VW Delivery chega ao mercado do Uruguai

Caminhões leves Delivery, da MAN, começaram a ser vendidos no Uruguai na quinta-feira, 26, onde a empresa é representada pelo importador Lestido. São três as versões disponíveis no mercado vizinho: 6.160, 9.170 e 11.180. O Uruguai é o primeiro país da América do Sul para o qual a MAN exporta o 6.160, até então vendido apenas localmente e no México.

 

Os modelos 9.170 e 11.180, por sua vez, são enviados para Argentina, Chile e México.

 

O desenvolvimento da nova família Delivery é fruto de investimento de mais de R$ 1 bilhão realizado na fábrica de Resende, RJ. Em pouco mais de três meses de vendas no mercado brasileiro a MAN já vendeu 1,1 mil unidades Delivery.

 

Foto: Divulgação.

Cresce faturamento da Prysmian no setor automotivo

A fabricante de cabos elétricos Prysmian registrou faturamento de R$ 1,5 bilhão no País em 2017, alta de 23% na comparação com o desempenho de 2016. Segundo a empresa o crescimento se deu em função das demandas crescentes no setor automotivo, que foram 30% maiores ano passado: foi a sua unidade de negócios com maior crescimento de receita no período.

 

A Prysmian atende também a outros setores, como telecomunicações, responsável pela maior fatia em termos de receita, e energia, a segunda maior.

 

A retomada das vendas de automóveis vista ano passado teve influência direta no faturamento da empresa, que atende às fabricantes instaladas aqui com peças originais. As exportações também favoreceram o cenário de crescimento, e representaram 22% dos seus negócios, informou a empresa na quinta-feira, 26.

 

Segundo Marcello Del Brenna, CEO para a América do Sul [foto], é esperada manutenção do cenário positivo das entregas ao setor automotivo em 2018: “As expectativas para este ano são de crescimento ainda maior, mesmo com cenário político turbulento à vista”.

 

O horizonte fez a empresa traçar planejamento para buscar maior rentabilidade na região, esquema que envolve, por exemplo, a unificação da produção mantida no Brasil, onde possui 1,2 mil funcionários que operam em cinco unidades produtivas: Joinville, SC, Santo André, SP, duas unidades em Sorocaba, SP, e Vila Velha, ES. Há uma unidade na Argentina e outra no Chile.

 

No ano passado a empresa anunciou o fechamento da unidade de Santo André como parte do plano de reestruturação. Essa estrutura, que tem 320 funcionários, será anexada ao parque industrial de Sorocaba, em fase de ampliação da área construída para receber novos equipamentos. Outra motivação para a mudança é o fato de o terreno onde a empresa está instalada há noventa anos ser alugado: tanto a fábrica quanto o prédio administrativo são propriedades da Pirelli. Não houve interesse em renovar um contrato que expirará em 2025.

 

O investimento, anunciado ano passado, foi de R$ 150 milhões na expansão da unidade que será batizada de Centro de Excelência, segundo Del Brenna: “Os investimentos nessas novas instalações mostram o compromisso da Prysmian com os mercados brasileiro e sul-americano e a disposição em buscar um crescimento ainda maior nessas regiões”.

 

Com a expansão está prevista a criação de 250 empregos na produção. Ainda que a fábrica esteja em processo de construção a sede administrativa já se muda para Sorocaba no segundo semestre.

 

A Prysmian tem sede na Itália e, em 2017, registrou faturamento global de € 7,9 bilhões.

 

Foto: Divulgação.

Norberto Fabris é o novo presidente da Anfir

Norberto Fabris, diretor da Randon, é o novo presidente da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, com mandato até 2021, de acordo as informações divulgadas pela entidade na quinta-feira, 26, durante evento realizado em Guarulhos, SP.

 

Fabris construiu sua carreira no setor automotivo dentro da Randon, fabricante de implementos do setor, e na Anfir sucederá a Alcides Braga, que assumiu a presidência do seu conselho.

 

Foto: Divulgação.

BMW inicia as vendas do X2

A BMW iniciou na quinta-feira, 26, a venda no inédito X2 no mercado brasileiro, de porte parecido ao do modelo X1, com o qual compartilha a plataforma. O modelo será vendido em duas versões: sDrive20i GP e sDrive20i M Sport X, com preços de R$ 211 mil 950 e R$ 246 mil 950.

 

Comunicado da empresa contou que a pré-venda vendeu as cem unidades disponíveis.

 

Equipado com motor 2.0 turbo de 192 cv e câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas o modelo chega ao País importado da Alemanha, onde é produzido em Regensburg.

 

Foto: Divulgação.

Receita do Grupo VW chega a € 58,2 bilhões em jan-mar

Puxado pelo recorde de vendas no primeiro trimestre do ano o faturamento do Grupo Volkswagen chegou a 58,2 bilhões de euro contra 56,2 bilhões em igual período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado pela companhia na quinta-feira, 26. O grupo vendeu, globalmente, 2,7 milhões de veículos no período, expansão de 7,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

 

Comunicado do grupo destacou o resultado de vendas em março, com mais de um 1 milhão de unidades entregues.

 

As vendas de veículos para passageiros aumentaram 5,6% no trimestre, gerando 20,1 bilhões de euro, com o lucro operacional aumentando em € 879 milhões. A alta foi puxada pelo maior volume vendido e pelos menores custos de produção.

 

Já as vendas de veículos comerciais registraram aumento de 2,9 bilhões de euro na receita, com lucro operacional crescendo 9,1%, € 224 milhões de euro. O crescimento foi justificado em função do melhor mix de produtos assim como pela posição de preço de cada um e pela otimização de custos de material.

 

Foto: Divulgação.

Receita do Grupo PSA cresceu 42,1% em jan-mar

O Grupo PSA divulgou seu resultado financeiro referente ao primeiro trimestre do ano, que registrou faturamento de 18 bilhões 182 milhões de euro contra 12 bilhões 978 milhões no mesmo período do ano passado, alta de 42,1%.

 

Considerando apenas a divisão automotiva PCV, Peugeot, Citroën e DS, que exclui a Opel, recentemente adquirida pelo grupo, o faturamento chegou a 10 bilhões 214 milhões no trimestre, crescimento de 13,3% com relação ao mesmo período do ano passado. A companhia destaca que a expansão foi puxada pelas melhorias dos volumes vendidos nos países em que opera e o melhor mix de produtos que fazem parte do portfólio atual.

 

Os volumes de vendas cresceram em todas as regiões em que o grupo está presente, Europa, Oriente Médio, África, América Latina, Eurásia, Índia-Pacífico e China, chegando a 1 milhão 5 mil veículos comercializados.

 

Para o ano o Grupo PSA projeta o mercado automotivo europeu estável, alta de 4% para a América Latina e 2% para China e 10% Rússia.

 

Foto: Divulgação.

Ford reduzirá portfólio para focar rentabilidade

A Ford divulgou na quinta-feira, 26, que pretende parar de vender veículos sedãs na América do Norte como parte do seu plano de redução de custos até 2022, estabelecido há seis meses, segundo o balanço divulgado. A empresa deverá manter apenas o Mustang, atuando em um nicho de mercado que ainda é lucrativo, e focará na produção e vendas de SUVs e picapes, eliminando também operações globais que não são rentáveis.

 

Jim Hackett, CEO global da empresa, disse que o foco será nas partes saudáveis dos negócios e que será necessário lidar decisivamente com as partes que destroem valor: “Esperamos que com as decisões seja possível alcançar a meta de 8% de lucro global até 2020, dois anos antes do plano inicial”.

 

A consultoria automotiva IHS acredita que essas mudanças serão uma tendência global da Ford, começando pela América do Norte, pois nesse mercado ela consegue atuar apenas com picapes e SUVs. De acordo com Fernando Trujillo, da IHS, “em outros mercados a companhia não pode abrir mão de outros segmentos, como no Brasil, mas já estuda como reduzir os modelos do portfólio”:

 

“Nos países emergentes como Brasil, China e Índia a Ford prepara a saída de linha de um dos seus modelos hatch, para o reposicionamento dos demais, de maneira que seja possível cobrir toda essa fatia do mercado com um número menor de modelos. Nos próximos anos vemos a produção da Ford cada vez mais enxuta, sendo uma das poucas montadoras que não deve ter alta no seu volume de produção”.

 

A redução de modelos disponíveis em cada segmento e, até, a saída de alguns só tem sido planejada pela Ford, segundo a IHS. Mas a redução de custos e a otimização dos processos produtivos são fatores que outras montadoras também estudam, caso da GM, que negocia com o governo da Coreia do Sul um modo de recuperar suas quatro fábricas na região sem precisar fechar as portas, pois a companhia registra quatro anos seguidos de prejuízos.

 

Como parte de seu planejamento estratégico a GM encerrou suas vendas na Índia e suas operações na África do Sul para focar em mercados mais rentáveis. O mesmo aconteceu na Austrália, com o fim da produção da Holden, sua subsidiária na região. A Toyota também encerrou sua produção no país no ano passado, após fechar fábrica que operava há 54 anos.

 

Consultada a respeito do assunto a Ford Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, garantiu que essa redução de portfólio diz respeito, rigorosamente e apenas, aos mercados da América do Norte.

 

Mercado brasileiro

 

Na visão da IHS sedãs e hatchs médios e premium estão perdendo espaço no Brasil, e no mundo, por causa do forte avanço do segmento de SUVs. Aqui os sedãs registraram crescimento de vendas no trimestre, mas abaixo da expansão que o mercado teve no mesmo período — e isto será uma tendência global, de acordo com a consultoria.  

 

O segmento de sedãs pequenos vendeu 61,3 mil unidades no trimestre, contra 57,7 mil no mesmo período do ano passado, com o Chevrolet Prisma sendo o veículo mais vendido, 16,3 mil unidades, de acordo com os dados da Fenabrave. Já no segmento de sedãs compactos foram emplacados 11,7 mil carros este ano, contra 9,5 mil na mesma base de comparação. O líder do segmento é o novato Volkswagen Virtus, com 4,6 mil unidades vendidas no período.

 

Os sedãs médios venderam 33,9 mil unidades contra 32,6 mil em igual período do ano passado, com o Toyota Corolla na liderança, com 13,7 mil unidades. E as vendas de sedãs grandes chegaram a 2,2 mil unidades no trimestre, contra 1,6 mil no mesmo período do ano passado, com o Ford Fusion emplacando 935 unidades e conquistando a liderança.

 

Foto: Divulgação.

New Holland mostra trator movido a biometano

A New Holland apresentou na terça-feira, 24, seu primeiro modelo, ainda conceitual, de trator movido a biometano. O equipamento foi produzido em Basildon, Inglaterra, e utiliza motor FPT de seis cilindros e 180 cavalos próprio para a queima de gás. Sua chegada ao mercado mundial é aguardada para coisa de três anos, segundo a companhia.

 

Para Rafael Miotto, vice-presidente para América Latina, a presença do novo trator conceito no Brasil é significativa por dois motivos: “A importância do agronegócio no país, responsável por sustentar o Produto Interno Bruto e tirá-lo de uma recessão, e por carimbar o compromisso da New Holland com a produção sustentável”.

 

Em 2013 a empresa apresentou o primeiro protótipo do trator T6 movido a metano, que vem sendo, desde então, testado por clientes. No Brasil o modelo chegou em 2017 e está em avaliações práticas no campo em Castro, PR.

 

Foto: Divulgação.

MAN vende para a Viação Tupi paulistana

A MAN anunciou na quarta-feira, 25, a venda de 25 unidades do chassi de ônibus Volksbus 18.280 OTS LE piso baixo para a Viação Tupi, operadora de transporte urbano de passageiros na cidade de São Paulo. Paulo Pavani, diretor da Tupi, disse que os MAN correspondem a 30% da frota circulante da companhia.

 

Os MAN da Tupi rodam, em média, 5 mil quilômetros por mês:  “O mercado de ônibus não pode parar mesmo com a queda de passageiros, motivada pela menor atividade econômica: as frotas são mantidas em atividade”.

 

A Viação Tupi opera há 58 anos e seu diretor lembra que há 25 é cliente dos ônibus VW.

 

Equipado com motor MAN D08 de 6 cilindros e 280 cv, opção de transmissão automática ou automatizada e piso baixo, o Volksbus 18.280 OTS LE foi concebido em sinergia com o projeto europeu do modelo.

 

Foto: Divulgação.

ZF anuncia novos diretores para a América do Sul

A ZF anunciou na terça-feira, 24, mudanças em sua estrutura diretiva motivadas após a aquisição da TRW, em 2015. Wílson Brício fora nomeado CEO da TRW Automotive no Brasil e permanece como presidente do grupo na América do Sul e CEO da ZF do Brasil.

 

Na nova configuração o executivo Marcel Oliveira tornou-se vice-presidente de recursos humanos e segurança da informação, Dirk Esterle assumiu a vice-presidência de finanças e tecnologia da informação, Tarcísio Costa é o vice-presidente de gestão de materiais. Marcelo Oliveira e João Lopes foram nomeados diretores de qualidade e de aftermarket.

 

Moises Bucci, então CEO da ZF-TRW, exercerá a função enquanto durar o processo de integração das empresas, que deve durar até junho. Após a integração Bucci deixará a empresa para “se dedicar a outros desafios profissionais fora do Grupo ZF”.

 

Antes da aquisição da TRW, em 2015, a atuação da ZF na região sul-americana era focada no segmento de veículos comerciais. Com o novo portfólio ampliou sua atuação no mercado a outros segmentos. Segundo Brício o Brasil passa por um momento decisivo para encontrar o rumo da retomada de sua competitividade industrial: “Estamos prontos para acompanhar as demandas do mercado e dos clientes, liderando a introdução de novas tecnologias”.

 

Foto: Divulgação.