Fazenda risca Rota 2030 da lista de prioridades

A mudança do ministro na Fazenda, na quarta-feira, 11, mais do que inserir um novo nome à frente do Ministério – o de Eduardo Guardia, sucessor de Henrique Meirelles – interferiu profundamente na expectativa do setor automotivo com relação à posssibilidade da aprovação do Rota 2030 ainda este ano. Guardia, que é conhecido no Congresso como “o homem que diz não”, deixou claro que suas prioridades para o ano são as questões fiscais em torno da privatização da Eletrobras e da simplificação do PIS/Cofins, padronizando as alíquotas nos estados.

 

O resto, como a nova política para o setor automotivo, virá depois, após processo de revisão de benefícios fiscais e da avaliação do seu custo-benefício.

 

Disse o novo ministro, em Brasília, DF: “A questão que temos que enfrentar é a revisão completa da estrutura de incentivos fiscais. Sabemos que no período recente houve uma elevação do gasto tributário em contexto de perda de arrecadação. O Rota 2030 é apenas uma pequena parte do problema”.

 

Sobre o processo de revisão da política industrial, que foi desenvolvida e discutida ao longo do ano passado por diversos grupos ligados ao setor, o ministro afirmou que não há pressões sobre o Ministério da Fazenda para que o Rota 2030 se torne uma realidade em 2018 como é esperado pela indústria e pelo presidente:

 

“O contexto é muito maior do que a simples discussão do Rota 2030. Qualquer gasto tributário tem que ser analisado com muito critério, os novos e os existentes. Não há prazo. Também não há pressão política. Olharemos o Rota 2030 como qualquer outra demanda”.

 

As pressões políticas citadas pelo ministro, no caso, são as que reconhece como comuns em anos eleitorais. O presidente, que concorrerá à eleição, tem percorrido o País incentivando o investimento na indústria. Em março chegou a anunciar, sem entrar em pormenores, a prorrogação do regime automotivo para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em vigor desde 2010 para atrair fábricas, como foi o caso de Ford, em Camaçari, BA, FCA, em Goiana, PE, e Caoa Montadora, em Anápolis, GO.

 

A prorrogação do regime, tal qual o Rota 2030, precisa passar pelo crivo do Ministério da Fazenda para passar a valer, o que, segundo indicou o novo ministro, também deverá “passar por análise criteriosa”.

 

O anúncio do presidente feito em março, durante visita à FCA, em Pernambuco, pegou o MDIC de supresa. Fontes ouvidas por AutoData disseram que “a matéria em nenhum momento passou pelo gabinete, sendo um anúncio isolado feito pelo presidente da República sem que tenha figurado na agenda do Ministério”.

 

Procurado pela reportagem o Gabinete da Casa Civil da Presidência da República respondeu que informações sobre o assunto dizem respeito ao MDIC. A Anfavea, até o fechamento desta reportagem, não se pronunciou sobre o assunto.

 

As fabricantes tinham agendada reunião para a quinta-feira, 12, com o presidente da República, compromisso que foi cancelado pelo Palácio do Planalto e que deverá ser reagendado.

 

Foto: Agência Brasil.

Receita de locadoras com venda de seminovos em 2017 chega a R$ 5,2 bi

As três maiores locadoras do País – Localiza, Movida e Unidas – registraram receita líquida conjunta de R$ 5,2 bilhões, no ano passado, com a venda de automóveis seminovos — valor 33% superior ao registrado em 2016. O volume conjunto vendido foi de 156 mil 806 unidades, maior do que o vendido no ano passado por fabricantes como Honda, Renault e Toyota.

 

A modalidade de negócio, que já supera, em receita, as outras praticadas pelas empresas – locação de veículos e gestão de frotas – há alguns anos vem provocando modificações nas estruturas das maiores locadoras e também no modelo de vendas no País. Com o aumento da incidência dessas vendas no faturamento há em curso processo de expansão do número de lojas no mercado que oferecem parcialmente ou exclusivamente veículos para venda.

 

Em 2010 a Localiza tinha em sua rede 55 lojas destinadas às vendas de veículos seminovos, número que aumentou para 99 unidades em 2017 distribuidas em 65 cidades. Com a expansão vendeu 90 mil 554 seminovos em 2017, 32% a mais do que o volume de 2016 e obteve receita líquida de R$ 2 bilhões 985 milhões. A empresa, em seu balanço anual, indicou que o número crescente de lojas se deu justamente em função do aumento do volume de vendas.

 

A Movida passou de nenhuma loja de seminovos em 2014, quando começou a operar no mercado, para 58 em 2017, quando vendeu 39 mil 641 unidades, 23% a mais do que no acumulado do ano passado. O desempenho a fez registrar receita líquida de R$ 1 bilhão 452 milhões 365 mil em 2017, volume expressivo ainda que, em seu balanço, a empresa tenha informado diminuição da margem de vendas na comparação com 2016, de 6,4% para 5,3%.

 

O 2017 da Unidas também mostrou evolução na receita com venda de automóveis seminovos: foram vendeu 26 mil 611 unidades que geraram receita líquida de R$ 855,8 milhões. O volume vendido até dezembro foi 38% maior do que o do acumulado de 2016. A empresa encerrou o ano passado com rede composta por 49 lojas de seminovos, próprias e franquias — em dezembro de 2016 tinha 47.

 

MERCADO – As concessionárias sofreram transofrmações em sua estrutura nos últimos anos em função da crise, que fez as vendas de veículos caírem, o que acarretou basicamente a diminuição do número de lojas. Afora o cenário de mercado desaquecido as redes precisaram, também, se readequar para sobreviver ao avanço das vendas diretas no País.

 

Nos últimos três anos o número de concessionárias baixou de 7 mil 330 para pouco mais de 6 mil lojas, segundo dados da Fenabrave. Quem reuniu forças para superar a crise, segundo a entidade, deverá promover mudanças no modelo de negócio para que os pedidos possam voltar a aparecer.

 

Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, disse que as vendas diretas, muitas delas sendo feitas em maior volume às locadoras de veículos, são aceitáveis ainda que tenham provocado a saída de concessionárias do mercado: “Não sou contra as vendas diretas, ainda que hoje, da forma como elas estão sendo feitas, tenham sido responsáveis pela saída de muitos empresários do mercado”.

 

Por causa disso algumas associações de distribuidores cogitam rediscutir com suas empresas fabricantes margens maiores para o caso das vendas diretas. Outras entraram com ação na Justiça contra descumprimento de acordos prévios e competição desleal com vendas diretas.

 

Foto: Divulgação.

VW obtém recorde de vendas no trimestre

A Volkswagen informou seu resultado de vendas globais no primeiro trimestre do ano, com recorde de 1 milhão 525 mil 300 unidades, expansão de 5,9% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com comunicado divulgado pela empresa.

 

Na América do Sul o crescimento foi de 1,1%, com 100,8 mil veículos vendidos. Considerando apenas o Brasil houve alta de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado, com 61,6 mil unidades comercializadas e com destaque para os novos modelos Polo e Virtus.

 

A China foi o país onde a empresa mais vendeu automóveis, 757,7 mil unidades e alta de 8,6% com relação ao mesmo período do ano passado. Na Europa as vendas chegaram a 454 mil unidades, crescimento de 6% na mesma base de comparação — e nos Estados Unidos a alta foi de 10%, com 84 mil unidades vendidas.

 

Foto: Divulgação.

Prêmio Toyota para 21 fornecedores

A Toyota realizou na quarta-feira, 11, a décima-sexta edição do seu prêmio Suppliers Conference, para reconhecer os fornecedores que atingiram as metas e superaram as expectativas da empresa com relação aos serviços e produtos entregues em 2017.

 

Vinte e um fornecedores receberam o grau de excelência em quatro categorias, qualidade, logística, redução de custos e reconhecimento especial, e em outras duas categorias distintas, engenharia de valor e análise de valor e meio ambiente.

 

A Pionner foi premiada como Melhor Fornecedor Toyota em 2017, pois atingiu 100% das metas em cada uma das categorias propostas pelo prêmio. Confira abaixo as empresas premiadas em cada categoria:

 

Qualidade – Excelência: Dana, G-KT Brasil, Mahle, NSK Brasil, Plastic Omnium, Schaeffler e TPR;

 

Logística – Excelência: Bosal, Casco, G-KT Brasil, NSK Basil, Sanko e ZF Lemforder;

 

Redução de custos – Excelência: Aisin AI, Denso, Panasonic, SGBR, Stanley, Tyco, Yazaki e Zanettini Barossi.

 

Melhor Engenharia de Valor e Análise de Valor – Yazaki; e

 

Meio Ambiente – Kanjiko.

 

Foto: Divulgação.

Grupo Gontijo compra mais Paradiso 1200

O Grupo Gontijo, que opera frotas de ônibus, comprou cinquenta unidades do modelo Paradiso 1200, da Marcopolo, de acordo com comunicado distribuído na quinta-feira, 12. A compra “faz parte do processo de renovação de frota do grupo e reforça a parceria das duas empresas”.

 

Segundo o diretor Marco Antônio Gontijo a motivação da compra “é oferecer padrão elevado de conforto, sofisticação e segurança aos mais de 5 milhões de passageiros que são transportados anualmente nos ônibus da empresa”:

 

“Utilizamos o modelo Paradiso 1200 desde 2011 por considerá-lo uma das melhores opções de carrocerias disponíveis no mercado, com excelente relação custo-benefício, robustez e eficiência. Procuramos manter o padrão da frota para ganhar escala na nossa operação”.

VW C tem parceria com Hino

A divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen anunciou na quinta-feira, 12, assinatura de acordo de parceria com a Hino Motors, fabricante de veículos comerciais e de motores com sede no Japão. O acordo estabelece que as empresas explorarão em conjunto possibilidades na área de logística e de tráfego, tecnologias novas e existentes e aquisições.

 

Comunicado emitido pela VW aponta que a cooperação também se concentrará “em motorizações convencionais, sistemas de transmissão híbridos e elétricos, sistemas de conectividade e condução autônoma”. A negociação pela parceria demandou a criação de um conselho formado por representantes das duas empresas, como seus CEOs e executivos da alta administração.

 

Yoshio Shimo, presidente e CEO da Hino, disse sobre o acordo: “A Hino Motors buscará a cooperação regional de negócios e a utilização conjunta de tecnologias com a Volkswagen. Será uma forte parceria em tempos de novos desafios no setor de transporte devido ao rápido crescimento do comércio eletrônico”.

 

A Hino é fabricante com forte presença na Ásia que fornece produtos para mais de oitenta países. Afora esta, com a Hino, a Volkswagen Caminhões e Ônibus também estabeleceu parcerias com a Navistar nos Estados Unidos e com a Sinotruk na China.

 

Foto: Divulgação.

Apesar do crescimento motos não se anima a contratar mais

O setor de motos apresentou boa recuperação do primeiro trimestre do ano mas a geração de empregos, contudo, ainda não recebeu impacto positivo depois da grande queda no número de funcionários empregados pelas empresas em 2016 e no começo de 2017. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, existe a necessidade de contratações para diminuir a capacidade ociosa das fábricas, mas algumas incertezas ainda fazem com que as empresas tenham cautela com esse assunto.

 

“Pequenas contratações já aconteceram no primeiro trimestre, mas de maneira bastante tímida e que não traz grandes impactos para a capacidade ociosa das fábricas.”

 

De acordo com ele “o crescimento apresentado nos últimos meses mostra que é necessário contratar para acompanhar a demanda ao longo do ano e aumentar a produtividade, mas com as indefinições do processo eleitoral as empresas estão em compasso de espera para iniciar as contratações. Ou seja: os últimos acontecimentos políticos trazem mais incertezas para o setor”.

 

As empresas aguardam, observou o presidente, para saber quem serão os candidatos com possibilidadse de vencer as eleições para presidente, cargo político mais importante do País, para começar a tomar suas decisões e a revisar suas projeções de mercado:

 

“O crescimento do primeiro trimestre foi muito bom e esperamos que continue assim. Caso isso aconteça no segundo trimestre revisaremos as projeções para o setor e acreditamos que as empresas começarão a contratar em maior volume ao longo do ano”.

 

Uma notícia positiva para o setor é que desde o último trimestre do ano passado não existem mais funcionários trabalhando no sistema de layoff, que consiste na jornada de trabalho de quatro por três e não o habitual cinco por dois.

 

Histórico dos postos de trabalho 

 

No ano passado o setor duas rodas encerrou o ano com aproximadamente 12 mil funcionários, número que apresenta queda desde 2011, quando havia 21 mil 122 postos de trabalho. Em 2014 esse número já havia caído para 17 mil 697 colaboradores, depois 16 mil 102 no ano seguinte e 13 mil 410 postos de trabalho em 2016.

 

Foto: Divulgação.

Motos: em jan-mar produção cresce 12,2% e vendas 4%.

O setor de motocicletas registrou alta de 12,2% na produção do primeiro trimestre, com 259 mil 537 unidades ante 231 mil 381 no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Abraciclo na quinta-feira, 12. Seu presidente, Marcos Fermanian, disse que “há tempos não começávamos um ano com horizonte tão positivo. Isto nos anima e nos deixa confiantes com relação aos indicadores dos próximos meses.

 

Mais: “O cenário atual é de crescimento sustentável, com estoques controlados”.

 

Considerando apenas março foram produzidas 94 mil 599 unidades, alta de 14,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, 82 mil 416. Na comparação com o mês passado a alta registrada foi de 13,1%.

 

Vendas – No trimestre o setor registrou 219 mil 304 unidades emplacadas, alta de 4% com relação ao mesmo período do ano passado, 210 mil 970: “A retomada do setor foi puxada pela melhora de alguns índices econômicos, como baixa na taxa de juros, queda da inadimplência e maior disponibilidade de crédito”.

 

Fermanian lembrou que “atualmente, a cada dez fichas de financiamento, duas são aprovadas. Esse número está estável desde o ano passado, mas o que percebemos é que mais pessoas estão buscando financiamentos para motos, e isso indica a volta da confiança do consumidor na economia.”

 

Em março as vendas chegaram a 79 mil 320 unidades, queda de 4,3% na comparação com igual período do ano passado. Porém, na comparação com fevereiro, houve alta de 25,9%.

 

Exportações – As exportações do primeiro trimestre chegaram a 23 mil 320 unidades, alta de 33,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, 17 mil 444. Os principais destinados das motos produzidas no Brasil são Argentina e Austrália.

 

Apenas em março foram embarcadas 9 mil e 22 unidades, alta de 66,5% ante igual período do ano passado, 5 mil 420 motos.

 

Foto: Divulgação

Ford anuncia recall de Ecosport 1.5

A Ford anunciou na quarta-feira, 11, o recall de 21 mil 7 unidades do modelo EcoSport, modelos 2018 e 2019, com motorização 1.5. A montadora percebeu que o funcionamento do novo motor de três cilindros pode gerar ressonância sobre a polia tensionadora da correia de sincronismo do motor, podendo provocar a quebra dessa polia e a consequente parada do motor.

 

De acordo com o comunicado, a perda de sincronismo poderá causar o desligamento repentino do motor, com impossibilidade de nova partida, bem como perda de aceleração do veículo, o que pode resultar em acidentes com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e terceiros.

Atrito Leste-Oeste chega ao setor automotivo

As tensões envolvendo Estados Unidos e China no comércio exterior ganharam mais um capítulo. O presidente estadunidense foi às redes sociais criticar as tarifas impostas aos veículos exportados à China, movimento que configura a primeira menção ao setor automotivo na encrenca que teve início em discussões sobre o aço. O presidente julgou as tarifas praticadas hoje como “desiguais e nocivas ao livre-comércio”.

 

Ainda que não seja algo formal o mercado interpretou a mensagem [reprodução abaixo] como aviso das intenções do atual governo dos Estados Unidos porque foi a primeira vez que o presidente explicitou publicamente suas opiniões. Em sua publicação na internet ele apontou que o automóvel estadunidense é taxado em 25% pela China ao passo que, na mão inversa, o carro chinês é submetido a uma alíquota de 2,5%.

 

As atuais regulamentações comerciais dos Estados Unidos indicam que um país com o qual não mantém acordo comercial pagará 2,5% de imposto de importação para veículos de passageiros e 25% para caminhões leves e veículos comerciais. O governo do país, diante do quadro, deverá promover alterações na alíquota de forma a encarecer a importação de veículos.

 

BARREIRAS – Antes de ir a público o governo já começou a trabalhar para beneficiar os veículos produzidos no mercado interno. Os Estados Unidos iniciaram recentemente o processo de reverter os padrões de economia de combustível do governo anterior, afrouxando a corda dos requisitos de economia de combustível de qualquer fabricante, exceto para os veículos importados.

 

Com isso a administração aumenta o custo das fabricantes estrangeiras que precisam cumprir com os padrões de eficiência energética para entrar no mercado dos Estados Unidos. Isso pode efetivamente aumentar o preço dos veículos importados e impulsionar as vendas de carros domésticos, que têm o potencial de se tornar mais acessíveis devido à diminuição das restrições regulatórias.

 

Esse incentivo em particular é útil às empresas cujos veículos são fabricados nos Estados Unidos, independente de onde estejam localizadas as matrizes: os veículos nacionais tornam-se isentos de regulamentos mais rigorosos, criando uma política de incentivo para os fabricantes construírem carros no país, assim como aconteceu no Brasil anos atrás com o Inovar-Auto.

 

REFLEXOS – De acordo com Antônio Jorge Martins, professor da FGV no curso de especialização em cadeia automotiva, a restrição ao carro chinês nos Estados Unidos poderá intensificar a busca da China por novos mercados:

 

“As restrições ao seu produto levarão a China a fazer tentativas de deslocar o volume que ia aos Estados Unidos a outros mercados, sobretudo países onde ainda não tem operação sólida. Dificilmente tentará fazer com que seu mercado interno absorva esse volume”.

 

Não é o caso do Brasil, ele afirmou. Isso porque o País conta com fabricantes chinesas instaladas aqui, como é o caso da Caoa Chery e, ainda em tratativas, a JAC Motors: “Existe o estímulo do governo chinês para que as empresas invistam em internacionalização. Com a saída de um mercado grande, como é o caso dos Estados Unidos, a tendência é a de que a pressão aumente sobre as fabricantes”.

 

Em 2017 os veículos representaram a quarta maior importação em volume na balança comercial dos Estados Unidos. Foram US$ 359 bilhões despendidos na compra de automóveis, caminhões, ônibus e componentes. Os veículos chineses representaram US$ 1 bilhão 575 milhões 904 mil do total, no ano passado, segundo dados oficiais do governo dos Estados Unidos. Noção de grandeza da evolução das importações de veículos chineses?: em 2011 as importações de carros da China, em valor, atingiram US$ 22 milhões.

 

Nos Estados Unidos, no entanto, isso pode representar outros problemas ainda que ocorra uma aparente proteção do governo ao mercado interno, disse Martins: “Muitas fabricantes que estão atualmente na vanguarda do desenvolvimento dos veículos elétricos observam no mercado estadunidense oportunidades da eletrificação se massificar”.

 

As restrições impostas pela atual administração aos veículos importados pode emperrar o desenvolvimento. Outra questão: empresas que importam aço para construir carros no país também serão oneradas por causa das barreiras ao insumo estrangeiro, o que pode implicar elevação do custo dos carros produzidos localmente.

 

Foto: Divulgação.