Ano promete falta de caminhões pesados, antevê Fenabrave

O mercado de caminhões começou a se recuperar no segundo semestre do ano passado e a projeção é de que continue este ano, numa retomada que pode ser afetada, contudo, por questões como a falta de componentes importados, assunto discutido durante o seminário AutoData Megatendências do Setor Automotivo, realizado em março. De acordo com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, disse que “pode faltar caminhões no segmento dos pesados”, durante encontro com a imprensa realizad na terça-feira, 3

 

“O setor de caminhões ainda importa muitos componentes eletrônicos e, com a maior demanda do mercado interno e o aquecimento do setor em outros mercados, pode ser que as empresas demorem mais para conseguir importar esses componentes, faltando na linha de produção.”

 

O executivo também destacou que as fábricas precisam mudar seus ferramentais e gabaritos para produzir novos componentes, ou desenvolver um novo fornecedor, e isso leva tempo, o que pode ser um entrave para o segmento acompanhar a demanda do mercado, que é puxada principalmente pelo setor agrícola.

 

“A retomada está sendo maior e mais rápida do que o esperado e os pesados e extrapesados podem ser afetados. As fábricas estão se preparando para o crescimento do mercado, mas hoje a demanda é maior do que a produção.”

 

Mesmo com uma base baixa de comparação a projeção da Fenabrave para caminhões é de alta de 17%, chegando a 60 mil 919 unidades vendidas no ano — mas algumas empresas esperam crescimento maior, de até 20%.

Fenabrave revê projeção: mais de 2,5 milhões de unidades no ano.

A Fenabrave revisou, na terça-feira, 3, suas projeções para os resultado do setor automotivo este ano, com crescimento de 15,2% para automóveis e comerciais leves, chegando a 2 milhões 502 mil 371 unidades, contra a expectativa inicial de alta de 11,9%, divulgada em janeiro. Para caminhões a projeção atual é de expansão de 17%, para 60 mil 919 veículos, contra a projeção de 9,5% divulgada em janeiro.

 

O segmento de ônibus teve sua projeção revisada para baixo, com alta de 3,3% — contra 5,4% da projeção de janeiro. Alarico Assumpção, presidente da entidade, disse que a projeção de ônibus foi revisada para baixo por causa do próximo processo eleitoral, do transporte clandestino e da falta de segurança nas estradas brasileiras.

 

Considerando os quatro segmentos acima a expectativa de crescimento para o ano é de 15,1%, com o mercado chegando a 2 milhões 578 mil 888 unidades.

 

As projeções foram revisadas durante a coletiva de imprensa para divulgar os números de vendas do primeiro trimestre e, como adiantado pela Agência AutoData, houve crescimento de 15,5% na comparação com os primeiros três meses do ano passado.

 

Foram emplacadas 207 mil 379 unidades em março, alta de 32,2% na comparação com fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado a expansão foi de 9,6% e, no acumulado do ano, o crescimento chegou a 15,5%.

 

CRÉDITO — A Fenabrave também destacou que ao longo do ano a disponibilidade de crédito deve ser maior na comparação com o ano passado, pois o porcentual de pessoas físicas inadimplentes caiu de 3,78% em dezembro para 3,73% em fevereiro. Se de um lado a inadimplência cai a aprovação de fichas de financiamento nos bancos está em crescimento: a cada dez fichas 3,8 são aprovadas, enquanto em dezembro a aprovação era de 2,7 fichas na mesma base de comparação.

 

Esses dois fatores se somam à baixa taxa de juros, que tem projeção de queda de 0,25% ao longo do ano, chegando a 6,5%, e à inflação controlada, que também ajuda a fomentar o mercardo.

 

 

OUTRAS PROJEÇÕES — A Fenabrave também divulgou novas expectativas para o segmento de motos, implementos rodoviários e máquinas agrícolas.

 

Confira: para motos foi mantida a projeção de crescimento de 6,5%, igual à de janeiro, para implementos rodoviários projetada expansão de 41% contra 7,8% em janeiro, e de 0,24% para máquinas agrícolas contra 5% em janeiro. 

 

 

Vendas de veículos crescem 15% no trimestre

As vendas de veículos no primeiro trimestre atingiram a marca de 545 mil 507 unidades, segundo dados do Renavam. O volume representou crescimento de 15,5% sobre as vendas realizadas em idêntico trimestre do ano passado, quando foram vendidas 472 mil 4 unidades.

 

Apenas em março foram vendidos 207 mil 347 veículos, resultado que marcou o terceiro mês consecutivo com desempenho de vendas maior do que o registrado no ano passado de janeiro a março, 183 mil 850. O volume do mês passado foi 17% maior que o de igual período de 2017.

 

O cálculo de vendas diárias nos 23 dias úteis de março mostra que o ritmo, na rede de distribuição, foi de uma mediana de 9 mil unidades. Na primeira quinzena de março o volume vendido foi de 98 mil unidades e havia a expectativa do mercado de que o mês fechasse as vendas em patamar próximo às 190 mil unidades.

 

O setor espera que em 2018 as vendas totalizem volume 11,7% maior do que o de 2017, o que significaria o emplacamento de pelo menos 2,5 milhões de veículos.

 

Foto: Divulgação.

Ônibus VW comemoram 25 anos de operação

Na segunda-feira, 2, a divisão de ônibus da Volkswagen anunciou que foram completados 25 anos da operação do primeiro modelo de chassis da empresa no Brasil, o 16.180 CO. Atualmente a gama de ônibus da companhia soma dezessete modelos. Este ano a empresa atingiu o marco de 150 mil unidades produzidas aqui: segundo levantamento da companhia mais de 30 mil Volksbus já foram exportados.

JAC Motors vende 4,8% a mais em março

A JAC Motors registrou, em março, alta de 48,8% nas suas vendas na comparação com o mesmo mês ano passado, com 436 unidades contra 293. No trimestre a alta foi de 32,5%, 1 mil 60 unidades vendidas — no janeiro-março de 2017 foram oitocentas.

De acordo com o presidente Sérgio Habib o desempenho comercial representou “expressivo índice de aumento e revelou uma consistente recuperação do mercado”.

Segundo ele o modelo JAC T40 é responsável pela retomada de vendas da empresa aqui. A expectativa para o ano é a de que, com a chegada da versão equipada com câmbio CVT, a empresa possa duplicar as vendas, atingindo 8 mil unidades.

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Aptiv tem novo VP para sua operação na América do Sul

O executivo Paulo Santos foi nomeado o novo vice-presidente da Aptiv para a América do Sul. A Aptiv vem a ser a sucessora da sistemista Delphi após spin-off realizado no ano passado. A nova companhia é responsável por negócios nas áreas de segurança e conectividade veiculares.

 

Formado em engenharia eletrônica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá, MG, Santos tem experiência de trinta anos na indústria automotiva, onde dirigiu projetos na América do Sul e na Europa.

 

Ele assume a direção dos negócios Aptiv na região sucedendo a Alessandro Alves, promovido a diretor de operações nas Américas, baseado nos Estados Unidos.

 

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JCB lança sistema próprio de concessão de crédito

A JCB, empresa fabricante de máquinas agrícolas e de construção, lançou o JCB Finance, sistema de concessão de crédito exclusivo para seus equipamentos, que deverá contribuir para o crescimento dos negócios no mercado interno em 15% e em 25% no relativo  às exportações. A empresa considera que o novo sistema de financiamento será mais um estímulo aos investimentos nos setores de construção e agrícola.

 

José Luiz Gonçalves, presidente da JCB Latam, afirmou em comunicado distribuído na segunda-feira, 2, que “o lançamento de JCB Finance, aliado ao bom desempenho que tivemos em 2017, reforça o nosso compromisso com o País e com nossos clientes”.

 

Mais: “A partir de março a JCB do Brasil iniciará a gestão de negócios em todo o território latino-americano que, apenas em 2017, e afora o México, cresceu 19% com relação ao volume total de vendas. Nossa expectativa é, ao fim deste ano, incluir duzentas máquinas a mais no mercado”.

Europa prepara normas de emissões para pesados

O Parlamento Europeu chegou a um acordo preliminar sobre as novas regras de emissões de poluentes para veículos pesados e pretende introduzir sistema de monitoramento e relatórios padronizados para controlar as emissões de CO2 e o consumo de combustível de novos veículos pesados na Europa, como caminhões e ônibus, de acordo com o site Flash de Motor, editado em Caracas, Venezuela.

 

Segundo as novas regras será criada uma central de registros e as empresas fabricantes terão que enviar dados sobre as emissões e consumo dos veículos, que estarão disponíveis para o público para eventual consulta e comparação de modelos concorrentes.

 

As novas regras fazem parte do projeto de reduzir as emissões de CO2 dos veículos pesados em 20% até 2030 na Europa, com base nos níveis registrados em 2008.

 

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Transformação no mundo dos veículos é a maior da história

A indústria passa, nesses nossos dias, por ruptura “fenomenal”, e algumas empresas de autopeças tiveram todo o seu processo realmente reinventado, atestou George Rugitsky, country manager da Freudenberg-NOK Sealing Technologies por aqui: “A indústria automotiva está passando pela maior transformação desde a sua criação, e isso se confirma em vários aspectos, como os anúncios das novas tecnologias e os lançamentos de modelos cada vez mais breves”.

 

A empresa começou a investir em eletrificação há quinze anos, ele contou, e mantém parceria com fabricantes de veículos para o desenvolvimento de produtos do futuro com essas empresas: “Estamos trabalhando em conjunto com as montadoras no desenvolvimento de produtos, sendo que cada uma está seguindo o seu próprio caminho”.

 

Um desses investimentos é no gerenciamento térmico do veículo elétrico, porque a bateria gera muito calor, e no abastecimento mais rápido desses modelos. Uma das maneiras de tornar o abastecimento mais rápido é por meio da redução de calor, e a companhia trabalha para vender um sistema de gestão de troca de calor.

 

Outro investimento em novas tecnologias sustentáveis, que atuem para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, é o Levitex, retentor exclusivo de virabrequim lubrificado a ar, que reduz o atrito em até 90% e emissões de CO2 em 0,5-1 g/km, que possui alta capacidade de carga e longa vida útil.

 

O desenvolvimento atende a uma exigência da Comissão Europeia, que colocou a meta de redução geral de emissões para novos carros para 95 g de CO2/km até 2020. Dentre outros fatores perdas de fricção no motor e na unidade de tração devem ser reduzidas para se chegar a este objetivo. Isto inclui o retentor de virabrequim do lado do motor. Nesse cenário existe demanda para o desenvolvimento de uma nova tecnologia que possa reduzir a emissão geral de CO2 de forma sustentável.

 

“Hoje cerca de 10% do nosso faturamento é de produtos que não existiam em nosso portfolio.”

 

PROJEÇÕES – Joint venture pela união da Freudenberg com a NOK, a Freudenberg-NOK Sealing Technologies opera nos mais diversos segmentos, como o automotivo, industrial e de reposição. E é especializada no desenvolvimento e produção de retentores, o-rings, vedações hidráulicas e pneumáticas. A empresa chegou ao Brasil em 1973, com unidade fabril em Diadema, SP, onde emprega cerca de quinhentas pessoas.

 

A projeção de Rugitsky é a de crescimento na produção de veículos, neste ano, semelhante ao que estima a Anfavea, cerca de 13,2%: “O segundo semestre do ano passado foi substancialmente melhor com relação à produção de veículos e o início deste ano também está muito positivo, até um pouco melhor do que o semestre anterior”.

 

De acordo com ele as perspectivas para este ano são positivas e, se nada dramático ocorrer, o ano fechará com crescimento significativo nas vendas e, consequentemente, na produção de veículos.

 

Foto: Divulgação.

Exportações europeias da VW para EUA só em navios movidos a GNL

A partir de 2019 a exportação de veículos Volkswagen, produzidos na Europa para a América do Norte, passará a ser feita em navios dotados de motores movidos a gás natural liquefeito, GNL, informou o site Flash de Motor na segunda-feira, 2. A ideia da companhia é fazer reduzir as emissões de CO2.

 

De acordo com porta voz da Volkswagen, com a mudança, haverá a redução de até 25% nessas emissões. A mudança também reduzirá em 100% a emissão de óxidos de enxofre e em 60% das emissões de material particulado.

 

Nos próximos meses o estaleiro Xiamen Shipbuilding, ancorado na China, construirá dois navios movidos a GNL que serão operadas pela Siem Car Carriers e alugadas pela divisão de logística do Grupo Volkswagen.