PSA, sem Rota 2030, pode perder investimento para Argentina

Algumas empresas do setor automotivo já têm uma nova preocupação com relação ao programa Rota 2030 e não são as metas de eficiência energética ou os incentivos fiscais: a preocupação da vez é com os futuros investimentos que as matrizes avaliam fazer nos próximos anos no Brasil. Sem um programa que traga previsibilidade para o setor esses aportes podem demorar mais ou não acontecerem.

 

Uma dessas empresas que guardam essa crença é a PSA e seu vice-presidente Fabrício Biondo disse, durante evento em Porto Real, RJ, na terça-feira, 27, que o Brasil pode perder investimento para a Argentina: “Sem o Rota 2030, sem metas e incentivos definidos, fica complicado competir com a Argentina. Assim podemos ver investimentos que seriam feitos aqui indo para lá”.

 

“Outra questão complicada que se soma à falta de aprovação do Rota são os incentivos fiscais argentinos: hoje recebemos adiantados 15% do total que o governo devolverá com base nos investimentos feitos em determinado período”.

 

Biondo, que já se mostrou pouco otimista com relação à aprovação do programa este ano, afirmou agora que os ânimos melhoraram um pouco depois de noticiado encontro do presidente da República com o presidente da Anfavea, Antônio Megale, em abril: “Acho que dessa vez a possibilidade de o programa ser aprovado é um pouco maior, mas eu só acredito mesmo quando já estiver assinado, porque o histórico é complicado. E se não for aprovado até o fim de abril não será aprovado mais neste ano”.

 

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Marco: Porto Real já produziu 2 milhões de motores PSA.

A fábrica de motores da PSA, em Porto Real, RJ, atingiu a marca de 2 milhões de motores produzidos com uma unidade do EC5 1.6l. Esse motor equipa modelos como os Citroën C3 e Aircross e os Peugeot 208 e 2008 produzidos aqui e é exportado para equipar outros modelos na Argentina.

 

Durante evento que comemorou o marco, em Porto Real, o vice-presidente Fabrício Biondo destacou o trabalho feito pela equipe da fábrica, “o que  coloca a unidade junto às melhores da empresa no mundo, pela qualidade e pelo custo”. No ano passado entregou 92,6 mil unidades, sendo o melhor volume desde 2014, período em que o Brasil sofreu com a crise econômica e política. Para este ano a projeção da empresa é produzir ali 97,5 mil motores.

 

Em 2017 e 2018 a PSA investirá R$ 56 milhões para expandir sua capacidade de produção de blocos e cabeçotes, capacitando-se para aumentar suas exportações para Argentina e Europa e em uma nova linha de produção de virabrequins, que começará a produzir em julho, também sendo responsável pelo aumento nas exportações desse componente para o Marrocos, onde a empresa possui unidade produtiva.

 

Mercado – Biondo também declarou que a companhia “não entrará em guerra de preço com as concorrentes, pois market share não paga nossas contas. Esse posicionamento é para proteger a empresa e os clientes”. O Grupo PSA fechou 2017 com 2.3% de participação no mercado brasileiro.

 

E disse, também, que a primeira meta da empresa é parar de perder dinheiro no Brasil: “Precisamos voltar a ter uma operação rentável aqui. Estamos muito próximos disso, mas ainda não temos a rentabilidade. Quando isso acontecer pensaremos em como aumentar nosso volume de vendas, até porque com os números positivo toda a rede trabalha melhor”.

 

Para retomar a rentabilidade de seus negócios no País a PSA desenvolveu uma série de trabalhos internos e investimentos na fábrica, mas também prepara novidades para os consumidores: “Focaremos no avanço de tecnologias digitais embarcadas e em serviços de mobilidade, além de lançarmos novos produtos no segmento de carros de passeio e comerciais leves”.

 

Atualmente a fábrica de motores trabalha em um turno, com duzentos funcionários e 425 unidades/dia produzidas.

 

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Luiz Marcelo Daniel preside Volvo CE

Luiz Marcelo Daniel foi nomeado o novo presidente da VCE, Volvo Construction Equipment Latin America. Ele assume em sucessão a Afrânio Chueire, que se aposenta depois de dezoito anos de dedicação ao Grupo Volvo. Daniel se reportará a Stephen Roy, presidente da Volvo CE Américas, com base nos Estados Unidos.

 

“A nomeação de Luiz Marcelo confirma nosso compromisso em dar continuidade ao atendimento com excelência das demandas de nossos clientes na América Latina”, disse Roy por meio de comunicado distribuído na terça-feira, 27. “Trabalhamos para que nossos equipamentos tenham o maior tempo de disponibilidade e o melhor desempenho em todas as etapas do ciclo de trabalho.”

 

Ele recordou que Luiz Marcelo Daniel e Chueire trabalharão juntos até 31 de março para garantir a transição tranquila.

 

O novo presidente da Volvo CE, antes da nomeação, era o responsável por grandes contas de clientes da região Américas, “território muito importante nos negócios da companhia, que inclui Estados Unidos, Canadá, Brasil e todos os demais países hispânicos do continente”.

 

Daniel começou a trabalhar no Grupo Volvo como engenheiro de planejamento de produtos da Volvo Trucks no Brasil em 1986, tendo exercido também funções na Volvo Cars.

 

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México evolui compras mensais de ônibus MAN

A MAN Latin America, que produz caminhões e ônibus Volkswagen e MAN, registrou crescimento nos dois primeiros meses do ano em seus negócios no México. Em fevereiro o aumento foi de 11,5% com relação a janeiro — e em janeiro de 18% diante de dezembro. Considerando apenas o segmento de passageiros o resultado foi expansão de 28%.

 

A informação foi distribuída por meio de comunicado na terça-feira, 27. Diretor geral da operação no México Landro Ramile disse que “esses índices refletem nossa constância e determinação para continuar o ritmo de crescimento no mercado mexicano. Em fevereiro um em cada quatro ônibus vendidos era Volkswagen”.

 

A empresa anunciou, ainda, que unidades do Volksbus 8.160 rodarão em Xalapa, Capital do Estado de Vera Cruz: dez unidades foram adquiridas pela empresa integrada Transportes Cabellal e Autotransportes Costa Esmeralda, que moderniza sua frota.

 

Sistema de consórcios tem alta de 3,4%

O sistema de consórcios apresentou alta de 3,4%, em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, com a venda de 182 mil novas cotas contra 176 mil do mesmo período no ano passado. A média diária das adesões foi de 8,3 mil no período, 22 dias úteis. No volume de créditos comercializados houve alta de 8,3%, evoluindo de R$ 6 bilhões 470 milhões para R$ 7 bilhões.

 

Os desempenhos setoriais apontaram o setor automotivo como um dos destaques, com alta de 23,8% em veículos pesados, saindo de 3 mil 150 novas cotas vendidas em janeiro do ano passado para 3,9 mil em 2018. No segmento de veículos leves a alta foi de 5,7% — 85 mil novas cotas agora contra 80,4 mil cotas no ano passado.

 

Em motocicletas houve retração de 4,1%, com 73 mil cotas vendidas em janeiro do ano passado contra 70 mil este ano. Em imóveis a alta foi de 4,7%, em serviços houve expansão de 156% e em eletrodomésticos e outros bens duráveis 81%.

Parceria Jaguar e Waymo em I-Pace autônomo

A Jaguar Land Rover e a Waymo, controlada pela Google, anunciaram na terça-feira, 27, a assinatura de acordo de longo prazo para desenvolver “o primeiro veículo elétrico premium sem condutor do mundo” destinado a serviços de transportes autônomos. As empresas trabalharão juntas para desenhar e criar a engenharia de um Jaguar I-Pace sem motorista. A parceria deverá fortalecer seus objetivos: “fazer carros seguros, permitir que as pessoas ganhem tempo e melhorar a mobilidade de todos”.

 

Os Jaguar I-Pace da Waymo serão entregues com a tecnologia certa que não requer condutor, desde a fábrica, e os testes já começam no fim deste ano. As provas em ruas públicas para capturar dados do mundo real “permitirão que os engenheiros refinem suas tecnologias e entreguem segurança e confiança”. Mais de 20 mil I-Paces serão feitos nos primeiros dois anos de produção e estarão disponíveis para o que se estima ser mais de um milhão de trajetos por dia dos serviços da Waymo de condução sem motorista

 

O Jaguar I-Pace foi apresentado no começo do mês como o primeiro SUV totalmente elétrico da marca. 

 

Até hoje a Waymo é a única companhia com uma frota inteira de carros sem a necessidade de condutores. No fim deste ano lançará o primeiro serviço de transporte de condução autônoma que permitirá aos associados usarem o aplicativo Waymo para chamar seu carro.

 

O Jaguar I-Pace da Waymo será apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Nova York, aberto de 30 de março a 8 de abril.

 

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MWM: 4,3 milhões de motores em 65 anos.

A MWM atingiu a marca de 4,3 milhões de motores produzidos, “atendendo às mais variadas aplicações nos segmentos veicular, agrícola, de construção, de geração de energia, industrial e marítimo no Brasil e em todo o mundo” em 65 anos de história. A informação foi divulgada na terça-feira, 27.

 

Os motores da MWM vão de 2.8 a 7.2 litros, “atendem às mais rígidas normas de emissões e são desenvolvidos pela engenharia brasileira, testados e validados no centro tecnológico da companhia localizado no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, o que garante aos clientes alto nível de nacionalização e customização para atender às mais variadas necessidades”.

 

A MWM conta com “amplo portfólio de peças de reposição, com mais de 18 mil itens”, divididos por suas três linhas de peças de reposição: peças genuínas, master parts e opcionais. E dispõe de rede de distribuição com mais de oitocentos pontos no Brasil e em todo mundo. Neste ano  a empresa estima lançar 350 novos itens.

 

José Eduardo Luzzi, presidente da Navistar Mercosul, detentora das marcas MWM e International, afirmou que atingir 4,3 milhões de motores produzidos é mais um “valoroso marco para a companhia e que impulsiona a empresa a ir além”:

 

“Ao longo de mais de seis décadas a MWM conquistou importantes marcos, conquistas de novos clientes, abertura de mercados nacionais e na exportação, aprimoramos nossa rede de fornecimento e investimos em tecnologia. Hoje oferecemos ao mercado soluções completas e altamente customizadas em motorização a diesel em todo o mundo: é a nossa tradição é o nosso DNA. Atingir o marco de 4,3 milhões de motores em 65 anos de história reforça nosso comprometimento com os clientes, parceiros, colaboradores e com a evolução da indústria”.

 

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PSA cria joint venture para leasing financeiro na China

A DFG, DongFeng Motor Group, o BPF, Banco PSA Finance, filial do Grupo PSA especializada em financiamentos e serviços de mobilidade, e a DPCA DongFeng Peugeot Citroën Automobiles, assinaram acordo visando à criação de joint venture que operará leasing financeiro para oferecer soluções de locação de longo prazo, com ou sem opção de compra, aos seus clientes chineses. Este novo acordo “reforça a parceria estratégica da DFG com o Grupo PSA nos setores automotivo, de financiamento e de serviços de mobilidade”.

 

O acordo foi assinado na sexta-feira, 23, conforme nota divulgada na segunda-feira, 26, pela assessoria de imprensa do Grupo PSA.

 

A nova empresa de leasing será registrada em Wuhan, cidade onde estão estabelecidas DFG e DPCA, na Província de Hubei, na zona de desenvolvimento econômico & tecnológico, ao Sul de Pequim. Dotada de capital social de 300 milhões de Renminbis, algo perto de R$ 160 milhões, a DPCA será a principal acionista da sociedade, com participação de 50%. A DFG e o BPF, por meio da PSA Finance Nederland, terão participação de 25% cada. Essa nova sociedade de leasing oferecerá soluções especialmente aos clientes das marcas Peugeot, Citroën e DS.

 

De acordo com Rémy Bayle, CEO do Banco PSA Finance, “as atividades de leasing financeiro na China vão-se tornar uma alavanca essencial em prol do desempenho comercial de nossas marcas. Elas representam uma gama de ofertas que virão para complementar as soluções de financiamento atuais e corresponderão aos novos usos do automóvel. Essa nova atividade contribuirá de maneira importante para o plano de crescimento da DPCA”.

 

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GM retoma produção aqui

A General Motors, no Brasil, retornou na segunda-feira, 26, à produção de veículos em ritmo considerado normal após cinco semanas de paralização, realizada para expansão de capacidade e de modernização de linhas de montagem. As obras, concentradas nos complexos de Gravataí, RS, São Caetano do Sul, SP, e Joinville, SC, representam, também, a primeira fase do processo de adequação para receber, no futuro, uma nova família de veículos.

 

Luiz C. Peres, vice-presidente de manufatura da GM América do Sul, disse em comunicado que “a estrutura fabril da empresa passa a incorporar os conceitos de manufatura 4.0, os mais avançados do mundo, numa ação arquitetada em conjunto com nossos parceiros e fornecedores”.

 

Estas tecnologias de manufatura incluem prensas de última geração, solda a laser, novo sistema de montagem de motor e transmissão, novas injetoras plásticas, novo processo de funilaria e novo transportador de veículos na linha de montagem.

 

Joinville produz motores e cabeçotes, e Gravataí e São Caetano do Sul concentram a montagem dos modelos Onix, Prisma, Cobalt, Spin e Montana, que representam cerca de 75% das vendas Chevrolet no País.

 

Marcos Munhoz, vice-presidente da GM Mercosul, informou que “como os estoques de modelos Chevrolet foram consumidos antecipadamente devido ao aumento da procura por carros da marca, estamos acelerando o processo de distribuição dos veículos às concessionárias para atender o mais rápido possível as encomendas dos clientes”.

 

A expansão da capacidade fabril e a modernização das principais linhas de montagens são parte dos investimentos de R$ 13 bilhões que a GM realiza aqui de 2014 a 2020.

 

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Cresce produção mundial de aço

A produção mundial de aço, em fevereiro, atingiu volume de 131,8 milhões de toneladas, 3,5% a mais que em fevereiro do ano passado. A taxa de utilização da capacidade instalada foi de 73,3% — 1,8 ponto porcentual maior do que naquele fevereiro. Com relação a janeiro de 2018 é 0,5 ponto percentual maior.

 

O resultado mostrou que a produção segue sem sentir os reflexos das tensões dos Estados Unidos com a China, o maior produtor mundial. Washington se mostrou tendente a também sobretaxar o abundante e barato aço chinês como forma de proteger seu mercado interno. A China retaliou a pretensão estadunidense com planos de sobretaxar mais de cem produtos importados — e os ânimos esfriaram.

 

O aço brasileiro acabou ficando de fora da sobretaxação — por enquanto: enquanto são realizadas as negociações que envolvem países produtores de aço e a OMC.

 

A produção de aço bruto, na China, em fevereiro somou 64,9 milhões de toneladas, aumento de 5,9% com relação a fevereiro de 2017. A Índia, segundo maior produtor mundial, beneficiou 8,4 milhões de toneladas, alta de 3,4%, o Japão produziu pouco menos, 8,3 milhões, queda de 0,5%, e a Coréia do Sul 5,4 milhões de toneladas, queda de 2,1%.

 

Os Estados Unidos produziram 6,4 milhões de aço bruto no mesmo período, aumento de 0,4% diante do resultado de um ano antes.

 

No Brasil a produção de aço bruto foi de 2,7 milhões de toneladas, aumento de 5,5% na comparação com fevereiro de 2017.

 

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