Impressão 3D poderá eliminar estoque de peças

A impressão 3D já é muito presente em diversos setores da indústria e, no automotivo, poderá ser usada para acabar com o estoque das peças de baixo volume, que equipam carros que já saíram de linha, por exemplo. É nisso o que acrdita Marcelo Fontoura, gerente comercial da UL, empresa especializada em impressão 3D: “É possível produzir de acordo com a demanda, pois a impressão 3D permite a fabricação, em poucas horas, de uma determinada peça sem a necessidade de estocar. As montadoras já podem fazer isso e obter até uma redução de custos, mas é necessário mudar o seu comportamento”.

 

De acordo com ele o setor já utiliza a impressão 3D e, junto com os setores aeroespacial, de consumo e médico, representa 67% do mercado. Existem fabricantes de veículos que já investem mais forte nesse segmento e já colhem resultados. É o caso, por exemplo, da Renault, onde a ação permitiu a redução de custos de cerca de € 190 mil: desde que iniciou, de forma experimental, a impressão 3D em 2015 já produziu mais de 2 mil itens. Dentre eles os bicos para a aplicação de cola aos vidros, o que garantiu redução de 83% no custo por unidade.

 

No futuro impressoras 3D certamente farão parte de mais itens da linha de produção das montadoras, sendo responsáveis pela fabricação de uma parte do veículo em série:

 

“Isso pode acontecer, mas dependerá de como a tecnologia avançará no futuro, para trabalhar em sincronia com as outras partes da linha de montagem. Mas isso não está muito distante da realidade, pois na China já conseguiram construir um prédio de seis andares apenas com impressoras 3D”.

 

Para Fontoura o setor automotivo e outros poderão se beneficiar da produção sob demanda, sem a necessidade de estoque, assim como do atendimento descentralizado, com a produção em diversas regiões do País, reduzindo o custo de logística e trazendo vantagens comerciais.

 

Mas… algumas questões da impressão 3D ainda são uma dúvida até para os especialistas: “Ainda não existe um estudo que mostre o quanto a impressão 3D agride o meio ambiente. Não sabemos o nível de emissões de gases e partículas tóxicas que vão para o meio ambiente. Alguns estudos já estão sendo feitos em outros países para que seja possível quantificar o nível de poluição que é emitido”.

 

No ano passado esse mercado representou US$ 6 bilhões e a expectativa é a de que chegue a US$ 12 bilhões até 2020.

 

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Vietnã inicia produção do novo Ecosport

A Ford iniciou a produção do novo EcoSport no Vietnã, dando sequência à expansão da oferta do utilitário esportivo compacto em mercados globais. Com a entrada em operação de nova linha de montagem em Hai Duong, a Leste da Capital, Hanói, o modelo agora é produzido em seis países, incluindo Brasil, China, Índia, Romênia e Rússia.

 

O Brasil foi o primeiro país a lançar o novo modelo do SUV, com melhorias no design, interior e equipamentos.

 

A cerimônia do início de produção, o Job 1, também festejou os orimeiros 20 anos da Ford no país.

 

O novo EcoSport é oferecido, lá, com duas opções de motores, o EcoBoost 1.0 e o novo 1.5 de três cilindros, ambos a gasolina, com transmissão manual de cinco velocidades e automática de seis. Também é equipado com central multimídia SYNC 3, câmara de ré e outros recursos inteligentes.

Mercedes-Benz vende mais de 1 mil unidades de ônibus no bimestre

A Mercedes-Benz vendeu, no Brasil, em janeiro e fevereiro, 1 mil 7 ônibus, volume 220% superior ao obtido no mesmo período de 2017, 315 unidades. A informação foi divulgada na terça-feira, 13, pela empresa. 

 

Para Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus, “as renovações e ampliações de frota das empresas de transporte de passageiros estão puxando as vendas, tanto no segmento urbano como no rodoviário”.

 

A Mercedes-Benz vendeu 668 unidades de urbanos no período, o que correspondeu a 78% de participação de mercado. Nos rodoviários alcançou 71% de participação, ou 243 unidades.

Marcopolo vende 300 ônibus para a Nigéria

A Marcopolo, em parceria com a Scania, anunciou na terça-feira, 13, o fechamento de contrato de exportação de trezentos ônibus urbanos para a Transport Service, operador de Lagos, Nigéria. A aquisição faz parte do plano do governo para fortalecer o transporte público na cidade, ex-Capital. São 250 ônibus urbanos Marcopolo Viale e cinquenta micro-ônibus Volare do modelo W9 urbano, que serão entregues ainda no primeiro semestre.

 

Para Ricardo Portolan, chefe de operações do Oriente Médio e África da Marcopolo, a primeira entrega será um passo importante no plano de longo prazo da empresa para intensificar sua presença no país, que se iniciou ainda nos anos 1980: “Desde 2015 temos trabalhado muito forte em toda a África para conquistar novos clientes e mercados. Este fornecimento reforça as ações que a Marcopolo vem fazendo no continente e que estão gerando negócios significativos”.

 

Os ônibus Marcopolo Viale desenvolvidos para a TSL têm chassi Scania K250 UB 4×2, com 13 metros de comprimento e duas portas de acesso. São equipados com sistema de ar-condicionado, poltronas revestidas, câmaras internas de monitoramento, catraca, espaço exclusivo para cadeirantes e tomada USB nas poltronas.

 

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De 10,7% é a expansão da produção de motos

As empresas produtoras de motocicletas, basicamente instaladas no Polo Industrial de Manaus, AM, registraram avanço de 10,7% no volume de produção no primeiro bimestre, com 164 mil 938 unidades — em 2017, no mesmo período, foram 148 mil 965. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 12, pela Abraciclo.

 

Com este resultado a entidade reforça a projeção de avanço de 5,9% do setor para o acumulado do ano.

 

O desempenho isolado de fevereiro também foi superior ao do ano passado, com 83 mil 632 unidades, alta de 24,2% , contra 67 mil 319. Na comparação com janeiro o aumento foi de 2,9%.

 

Atacado – As vendas para as concessionárias também tiveram alta nos dois primeiros meses do ano, com 146 mil 760 unidades, ficando 8,4% superior com relação a igual período de 2017. Em fevereiro o crescimento foi de 9,5%, com 74 mil 793 motocicletas ante as 68 mil 310 unidades vendidas no mesmo mês de 2017. Na comparação com janeiro o avanço foi de 3,9%.

 

Vendas – Com base nos dados do Renavam, Registro Nacional de Veículos Automotores, as vendas no varejo totalizaram 139 mil 984 unidades no primeiro bimestre, o que demonstrou aumento de 9,3% sobre as 128 mil 91 motocicletas emplacadas no mesmo período de 2017. No desempenho isolado de fevereiro também houve crescimento, de 4,1%, ante o mesmo mês do ano passado. E na comparação com janeiro houve recuo de 18,2%.

 

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, a redução está relacionada à quantidade menor de dias úteis de fevereiro com relação a janeiro, dezoito e 22 dias, respectivamente: “Esta diminuição de um mês para outro foi sazonal, ocasionada por feriado prolongado de carnaval e não afeta a projeção de crescimento para o ano”. 

 

As boas perspectivas estão baseadas principalmente no desempenho das vendas diárias de motocicletas em fevereiro,que se mantive estável em 3,5 mil unidades na comparação com janeiro, mesmo com menos dias úteis. Já na confrontação com fevereiro do ano passado houve avanço de 4,1%.

 

Exportações – As exportações cresceram 35,3% no bimestre, 15,3 mil unidades, e os principais destinos foram Argentina e Estados Unidos. Somente em fevereiro foram embarcadas 6 mil 866 motocicletas, correspondendo ao recuo de 2% sobre o mesmo mês do ano passado e de 18,6% sobre janeiro. 

 

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Vendas, no Chile, crescem 26,7% no bimestre

O mercado do Chile apresentou expansão de 26,7% nas vendas do primeiro bimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, com a comercialização de 64 mil 749 veículos. O resultado é o melhor desde 2013, ano que teve as maiores vendas acumuladas para este período: foram comercializadas, agora, 3 mil 41 unidades a mais do que naquele ano. Os dados foram divulgados na terça-feira, 13, pela entidade Anac.

 

Durante fevereiro foram comercializadas 29 mil 427 unidades, com o aumento das vendas de veículos novos em 23,6% com relação ao mesmo mês do ano passado. 

 

Caminhões – As vendas de caminhões nos dois primeiros meses do ano somaram 2 mil 236 unidades, o equivalente a crescimento de 13,7% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

Em fevereiro as vendas de caminhões somaram 1 mil unidades, crescimento de 15,7% com relação ao mesmo mês de 2017.

 

Ônibus – No primeiro bimestre foram vendidos 514 ônibus, ou 19,5% mais unidades com relação aos dois primeiros meses de 2017.

 

Em fevereiro 212 novos ônibus foram comercializados, o que representou aumento nas vendas de 35,9% com relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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Europa terá a quinta rede de recarga rápida para elétricos

A Fastned e a ABB serão parceiras, na Europa, no lançamento da quinta rede de recarga ultra-rápida em rodovias da região, preparando-se para a chegada da próxima geração de carros elétricos com baterias mais potentes e que levam menos tempo para recarregar, segundo as informações do site Flash de Motor, da Venezuela.

 

O capital da Fastned chegou a 12,3 milhões de euro após uma emissão de títulos públicos no começo do ano e o valor será usado para expansão de sua rede de carregadores rápidos em países como Holanda e Alemanha.

 

Atualmente a Fastned dispõe de rede de recarga com 63 pontos na Holanda e o novo projeto deve expandi-la para outras cidades.

Fazenda: aumento na taxa de importação do aço pode gerar guerra comercial.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda disse na sexta-feira, 9, em Brasília, DF, que o governo vê com preocupação a decisão dos Estados Unidos de criar barreira à importação do aço brasileiro. No dia anterior o presidente dos Estados Unidos oficializou o aumento das tarifas de importação: 25% para o aço e 10% para o alumínio.

 

“É uma preocupação grande por estar criando uma barreira comercial. Aliás, um país que está em pleno emprego e defendendo um setor com excesso de capacidade. Essa política é questionável mas não cabe à gente questionar a política de outros governos.”

 

O secretário acrescentou que a medida estadunidense pode desencadear uma reação protecionista de outros países: “O efeito prático disso é que pode desencadear uma guerra comercial na reação de outros países. Isso vai na contramão do livre comércio e do aumento do fluxo de mercadorias, serviços e capitais, que é o que a gente defende e entende que seja o caminho para o desenvolvimento”.

 

Ele disse que devido à importância do assunto a reação não deve ser isolada, de apenas um país.

 

32% do aço exportado pela indústria nacional têm como destino o mercado estadunidense, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do produto para lá, atrás apenas do Canadá. Apenas em 2017 4,7 milhões de toneladas do aço brasileiro foram embarcadas para os Estados Unidos, representando um faturamento de US$ 2,6 bilhões.

 

PSA montará Opel e Peugeot na Namíbia

O Grupo PSA e o governo da Namíbia assinaram acordo de investimento que cria joint venture do grupo com a Namibia Development Corporation, NDC, para montagem, a partir do segundo semestre, de veículos Opel e Peugeot em Walvis Bay. Um volume anual de 5 mil unidades está planejado para 2020, para atender às expectativas do mercado. As informações foram divulgadas na segunda-feira, 12, pela empresa.

 

A produção será iniciada com o Opel GrandlandX e com o Peugeot 3008, e outros modelos deverão ser montados posteriormente para atender à demanda dos clientes.

 

Jean-Christophe Quémard, vice-presidente executivo da região do Oriente Médio e da África do Grupo PSA, disse que “este investimento na Namíbia faz parte da estratégia a longo prazo do grupo para aumentar suas vendas na África e no Oriente Médio, com o objetivo de vender 1 milhão de veículos ali em 2025”.

 

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Fábrica de motores da FCA de Campo Largo faz 10 anos

A fábrica de motores da FCA em Campo Largo, PR — originalmente uma unidade Chrysler –, completa em março 10 anos desde a sua incorporação ao grupo Fiat Chrysler Automóveis. A unidade fornece motores E.TorQ de 1.6 e 1.8 litro para os principais modelos das marcas Fiat e Jeep produzidos no Brasil e exporta cerca de 35% de sua produção para Argentina, Itália e Turquia, emprega mais de quatrocentas pessoas e possui capacidade instalada para produzir 330 mil motores/ano.

 

Ao completar 10 anos como parte do grupo FCA a fábrica de motores de Campo Largo também celebra a produção de 1,2 milhão de motores no período, disse Querlem Saraiva, seu gerente geral: “Esse é um desempenho muito positivo de uma fábrica que se orgulha de seus processos e instalações exemplares e de seus colaboradores altamente capacitados”.

 

Ao longo dos últimos cinco anos a FCA investiu mais de R$ 78 milhões para a modernização do parque industrial e da linha de produtos. 

 

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