Renault e Nissan em processo de fusão?

Renault e Nissan estariam negociando seu processo de fusão há alguns meses, disseram fontes do mercado à agência Bloomberg na quinta-feira, 29. Um acordo encerraria a atual aliança das duas companhias e as uniria como uma só corporação. Hoje a Renault tem 43% da Nissan  a Nissan tem 15% da Renault.

 

Carlos Ghosn, diretor executivo das duas companhias, estaria conduzindo as negociações e dirigiria a nova companhia que resultaria da fusão, segundo as fontes. A nova empresa poderia manter duas sedes, no Japão e na França.

 

Chegar a um acordo, porém, pode se mostrar bastante difícil, dizem as fontes ouvidas pela agência. O governo francês tem 15% da Renault e pode ficar relutante em ceder o controle de sua fatia ou ter sua posição diluída.

 

A Aliança Renault Nissan encerrou 2017 como segunda maior vendedora de veículos do mundo, atrás da Volkswagen. As vendas globais do grupo foram de 3,7 milhões de unidades, crescimento de 8,5% com relação ao ano anterior, um recorde.

 

No Brasil a Renault emplacou 167 mil 14 unidades e a Nissan 78 mil 817, ambas no ranking das dez marcas mais emplacadas no ano, segundo os dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. O faturamento chegou a € 58 milhões 770 mil, alta de 14,7%, na comparação com 2016, e o da divisão automobilística foi de € 53 milhões 530 mil, expansão de 9,3%,

 

Para 2018 o Grupo Renault espera crescimento de 2,5% do mercado mundial, com alta de 10% na Rússia, Brasil e China crescendo mais de 5%, Índia 6%, Europa 1% e França 1%.

 

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Brasil tem 13,1 milhões de desempregados. É a conta do IBGE.

O total de pessoas desempregadas no Brasil foi de 13,1 milhões no trimestre móvel dezembro-fevereiro, alta de 4,4%, ou 550 mil pessoas com relação ao trimestre anterior, de acordo com as informações divulgadas pelo IBGE na quinta-feira, 29. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando o número de desempregados era de 13,5 milhões de pessoas, houve queda de 3,1%, ou 426 mil pessoas a menos nessa situação.

 

A taxa de desemprego no trimestre móvel foi de 12,6%, alta de 0,6% na comparação com o trimestre anterior. Com relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 13,2%, houve queda de 0,6%.

 

A população ocupada no mesmo período foi de 91,1 milhões, queda de 0,9%, ou 858 mil pessoas a menos trabalhando. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve alta de 2%, ou 1,7 milhão de pessoas a mais ocupadas.

 

Com relação aos empregos com carteira de trabalho assinada houve estabilidade na comparação do trimestre com o anterior, com 33,1 milhões de pessoas nessa situação. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve queda de 1,8%, ou menos 611 mil pessoas nessa situação. Esse número foi o menor desde 2012.

 

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, 33,1 milhões, ficou estável frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre dezembro de 2016 a fevereiro de 2017 houve queda de 1,8%, ou menos 611 mil pessoas. Esse contingente chegou ao seu menor nível na série histórica desde 2012.

 

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Curitiba inicia renovação de frota com 25 biarticulados Volvo

Com a entrada em operação, na terça-feira, 27, de 25 novos ônibus biarticulados Volvo, Curitiba, PR, a precursora do sistema de transporte urbano de passageiros BRT, do inglês bus rapid transit, inicia movimento de atualização da sua frota de ônibus, o que poderá levar à compra de até 470 veículos até 2020.

 

“Curitiba é reconhecida internacionalmente como modelo mundial em transporte de passageiros por ônibus e foi pioneira em BRT quando adotou o sistema em 1974”, lembrou o prefeito Rafael Greca. Ele disse que Curitiba também enfrentou graves problemas financeiros nos últimos anos e que, por isto, seu sistema de transporte ficou defasado. “Felizmente esta situação já está superada e, com a entrada em operação dos novos ônibus, começamos um trabalho que objetiva levar Curitiba a voltar a ser referência mundial em transporte urbano de passageiros.”

 

Os 25 novos ônibus que entraram em operação são da última geração de biarticulados Volvo e receberam carroçarias da Marcopolo. O investimento foi de R$ 32,5 milhões. Com alto grau de conectividade os veículos trazem como uma das suas principais novidades o exclusivo recurso de controle de velocidade em áreas especiais que, por meio de monitoramento remoto e geolocalização, permite programar os veículos limitando sua velocidade em áreas específicas.

 

“É uma tecnologia inédita no Brasil, que permitirá aumentar a segurança em áreas especiais com alto fluxo de pedestres, como escolas, hospitais, etc.”, contou Gilberto Vardanega, diretor de vendas de ônibus da Volvo no Brasil. Segundo ele, toda vez que o ôniubs entra numa dessas áreas o sistema detecta automaticamente o local e fixa sua velocidade de acordo com a programação remota. “É uma ação ativa que limita a aceleração. Ou seja: mesmo que o motorista pise no acelerador não conseguirá ultrapassar a velocidade determinada para aquela região.”

 

Os biarticulados Volvo têm presença destacada no sistema de transporte urbano de Curitiba: o modelo foi desenvolvido pela Volvo justamente para atender a encomenda da cidade na década de 90. De acordo com Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses Latin America, “temos uma longa história de parceria com o BRT de Curitiba e estamos muito orgulhosos de termos sido escolhidos pelos operadores locais para dar início à renovação de ônibus da cidade”. 

 

Segundo ele esta é uma história que começou em Curitiba e que se espalhou pelo continente latino-americano. Na região estão em operação, atualmente, mais de setecentos biarticulados Volvo em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Bogotá, Cidade da Guatemala e Quito. Com os novos 25 ônibus Curitiba passou a ter 180 biarticulados da marca em operação.

 

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BMW e Daimler se juntam em serviços de mobilidade

O Grupo BMW e a Daimler assinaram acordo para unir seus serviços de mobilidade urbana sustentável, oferecendo aos clientes “uma fonte única de serviços inteligentes e integrados”. Terão participação de 50% na joint-venture, que compreende os serviços de mobilidade de ambas, que permanecerão concorrentes em suas respectivas áreas principais de negócios. O acordo, ainda pendente de aprovação das autoridades européias, busca a liderança e a expansão em escala global desse novo modelo de negócios. A informação foi divulgada por comunicado na quarta-feira, 28.

 

As duas empresas planejam compartilhar e expandir estrategicamente a oferta de mobilidade sob demanda em cinco áreas:

 

– CarSharing, aluguel do veículo por curto período, unindo as empresas Car2Go e DriveNow, que operam 20 mil veículos em 31 grandes cidades no mundo, com mais de 4 milhões de clientes ativos;

 

– Ride-Hailing, serviço de taxi personalizado, que já possui 13 milhões de clientes e 140 mil motoristas licenciados, em soluções inovadoras como mytaxi, Chauffeur Privé, Clever Taxi e Beat;

 

– Estacionamento, serviço de estacionamento digital, sem pagamento físico, reduzindo a busca por vagas e o trânsito com o ParkNow e o Parkmobile/ Parkmobile LLC;

 

– Recarga, serviço oferecido por meio da ChargeNow e Digital Charging Solutions, que facilita o acesso às estações públicas de carregamento elétrico, mais de 143 mil no mundo, apoiando a expansão da eletromobilidade global; e

 

– Multimodal e eletro mobilidade sob demanda, por meio do moovel Group e ReachNow: conectividade inteligente e contínua em diferentes ofertas de mobilidade, incluindo reserva e pagamento: criará valor agregado significativo para os usuários. Também oferecerá soluções possíveis para os desafios do transporte privado urbano.

 

Este projeto conjunto também possibilitará “o melhor uso da mobilidade, colaborando para um deslocamento mais inteligente e com menor quantidade de veículos nas ruas. A melhor experiência possível para o cliente sempre foi o foco de ambos os parceiros nesta ação”. Inicialmente nada mudará para os milhões de usuários dos serviços existentes.

 

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TJLP cai de 6,75% para 6,6% ao ano

A TJLP, Taxa de Juros de Longo Prazo, para o segundo trimestre de 2018 será de 6,6% ao ano, informou na quinta-feira, 29, em Brasília, DF, o Banco Central, conforme divulgado pela Agência Brasil. A taxa atual é 6,75% ao ano. A partir de agora seu cálculo passa a ser automático e divulgado trimestralmente. Essa decisão do CMN, Conselho Monetário Nacional, foi publicada na edição da segunda-feira, 19, no Diário Oficial da União.

 

A TJLP, por determinação legal, não pode mais ser utilizada em novos contratos de financiamento, valendo apenas para as operações já contratadas. Para substitui-la foi criada no ano passado a TLP, Taxa de Longo Prazo. A ideia é que a nova taxa fique mais próxima dos juros praticados pelo mercado financeiro, resultando em pagamento de menos subsídios por parte do governo federal. A nova taxa entrou em vigor em janeiro.

 

A resolução do CMN tem o objetivo de automatizar o cálculo da taxa TJLP com base na meta de inflação e um prêmio de risco. Anteriormente a TJLP era definida trimestralmente pelo CMN.

 

A meta de inflação será calculada tendo como referência os doze meses seguintes ao primeiro mês de vigência da taxa. Já o prêmio de risco será calculado a partir da média de seis meses da taxa de rendimento das NTN, Notas do Tesouro Nacional, Série B, NTN-B, para o prazo de três anos.

 

 

Exportação de autopeças cresce 30,4% em jan-fev

As exportações brasileiras de autopeças, no primeiro bimestre, para 162 mercados, cresceram 30,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e somaram US$ 1,2 bilhão. Os dados são do Mdic, consolidados pelo Sindipeças, e foram divulgados na sexta-feira, 23, pela entidade.

 

“Deve-se ressaltar que o resultado acumulado no bimestre sofreu influência mais acentuada do crescimento das exportações em janeiro, cuja variação alcançou 38,7% com relação a igual mês do ano anterior, do que de fevereiro, mês em que o incremento foi menor, 23%, apesar de expressivo para o período.”

 

Somando US$ 2,2 bilhões no primeiro bimestre as importações de autopeças cresceram 13,4% em comparação a igual período de 2017. Nesse caso o incremento das aquisições externas em fevereiro, 15,7%, foi mais significativo para o resultado global do que a variação observada em janeiro, 11,4%. O déficit comercial acumulado nos meses de janeiro e fevereiro recuou 1,9% com relação a igual período do ano passado.

 

Prevalece a importância da Argentina como principal destino das exportações de autopeças brasileiras, representando 30,3% do total: essas vendas cresceram 34,1% com relação ao primeiro bimestre de 2017. Vêm depois Estados Unidos, com 19% de participação no total e incremento de 33,4% no bimestre, México, com 8,1% de participação no total e crescimento de 20,5% no bimestre, e Alemanha, com 7,3% e 34,7%, respectivamente.

 

O Sindipeças destacou, ainda, o aumento das vendas, em comparação ao primeiro bimestre de 2017, para Angola, alta de 1 mil 494%, para a Índia, de 130,7%, para o Uruguai, de 68,4%, e para a Suécia, com expansão de 65%.

 

No tocante às compras realizadas pelo setor a China prossegue como principal parceiro comercial, com participação de 13,5% no total das importações de autopeças e incremento de 27,3% com relação ao primeiro bimestre de 2017.

 

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Menor velocidade significa menos mortes no trânsito

As velocidades mais baixas tornam as estradas mais seguras, revela novo relatório do Fórum Internacional dos Transportes divulgado na quinta-feira, 29. O estudo examinou como o desempenho de segurança rodoviária em dez países mudou depois de alterados os limites de velocidade ou após a introdução de câmaras de velocidade automáticas em larga escala.  

 

Todos os casos indicaram uma forte relação de velocidade com número de acidentes: um aumento na velocidade média foi acompanhado por um número maior de acidentes e vítimas. Sua diminuição foi associada a menos acidentes e baixas — em nenhum caso o aumento da velocidade média coincidiu com menos acidentes ou vítimas.  

 

Esses resultados confirmam as evidências científicas existentes de que a velocidade influencia diretamente a ocorrência de acidentes de trânsito e sua gravidade.  

 

De acordo com fórmula científica amplamente utilizada cada aumento de 1% na velocidade média resulta em um aumento de 2% em todos os acidentes com ferimentos, um aumento de 3% em acidentes fatais e graves e 4% mais acidentes fatais.  Assim, reduzir a velocidade em alguns km/h pode reduzir significativamente os riscos e a gravidade dos acidentes.  

 

O relatório observou que velocidades de direção mais baixas geralmente melhoram a qualidade de vida dos cidadãos, especialmente em áreas urbanas. Eles também reduzem as emissões, o consumo de combustível e o ruído. A segurança rodoviária será um tema central da Cúpula de Ministros dos Transportes de 2018, organizada pelo Foro Internacional de Transporte, de 23 a 25 de maio em Leipzig, Alemanha.

Marco: Neo Rodas produz e vende 1 milhão de rodas.

A Neo Rodas ultrapassou, em março, o volume de 1 milhão de rodas produzidas e entregues aos seus clientes – montadoras de veículos instaladas na Região Mercosul – desde o início de suas operações, em outubro de 2016. A informação foi divulgada na quinta-feira, 29, pela empresa, em comunicado.

 

“Esta marca, atingida apenas 1 ano e cinco meses após o início das operações, demonstra que a empresa está no caminho certo em suas estratégias de planejamento financeiro, comercial e industrial, com foco na expansão sustentável, investimentos em tecnologia e excelência no atendimento dos mercados em que atua. Em todos os meses, desde outubro de 2016, as vendas da Neo Rodas superaram as expectativas que estavam definidas no orçamento da empresa.”

 

A empresa já possui em carteira volume de pedidos equivalente a 1 milhão de rodas anuais, mais de 30% acima das vendas de 2017, “o que demonstra a  recuperação do mercado automotivo”, com o respectivo aumento na demanda de rodas originais em alumínio.

 

A Neo Rodas segue investindo em ampliação da capacidade produtiva e tecnologia, como no caso da compra dos ativos de fábrica nos Estados Unidos efetivada no começo deste ano e anunciada recentemente, juntamente com outros investimentos em andamento.

 

“Também estão sendo conduzidas conversas com novos clientes, com expectativa bastante positiva de novos negócios no Brasil e no Mercosul, com a ampliação da gama de produtos e marcas a serem atendidas pela Neo Rodas até o fim deste ano.”

 

A Neo Rodas atende exclusivamente às montadoras de veículos: BYD, FCA, Hyundai-Caoa, Lifan, Mitsubishi e Volkswagen.

 

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Balança comercial do trimestre tem superávit

A balança comercial brasileira fechou o primeiro trimestre com superávit de US$ 12 bilhões 823 milhões, com as exportações somando US$ 50 bilhões 576 milhões e as importações US$ 37 bilhões 753 milhões. Em março o saldo foi positivo em US$ 5 bilhões 151 milhões: as exportações foram US$ 16 bilhões 295 milhões e as importações US$ 11 bilhões 144 milhões. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 29, pelo Mdic.

 

Considerando a última semana do mês a balança comercial registrou superavit de US$ 1,5 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,5 bilhões e importações de US$ 3 bilhões. No acumulado do ano as exportações somaram US$ 50 bilhões 576 milhões e as importações US$ 37 bilhões 753 milhões, superavit de US$ 12 bilhões 823 milhões.

 

Média diária – Até a quarta semana de março a média diária das exportações foi de US$ 958,6 milhões, alta de 9,8% na comparação com março do ano passado. A alta foi impulsionada pelo crescimento das vendas de produtos semimanufaturados, produtos básicos e manufaturados, onde estão os veículos de carga.

 

A média diária das importações em março foi de US$ 655,6 milhões, alta de 16,5% acima da média de março do ano passado, US$ 562,5 milhões. A alta foi puxada pelos segmentos de veículos e partes, combustíveis e lubrificantes, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, equipamentos eletrônicos e equipamentos mecânicos.

 

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Caoa Chery quer 5% do segmento de SUV até 2022

A Caoa Chery inciou sua operação comercial no País na quarta-feira, 28, anunciando no mesmo dia o modelo de SUV que representa sua maior aposta no mercado local, o Tiggo 2, e a primeira concessionária, em São Paulo. A produção do veículo, feita na unidade de Jacareí, SP, funciona desde fevereiro e deve somar ao fim do ano um volume de 10 mil unidades, pouco mais de 10% da projeção de vendas feita para o carro este ano: 9 mil unidades.

 

A retomada da companhia no Brasil, após os anos turbulentos que se seguiram à inauguração da fábrica paulista à época sob controle único da Chery, em 2014, é marcada por um perfil estratégico modesto. Ainda que seja a principal novidade do mercado dos últimos anos a empresa recém-criada traça planos que considera realistas: objetivo mais importante é equilibrar a produção de acordo com as estimativas de crescimento total do mercado para o ano – alta de 11,7% nas vendas, segundo a Anfavea – e não gerar oferta acima da demanda.

 

FÁBRICA – A meta para este ano é acelerar a produção do novo modelo e ocupar a capacidade da fábrica. Fabricando apenas os modelos QQ  e Celer a empresa vem a um ritmo de 38 carros/dia em um turno. Até dezembro, com a entrada em linha do SUV, serão 120 carros/dia, em um turno. Caso alcance a meta a partir de janeiro a produção estará próxima da capacidade total da fábrica, que é 50 mil carros/ano.

 

O horizonte mais produtivo levou a empresa a fazer contratações. Desde janeiro incorporou ao quadro 75 funcionários, volume que, embora ajude a produzir mais, ainda é considerado insulficente para abrir um segundo turno. Em Anápolis, GO, onde está instalada a outra fábrica e são produzidos por enquanto apenas modelos Hyundai, as linhas estão configuradas para 30 mil unidades/ano. A capacidade total é de 86 mil/ano em dois turnos.

 

De acordo com Márcio Alfonso, anunciado como CEO da Caoa Chery também na quara-feira, a produção do modelo Celer será reduzida este ano para abrir espaço na linha para a fabricação do Tiggo 2: “É o modelo que tem menor volume de venda no mercado nacional, de forma que é natural que tenha sido escolhido para ter sua produção reduzida para que possamos acelerar a produção do SUV”.

 

REDE – Nas vendas, a princípio, o cenário é de expansão do número de lojas o suficiente para vender as 15 mil unidades. A rede evoluirá das atuais 25 lojas para 55 até dezembro, uma quantidade avaliada como suficiente para suportar o esforço de vendas que será imprimido a partir de abril, quando o SUV estiver disponível no mercado. Do total de vendas 9 mil devem ser Tiggo 2.

 

Nesse sentido entra em jogo um dos pontos fortes do sócio Grupo Caoa: responsável pela gestão das vendas da nova empresa, tratou de remodelar as concessionárias Chery que já existiam para receber a nova marca e colocou em curso um levantamento das regiões que passarão a integrar a rede. Outra medida ligada às vendas é a integração dos centros de distribuição de peças.

 

Atualmente, segundo Alfonso, existem dois centros de componentes: o da Chery, em Jacareí, e o da Caoa Montadora, em Barueri, SP. A ideia é que as peças fiquem apenas em Barueri porque a região é considerada importante do ponto de vista de logística: “Com isso melhoramos o tempo de trânsito de peças até a rede, reduzindo as possibilidades de indisponibilidade de componentes no pós-venda. A instalação que mantemos lá é maior do que a de Jacareí e a região está mais próxima do porto de Santos, por exemplo”.

 

Exportar veículos ainda está no campo da possibilidade, afirmou o executivo, mas é uma das metas a longo prazo. Segundo Anning Chen, CEO do Grupo Chery, as oportunidades em novos mercados será estudada caso a caso ao lado do Grupo Caoa: “O nosso processo de globalização é contínuo e será conduzido da mesma forma como aconteceu no Brasil, por meio de um parceiro local”.

 

MERCADO – Com a chegada do SUV, a empresa espera terminar 2018 com uma fatia de mercado de 0,6%. No ano que vem um pouco mais, 1,5%. Em 2020, 2%, o que resultaria um volume vendido próximo das 50 mil unidades. Para Mauro Correia, presidente da Caoa Montadora, a margem pode ser ainda maior: “Comentava com os parceiros da Chery que a fatia pode chegar a 5% em cinco anos, mas de fato é preciso acompanhar o ritmo do mercado brasileiro após período de recessão”.

 

Ao levar em consideração o crescimento visto no segmento de SUVs nos últimos anos é permitido, à Caoa Chery, almejar uma fatia maior de mercado, mesmo sendo um nicho no qual a concorrência é acirrada. Seu plano de negócios para o segmento envolve concorrer com um produto de preçpo menor do que o praticado pelos rivais e oferecer mais conteúdo funcional. Na comparação com os modelos Renault Duster e Ford Ecosport a diferença pode chegar a pouco menos de R$ 16 mil.

 

Alfonso acredita que preço é o que pode decidir a compra na faixa de consumidor que busca atingir com o Tiggo 2: clientes inclinados a ter na garagem um SUV de entrada. Preço também é a jogada da Caoa Chery para se solidificar no mercado: “Precisamos começar humildes, apertar as margens, porque somos os mais novos a competir no segmento. O brasileiro precisa conhecer o produto antes de tudo”.

 

No ano passado foram vendidos 414 mil 546 SUVs no País, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. Em 2016 foram 302 mil 486, o que mostra um mercado em ascensão mais franca do que a experimentada por modelos de outras categorias.

 

Até o fim do ano Caoa Chery lançará outros três modelos aqui, dois deles produzidos em Anápolis e o outro em Jacareí. Alfonso não revelou pormenores, mas disse que cada um deles atuará em outros segmentos. Outra novidade: uma versão do Tiggo 2 equipada com câmbio automático chega ao mercado nacional até junho.

 

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