeto, será possível a redução de 20% a 30% do preço na bomba”.

 

O projeto trata do álcool hidratado, vendido nas bombas de combustível como etanol. O álcool anidro, misturado na gasolina, não está contemplado.

 

Alguns senadores que votaram a favor do projeto, contudo, ressaltaram que, mesmo com a venda direta, a redução do preço pode não chegar às bombas como esperado, pois as usinas terão que assumir o custo da distribuição, aumentando os gastos com as operações. Disse a senadora Simone Tebet que “também será necessário que as usinas criem a estrutura necessária para este tipo de operação, pois elas serão fiscalizadas e isso também terá um custo”.

 

Pensando no RenovaBio, a política nacional de biocombustíveis, a Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar, é contrária à proposta aprovada pelos senadores. Em nota, a associação afirmou que a comercialização direta do etanol combustível pelo produtor aos postos dificulta a implementação dessa política.

 

Segundo a Unica, o programa tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes, aumentando a produção de biocombustíveis no Brasil e as distribuidoras são parte estratégica dessa política, pois terão que cumprir metas de descabornização por meio da compra e venda de Cbios, certificados de redução de emissões de carbono. “Isso faz com que os renováveis aumentem sua participação na matriz de combustíveis no longo prazo, permitindo a melhoria contínua da qualidade do ar nas grandes metrópoles”.

 

Outra bandeira da Unica: com o novo projeto haverá a necessidade de mudança na estrutura tributária, pois atualmente o PIS e o COFINS incidentes sobre o etanol hidratado são recolhidos pelo produtor e pelo distribuidor. A saída do distribuidor exigirá mudanças na legislação que regula a cobrança deste tributo.

 

O comunicado da Unica informa que, “além disso, ressaltamos que a atual legislação, que regula a atividade de distribuição de combustíveis, permite aos fornecedores abrirem suas próprias distribuidoras. Portanto, não é vedada ao produtor a venda ao varejo desde que constitua uma empresa distribuidora específica”.

 

A Brasilcom, Associação das Distribuidoras de Combustíveis, foi procurada pela reportagem da Agência AutoData mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem, assim como a Fecombustíveis, Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes.

 

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Receita líquida Randon cresce 48,6%

São Paulo – A Randon, fabricante de implementos rodoviários, divulgou na quarta-feira, 20, seu balanço financeiro de janeiro a maio, que registrou crescimento de 48,6% na receita líquida, para R$ 1,6 bilhão, na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita bruta somou R$ 2,2 bilhões, alta de 46,7% na mesma base de comparação.

 

Em maio a receita líquida Randon foi de R$ 288,7 milhões, alta de 17,5% ante igual período do ano passado. A receita bruta cresceu 16,4% no mesmo período, para R$ 409,9 milhões

 

Fras-le – A Fras-le, companhia que é controlada pela Randon e produz pastilhas e lonas de freio, registrou alta de 32,5% em sua receita líquida de janeiro a maio, que chegou a R$ 426,9 milhões na comparação com igual período do ano passado. A receita bruta foi de R$ 623,3 milhões, alta de 29,3%.

 

Em maio a expansão da receita líquida foi de 15,9%, para R$ 83,9 milhões, com relação a igual período do ano passado. A receita bruta chegou a R$ 126 milhões, crescimento de 20,6%.

Traton será a nova divisão de veículos pesados da VW

São Paulo – O Grupo Volkswagen anunciou na quarta-feira, 20, que a sua divisão de caminhões e ônibus passará a se chamar Grupo Traton a partir de outubro. Esta é mais uma etapa no plano de tornar a divisão mais independente: foi iniciada há três anos com a criação da VW Truck & Bus e deverá culminar com oferta pública de ações na Bolsa de Valores.

 

As quatro marcas de veículos pesados da companhia – MAN, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Rio – ficarão sob o guarda-chuva do Grupo Traton e manterão suas identidades próprias nos mercados onde atuam. Andreas Renschler, CEO da VW Truck & Bus, permanecerá como CEO.

 

De acordo com comunicado divulgado pelo Grupo VW o nome Traton foi criado a partir de uma mistura dos termos Transformação, Transporte, Tradição, Tonelagem e On, que significa ligado em inglês.

 

O CEO Renschler afirmou, na nota, que a mudança de nome é um marco para tornar a empresa campeã global na indústria de transportes: “Desde a nossa fundação crescemos juntos mais rapidamente do que esperávamos. A Traton nos oferece mais independência”.

 

Segundo ele o novo nome ajuda também a entrada no mercado de capitais – desde o ano passado a VW cogita lançar ações de sua divisão de pesados.

 

Na véspera do anúncio do novo nome de sua divisão de veículos pesados a VW anunciou negociar com a Ford uma aliança global no segmento de veículos comerciais leves. Outros pormenores deverão ser divulgados nos próximos dias pelas empresas, que já discutem esses passos.

 

O Grupo Traton já nasceu com 31 fábricas distribuídas em dezessete países e mais de 81 mil funcionários. Segundo a companhia no ano passado as marcas MAN, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Rio venderam 205 mil veículos globalmente.

 

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Volvo Cars inaugura primeira fábrica nos Estados Unidos

São Paulo – A primeira fábrica da Volvo Cars nos Estados Unidos, em Charleston, Carolina do Sul, foi inaugurada na segunda-feira, 18, e iniciará, nos próximos meses, a produção da nova geração do sedã S60 na plataforma modular SPA. A empresa investiu US$ 1,1 bilhão na unidade, que tem capacidade de produção de até 150 mil automóveis por ano e espera gerar 4 mil empregos, sendo 1,5 mil até dezembro.

 

A partir de 2021 essa unidade também será responsável pela produção da nova geração do SUV XC90.

 

De acordo com comunicado da Volvo Cars os veículos produzidos ali serão destinados aos mercados da América do Norte e à exportação. Segundo Håkan Samuelsson, presidente e CEO da Volvo Cars, “o segmento de sedãs e a comprovada capacidade da plataforma SPA de aumentar a lucratividade oferecem oportunidades significativas de crescimento para a companhia nos Estados Unidos e em outras regiões”.

Fábrica da BMW tem novo diretor geral

São Paulo – O Grupo BMW Brasil apresentou na quarta-feira, 20, o alemão Mathias Hofmann como seu novo diretor geral da fábrica de Araquari, SC. Ele sucederá a seu conterrâneo Carsten Stoecker, que ocupava o cargo desde abril de 2016 e agora terá uma nova função em Munique, Alemanha.

 

O novo diretor se reportará diretamente ao círculo de produção da companhia, na Alemanha e disse que será um orgulho dirigir a fábrica de Araquari, referência em qualidade e processos: “Também será animador participar da produção do primeiro automóvel com sistemas assistentes de tecnologia semiautônoma fabricado no Brasil, o BMW X3 M40i”.

 

Com 25 anos de experiência na empresa Hofmann já foi diretor da fábrica de motores em Hams Hall, Inglaterra, e na fábrica da Tiexi, na China, e vice-presidente de compras de equipamentos de produção e construção em Munique. Ele é formado em adiministração de empresas na Universidade de Stuttgart.

 

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Regras para elétricos ficam fora do Rota 2030

São Paulo – A política setorial que definirá as regras e metas para o segmento de veículos elétricos no Brasil ficou fora do texto final do Rota 2030 e deverá ser apresentada por meio de decreto após a aprovação da nova política industrial pelas instâncias governamentais, ainda sem data definida, apesar das expectativas do mercado.

 

Segundo fonte ligada ao MDIC, o GT7, grupo criado para desenhar o programa destinado ao modal elétrico em Brasília, DF, e que envolveu interlocutores da indústria e do governo, trabalha para finalizar as diretrizes de forma a obter consenso para sua aprovação ainda em 2018.

 

Dentre as medidas, que têm como objetivo massificar o modal elétrico e desenvolver no País novas tecnologias para os veículos, está zerar a alíquota do imposto de importação de veículos híbridos da mesma forma como acontece com os plug-in. O documento também projeta redução da alíquota do IPI de 25% para algo de 7% a 18%.

 

A fonte ouvida por AutoData contou que o texto não faz parte integrante do Rota 2030, embora sejam políticas convergentes, por causa de questões particulares do setor elétrico, que atualmente tenta regulamentar a aplicação da energia em veículos.

 

Estudo produzido pela CPFL, segunda maior empresa de distribuição de energia do País, apontou que os veículos elétricos podem representar fatia de 3,8% da frota em 2030 num cenário que desconsidera qualquer incentivo público. Em países onde os veículos elétricos são mais difundidos esse porcentual é de cerca de 5%.

 

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