Tupy está pronta para novas aquisições, diz novo presidente

Fernando Cestari de Rizzo assumirá no dia 2 de abril a presidência da Tupy com a missão de dar continuidade aos projetos de aceleração do crescimento e internacionalização da companhia:

 

“Estamos preparados para crescer e realizar investimentos orgânicos, como na linhas de usinagem, e também estamos prontos para expandir por meio de aquisições. Estamos de olho em oportunidades em usinagem e fundição tanto no Brasil quanto no exterior”.

 

Criada em 1938 em Joinville, SC, a Tupy tem atualmente 13 mil funcionários, sendo que oito mil só no Brasil. No ano passado, o faturamento líquido foi de R$ 3,7 bilhões, alta de 13,8% em relação a 2016.

 

Para Rizzo, o crescimento na demanda por máquinas de infraestrutura e agrícolas no mundo vão contribuir para os negócios da companhia:

 

“Estamos vivendo um ciclo favorável para a indústria e a expectativa é de crescimento nos principais segmentos em que atuamos”. De acordo com o executivo, nos primeiros dois meses do ano houve aumento de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

INVESTIMENTOS – A empresa aplicará 3,5% do faturamento deste ano para manuntenção das plantas, em projetos de ganho de eficiência e expansão da área de usinagem. Rizzo disse, no entanto, que caso encontrem oportunidades de novos negócios outros valores podem ser destinados para isso.  

 

As empresas do setor automotivo são os principais clientes da companhia, com cerca de 90% da receita vinda desse segmento. Vale destacar também que em 2017 dois terços da produção do Brasil foram exportados.

 

No Brasil, a empresa tem operações em Joinville, SC, e Mauá, SP, e duas unidades no México, que foram adquiridas em 2012 e são  especializadas na fabricação de blocos e cabeçotes de motores.

 

Em 2013, o volume de vendas físicas totais, consolidado Brasil e México, era de 634 mil 806 toneladas e chegou a 490 mil 504 toneladas em 2016. No ano passado, o volume consolidado de toneladas vendidas foi de 554 mil 479 toneladas.

 

Rizzo é o atual vice-presidente responsável pela unidade de negócios automotivos da empresa e vai suceder Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, que ocupou o cargo de presidente por 15 anos.

 

Formado em engenharia mecânica pela FAAP, com MBA na Indiana University e especializações na FVG e Stanford School of Business, o novo presidente começou na empresa há mais de 20 e trabalhou nas áreas de engenharia e planejamento estratégico. Em 2004, tornou-se vice-presidente da área de vendas e marketing. Em 2012, passou a vice-presidente da unidade de negócios automotivos, responsável por mais de 90% do faturamento da companhia.

 

MUDANÇAS – A mudança marca o fortalecimento de um ciclo que começou em 2003, quando Tarquínio assumiu a gestão da Tupy com o objetivo de resolver problemas financeiros graves que a companhia enfrentava.

 

Depois da reestruturação inicial, a Tupy retomou suas aspirações estratégicas e adquiriu duas empresas no México. Este passo conferiu à empresa o papel de destaque no segmento de blocos e cabeçotes de ferro para motores. 

 

Foto: Divulgação. 

Espanholas se unem para impulsionar elétricos

A Wind Business Association e a Associação Empresarial para o Desenvolvimento e Promoção do Veículo Elétrico concluíram os termos de parceria para que a tecnologia eólica evolua na Europa, de acordo com informações divulgadas pelo site Flash de Motor, da Venezuela. O acordo prevê a colaboração para ações de mobilidade baseadas em energias alternativas com o objetivo de acelerar a transição dos veículos com motor a combustão para os elétricos e outras tecnologias limpas.

 

A Associação Empresarial para o Desenvolvimento e Promoção de Veículos Elétricos é privada e sem fins lucrativos, e reúne a cadeia de valor de veículos elétricos, representa empresas do setor e tem como objetivo principal o impulso do veículo elétrico. A Wind Business Association também é privada e sem fins lucrativos, e promove o uso da energia eólica e defende interesses setoriais — representa mais de 90% do setor eólico na Espanha.

 

GM reutilizará resíduos para evitar descarte

A General Motors divulgou a inclusão, de suas fábricas da América do Sul, Canadá e México, no programa que recicla, reutiliza e converte em energia todos os resíduos das operações diárias, para que nenhum lixo desse tipo seja enviado para aterros sanitários.

 

Segundo comunicado distribuído na quarta-feira, 14, na América do Sul as plantas que fazem parte do projeto estão localizadas na Argentina, Brasil, Colômbia e Equador, sendo que a do Equador foi a primeira a exercer programa desse tipo. No caso do Brasil a de São Caetano do Sul, SP, deposita os resíduos de toda a instalação em sacos plásticos reutilizáveis, evitando o envio de quase 8 mil deles para o aterro por ano.

 

O projeto, de nome Free Landfill Free, foi iniciado de 2005.

 

Foto: Divulgação.

Indústria cria 2 mil postos de trabalho em São Paulo

A indústria paulista criou 2 mil postos de trabalho em fevereiro, na série sem ajuste sazonal, 0,10% a mais do que em janeiro. Este foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando foram criadas 7,5 mil vagas. Em janeiro do ano passado houve corte de 3 mil postos. Segundo os dados do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgados quarta-feira, 14, pela Fiesp Ciesp, no acumulado do ano as vagas novas totalizaram 12,5 mil, aumento de 0,59%. Na série com ajuste sazonal o índice ficou estável, -0,03%, no mês.

 

Em comunicado distribuído na quarta-feira, 14, o vice-presidente José Ricardo Roriz Coelho contou que espera “aceleração desse saldo para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo”.

 

Os dados mostram que, dos 22 setores acompanhados, dez ficaram positivos no mês de fevereiro, três se mantiveram estáveis e nove negativos. Dos positivos os destaques são coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, com geração de 1 mil 30 postos de trabalho, seguidos por confecção de artigos do vestuário e acessórios. Os negativos são produtos de borracha e de material plástico e produtos diversos.

 

Segundo a apuração mensal a variação no mês ficou positiva no Interior do Estado, com alta de 0,27%. Na Grande São Paulo houve queda de 0,35%.

 

Foto: Gílson Abre Fiep/Arquino ANPr.

CSMR da Abimaq tem novo vice-presidente

Rafael Cardoso, diretor de recursos humanos da JCB, assumiu a vice-presidência da CSMR, Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias, da Abimaq, que é composta por representantes dos principais fabricantes do setor de máquinas. O foco de seu trabalho será auxiliar no processo de crescimento do investimento na infraestrutura nacional e atuar junto a órgãos públicos para tornar viável o acesso ao crédito para compras de bens de capital e a criação de ferramentas que possibilitem investimento no setor.

 

Em comuicado distribuído na quarta-feira, 14, Cardoso disse que “vivemos em um momento no qual, como fabricantes e agentes co-responsáveis pela retomada do crescimento econômico de nosso País, precisamos estabelecer parcerias. Desta forma teremos condições para atender as necessidades que hoje os fabricantes de bens de capital têm para uma melhor atuação no mercado bem como para fortalecermos o processo de modernização da nossa indústria”.

 

Foto: Divulgação.

Locadoras faturaram R$ 15,5 bilhões em 2017

Vender veículos para locadoras, e as exportações, foram as duas portas de saída das empresas fabricantes para escoar sua produção durante a crise. No caso das empresas de locação seu faturamento chegou a R$ 15,5 bilhões no ano passado, alta de 12,3% com relação ao resultado do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis.

 

As empresas locadoras compraram 359 mil 702 unidades em 2017, expansão de 10,95% na comparação com 2016. As aquisições feitas pelas locadoras representaram 16,56% de todos os carros e comerciais leves vendidos no Brasil no ano passado.

 

Segundo Paulo Miguel Júnior, presidente da ABLA, o volume de veículos adquirido pelas locadoras só não foi maior no ano passado por causa do prazo para entrega de alguns modelos, que chegaram a até 120 dias no caso de algumas fabricantes, como General Motors e Volkswagen: “Esperamos que com a retomada do mercado a produção seja maior para todos os modelos para que não aconteça essa situação ao longo de 2018”.

 

A frota total de automóveis e comerciais leves das locadoras chegou a 709 mil 3 unidades, evolução de 12% com relação ao ano anterior, com a ideia média dos veículos caindo de 20,2 meses para dezoito. A terceirização de frotas continua sendo a responsável por 58% do mercado, a locação para turismo corresponde a 23% e a locação para negócios a 19%.

 

O número de pontos de locação chegou a 11 mil 482, crescimento de 2,5% na comparação com o ano passado. O volume de consumidores aumentou 17,2% com relação ao ano anterior, atingindo 27,2 milhões de pessoas.

 

Projeções para 2018 – A ABLA espera que o faturamento das locadoras aumente de 12% a 15% este ano, com a mesma expectativa para o crescimento da frota. Com relação à compra de veículos a projeção é que ultrapasse as 400 mil unidades.

 

Para o número de empresas locadoras existe tendência de crescimento, mas a entidade não fez projeções, assim como para o número de consumidores.

 

Foto: Divulgação.

Aço: Brasil busca acordo antes de recorrer à OMC.

O presidente da República recebeu na segunda-feira, 12, o diretor geral da OMC, Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, e conversaram sobre a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas para importação de aço e alumínio. Após o encontro Azevêdo disse que o governo brasileiro está conversando com os de outros países afetados pela medida e estudando possibilidades de entendimento:

 

“Pelo que eu pude depreender o governo brasileiro está em contato com outros países para estudar quais alternativas seriam mais adequadas, do ponto de vista brasileiro e até coletivo. Percebi que o governo brasileiro está perfeitamente atento a todos esses desdobramentos, está aberto para uma tentativa de entendimentos.

 

Segundo ele o Brasil não afasta a possibilidade de recorrer à própria OMC contra a medida, embora esse plano não esteja sendo adotada no momento: “Não sei se há uma determinação de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Entendo que o governo brasileiro não exclui essa possibilidade, mas estuda outras várias alternativas que estão sobre a mesa”.

 

A tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio, adotadas pelo governo dos Estados Unidos, preocupam o Brasil, conforme informou o Mdic. De acordo com o Ministério a restrição comercial afetará as exportações brasileiras de ambos os produtos e pode resultar em contestação brasileira nos organismos internacionais.

 

 

Grupo VW tem lucro líquido 2,2 vezes maior do que o de 2016

O Grupo Volkswagen, que divulgou seu balanço global de 2017 na terça-feira, 13, revelou lucro líquido de € 11,3 bilhões, volume 2,2 vezes maior do que no ano anterior, € 5,1 bilhões. O lucro operacional chegou a € 14 bilhões, expansão de 94,5%.

 

Na mesma base de comparação a empresa viu sua receita crescer 6,2%, chegando a € 230,6 bilhões, contra € 217,2 bilhões. As vendas foram recorde, 10,7 milhões de unidades comercializadas, alta de 4% com relação a 2016.

 

Considerando as regiões nas quais o grupo atua as vendas na América do Sul cresceram 25%, impulsionadas pela melhora econômica na região, com 500 mil unidades comercializadas. Na Europa as vendas cresceram 2%, 4,7 milhões de unidades vendidas, na América do Norte a expansão foi de 2,5%, 1 milhão de veículos comercializados, e na Ásia o crescimento foi de 3,6%, com 4,5 milhões de unidades.

 

Avaliando apenas a marca Volkswagen foram entregues 6,2 milhões de veículos, crescimento de 4,2%, com o Brasil sendo um dos destaques para o resultado, com alta de 20% nas vendas, seguido por China, 6% e Estados Unidos, 5%.

 

Projeções 2018 – A empresa projeta crescimento de até 5% da receita e pretende aumentar o número de fábricas que produzem veículos elétricos, de três para dezesseis até o fim de 2022. A empresa tem como meta produzir 3 milhões de veículos elétricos por ano até 2025.

 

Com relação aos investimentos futuros o diretor Matthias Muller informou o investimento de € 20 bilhões para a produção de veículos com motor a combustão.

 

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Goodyear mostra protótipo de pneu que libera oxigênio

A Goodyear apresentou, no Salão Internacional do Automóvel de Genebra, o protótipo de um pneu que promete contribuir com o futuro da mobilidade e ajudar a despoluição do ar. O protótipo Oxygene tem estrutura com musgos vivos que crescem dentro das paredes laterais do pneu. Esta estrutura aberta, “aliada a um desenho inteligente da banda de rolamento”, absorve e faz circular a umidade da água na superfície da estrada, permitindo que ocorra a fotossíntese e, assim, gerando a liberação de oxigênio para o ar.

 

De acordo com a nota da empresa o Oxygene absorve umidade da estrada por meio da sua banda de rolamento e inala o CO² do ar para alimentar o musgo, liberando oxigênio pela fotossíntese: “Numa região idêntica em tamanho à Grande Paris, com cerca de 2,5 milhões de veículos, isto significaria gerar praticamente 3 toneladas de oxigênio e absorver mais de 4 mil toneladas de dióxido de carbono por ano”.

 

O modelo apresenta, ainda, “uma construção não pneumática impressa em 3D com pó de borracha proveniente de pneus reciclados. A estrutura leve e amortecedora proporciona solução duradoura e imune aos furos, concebida para prolongar a vida útil do pneu e minimizar as necessidade de reparos”.

 

Ainda segundo a nota da Goodyear o novo pneu recolhe a energia gerada durante a fotossíntese para alimentar os seus próprios componentes eletrônicos, incluindo os sensores de bordo, uma unidade de processamento de inteligência artificial e uma faixa de luz personalizável no flanco do pneu, que muda de cor, alertando os motoristas quando realizam uma mudança de faixa ou frenagem:

 

“O Oxygene utiliza um sistema de comunicações de luz visível, o LiFi, para uma conectividade móvel de alta capacidade à velocidade da luz. O LiFi permite ao pneu ligar-se à internet, garantido a partilha de dados dos veículos e do veículo com a infraestrutura fundamental para os sistemas de gestão de mobilidade inteligente”.

 

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Balança comercial superavitária em US$ 1,9 bilhão

Nas duas primeiras semanas de março, com sete dias úteis, a balança comercial teve saldo positivo e o setor automotivo teve papel importante no cenário — que é pouco abrangente mas que pode vir a se mostrar significativo no acumulado do ano: de acordo com dados divulgados pelo MDIC na segunda-feira, 12, nos primeiros dias do mês houve alta de 22,7% nas importações na comparação com o mesmo período do ano passado, US$ 690,3 milhões, contra US$ 562,5 milhões referentes às duas primeiras semanas de 2017.

 

Os setores responsáveis por esse crescimento foram os de químicos orgânicos e inorgânicos, alta de 45%, combustíveis e lubrificantes, 38,7%, e veículos e partes, 30,5%.

 

As exportações apresentaram crescimento de 11,4% com relação às do mesmo período do ano passado, US$ 972,6 milhões, contra US$ 872,8 milhões durante o mesmo período do ano passado.

 

A expansão foi impulsionada pelo aumento nas vendas de três categorias: semimanufaturados, alta de 19,4% puxada por celulose, ferro-ligas e açúcar bruto, manufaturados, com alta de 11,8%, por causa de óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, aviões e veículos de carga, e básicos, com expansão de 8,9%, impulsionada por soja em grão, farelo de soja, minério de cobre e milho em grão.

 

No total a balança comercial das duas primeiras semanas de março registrou superávit de US$ 1,9 bilhão, resultado das exportações no valor de US$ 6,8 bilhões e importações de US$ 4,8 bilhões.

 

Foto: Divulgação.