Antônio Filosa substitui Ketter na presidência da FCA

Foi uma surpresa para quase todos que estavam na entrevista coletiva com o CEO da FCA Sergio Marchionne em Goiana, PE, na sexta-feira, 23: o motivo da visita do principal executivo da companhia era anunciar início do terceiro turno da fábrica por conta do sucesso de vendas de Jeep Compass, Renegade e Fiat Toro. Mas a pergunta da Agência AutoData sobre a sucessão do próprio Marchionne – que se aposenta em 2019 – revelou a principal notícia do dia: Stefan Ketter está deixando a direção da FCA na América Latina e Antônio Filosa, responsável pelas operações na Argentina, assume a posição de COO, Chief Operating Office, na prática presidente da FCA para a América Latina.

“Fico contente por estarmos desenvolvendo novas lideranças internas. Essa era uma das minhas missões. Trabalho com uma lista para a minha sucessão e esse processo se estende para todos os níveis da empresa. O Antônio Filosa é exemplo do brilhante trabalho que o Stefan Ketter realizou aqui na região e agora assume a operação na América Latina”, revelou Marchionne.

Ketter até agora acumulava a presidência para a América Latina com a vice-presidência global de manufatura. Ele retorna à Europa para dar continuidade a este trabalho, além de ocupar com maior ênfase posição no conselho executivo.

Em comunicado oficial distribuído na Europa e Estados Unidos, Marchionne comentou sobre a transição: “Stefan concluiu um excepcional trabalho liderando a região América Latina. Supervisionou a industrialização da Jeep em Pernambuco e conduziu os esforços comerciais que resultaram na liderança da Jeep em SUVs ano passado.  Ele rejuvenesceu e desenvolveu as equipes na América Latina buscando a lucratividade na região durante as condições desafiadoras do mercado interno. Antônio Filosa representa uma escolha natural para seguirmos adiante”.

Filosa tem 18 anos de experiência na FCA e há um ano e oito meses ocupa a direção da operação na Argentina, além da liderança das marcas Alfa Romeo e Maserati na região.

 

Foto: Allex Chies

Completando 65 anos, Volkswagen apresenta nova geração do Tiguan

No dia em que completa 65 anos em operação no Brasil, a Volkswagen apresentou pela primeira vez no País, na sexta-feira, 23, o primeiro de um pacote de cinco SUVs que serão lançados no País até 2020. A nova geração do Tiguan, que é fabricado no México, chegará às lojas em abril. Com o modelo a empresa quer fortalecer sua participação no segmento que vem crescendo em volume de vendas no mercado nacional nos últimos anos.

 

Ainda que a fabricante tenha traçado planejamento para concorrer no segmento de SUVs, nicho no qual chegou com certo atraso na comparação com demais montadoras, o que se espera mesmo é que os lançamentos programados até 2020 impulsionem o desempenho de vendas da companhia no Brasil. Esse mercado, que em 2012 representou 8,9% das vendas, chegou a 22% no ano passado.

 

Após anos de hegemonia do modelo Gol no mercado, a empresa foi perdendo o protagonismo para concorrentes que apostaram em novas plataformas e propostas de design e motorização, por exemplo. Figurar longe do posto de maior fabricante em termos de volumes de vendas incomodou a companhia, que busca agora recuperar-se no mercado com uma gama mais abrangente.

 

Não por acaso Pablo Di Si, presidente da companhia responsável pelas regiões América Latina e Caribe, começou seu discurso na terça-feira dizendo que “a Volkswagen está de volta”, usando dados recentes de mercado como argumento para sustentar a afirmação. Segundo o executivo, a empresa atualmente detém uma fatia de mercado de 15% este ano, graças às vendas do modelo hatch Polo, responsável por trazer de volta o terceiro turno na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

 

A volta do turno, aliás, é comemorada no município por ter permitido também o retorno de funcionários que estavam em regime de lay-off. 

 

Com o início da fabricação do outro lançamento, o sedã Virtus, a empresa pode aproximar o volume de produção da capacidade máxima da fábrica: a unidade pode produzir 1,1 mil veículos/dia, e atualmente produz 1 mil 36 unidades/dia. Di Si afirmou que a capacidade máxima será atingida nos próximos meses: “Até o final do ano é um prazo limite para que estejamos trabalhando a plena capacidade”.

 

O executivo argumentou que a capacidade que ainda precisa ser ocupada será preenchida com as demandas das exportações pelos dois modelos lançados recentemente pela VW. O Polo já é exportado para a Argentina, mesmo destino para onde o Virtus seguirá ainda no primeiro semestre. O executivo disse ainda que espera exportar cerca de 180 mil veículos em 2018, alta de 10,5% na comparação com as 163 mil unidades vendidas ao exterior no ano passado.

 

Por outro lado, o mercado interno também deve fazer a empresa a atingir as 1,1 mil unidades diárias. As vendas da empresa no mercado brasileiro avançam 43% no terceiro mês do ano, segundo Di Si. A previsão da montadora para 2018 é de expansão de 10% a 15%.

 

Foto: Divulgação.

Nakata lança abraçadeiras e kits para veículos pesados

A Nakata, fabricante de componentes para suspensão, freio, direção, transmissão e motor para o mercado de reposição, apresentou na sexta-feira, 23, ao mercado de reposição abraçadeiras e kits para fixação da cruzeta na contrapeça. 

 

A linha de abraçadeiras e kits atende vários veículos das marcas Agrale, Ford, GM, Iveco, Mercedes-Benz, Volkswagen e Marcopolo.

 

O lançamento intensifica a atuação da Nakata no segmento de pesados que, em 2017, lançou várias linhas de produtos para atender este mercado.

 

Scania pretende reduzir suas emissões em 50% até 2025

A Scania divulgou na sexta-feira, 23, duas metas que foram estabelecidas e devem ser cumpridas até 2025: reduzir pela metade as emissões de CO² em suas operações globais e em seus fluxos de logística de transporte terrestre na Europa e na América Latina.

 

A fabricante busca atingir a primeira meta otimizando ainda mais seus processos de produção, melhorando a eficiência energética e convertendo sua geração atual para fontes renováveis. Em 2017, a Scania anunciou o compromisso de mudar seus processos para eletricidade e meios livres de combustíveis fósseis até 2020.

 

Ruthger de Vries, vice-presidente executivo de produção e logística, disse que a empresa tem uma visão de longo prazo para implantar operações de carbono zero: “Para alcançar nosso objetivo, estamos nos desafiando a reduzir as emissões de CO² em 50% em todas as nossas operações globais até 2025”.

 

A meta também se aplica à diminuição dos níveis de emissão gerados a partir de suas próprias operações e da pegada de transporte.

 

“Conversamos diariamente com nossos clientes sobre as alternativas mais sustentáveis para suas atribuições no transporte. Nossas próprias operações logísticas são, em muitos aspectos, um laboratório onde testamos novas ideias e desenvolvemos nossas capacidades. Como um grande comprador de transportes, temos que nos esforçar para ser uma referência, para isso nos comprometemos a reduzir significativamente nossa pegada de emissões”.

 

Foto: Divulgação.

Entidades empresariais comemoram queda na Selic

A decisão do Copom, Comitê de Política Monetária, do Banco Central, de cortar em 0,25 ponto porcentual da taxa Selic, tomada na quarta-feira, 21, em Brasília, fez com que setores empresariais comemorassem mais uma baixa na taxa de juros, que caiu de 6,75% para 6,5% ao ano. Este foi o 12º recuo consecutivo.

 

Para o SPC Brasil, Serviço de Proteção ao Crédito, essa diminuição demonstra que o comitê ainda não encerrou o ciclo de queda na taxa iniciada em outubro de 2016. Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o novo recuo e as possíveis quedas adicionais trazem ainda mais estímulo à economia, que vem se recuperando de forma lenta:

 

“O espaço para uma nova queda na taxa de juros acontece porque a inflação segue controlada e as expectativas em relação ao seu futuro estão ancoradas em patamares abaixo da meta. Além disso, a recuperação econômica em curso se dá de uma forma muito lenta, afastando possibilidade de pressão inflacionária mais à frente”.

 

Para ele, o Banco Central sinalizou a continuidade do ciclo de expansão monetária, mas sem abandonar a dependência de novos dados.

 

Para a Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, apesar da baixa da taxa Selic, as pessoas e empresas que precisam de crédito ainda continuam pagando juros altos.

 

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, considera que o Banco Central tem que agir para derrubar as taxas e reduzir o custo do crédito no Brasil:

 

“No cheque especial, a taxa é de 323% ao ano, e, no cartão de crédito, 334%. Isso cria dívidas impagáveis. Quem depositou dez anos atrás R$ 100 na caderneta teria hoje R$ 198,03, enquanto uma dívida no cheque especial de R$ 100, também contraída dez anos atrás, representaria hoje R$ 4 milhões 394 mil 136”.

 

Fiat Toro consegue resultado positivo no Latin NCAP

O Fiat  Toro recebeu quatro estrelas para a proteção dos ocupantes adultos e crianças na segunda série de resultados do ano 2018 do Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe, Latin NCAP. O resultado foi apresentando na sexta-feira, 23.

 

O Fiat Toro, a nova e leve pick-up lançada em 2017 e produzida no Brasil, conseguiu quatro estrelas para a proteção do ocupante adulto e quatro estrelas para a proteção do ocupante infantil. Nos testes de impacto frontal e lateral, o Toro ofereceu boa proteção para as cabeças dos adultos, proteção adequada e marginal para os peitos, no impacto frontal e lateral respectivamente, com o equipamento mais básico de segurança de dois airbags frontais e Controle Eletrônico de Estabilidade, ESC. Esse bom desempenho e o do ESC, ambos requisitos do Latin NCAP, garantem as quatro estrelas para a proteção do ocupante adulto.

 

O Toro possui ancoragens ISOFIX como equipamento padrão que, somado à proteção proporcionada nos testes de batida frontal e lateral para os dois ocupantes crianças, acrescentada a máxima pontuação em instalação do SRI, Sistema de Retenção Infantil , fizeram que o modelo conseguisse quatro estrelas para a proteção do ocupante infantil.

 

O modelo também inclui, como equipamento padrão, um sistema de desconexão de airbags, caso seja necessário instalar um Sistema de Retenção Infantil orientado para trás no banco da frente. O Latin NCAP também avaliou a versão de seis airbags, opcional, do Toro no impacto de poste, comprovando que proporciona a proteção suficiente para cumprir com os requisitos do Latin NCAP, apresentando boa proteção para quase todas as partes do corpo.

Paris quer implantar transporte público gratuito

A prefeitura de Paris quer que todos os transportes públicos sejam gratuitos para população, com intuito de diminuir a poluição do ar, mas sofre forte oposição do chefe regional de transportes, que alega que essa medida afetará os contribuintes, de acordo com as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, da Venezuela, na sexta-feira, 23.

 

Um estudo para viabilizar o transporte gratuito na cidade será comandado pela prefeita da cidade que pretende discutir o assunto antes das eleições municipais que acontecerão em 2020.

 

A prefeita destacou que todas as principais cidades do mundo estão tentando desenvolver um sistema de transporte limpo e melhorar a qualidade do ar, reduzindo o número de veículos nas ruas e, para isso, é necessário que o transporte público seja mais atraente. “Para melhorar o transporte público, não devemos apenas torná-lo maior, regular e confortável, mas também devemos repensar o sistema tarifário”.

Volkswagen exporta Delivery para o Chile

O Chile é o quarto país a receber os novos caminhões leves Volkswagen Delivery após seis meses do seu lançamento. A família de veículos já é vendida no Brasil, México e Argentina. Os primeiros modelos a chegar nas concessionárias chilenas são os caminhões VW Delivery 9.170 e 11.180, fabricados em Resende, RJ.

 

A estreia celebra ainda o marco histórico de 20 mil veículos da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus exportados para o Chile, segundo maior mercado da empresa em volume histórico de exportações, atrás apenas da Argentina.

 

Em 2017, as vendas locais de caminhões Volkswagen e cavalos mecânicos MAN avançaram mais de 40% na comparação com o ano anterior, passando de 805 para 1 mil 146 unidades.

 

Exportações – A Volkswagen Caminhões e Ônibus mais que dobrou seus embarques internacionais no acumulado de janeiro e fevereiro de 2018 na comparação com o mesmo período de 2017, alcançando o melhor bimestre de sua história, com 1 mil 893 unidades.

 

Foto: Divulgação.

México recebe primeira faculdade automotiva do país

A Universidade Politécnica de Querétaro, UPQ, se tornou a primeira universidade automotiva do México, após investimento de aproximadamente US$ 1,2 milhão da empresa alemã Brose, para construção de um Centro de Inovação e Desenvolvimento, segundo as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, da Venezuela, na sexta-feira, 23.

 

De acordo com o governador Francisco Domínguez Servién, o novo centro permitirá que os estudantes se preparem melhor para o mercado de trabalho, ao mesmo tempo que atende às necessidades da indústria na região.

 

No centro de inovação os jovens terão contato com diversas áreas que simulam a montagem de veículos, ensinam a manipular determinados equipamentos e também terá uma área para pesquisadores da universidade e que servirá como local de testes para as montadoras.

 

Dominguez também destacou que no estado conta com 172 empresas do setor automotivo que geram 44 mil empregas e esse número pode chegar a 75 mil nos próximos anos. Vale ressaltar que a indústria automotiva representa 25% do PIB mexicano.

 

Foto: Divulgação.

Setor automotivo economiza água em processos de produção

Em momentos de crise hídrica, os governos, a população e instituições de caráter público ou privado têm como principal dever reduzir o consumo de água no dia a dia. O problema da escassez não é mais uma preocupação apenas do Nordeste brasileiro. Por falta de chuva, reservatórios de cidades como São Paulo e Brasília também chegaram a operar com volume extremamente baixo, nos últimos anos. Conforme informações divulgadas na sexta-feira, 23, pela Agência do Rádio Mais.

 

O nível de água do Sistema Cantareira, que abastece um terço da população que vive na região metropolitana de São Paulo, atingiu 3% da capacidade. Já no Distrito Federal, a barragem do Descoberto chegou a marcar 5,7%.

 

Nessas circunstâncias, em casa, os moradores podem contribuir, por exemplo, reutilizando a água da máquina de lavar para molhar o jardim ou lavar a calçada. E por falar em reuso da água, o destaque é para a indústria automobilística. Empresas do setor procuram cada vez mais economizar esse recurso, já que para a produção dos materiais são necessários muitos litros de água.

 

No Brasil, uma das referências é a Fiat. A empresa reaproveita cerca de 99% da água no processo de produção. O gerente de meio ambiente, saúde e segurança do trabalho da Fiat, Cristiano Felix, explica de que maneira esse reuso é feito:

 

“Toda água do sistema de refrigeração tem uma condensação que se transforma em água. Ela transforma o ar em água. Quando ela faz isso, essa água, normalmente, é descartada pelas empresas. No nosso caso, nós reaproveitamos essa água dentro do processo produtivo”.

 

Outra empresa de automóveis que poupou água no Brasil foi a Toyota. Segundo informações que constam no site da própria fabricante, entre 2014 e 2015 a economia foi de 57 milhões de litros de água.

 

Nos últimos períodos de seca, a Volkswagen também colaborou e reduziu o consumo de água em cerca de 11%, por cada veículo produzido no Brasil.

 

Segundo a ONU, Organização das Nações Unidas), a atividade industrial é responsável por 22% do consumo de água em todo o mundo. Apesar disso, especialista acreditam que, se for utilizada de forma racional, a água pode atender todos os tipos de demanda.

 

O gerente de água da TNC, The Nature Conservancy, Samuel Barreto, é um deles. Segundo o especialista, nenhum setor precisa ser privado da utilização da água. Se houver um uso equilibrado, todos os setores serão beneficiados com o recurso:

 

“Tem um campo de melhoria para todos, desde a indústria, da agricultura e do uso doméstico. É possível melhorar o padrão de uso racional para todas essas áreas. A questão não é não usar, mas é usar de forma inteligente, é usar de forma racional”.

 

A The NatureConservancy é uma organização internacional, especializada na conservação da biodiversidade e do meio ambiente.

 

Foto: Divulgação.