Safra 2017/2018 chega a 229 milhões de toneladas

O relatório de abril da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado na terça-feira, 10, mostrou que a produção de grãos da safra 2017/2018 deverá ser de 229 milhões 53 mil toneladas, 3,4% a menos do que a safra recorde anterior, de 2016/2017. Ainda assim o volume é considerado expressivo e deverá resultar em mais negócios na cadeia produtiva, com reflexos em diversos setores — como o de caminhões, implementos e máquina agrícolas.

 

A Conab mensalmente divulga suas projeções acerca da safra, e os dados do documento mais recente apontam para evolução mensal do volume de grãos. Na comparação com as estimativas de março o volume divulgado em abril foi revisto para cima, com a projeção sendo superior em 3 milhões 492 mil toneladas.

 

O avanço se dará, segundo o relatório, por causa da colheita da soja e do milho, que “tem confirmado boas produtividades e uma estimativa maior da área de milho segunda safra. Apesar desse resultado ser 3,4% menor que o da última safra, o Brasil deve colher a segunda maior safra da história”.

 

De acordo com o relatório as culturas de soja e milho da primeira safra estão em fase final de colheita. A área estimada sinaliza aumento de 0,8% comparado ao período anterior, atingindo 61 milhões 38 mil hectares.

 

Com os ganhos obtidos a área total da soja ficou em 35 milhões de hectares. Outros destaques com relação à área foram o milho segunda safra, com total de 11,5 milhões de hectares, o milho primeira safra com 5 milhões, o feijão segunda safra com 1,5 milhão e o algodão, 1,1 milhão.

 

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Meritor projeta crescimento de 30% para caminhões

Depois de superar a crise dos últimos três anos, considerada pela empresa a maior recessão da história do País, a Meritor percebeu a volta do crescimento do segmento de caminhões a partir do segundo semestre do ano passado e suas projeções para este ano são boas. De acordo com o diretor geral para América do Sul, Adalberto Momi, o mercado crescerá 30%.

 

“Com o crescimento do mercado acredito que a produção da Meritor crescerá 30%, assim como sua receita, que tem a mesma projeção para o ano.”

 

Com a retomada do mercado a Meritor pretende contratar até 135 funcionários até dezembro.

 

Para atingir o crescimento projetado a empresa acredita que o segmento extrapesado continuará sendo o carro-chefe, puxará a expansão ao longo do ano por causa do setor agrícola — e a Meritor atende a todas as empresas produtoras de extrapesados, aproveitando o bom momento do mercado.

 

Crescimento também é esperado no segmento leve, para o qual a empresa lançou novidades recentes e no qual espera maior participação: “Nosso trabalho sempre foi focado nos pesados, mas agora estamos cada vez mais fortes no segmento dos leves. Já temos novidades que estão sendo oferecidas aos clientes, produtos de prateleira”.

 

Novos projetos estão sendo reavaliados, disse Momi. Antes de definir futuros investimentos a Meritor está em processo de visitas específicas a seus clientes visando a análise conjunta dos projetos atuais e à prospecção de novos exatamente para definir seus interesses, principalmente aqueles que estavam prvistos antes da crise.

 

“É preciso lembrar que mesmo durante a crise não paramos de investir. Foram R$ 16 milhões nos últimos três anos para modernizar a fábricad Osasco, com novas linhas de produção e robôs. Hoje temos as mesmas plataformas que outras unidades da Meritor têm em outros países.”

 

Ele acredita que seja muito difícil o mercado retomar, rapidamente, o volume de 2011 e 2012, pois era uma época de euforia, com PIB em alta e facilidades de financiamento muito grandes: “Naquela época o mercado cresceu demais e não era um crescimento sustentável, não era possível manter o mercado como estava. Atualmente acho que é possível chegar de 100 mil a 120 mil unidades até o fim da década de maneira saudável”.

 

Atualmente, no Brasil, os principais clientes da empresa são, pela ordem, Man, Volvo, Ford, Iveco e Daf.  A fábrica de Osasco, SP, opera com 60% da capacidade produtiva e, depois de quase três anos, foi encerrado acordo com o sindicato por meio do qual os funcionários trabalhavam um dia a menos por semana para adequar o volume de produção.

 

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Hyundai convoca recall do Santa Fe

A Hyundai iniciou na segunda-feira, 9, campanha de recall do modelo Santa Fe por causa de defeito verificado no volante. Os proprietários devem agendar o atendimento em concessionária para inspeção e, caso necessário, para a substituição do equipamento.

A fabricante informou, em comunicado distribuído na segunda-feira, 9, que uma possível falha no conjunto de direção pode provocar a quebra do volante e sua separação da coluna de direção. O motorista perderia o controle do veículo, com riscos de acidente.

A empresa informou, ainda, que a quebra “não ocorre instantaneamente”: o sistema começa apresentando “estalos durante a condução, além de folga no volante em manobras de estacionamento”.

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Volvo XC40 concorre com SUVs alemães

DE FLORIANÓPOLIS, SC – Com a missão de ser o carro mais vendido da Volvo no Brasil o XC40 chega ao segmento dos SUVs de luxo de entrada para tornar mais complicada a vida de alguns modelos, como Audi Q3, BMW X1 e Mercedes-Benz GLA. E com a intenção de que os clientes em potencial olhem para o XC40 na hora de pensar em comprar um carro desta categoria.

 

Esses três citados são considerados os principais concorrentes do modelo no Brasil, pois Land Rover, Range Rover Evoque e Jaguar E-Pace estão em uma faixa de preço mais alta mesmo sendo do mesmo segmento.

 

Para destacar o modelo novo no mercado a Volvo aposta no preço, na lista de equipamentos de conforto e de segurança e na motorização de cada versão para emplacar as 2 mil unidades projetadas para este ano. O XC40 é o primeiro a ser produzido na nova plataforma modular CMA, que embarcará os futuros modelos Volvo.

 

O presidente Luís Resende lembrou que, assim como outros modelos que dispõem de versões elétricas e híbridas, o XC40 também as terá – mas a motorização ainda não foi definida: “Quando soubermos qual será a versão elétrica de produção do XC40 nós a estudaremos para trazê-la ao Brasil, como aconteceu com o XC90”.

 

Enquanto a versão elétrica não chega a Volvo aposta em versão de entrada com motor 2.0 de 190 cv e câmbio automático de oito marchas, com preço de R$ 169 mil 950. A versão intermediária terá os mesmos motor e câmbio, mas com calibração para 252 cv com preço de R$ 194 mil 950. A versão topo de linha usa o mesmo conjunto mecânico da intermediária e custa R$ 214 mil 950.

 

De acordo com comparativo realizado pela Volvo o preço de cada versão faz com que ela fique situada de maneira competitiva com as versões equivalentes dos seus principais concorrentes, mas a empresa garante que seus motores são dos mais potentes da categoria e que sua lista de equipamentos é mais recheada do que a dos rivais.

 

A lista de equipamentos do Volvo XC40 inclui, mesmo que como opcional para algumas versões, a tecnologia de condução semi-autônoma, sendo o único modelo do segmento com esse item – a empresa acredita que este pode ser um forte diferencial, assim como seu preço e motorização. Outros itens de série desde a versão de entrada são faróis, lanternas e luz diurna de LED, sete airbags, frenagem automática emergencial, alertas de mudança involuntária de faixa, controle de cruzeiro e bancos de couro.

 

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XC40 chega ao mercado para ser o Volvo mais vendido

DE FLORIANÓPOLIS, SC – O XC40, novo SUV de entrada da Volvo, foi apresentando na segunda-feira, 8, em Balneário Camboriú, SC, e chega ao mercado com uma importante missão: tornar-se o carro mais vendido da empresa no Brasil, quase dobrar o seu volume de vendas até o fim do ano e marcar a inauguração de um novo segmento, o dos SUVs de luxo de entrada.

 

Luís Resende, o presidente da Volvo aqui, disse que a projeção de vendas do modelo é de 2 mil unidades este ano:

 

“Metade disso já foi vendido no processo de pré-venda, sendo que as entregas das versões intermediária e topo de linha começam em abril e as da versão de entrada apenas no segundo semestre. Mas grande parte das unidades vendidas são das versões mais completas”.

 

No ano passado a Volvo vendeu coisa de 3,5 mil unidades, mas agora, com a chegada do XC40 e com o crescimento das vendas de outros modelos, a expectativa é a de que as vendas cheguem a 6 mil unidades esse ano e a quase 7 mil no ano que vem. O diretor comercial da Volvo, João Oliveira, notou que, em um ano de vendas cheio, o XC40 deve ultrapassar as 2 mil unidades:

 

“No ano que vem, um ano cheio de vendas para o modelo em um segmento de maior volume, acreditamos que ele pode chegar perto das 3 mil unidades emplacadas”.

 

Como o XC40 é um modelo inédito no portfólio da Volvo os funcionários das suas 31 concessionárias receberam treinamento diferenciado: “Fizemos treinamento online com toda nossa rede, para que tivessem o primeiro contato com o carro e conhecimento para oferecer o modelo aos clientes durante a pré-venda. Agora, com o início das vendas, receberão treinamento ao vivo e mais intensivo nas próximas semanas”.

 

A equipe de pós-venda das concessionárias também foi treinada para atender aos novos clientes, pois a Volvo acredita que a maioria dos que comprarão o XC40 estarão entrando no segmento de SUV de luxo e na própria marca pela primeira vez.

 

Com relação à importação do XC40 diretor da Volvo afirmou que não haverá lotes mas, sim, a chegada contínua das unidades: “No mínimo de quinze em quinze dias estarão chegando as unidades, de acordo com a produção da nossa fábrica, na Suécia”.

 

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VW investe R$ 20 milhões em sala de mistura de tintas

A Volkswagen inaugurou, em sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, uma sala de mistura de tintas automotivas que demandou investimento de R$ 20 milhões. O novo espaço, construido em área de 1,6 mil m², possibilitará à empresa oferecer, futuramente, gama maior de cores para seus veículos produzidos ali. A informação foi divulgada na segunda-feira, 9.

 

Afora as características técnicas a nova sala é apontada, pelo comunicado, como um ambiente mais seguro pois equipada com sistemas mais avançados e modernos de prevenção a incêndios.

 

O espaço também tem instalado “um sistema de tratamento de ar inédito nas unidades Volkswagen da América do Sul: a cada 3 minutos todo o ar da sala é trocado para que as impurezas não comprometam a qualidade do trabalho final”.

 

Há, também, “forte controle de umidade e de temperatura, por meio de gás ecológico, o R410”. E a iluminação em LED, e os motores de alto-rendimento usados na aplicação das tintas, “consomem menos energia elétrica”.

 

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Audi registra recorde de vendas

A Audi registrou o melhor trimestre de sua história de vendas, anunciou na segunda-feira, 9. De janeiro a março vendeu 463,8 mil automóveis no mundo, 9,8% a mais do que no mesmo período do ano passado. As altas demandas na China e na América do Norte, em particular, impulsionaram esse crescimento.

 

De acordo com Bram Schot, do conselho de vendas e marketing da companhia, o desempenho no período tornará viável a renovação da oferta de seus modelos: “A quebra de recorde, neste início de ano, nos dá um impulso importante. Com os modelos A7, A6, A1 e Q3 estaremos renovando cerca de um quarto de nosso portfólio somente na Europa ao longo do ano”.

 

Na China a Audi vendeu 154 mil 270 carros até março, aumento de 41,9% no volume vendido naquele país. O modelo A4 foi apontado como peça importante para esse crescimento: o número de suas entregas aos consumidores aumentou em 86,4% de um ano para o outro, com mais de 13,8 mil unidades — desde janeiro foram mais de 37 mil 350 entregas, alta de 99,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2017.

 

Na região compreendida por Canadá, Estados Unidos e México a Audi aumentou suas vendas em 8,3%, atingindo 24 mil 550 unidades. Somente no Canadá vendeu 3 mil 404 unidades em março, crescimento de 14%, e nos Estados Unidos as vendas aumentaram 9,7%.

 

Na Europa, contudo, o cenário foi inverso: queda de 5,8% nas vendas em março. Na Alemanha e no Reino Unido, os dois maiores mercados europeus da Audi, as entregas caíram com relação aos fortes números de vendas de 2017: no seu mercado interno, o da Alemanha, entregou 28 mil 247 automóveis, queda de 9% no trimestre, e no Reino Unido a queda, em março, foi de 2,9% em março se comparada à do mesmo mês do ano passado.

 

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Cresce a venda de implementos

As vendas de implementos rodoviários cresceram, no primeiro trimestre, puxadas pela alta no setor de caminhões informou a Anfir, que reúne as empresas fabricantes, na segunda-feira, 9: foram 17 mil 581 unidades, expansão de 53,28% na comparação com o desempenho durante igual período no ano passado.

 

Ainda que o mercado de 2017 represente uma base baixa de comparação a indústria “comemorou o cenário positivo após ano conturbado em que viveu alterações nas estruturas de diversas empresas, como o fechamento de turnos e demissões”, disse o comunicado. No entanto, com a expectativa de nova supersafra e a consequente demanda aquecida por caminhões, a indústria de implementos voltou a respirar agora — a Randon, uma das maiores empresas do setor, anunciou a entrada em operação de fábrica em Araraquara, SP, para atender à demanda da indústria de cana de açúcar.

 

As vendas de reboques e semirreboques cresceram 76,7% no trimestre na comparação com o volume vendido no mesmo período do ano passado, chegando a 8 mil 670 unidades. Desse total 2 mil 171 unidades foram de implementos para cargas secas e graneleiros que serão utilizados para escoamento da produção agrícola, o que representa um aumento de 91% nas vendas do trimestre ante o período anterior.

 

As vendas de carrocerias sobre chassis tiveram desempenho igualmente positivo, segundo a Anfir: foram vendidas 8 mil 911 unidades até março, crescimento de 35,73%. Os baús frigoríficos representaram a maior parte dessas vendas, chegando a 4 mil 315 unidades, 51,7% a mais do que o volume vendido no mesmo trimestre de 2017.

 

Mas nas exportações o cenário segue em queda: foram embarcados 346 implementos no trimestre, 31,8% a menos do que os do mesmo período do ano passado.

 

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Toyota desenvolve ônibus movido a célula de combustível

A Toyota já tem a necessária certificação para produzir o primeiro ônibus movido a célula de combustível no Japão. Sua intenção é vender mais de cem unidades até 2020, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, de acordo com as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na sexta-feira, 6.

A tecnologia usada não é poluente e o veículo está capacitado a gerar energia em caso de necessidades extremas, pois é equipado com sistema que entrega até 9 quilowatts de potência.

Continental e Osram criam joint-venture

A Continental e a Osram criaram uma joint-venture, a Osram Continental, para trabalhar no desenvolvimento de novas tecnologias compartilhando o seu mútuo conhecimento nas áreas de iluminação automotiva, controle de luz e eletrônica, de acordo com as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na sexta-feira, 6.

A joint-venture ficará sediada em Munique, Alemanha, com operação global programada para começar no segundo semestre — mas as sócias ainda aguardam a aprovação necessária das autoridades da União Europeia.

A intenção é que a nova empresa garanta ciclos rápidos de desenvolvimento junto aos clientes em suas próprias operações. O portfólio da empresa contará com módulos de iluminação, módulos de LED para faróis dianteiros e lanternas traseiras, módulos de laser e unidades de controle de luz.

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