Uso da capacidade instalada é o maior em três anos

A indústria brasileira operou, em média, com 68% de sua capacidade instalada em novembro — o maior porcentual em quase três anos. Apesar da alta o índice está 6 pontos porcentuais abaixo do registrado na média dos meses de novembro de 2011 a 2014. As informações são da Sondagem Industrial divulgada pela CNI na terça-feira, 19.

 

De acordo com a pesquisa houve crescimento de 0,6 ponto no indicador de utilização da capacidade instalada efetiva, o UCI, com relação ao usual para o mês. No entanto o índice, que atingiu 43,6 pontos, mostra que ainda há distância do nível de atividade atual e o esperado para o mês. Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos mostram que a UCI está abaixo do usual para o mês.

 

A produção da indústria teve pequeno crescimento, com indicador em 50,5 pontos. Esse é o maior índice para o mês desde 2011 e, desde 2013, o indicador de evolução da produção sinalizava queda. De acordo com Marcelo Azevedo, economista da CNI, “os dados trazidos pela Sondagem Industrial nos últimos meses mostram que a indústria está em trajetória de clara de recuperação da atividade”.

 

O índice de número de empregados caiu 0,7 ponto, para 49 pontos. De acordo com o levantamento com a retração o indicador volta a se afastar da linha de 50 pontos, apontando queda moderada do número de empregados em novembro frente a outubro. 

 

Já os estoques mantiveram-se ajustados ao planejado pelas empresas, com índice efetivo em relação ao planejado praticamente sobre a linha dos 50 pontos, em 49,8 pontos. O índice de evolução ficou em 48,9 pontos, sinalizando retração moderada nos estoques.

 

EXPECTATIVAS – As expectativas dos empresários em dezembro estão mais otimistas neste fim de ano do que no fim de 2016. Apesar de recuarem na passagem de novembro para dezembro os índices de perspectiva de demanda e de compras de matérias-primas permanecem acima dos 50 pontos, e o de expectativas de demanda registrou 53,8 pontos, o de compras de matérias-primas ficou em 52,1 pontos.

 

Já o índice de quantidade exportada aumentou 1,3 ponto em dezembro frente a novembro e alcançou 53,5 pontos, sinalizando otimismo com relação às vendas externas. Os empresários esperam queda do emprego no início de 2018, com indicador de 48,7 pontos.

 

O índice de intenção de investimento aumentou 1,6 ponto em dezembro na comparação com novembro e atingiu 52,2 pontos. Foi o sexto mês consecutivo de alta no indicador, que está 7,6 pontos acima do registrado em dezembro de 2016 e é o maior desde dezembro de 2014, quando registrou 52,4 pontos.

 

A Sondagem Industrial de novembro ouviu 2 mil 274 empresas do setor de 1º a 13 de dezembro. Das empresas consultadas 936 são pequenas, 813 são médias e 525 são de grande porte.

 

Foto: Fotos Públicas – Rodolfo Buhrer.

VW investe R$ 30 milhões em ferramentaria

A Volkswagen comemora 60 anos de atividades da sua ferramentaria da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, e para marcar a data a empresa investirá R$ 30 milhões em três máquinas novas, responsáveis pela usinagem de ferramentas de estampagem para peças de grande porte. Parte do investimento, inclusive, já foi usado para inaugurar dois centros de usinagem de última geração, com o terceiro previsto para começar a operar no começo do ano que vem.

 

Segundo a empresa, os novos recursos tecnológicos oferecerão ainda mais precisão e agilidade no desenvolvimento e fabricação de ferramentas destinadas à produção de peças, como laterais, portas e dispositivos para a armação de carrocerias. Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América do Sul, falou sobre a importância da ferramentaria no Brasil:

 

“Temos muito orgulho em dizer que a Volkswagen introduziu uma série de inovações tecnológicas no segmento de ferramentaria no Brasil, como, por exemplo, na estamparia, que foi a primeira a utilizar prensas robotizadas na confecção de peças e solda a laser na produção de veículos no País. Por isso, buscamos investir nesta importante área, para que ela seja cada vez mais estratégica no desenvolvimento de novos modelos no Brasil e também de projetos globais do Grupo Volkswagen”.

 

Nos 60 anos de Brasil, a ferramentaria produziu mais de seis mil dispositivos e ferramentas, utilizando mais de 120 mil toneladas de ferro fundido processado. Nos últimos anos, a área produziu as principais ferramentas e dispositivos para modelos como Gol, up!, Fox, Saveiro, Golf, Polo e Virtus, sendo que o último começará a ser vendido no começo de 2018.

 

Plantas de outros países da Volkswagen também foram atendidas pela ferramentaria brasileira, com exportações de ferramentas ao México para produção de caixa de roda externa e de canal de água do novo Tiguan Allscape, que também virá ao Brasil em 2018. Os mexicanos também receberam dispositivos para a produção do New Beetle, Jetta e Fusca, enquanto a Argentina recebeu para a produção de SpaceFox e Amarok. Até Alemanha, Hungria e China receberam ferramentas que saíram do Brasil.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo entrega 22 ônibus para Pássaro Marron

A Marcopolo entregou 22 novos ônibus dos modelos Paradiso, 1200 e 1050, para a operadora de transporte Pássaro Marron, que tem sede em Guaratinguetá, SP. Os veículos começarão a circular no fim deste mês.

 

Segundo a Marcopolo o principal diferencial deste fornecimento são as duas unidades do Paradiso 1200, com chassi Mercedes-Benz O-500 RS e capacidade para transportar 42 passageiros. Fabricados em configuração exclusiva serão utilizados em um novo serviço que a operadora oferecerá no Estado, de São Paulo para São José dos Campos, SP.

 

De acordo com Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo, veículos com configuração exclusiva como esses podem ser mais atrativos para quem está acostumado a utilizar o automóvel em viagens curtas: “Os Paradiso 1200, desenvolvidos para a Pássaro Marron, proporcionam mais conforto, segurança, comodidade e economia em comparação com as viagens de carro”.

 

 

Foto: Divulgação.

JAC confirma fábrica e R$ 200 milhões em GO

A JAC Motors e o governo de Goiás assinaram na segunda-feira, 18, o protocolo de intenções para instalação de uma fábrica de veículos no Estado, conforme antecipou AutoData na quarta-feira, 13. O investimento total na unidade será de R$ 200 milhões, volume acima dos R$ 120 milhões anunciados na semana passada pelo governo do Estado. Na unidade serão produzidos dois modelos de SUV – o T40 e outro ainda que será decidido pela empresa. A fábrica, segundo a JAC, terá capacidade para produzir 35 mil unidades anuais e deverá gerar 820 empregos diretos. O início da produção é esperado para início de 2020.

 

A empresa não confirmou, no entanto, em qual cidade será instalada sua primeira fábrica no País. Segundo o secretário de desenvolvimento do Estado de Goiás, Francisco Pontes, o município que receberá a fábrica será Itumbiara. A empresa havia adquirido o local onde a Suzuki mantinha produção antes de se mudar para Catalão, em 2015. O prédio ainda ostenta a logomarca da fabricante, disse Flávio Caetano, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itumbiara. A entidade de classe local ainda não foi informada sobre pormenores da negociação.

 

Em 2012, a JAC chegou a lançar pedra fundamental em um terreno em Camaçari, BA, onde iria construir sua primeira fábrica no País. À época, a fabricante anunciou investimento de R$ 1 bilhão para produzir 100 mil carros por ano. No entanto, com o mercado entrando em declínio logo depois, os planos da empresa na região foram ficando mais modestos: o valor de investimento e o volume de produção anunciados inicialmente, cortados na metade. O terreno cedido pelo governo da Bahia, por fim, foi devolvido.

 

Com o anúncio da nova fábrica, termina uma briga dos Estados pela instalação da JAC. Goiás venceu a disputa que também tinha no páreo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e a Bahia. O governo goiano não revelou se foram oferecidos benefícios fiscais para que a região fosse escolhida, mas afirmou que pesou na decisão da montadora o fato de Goiás ter se tornado um polo automobilístico nos últimos anos. O Estado conta agora com quatro fabricantes: JAC, Suzuki, Mitsubishi e a CAOA, que monta alguns modelos da Hyundai e que, a partir de 2018, também fabricará veículos Chery.

 

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Mercedes-Benz prevê crescimento maior

A Mercedes-Benz fecha o ano como líder do mercado brasileiro de veículos comerciais, somando mais de 20 mil unidades comercializadas de caminhões e ônibus, que serão emplacadas até o fim deste mês. Desse total cerca de 14,5 mil unidades são caminhões e 6 mil ônibus, volumes que garantirão à empresa 29% e 50% de participação respectiva e a liderança nos dois segmentos.

 

Estes números estão sendo consolidados em razão, principalmente, de seis grandes negócios que foram fechados pela Mercedes-Benz em dezembro. No segmento de ônibus a companhia vendeu 1 mil unidades urbanas e rodoviárias para renovação de empresas do Grupo Constantino, e 905 unidades para a Secretária de Saúde de Minas Gerais.

 

No segmento de caminhões a empresa vendeu mais 150 caminhões para a Raízen, a principal produtora álcool, cem unidades para a Risa, uma das principais transportadoras de combustíveis da Região Nordeste, e 150 para a Transportadora Transoeste, especializada no transporte de grãos na Região Centro-oeste.

 

O extrapesado Actros foi o grande destaque de vendas Mercedes-Benz este ano. Até novembro foram emplacadas 1,3 mil unidades do modelo, com um aumento de cerca de 55% sobre o mesmo período do ano anterior.

 

Além desta melhora nas vendas domésticas a Mercedes-Benz também obtém bom resultado nas suas exportações: até novembro vendeu 7 mil 491 unidades, caminhões e ônibus, 34% a mais do que as 5 mil 604 em igual período do ano passado. Seus maiores mercados internacionais são Argentina, com 5 mil 710 unidades e crescimento de 33%, Chile, com 859 veículos e 44% de crescimento, e Peru, com 458 unidades e 24% de crescimento.

 

De acordo com Philipp Schiemer, presidente da empresa no Brasil e CEO para a América Latina,“o resultado deste ano pode ser considerado como bem expressivo, especialmente porque no início deste 2017 ainda registramos baixos volumes de vendas. Os primeiros sinais efetivos de retomada aconteceram somente nos últimos meses do ano”.

 

30% de crescimento – Schiemer previu que 2018 poderá ser positivo para a indústria de veículos comerciais, com índices de crescimento bastante interessantes tanto em caminhões como em ônibus: “Se mantivermos o ritmo de vendas destes últimos meses de 2017 poderemos crescer 30% no segmento de caminhões e 15% nos ônibus”.

 

“A atividade econômica do País está se recuperando como um todo e isto, somado ao fato de que estamos trabalhando com juros mais baixos, poderá representar uma boa possibilidade de crescimento. Mais: as perspectivas da safra agrícola também são positivas e, em razão de ser um ano eleitoral, também acredito que teremos um crescimento das obras de infraestrutura.”

 

Ele recordou, no entanto, que a base de comparação, as vendas deste ano, que serão de cerca de 52 mil unidades, será muito baixa.

 

Ou seja: na sua visão, mesmo que sejam alcançados esses 30% de crescimento, as vendas de caminhões em 2018 ficarão em torno das 67 mil unidades, bastante longe, portanto, dos recordes registrados no início desta década, quando o mercado brasileiro chegou a absorver quase 170 mil unidades anuais. O mesmo raciocínio também pode ser aplicado aos ônibus.

 

O presidente da Mercedes-Benz também contou que, em virtude desta recuperação tanto das vendas domésticas como das exportações verificada nos últimos meses, sua produção já alcança cerca de 160 unidades/dia, caminhões e ônibus, com crescimento sobre o volume verificado no início do ano — que era de 140, 145 veículos/dia em média.

 

Com isto a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, por exemplo, que emprega 7 mil trabalhadores, já está operando em um turno completo e negociou com o sindicato o trabalho extra em onze sábados até abril. Mais: 120 colaboradores que foram afastados em layoff já retornaram ao trabalho e 86 aprendizes serão incorporados ao trabalho em janeiro. Schiemer comemorou: “Há muito tempo não conseguíamos contratar nem mesmo estes aprendizes”.

 

Já em Juiz de Fora, MG, onde é montado o Actros, também foram realizadas 85 novas contratações, que se juntaram aos setecentos funcionários da unidade.

 

As férias coletivas também serão reduzidas nas duas unidades. E, se a possibilidade de crescimento para o ano que vem se confirmar, Schiemer não descarta a retomada de um possível segundo turno: “Talvez isso seja necessário em algumas áreas específicas, mas antes de tomarmos essa decisão precisamos acompanhar de perto a evolução do mercado e ter a certeza de que tudo seguirá evoluindo de forma positiva”.

 

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Vendas chegam a 104 mil na primeira quinzena

As vendas de veículos na primeira quinzena de dezembro chegaram a 104 mil 85 unidades, segundo dados do Renavam. O volume vendido nos nove dias úteis do período manteve a média acima das 9 mil unidades/dia apesar dos dois feriados. O desempenho está alinhado com a expectativa da Anfavea para o mês, próxima das 200 mil unidades.

 

A General Motors vendeu 19 mil 284 veículos e teve participação de 18,5% na quinzena, e a FCA ficou com fatia de 12,7%. Volkswagen, com 11,9%, Hyundai e Toyota fecham o grupo das cinco empresas que mais venderam carros na primeira quinzena de dezembro.

 

A Anfavea projetou, no início do segundo semestre, que o volume de emplacamentos do ano chegaria a um crescimento de 7,3% na comparação com o total de 2016, coisa de 2,2 milhões de unidades. No entanto o presidente Antonio Megale admitiu, no início do mês, que o resultado das vendas em dezembro deverá superar o volume anterior.

 

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Maior ICEI em 49 meses

O ICEI, Índice de Confiança do Empresário Industrial, aumentou 1,8 ponto de novembro para dezembro e alcançou 58,3 pontos, na sua quinta alta consecutiva, que está 4,2 pontos acima da média histórica e é o maior desde novembro de 2012, quando marcou 58,4 pontos, conforme pesquisa divulgada pela CNI na segunda-feira, 18. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos e, quando estão acima de 50 pontos, mostram que os empresários estão confiantes.

 

 

Para Marcelo Azevedo, economista da CNI, a alta é resultado da melhora da percepção dos industriais sobre as condições atuais dos negócios e as perspectivas sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses: “Empresários confiantes tendem a contratar e a fazer investimentos, o que é importante para a recuperação da economia e do emprego”.

 

 

O indicador de condições atuais alcançou 52,9 pontos em dezembro, o maior nível desde fevereiro de 2011, quando ficou em 54,2 pontos. Com relação a dezembro de 2016 o indicador cresceu 12,2 pontos, o que mostra que os empresários percebem uma melhora cada vez mais significativa nas condições atuais das empresas. O índice de expectativas também cresceu e alcançou 61 pontos, o maior patamar desde março de 2013, indicando que os empresários estão mais otimistas.

 

 

A pesquisa para este ICEI foi feita de 1º a 13 de dezembro com 2 mil 852 empresas em todo o País. Dessas 1 mil 118 são pequenas, 1 mil 80 são médias e 654 são de grande porte.

 

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Mercedes-Benz lançará comercial leve elétrico

A Mercedes-Benz lançará a van comercial elétrica Vision Van, informou na segunda-feira, 18, o portal Flash Motor, de Caracas, Venezuela. A companhia considera que, nos próximos anos, os veículos comerciais leves serão movidos, principalmente, por propulsão elétrica — pelo menos aqueles que operam em centros urbanos.

 

O futurista Vision Van será alimentado por motor elétrico de 75 quilowatts com até 270 quilômetros de autonomia. A Vision baseia seu trabalho na informática para ser totalmente interligada durante todos os processos de transporte e distribuição: planejará suas rotas, calculará a rota ideal dependendo do tempo e do tráfego do momento e coordenará drones que transportarão embalagens de até 2 kg para entregá-las num raio máximo de 10 quilômetros.

 

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Camex zera imposto de importação para mais de 1 mil máquinas

A Camex, Câmara de Comércio Exterior, zerou o imposto de importação para 1 mil 116 máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. Na quinta-feira, 14, as resoluções 90 e 91 foram publicadas no DOU, Diário Oficial da União, reduzindo as alíquotas de 16% e 14% para zero para bens de capital, bens de informática e de telecomunicações, segundo informações divulgadas pelo MDIC.

 

As empresas que solicitaram o benefício à Camex argumentaram que os equipamentos serão usados em projetos que trarão novos investimentos, no valor de US$ 2,4 bilhões, sendo que os principais setores beneficiados serão o automotivo, com 19,8% do total, eletrônico, com 10,9%, e de bens de capital, 10,7%.

 

Está prevista a melhoria de qualidade e de produtividade no processo de uma fábrica de automóveis, a produção local de smartphones e a expansão de fábricas de painéis fotovoltaicos.

 

As reduções tarifárias seguirão o regime de ex-tarifário, sendo temporárias, e as importações sem tarifas podem ser feitas até 30 de junho de 2019, de acordo com o que foi estabelecido pelas duas resoluções. Com prazo até 2019 o MDIC não confirmou em qual período o investimento de US$ 2,4 bilhões deve ser feito e também não revelou qual fábrica do setor automotivo será modernizada.

 

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JCB atinge a produção de 500 mil motores no mundo

A JCB produziu, até dezembro, 500 mil motores a diesel de quatro cilindros que, postos lado a lado, cobrem a distância entre Londres e Paris. O anúncio foi feito na segunda-feira, 18, pela empresa por comunicado. Segundo Lord Bamford, presidente da JCB, “termos o total controle sobre a tecnologia e produção de nossos motores nos garante liberdade para inovar e oferecer aos nossos clientes motores que sejam limpos, de baixo consumo, fácil manutenção e econômicos”.

 

A empresa vende máquinas retroescavadeiras e é fabricante de equipamentos para construção civil. Tem 23 fábricas em quatro continentes que produzem mais de 300 modelos de máquinas diferentes. A fábrica no Brasil fica em Sorocaba, SP, atende a toda a América Latina e produz retroescavadeiras modelos 3CX e 4CX, escavadeiras hidráulicas de esteira JS 210, JS 220LC e JS 235LC, Loadall 540-170 e 535-125 e pás carregadeiras 422ZX.

 

No Brasil, todas as máquinas produzidas pela empresa levam o motor JCB, conforme explica Marcus Marchesin, diretor de operações no Brasil: “Nossa posição de liderança vai além da produção e comercialização de máquinas. Os acessórios e componentes JCB são desenvolvidos de acordo com padrões de qualidade global, ou seja, garantimos a disponibilidade de peças e equipamentos em todos os locais onde a empresa está presente com o mesmo selo de alta qualidade e excelência operacional”. 

 

Os motores a diesel de quatro cilindros começaram a ser produzidos pela linha da JCB Power Systems, localizada em Derbyshire, Inglaterra, em novembro de 2004. Nesta época, a produção destes equipamentos dependia inteiramente de fornecedores externos. Hoje, os motores JCB alimentam mais de 70% das máquinas que a empresa fabrica e são vendidos para outros fabricantes e para as mais diversas aplicações.

 

No início do ano, a empresa investiu 10 milhões de libras em sua unidade de Foston, Inglaterra, para a construção de novos centros de usinagem e em processos de automação. Esse investimento abriu trinta postos de trabalho e permitiu à JCB Power Systems produzir, pela primeira vez, cabeças de cilindros, blocos de motores e cabeçotes aumentando assim a eficiência do produto e garantindo o alcance de metas de qualidade extremamente exigentes.

 

Em 2017 também foi iniciada a produção de um novo motor JCB de três litros, com baixo consumo de combustível, resultado de um programa de investimento de 31 milhões de libras, incluindo o apoio de 4,5 milhões do Fundo de Crescimento Regional Governamental. Essa é a terceira linha de motores lançada pela JCB desde o início da produção.

 

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