Rota 2030 está programado para a semana que vem

São Paulo – Executivos da indústria automotiva reservaram nova data na agenda para o anúncio do pograma Rota 2030: quarta-feira, 20. Ao menos é a data que representantes do MDIC vêm informando a executivos e empresários do setor, revelou à Agência AutoData fonte próxima à indústria. Representantes do ministério e da indústria estiveram reunidos nos últimos dias para acertar os últimos pontos do programa.

 

De acordo com a fonte o texto que será publicado está bem próximo daquilo que a indústria aguarda e que já havia sido discutido em reuniões anteriores, com algumas pequenas alterações no modo de repasse de incentivos para as montadoras e na questão do IPI para as motorizações.

 

A fonte fez uma ressalva: por três vezes o ministério informou datas para publicação do Rota 2030 que não foram cumpridas.

 

De toda forma a publicação parece estar realmente próxima. Na tarde da quinta-feira, 14, a secretária de desenvolvimento e competitividade industrial do MDIC, Margarete Gandini, participou de reunião no Ministério da Fazenda com integrantes da Receita Federal. O gabinete informou que o tema era o Rota 2030. Novas reuniões estão marcadas para os próximos dias para finalizar os últimos pormenores e, finalmente, anunciar o tão aguardado programa automotivo nacional.

 

Colaborou Bruno de Oliveira

 

Foto: Divulgação.

Librelato expande vendas em 80%

São Paulo – A Librelato registrou, até maio, crescimento de 80% nas vendas, comparado com o resultado obtido em igual período em 2017. A empresa informou, na quinta-feira, 14, que comercializou 2,7 mil unidades de implementos ante 1,3 mil vendida no ano passado. Segundo seu CEO, José Carlos Sprícigo, o desempenhou é resultado “de um longo processo de fortes inversões em inovação e em desenvolvimento de produtos”.

 

A empresa informou também que, este ano, a média de vendas mensais subiu para 550 unidades, contra trezentas no primeiro semestre de 2017.

 

De acordo com Sprícigo, com a recuperação da atividade econômica, especialmente no setor do agronegócio, a expectativa é a de que o segmento de implementos feche o ano em crescimento de 50% com relação ao ano passado.

 

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AEA debate pilares do futuro da indústria

São Paulo – Eficiência energética, emissões e combustíveis foram temas discutidos durante o Simpósio de Eficiência Energética realizado pela AEA, Associação de Engenharia Automotiva, na quinta-feira, 14. Antonio Megale, presidente da Anfavea, e Henry Joseph Júnior, seu diretor técnico, foram os responsáveis por uma das palestras do evento, com o tema Visão Geral da Indústria Automotiva sobre o Futuro da Matriz Energética e da Mobilidade.

 

De acordo com Megale o desenvolvimento de novas tecnologias de mobilidade ligadas ao etanol devem acontecer no Brasil e, caso isso não aconteça, não será feito em outros países, pois temos toda a infraestrutura necessária e grande produção desse combustível.

 

Já o diretor técnico da Anfavea falou sobre as tendências futuras para o setor, como a redução de emissões de gases do efeito estufa, tratada globalmente com muita importância. Mudanças na relação do consumidor com o veículo e das cidades com os veículos também são aguardadas no futuro, e as montadoras terão que acompanhar essas transformações, pois isto mudará o sistema atual de vendas:

 

“Acredito que o futuro da mobilidade terá quatro pilares principais: eficiência energética, conectividade e compartilhamento, veículos híbridos e elétricos e veículos autônomos. Com relação à eletrificação esta nova tecnologia chegou para ficar e muitos países incentivam os avanços nessa área. No caso dos autônomos alguns imprevistos aconteceram nos testes, mas isso não afetou a evolução. Acredito, porém, que esses veículos demorarão mais tempo para se tornarem realidade nas ruas por dependerem de uma série de regulamentações”.

 

Porém, para que essas tecnologias avancem, Joseph Júnior acredita que fusões e parcerias serão necessárias: “Acho que será muito difícil que uma única companhia domine toda a cadeia tecnológica prevista para o futuro. Com isto fusões e parcerias de empresas automotivas e de tecnologias acontecerão”.

 

Com relação à posição do Brasil diante de tantas mudanças que virão, o diretor disse que, embora tenha grande relevância global, será necessário resolver problemas de competitividade da indústria nos próximos anos. Ele acredita na necessidade da redução de impostos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento:

 

“É necessário que esse tipo de investimento pague menos impostos que os demais para que essas tecnologias sejam desenvolvidas também no Brasil. Uma redução de um quinto a um terço dos impostos faria com que os investimentos nessa área fossem mais viáveis”.

 

Anderson Suzuki, gerente de comunicação da Toyota, apresentou palestra sobre veículos híbridos e abordou temas ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias como veículos elétricos, híbridos plug-in e veículos movidos a célula de combustível, esclarecendo que a estrutura de um veículo híbrido permite o desenvolvimento das três tecnologias citadas.

 

De acordo com Suzuki a aplicação de cada um desses veículos será diferente no futuro: os elétricos serão usados por pessoas que percorrem pequenas distâncias e os movidos a célula de combustível serão mais dedicados para médias e longas distâncias, enquanto os híbridos plug-in terão diversas aplicações.

 

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Bosch reconhece seus fornecedores

São Paulo – A Bosch organizou na quinta-feira, 14, o Regional Supplier Award, cerimônia em que premiou seus melhores fornecedores do biênio 2016/2017. Ao todo dez empresas conquistaram o Magneto de Ouro em três categorias: Produtos e Serviços, Peças e Componentes e a inédita Reposição Automotiva.

 

Realizada em Campinas, SP, a cerimônia ocorreu durante o Encontro de Fornecedores América Latina, realizado todos os anos pela Bosch. Em nota Giulianno Ampudia, seu diretor de compras, qualidade e desenvolvimento de fornecedores, destacou a importância do encontro: “Temos a oportunidade de apresentar as diretrizes do departamento de compras, qualidade e logística da empresa, assim como de promover discussões para fomentar novas ideias que possam trazer benefícios para ambos os lados”.

 

Segue, em ordem alfabética, a relação dos premiados:

 

Categoria Produtos e Serviços

Andreani Logística
Brasiliense Comissária de Despacho
Empresa de Transportes Covre
Iscar do Brasil

 

Categoria Peças e Componentes

Arim Componentes
PPE Fios Esmaltados
Rudolph Usinados
Sulbras Moldes e Plásticos
Zanettini Barossi

 

Categoria Reposição Automotiva

Indústrias Tudor de Baterias

Trabalhadores da Chery aprovam PLR

São Paulo – Trabalhadores e diretoria da Chery em Jacareí, SP, entraram em acordo para a antecipação da PLR, Participação nos Lucros e Resultados, de R$ 3,1 mil, dando fim à negociação que se alongava – na semana passada os metalúrgicos chegaram a entrar em estado de greve.

 

O valor foi acordado pelo sindicato com os trabalhadores e aprovado em assembleia na quarta-feira, 13. Ficou acertado também que as negociações para definir a segunda parcela da PLR começarão em outubro.

Volkswagen inaugura laboratório 4.0

São Paulo – A Volkswagen inaugurou na quinta-feira, 14, um laboratório de realidade virtual na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, que simula as linhas de produção em computadores. Por meio desta tecnologia a empresa pode projetar novas instalações, desenvolver processos e protótipos de veículos.

 

Os testes feitos por meio da simulação virtual minimiza erros no processo e reduz o número de retrabalhos, disse Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura: “A tecnologia de imersão torna viável o desenvolvimento com um nível de assertividade nunca antes imaginado. Tudo isso acontece antes da implementação física. Dessa forma é possível tomar decisões mais rápidas e melhorar os custos”.

 

Antes de dispor desse laboratório a VW realizava testes similares em espaço denominado fábrica digital. Segundo a companhia as simulações feitas evitaram gastos superiores a R$ 100 milhões em seis grandes projetos implementados nos últimos cinco anos.

 

A tecnologia de simulação em ambiente virtual é um dos pilares da Indústria 4.0, conceito que vem sendo adotado pela indústria de veículos no País. Anúncios sobre o assunto têm sido recorrentes este ano. A Pirelli, por exemplo, conectou sua linha de produção de Feira de Santana, BA, com as demais fora do Brasil, e a Mercedes-Benz inaugurou nova linha digital.

 

O conceito de fábrica digital ainda é um patamar que a indústria no mundo todo – e não apenas no Brasil – busca alcançar. Estudo da consultoria Deloitte apresentado em março mostrou que as empresas estão nos estágios iniciais do processo de preparação para aproveitar todo o potencial da Ind 4.0, que se caracteriza pela união de tecnologias digitais e físicas, como análise, inteligência artificial, computação cognitiva e IoT, a Internet das Coisas.

 

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Ricardo Carreira assume diretoria de vendas da FCA

São Paulo – A FCA tem novo diretor de vendas: o engenheiro Ricardo Carreira, formado pela Escola de Engenharia Mauá e com pós-graduação em Gestão de Negócios pela FEA/USP. Ele começou na companhia em 2012, como gerente de pós-vendas e comercial de Jeep, Chrysler, Dodge e RAM. De lá passou à diretoria comercial e de marketing estratégico da Mopar.

 

Agora, aos 48 anos, Carreira tem nova responsabilidade: aumentar o market share das marcas FCA no Brasil, especialmente Jeep e Fiat:

 

“Continuaremos trabalhando para uma retomada expressiva de participação de mercado. O plano para este ano é a liderança de mercado, com redes fortalecidas e entregando os melhores processos de vendas percebidos pelos clientes da FCA”.

 

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Brasileiros compraram quinhentos Mustang

São Paulo – Em pouco mais de três meses o Ford Mustang alcançou quinhentas unidades licenciadas no mercado brasileiro, segundo dados do Renavam divulgados pela própria companhia. A marca foi alcançada esta semana.

 

A Ford revelou que 27% das vendas foram de modelos pretos, 20% de vermelhos, 19% de brancos, 15% de cinzas e 6% de laranjas. As duas variações de azul, Creta e Belize, representaram 5% e 4% dos licenciamentos, respectivamente.

Marcopolo fecha contrato de US$ 149 milhões

São Paulo – A Marcopolo México fechou contrato com o Consórcio de Transporte Multimodal da IAMSA e do Grupo Herradura Occidental, um dos principais operadores de transporte rodoviário mexicano, para fornecer 1 mil 85 carrocerias de ônibus – o maior volume fechado pela empresa com um único cliente.

 

Segundo a Marcopolo o valor do acordo supera os US$ 149 milhões. A produção será feita na unidade da Polomex de Monterrey.

Volkswagen deve rever preços dos veículos

São Paulo – A valorização do dólar frente ao real, que tem deixado em estado de alerta governo e mercado, preocupa a Volkswagen. Assim como a General Motors, a montadora de São Bernardo do Campo, SP, trabalha com hipótese cada vez mais real de alta dos preços dos veículos no País, sobretudo dos modelos que contam com tecnologia obtida de componentes eletrônicos importados, como as novas versões do Golf lançadas na quarta-feira, 13.

 

De acordo com Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas, o aumento é dado como certo, mesmo que ainda não seja possível precisar quando exatamente será feito pela companhia: “No momento ainda não revisamos a tabela de preços, mas não só o nosso orçamento para o ano, como o da maioria das montadoras, foi traçado com base em cenário onde o dólar estaria a R$ 3,30, o que não aconteceu e dificilmente acontecerá”.

 

Na quinta-feira, 7, o Banco Central precisou agir para desacelerar a disparada do dólar. Apesar das medidas tomadas, como venda de títulos públicos, a moeda manteve valorização e fechou em R$ 3,90. Nova investida do BC nos dias que seguiram reduziram a moeda a um patamar de R$ 3,70. A indústria, no entanto, não acredita que o dólar ficará abaixo deste nível no decorrer de 2018.

 

Um cenário, por outro lado, favorável às exportações. Em tese, segundo o executivo da VW, que aponta a valorização da moeda estadunidense como pedra fundamental da crise cambial que eclodiu no principal parceiro comercial do Brasil nos setor automotivo, a Argentina, mês passado: “Há dificuldade para o fechamento de novos contratos. E os volumes de embarques não equalizam eventuais perdas no mercado interno”.

 

A expectativa, pelo menos por ora, é a de que uma desaceleração ocorra no segundo semestre e não em junho, período em que o setor poderá verificar com mais precisão as perdas ocorridas em função da greve dos caminhoneiros deflagrada no início do mês e que paralisou a produção de veículos por dez dias, em média.

 

O executivo apontou as eleições como período-chave para definir se as vendas cairão de fato de julho a dezembro: “A confiança do consumidor sofrerá alterações a partir do momento que as campanhas começarem. Dependendo de quem estiver liderando as pesquisas investimentos serão ou deixarão de serem feitos”.

 

Schmidt contou que, à principio, as vendas seguem o ritmo visto antes da greve: “As vendas não caíram após o fim da greve, voltaram ao patamar diário de antes. Esperamos que em junho sejam vendidas 200 mil unidades. Haverá decréscimo nos emplacamentos, mas era algo esperado por causa da Copa do Mundo, e historicamente o mês de junho tem vendas menores”.

 

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