Produção de aço sobe 3,3% no primeiro bimestre

A produção brasileira de aço bruto foi de 5,6 milhões de toneladas na soma dos dois primeiros meses de 2018, o que representa um avanço de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2017. A produção de laminados foi de 3,7 milhões de toneladas, representando um crescimento de 6,8% em relação aos mesmos meses de 2017. A produção de semiacabados para vendas totalizou 1,5 milhão de toneladas, 3,7% maior no comparativo com o mesmo período de 2017.

 

Nos dois primeiros meses de 2018, as vendas internas acumularam 2,8 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2017.

 

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 3,2 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2018. Comparando com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 12,6%.

 

As importações cresceram 1,4% em volume no acumulado de janeiro e fevereiro de 2018, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 375 mil toneladas correspondendo a valor de US$ 422 milhões, uma alta de 37,9% para o mesmo período de comparação.

 

As exportações atingiram 2,4 milhões de toneladas e valor de US$ 1,4 bilhão nos dois primeiros meses de 2018, queda de 2,1% em volume e crescimento de 25,0% em valor na comparação com o 1º bimestre de 2017.

 

Dados de fevereiro – Em fevereiro, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,7 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,5% frente ao mesmo mês de 2017. Já a produção de laminados foi de 1,8 milhão de toneladas, 7,5% maior que em fevereiro de 2017. A produção de semiacabados para vendas foi de 698 mil toneladas, um aumento de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2017.

 

O consumo aparente, em fevereiro de 2018, registrou 1,6 milhão de toneladas, 12,4% maior que o mesmo período de 2017. As vendas internas apresentaram aumento de 14,3% contra fevereiro de 2017, registrando o volume de 1,4 milhão de toneladas.

 

As importações de fevereiro de 2018 caíram 1,9% em volume e cresceram 36,1% em valor em relação ao mesmo período de 2017, registrando, respectivamente, 158 mil toneladas e US$ 181 milhões. As exportações com 1,0 milhão de toneladas e US$ 604 milhões, caíram 11,8% em volume e cresceram 8,6% em valor, contra o mesmo mês de 2017.

 

Foto: Agência Brasil.

Custos industriais crescem 0,6% em 2017

O Indicador de Custos Industriais fechou 2017 com crescimento de 0,6% na comparação com 2016. Foi o segundo menor aumento desde 2007, quando o indicador começou a ser calculado, e só ficou à frente da queda de 1,9% nos custos registrada em 2009. No último trimestre do ano os custos com energia e com produtos intermediários, nacionais e importados, foram os responsáveis pelo aumento de 1,6% no indicador na comparação com igual período imediatamente anterior, descontados os efeitos sazonais.

 

O indicador de custos com intermediários domésticos cresceu 3% no período, e o de intermediários importados 3,7%. Os dados foram divulgados pela CNI na segunda-feira, 19, de acordo com a Agência Brasil.

 

Os custos com energia cresceram 4,3% no último trimestre de 2017 com relação ao terceiro trimestre. Esse aumento foi puxado pela alta de 11,1% no preço do óleo combustível, provocada pela evolução dos preços internacionais do petróleo, e da alta de 2,8% da energia elétrica. Segundo a CNI o indicador de custos com pessoal subiu 0,5% no quarto trimestre de 2017 com relação ao terceiro. No entanto as quedas de 7,6% dos custos com capital de giro e de 1,2% no custo tributário compensaram os outros aumentos.

 

Dentre os componentes do custo de produção o que mais subiu em 2017 foi o de pessoal, que teve aumento de 3,8% frente a 2016. O custo com energia aumentou 3,4% e o com bens intermediários 1,1%. O custo tributário caiu 0,4% e o de capital de giro recuou 20,9%.

 

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Adoção da Indústria 4.0 preocupa executivos no mundo

O conceito de Indústria 4.0, por meio do qual se espera modernizar as linhas de produção de veículos no País, principalmente com olhos postos na melhor concorrência diante de novos mercados, ainda é um patamar que a indústria no mundo – e não apenas no Brasil – todo busca alcançar. Estudo da consultoria Deloitte apresentado na segunda-feira, 19, mostrou que as empresas estão nos estágios iniciais do processo de preparação para aproveitar todo o potencial da Ind 4.0, que se caracteriza pela união de tecnologias digitais e físicas, como análise, inteligência artificial, computação cognitiva e IoT, a Internet das Coisas.

 

Cerca de 1,6 mil executivos, de dezenove países, analisaram a questão em quatro frentes: impacto social, estratégia, força de trabalho e tecnologia. Seus resultados revelaram que eles compreendem conceitualmente as mudanças que a Indústria 4.0 acarretará, mas não têm visão clara de como devem agir para se beneficiar dessas mudanças.

 

No que diz respeito ao impacto social 87% dos executivos entrevistados vêem um futuro mais estável e com menos desigualdade, mas estão menos confiantes quanto ao papel que eles e suas empresas podem desempenhar para influenciar a sociedade na era da Indústria 4.0.

 

Em estratégia reconhecem que talvez não estejam prontos para aproveitar as mudanças associadas à Indústria 4.0, mas o cenário não provocou mudanças nas estratégias das empresas no médio prazo. Apenas um terço está altamente confiante de forneceer a direção para suas empresas durante esse período de mudanças.

 

14% dos entrevistados, porém, estão altamente confiantes de que suas empresas estão prontas para aproveitar completamente as mudanças associadas à Indústria 4.0.

 

Sobre a questão do emprego os executivos não estão confiantes de que possuem os talentos apropriados para ter sucesso na Indústria 4.0. Porém sentem que estão fazendo tudo que podem para criar a força de trabalho apropriada, apesar de o quesito “talento” não estar em destaque na sua lista de prioridades.

 

Por fim, em tecnologia, os executivos compreendem que precisam investir para promover novos modelos comerciais. Mas estão tendo dificuldades para criar um caso de negócios que abarque integralmente as oportunidades da Indústria 4.0 devido a uma falta de alinhamento estratégico interno e de foco em curto prazo.

 

Setor automotivo – Wolfgang Falterz, consultor da Deloitte para a área de materiais químicos para a indústria, destacou durante a apresentação que o conceito 4.0, afora as mudanças nos meios de produção de veículos, provocará a aplicação de novas materias-primas nos veículos do futuro visando à redução de peso e ao consequente melhor aproveitamento energético, uma realidade nas fábricas alemãs, segundo ele:

 

“As empresas estão correndo atrás dessa possibilidade ao mesmo tempo em que correm para desenvolver novos motores. O setor avança nesse sentido, não é um movimento isolado desta ou aquela companhia”.

 

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A Bosch e os executivos para a indústria 4.0

A Bosch, em parceria com a Bosch Rexroth e com o IEL, Instituto Euvaldo Lodi — um integrante do Sistema I juntamente com CNI, Senai e Sesi e que promove a interação academia-indústria –, lançou na segunda-feira, 19, o programa de capacitação Conecta, que tem o objetivo de formar e capacitar executivos para atuar na indústria 4.0.

 

O evento visou a apresentar dados e a discutir a questão da automação dentro das indústrias, pois cerca de 90% das máquinas em operação nas indústrias brasileiras não têm conectividade.

 

De acordo com Manfred Al-Kayal, diretor da Bosch Rexroth para a América do Sul, “a história da indústria 4.0 começou na Alemanha em 2013, e de lá para cá houve muita evolução em todo o mundo, com Alemanhã, China e Estados Unidos dominando o desenvolvimento dessa quarta revolução industrial”. 

 

Na Bosch o uso das novas tecnologias da indústria 4.0 contribuíram, por exemplo, para reduzir em 40% os custos com manutenção e em 80% o tempo em que máquina fica parada. 

 

Com o Conecta as empresas parceiras prentendem levar para executivos, pequenas e médias empresas e para a cadeia de fornecedores o conceito 4.0, as tecnologias habilitadoras, o retorno sobre investimentos, passos para adotar um projeto 4.0 e as linhas de financiamento e fomento.

 

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Toyota Prius é o primeiro híbrido flex made in Brazil

A Toyota segue investindo no desenvolvimento de tecnologias limpas e a novidade da vez é o Prius híbrido flex, apresentado na segunda-feira, 19, na sede do Investe SP. Os primeiros testes começaram há quase três anos, com uma unidade Prius cedida para a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para estudo dos engenheiros.

 

O primeiro teste oficial começou na mesma segunda-feira, e será exercido no trajeto de São Paulo a Brasília, aproximadamente 1 mil quilômetros, com expectativa de chegada até a quinta-feira, 22. Os motoristas são pilotos profissionais. O Prius híbrido flex será acompanhado de outros carros Toyota — Etios, Corolla, Hilux e SW4, todos flex e adesivados com o tema da nova tecnologia.

 

Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e o Caribe, disse que esse é o casamento perfeito, pois une o motor elétrico ao combustível mais limpo do mundo: “Temos que destacar a engenharia brasileira, que em parceria com os japoneses, conseguiu essa união perfeita”.

 

Ele também disse que “nossa matriz vê esse produto como um grande avanço para as metas de eficiência energética que temos para 2050, e esse será o começo dos próximos 60 anos da Toyota do Brasil”. St. Angelo garantiu que acredita que o Prius híbrido flex será uma revolução na indústria, como ocorreu vinte anos atrás, com a chegada dos primeiros híbridos no mercado.

 

Com relação à venda e produção desse modelo no Brasil St. Angelo observou que o País pode ser o primeiro país a dispor desse carro, dependendo dos incentivos para o segmento, e que a empresa pretende produzi-lo na região. Durante o evento Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse que a expectativa é a de que ocorra a redução no IPI, de 25% para 7%, para os híbridos e que essa discussão com o governo ocorre fora da esfera do Rota 2030.

 

Para ter o carro pronto para ser produzido Ricardo Bastos, diretor de relações públicas e governamentais da Toyota, afirmou que serão necessários mais testes ao longo do ano: “Para este ano é impossível terminar todos os testes que devemos fazer, mas para o ano que vem deve estar tudo pronto”.

 

Ele também não confirmou qual será o primeiro modelo da empresa, no Brasil, a receber a tecnologia híbrida flex, pois o Prius está sendo usado como base por já utilizar a tecnologia, mas até agora abastecida apenas com gasolina: “O plano da Toyota é ter uma versão híbrida flex para cada modelo, mas não definimos qual será o primeiro e nem quando isso acontecerá”.

 

Bastos notou que o valor investido para o desenvolvimento da nova tecnologia será divulgado no futuro, pois uma parte acontece no Brasil e outra no Japão: “A vantagem do Brasil é que nos permite os testes de campo sem transportar o combustível dentro do veículo, pela infraestrutura disponível em todo o País”.

 

Durante o evento a empresa também destacou os investimentos feitos nos últimos três anos, de R$ 2,2 bilhões, destinados à construção do centro de desenvolvimento de tecnologia, à ampliação da fábrica de Sorocaba, SP, para produção do Yaris no segundo semestre deste ano, e à unidade que produz motores, em Porto Feliz, SP.

 

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Decisão do Rota 2030 em abril? Pode ser.

Será realizada em abril a próxima reunião do presidente da Anfavea, Antônio Megale, com o presidente da República para discutir a aprovação do programa automotivo que deve suceder o Inovar-Auto, o Rota 2030: “Não posso revelar o dia exato, mas será no mês que vem e eu espero que o presidente finalmente assine o Rota 2030”.

 

Megale afirmou, durante evento realizado em São Paulo na tarde da segunda-feira, 19, novamente, que a falta de previsibilidade gera impasses no setor automotivo, pois as empresas ficam aguardando para saber como avançar em seus investimentos.

 

A questão dos incentivos na área de P&D segue como um entrave: “Precisamos dessa definição, independente se terá ou não, precisamos saber. Nós acreditamos que os incentivos são muito importantes para os avanços de Pesquisa e Desenvolvimento na região. O que não é razoável é ficar desde o começo do ano com diversos pontos em aberto, pois as montadoras podem começar a rever seus investimentos nessa área no Brasil e essa é a nossa preocupação. As empresas estão em compasso de espera para saber para onde vão, com ou sem o Rota 2030”.

 

Simplificando a questão de P&D o setor pretende que aproximadamente 30% do valor investido pelas empresas nessa área retornem na forma de incentivos para o desenvolvimento de novas tecnologias na região — mas isso só acontece quando o ciclo de investimento anunciado pela empresa se encerra.

 

Opinião Toyota – Para Ricardo Bastos, diretor de relações púbicas e de assuntos governamentais da Toyota, os incentivos para P&D também são muito importantes pois sem eles os futuros investimentos das empresas no País podem ser afetados:

 

“Se não houver incentivos não teremos como disputar os investimentos das matrizes com outros países, que em sua maioria concedem incentivos para aportes nessa área. Com isso o desenvolvimento local de novas tecnologias pode atrasar”.

 

O executivo relembrou que durante o Inovar-Auto, que concedeu incentivos para as montadoras que investissem em P&D, a Toyota construiu seu centro tecnológico em São Bernardo do Campo, SP, com parte desses incentivos. A nova unidade permite a homologação de um novo fornecedor em 30% do tempo que, antes, era requerido.

 

“Mesmo com os entraves acredito que a aprovação pode acontecer ainda este ano, pois se teremos metas de eficiência energética e de segurança, precisamos saber o quanto antes para fazermos os avanços necessários.”

 

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Atividade econômica cai 0,56% em janeiro

A atividade econômica iniciou o ano em queda de acordo com dados divulgados na segunda-feira, 19, pelo Banco Central: o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica, dessazonalizado e ajustado para o período, registrou retração de 0,56% em janeiro na comparação com dezembro. Com relação a janeiro de 2017 houve expansão de 2,97%, de acordo com os dados sem ajustes, pois a comparação envolve períodos iguais.

 

Nos doze meses encerrados em janeiro houve expansão de 1,2% nos dados sem ajustes.

 

O índice incorpora informações sobre o nível da atividade de três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária e o volume de impostos.

Barcelona quer tornar elétrica 80% da sua frota

A Prefeitura de Barcelona, Catalunha, trabalha para promover a mobilidade elétrica com o objetivo de, em 2024, tornar elétricas 80% a frota da cidade. Isto significa que a cidade deverá dispor de cem ônibus mais 24 mil veículos de transporte — vans de até nove lugares –, 24 mil motocicletas e oitocentos táxis elétricos, de acordo com a Estratégia de Mobilidade Elétrica 2018-2024 divulgada na segunda-feira, 19, pelo site Flash de Motor, da Venezuela.

 

O projeto estabelece uma fase inicial de dois anos, até 2020, quando pretende que 50% da frota municipal seja elétrica e que a cidade tenha 25 ônibus e duzentos táxis totalmente elétricos, e que a frota de veículos particulares tenha 6 mil vans de transporte e 6 mil motocicletas com essa tecnologia, informou o gerente de mobilidade da cidade, Manuel Valdés.

 

O Conselho da Cidade estima que, atualmente, 35% da sua frota sejam compostos por veículos elétricos e tem quatro ônibus totalmente elétricos numa frota de cerca de 1 mil unidades, todos dentro de programas da União Européia, pois essa tecnologia para ônibus é, no momento, ainda experimental.

 

O IMET, Instituto Metropolitano de Táxis, propõe não aprovar novos táxis não elétricos a partir de 2024, assim como fará com o diesel a partir de 2019, e indicou que os aprovados anteriormente permanecerão em atividade — mas não permitirá nenhum veículo homologado caso não atenda às exigências.

 

Com relação aos veículos particulares a Prefeitura planeja promover medidas para a conscientização dos cidadãos sobre as vantagens dos elétricos e trabalhará para pedir ao governo central que ofereça subsídios a veículos de energia alternativa e que modifique o imposto sobre o tráfego. 

 

Valdés apontou que a evolução do veículo elétrico não depende apenas das administrações mas, especialmente, da indústria e indicou que os registros de veículos, na cidade, aumentaram nos últimos anos na cidade: 0,9% de 2014 a 2017 cresceram 0,9%. Os registros de elétricos expandiram 65% no período.

 

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JCB vence licitação de R$ 11 milhões

A JCB, de JC Bamford Excavators, especializada na produção de máquinas de construção, de demolição e agrícolas, com sede de Rocester, Staffordshire, vendeu 47 máquinas destinadas a obras de infraestrutura para o Ministério da Integração e para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, CODEVASF, sendo o maior negócio do segmento fechado este ano.

 
 

O negócio foi avaliado em mais de R$ 11 milhões, sendo a quarta licitação que a JCB ganha — das cinco de que participou. As primeiras entregas serão realizadas em abril.

 

Romeu Faria, diretor comercial da Normaq, uma distribuidora da JCB, disse que esse resultado é fruto do compromisso da empresa com atendimento de qualidade e em acordo com as necessidades de organizações públicas.

 

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