BMW inicia as vendas do X2

A BMW iniciou na quinta-feira, 26, a venda no inédito X2 no mercado brasileiro, de porte parecido ao do modelo X1, com o qual compartilha a plataforma. O modelo será vendido em duas versões: sDrive20i GP e sDrive20i M Sport X, com preços de R$ 211 mil 950 e R$ 246 mil 950.

 

Comunicado da empresa contou que a pré-venda vendeu as cem unidades disponíveis.

 

Equipado com motor 2.0 turbo de 192 cv e câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas o modelo chega ao País importado da Alemanha, onde é produzido em Regensburg.

 

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Receita do Grupo VW chega a € 58,2 bilhões em jan-mar

Puxado pelo recorde de vendas no primeiro trimestre do ano o faturamento do Grupo Volkswagen chegou a 58,2 bilhões de euro contra 56,2 bilhões em igual período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado pela companhia na quinta-feira, 26. O grupo vendeu, globalmente, 2,7 milhões de veículos no período, expansão de 7,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

 

Comunicado do grupo destacou o resultado de vendas em março, com mais de um 1 milhão de unidades entregues.

 

As vendas de veículos para passageiros aumentaram 5,6% no trimestre, gerando 20,1 bilhões de euro, com o lucro operacional aumentando em € 879 milhões. A alta foi puxada pelo maior volume vendido e pelos menores custos de produção.

 

Já as vendas de veículos comerciais registraram aumento de 2,9 bilhões de euro na receita, com lucro operacional crescendo 9,1%, € 224 milhões de euro. O crescimento foi justificado em função do melhor mix de produtos assim como pela posição de preço de cada um e pela otimização de custos de material.

 

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Receita do Grupo PSA cresceu 42,1% em jan-mar

O Grupo PSA divulgou seu resultado financeiro referente ao primeiro trimestre do ano, que registrou faturamento de 18 bilhões 182 milhões de euro contra 12 bilhões 978 milhões no mesmo período do ano passado, alta de 42,1%.

 

Considerando apenas a divisão automotiva PCV, Peugeot, Citroën e DS, que exclui a Opel, recentemente adquirida pelo grupo, o faturamento chegou a 10 bilhões 214 milhões no trimestre, crescimento de 13,3% com relação ao mesmo período do ano passado. A companhia destaca que a expansão foi puxada pelas melhorias dos volumes vendidos nos países em que opera e o melhor mix de produtos que fazem parte do portfólio atual.

 

Os volumes de vendas cresceram em todas as regiões em que o grupo está presente, Europa, Oriente Médio, África, América Latina, Eurásia, Índia-Pacífico e China, chegando a 1 milhão 5 mil veículos comercializados.

 

Para o ano o Grupo PSA projeta o mercado automotivo europeu estável, alta de 4% para a América Latina e 2% para China e 10% Rússia.

 

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Ford reduzirá portfólio para focar rentabilidade

A Ford divulgou na quinta-feira, 26, que pretende parar de vender veículos sedãs na América do Norte como parte do seu plano de redução de custos até 2022, estabelecido há seis meses, segundo o balanço divulgado. A empresa deverá manter apenas o Mustang, atuando em um nicho de mercado que ainda é lucrativo, e focará na produção e vendas de SUVs e picapes, eliminando também operações globais que não são rentáveis.

 

Jim Hackett, CEO global da empresa, disse que o foco será nas partes saudáveis dos negócios e que será necessário lidar decisivamente com as partes que destroem valor: “Esperamos que com as decisões seja possível alcançar a meta de 8% de lucro global até 2020, dois anos antes do plano inicial”.

 

A consultoria automotiva IHS acredita que essas mudanças serão uma tendência global da Ford, começando pela América do Norte, pois nesse mercado ela consegue atuar apenas com picapes e SUVs. De acordo com Fernando Trujillo, da IHS, “em outros mercados a companhia não pode abrir mão de outros segmentos, como no Brasil, mas já estuda como reduzir os modelos do portfólio”:

 

“Nos países emergentes como Brasil, China e Índia a Ford prepara a saída de linha de um dos seus modelos hatch, para o reposicionamento dos demais, de maneira que seja possível cobrir toda essa fatia do mercado com um número menor de modelos. Nos próximos anos vemos a produção da Ford cada vez mais enxuta, sendo uma das poucas montadoras que não deve ter alta no seu volume de produção”.

 

A redução de modelos disponíveis em cada segmento e, até, a saída de alguns só tem sido planejada pela Ford, segundo a IHS. Mas a redução de custos e a otimização dos processos produtivos são fatores que outras montadoras também estudam, caso da GM, que negocia com o governo da Coreia do Sul um modo de recuperar suas quatro fábricas na região sem precisar fechar as portas, pois a companhia registra quatro anos seguidos de prejuízos.

 

Como parte de seu planejamento estratégico a GM encerrou suas vendas na Índia e suas operações na África do Sul para focar em mercados mais rentáveis. O mesmo aconteceu na Austrália, com o fim da produção da Holden, sua subsidiária na região. A Toyota também encerrou sua produção no país no ano passado, após fechar fábrica que operava há 54 anos.

 

Consultada a respeito do assunto a Ford Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, garantiu que essa redução de portfólio diz respeito, rigorosamente e apenas, aos mercados da América do Norte.

 

Mercado brasileiro

 

Na visão da IHS sedãs e hatchs médios e premium estão perdendo espaço no Brasil, e no mundo, por causa do forte avanço do segmento de SUVs. Aqui os sedãs registraram crescimento de vendas no trimestre, mas abaixo da expansão que o mercado teve no mesmo período — e isto será uma tendência global, de acordo com a consultoria.  

 

O segmento de sedãs pequenos vendeu 61,3 mil unidades no trimestre, contra 57,7 mil no mesmo período do ano passado, com o Chevrolet Prisma sendo o veículo mais vendido, 16,3 mil unidades, de acordo com os dados da Fenabrave. Já no segmento de sedãs compactos foram emplacados 11,7 mil carros este ano, contra 9,5 mil na mesma base de comparação. O líder do segmento é o novato Volkswagen Virtus, com 4,6 mil unidades vendidas no período.

 

Os sedãs médios venderam 33,9 mil unidades contra 32,6 mil em igual período do ano passado, com o Toyota Corolla na liderança, com 13,7 mil unidades. E as vendas de sedãs grandes chegaram a 2,2 mil unidades no trimestre, contra 1,6 mil no mesmo período do ano passado, com o Ford Fusion emplacando 935 unidades e conquistando a liderança.

 

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New Holland mostra trator movido a biometano

A New Holland apresentou na terça-feira, 24, seu primeiro modelo, ainda conceitual, de trator movido a biometano. O equipamento foi produzido em Basildon, Inglaterra, e utiliza motor FPT de seis cilindros e 180 cavalos próprio para a queima de gás. Sua chegada ao mercado mundial é aguardada para coisa de três anos, segundo a companhia.

 

Para Rafael Miotto, vice-presidente para América Latina, a presença do novo trator conceito no Brasil é significativa por dois motivos: “A importância do agronegócio no país, responsável por sustentar o Produto Interno Bruto e tirá-lo de uma recessão, e por carimbar o compromisso da New Holland com a produção sustentável”.

 

Em 2013 a empresa apresentou o primeiro protótipo do trator T6 movido a metano, que vem sendo, desde então, testado por clientes. No Brasil o modelo chegou em 2017 e está em avaliações práticas no campo em Castro, PR.

 

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MAN vende para a Viação Tupi paulistana

A MAN anunciou na quarta-feira, 25, a venda de 25 unidades do chassi de ônibus Volksbus 18.280 OTS LE piso baixo para a Viação Tupi, operadora de transporte urbano de passageiros na cidade de São Paulo. Paulo Pavani, diretor da Tupi, disse que os MAN correspondem a 30% da frota circulante da companhia.

 

Os MAN da Tupi rodam, em média, 5 mil quilômetros por mês:  “O mercado de ônibus não pode parar mesmo com a queda de passageiros, motivada pela menor atividade econômica: as frotas são mantidas em atividade”.

 

A Viação Tupi opera há 58 anos e seu diretor lembra que há 25 é cliente dos ônibus VW.

 

Equipado com motor MAN D08 de 6 cilindros e 280 cv, opção de transmissão automática ou automatizada e piso baixo, o Volksbus 18.280 OTS LE foi concebido em sinergia com o projeto europeu do modelo.

 

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ZF anuncia novos diretores para a América do Sul

A ZF anunciou na terça-feira, 24, mudanças em sua estrutura diretiva motivadas após a aquisição da TRW, em 2015. Wílson Brício fora nomeado CEO da TRW Automotive no Brasil e permanece como presidente do grupo na América do Sul e CEO da ZF do Brasil.

 

Na nova configuração o executivo Marcel Oliveira tornou-se vice-presidente de recursos humanos e segurança da informação, Dirk Esterle assumiu a vice-presidência de finanças e tecnologia da informação, Tarcísio Costa é o vice-presidente de gestão de materiais. Marcelo Oliveira e João Lopes foram nomeados diretores de qualidade e de aftermarket.

 

Moises Bucci, então CEO da ZF-TRW, exercerá a função enquanto durar o processo de integração das empresas, que deve durar até junho. Após a integração Bucci deixará a empresa para “se dedicar a outros desafios profissionais fora do Grupo ZF”.

 

Antes da aquisição da TRW, em 2015, a atuação da ZF na região sul-americana era focada no segmento de veículos comerciais. Com o novo portfólio ampliou sua atuação no mercado a outros segmentos. Segundo Brício o Brasil passa por um momento decisivo para encontrar o rumo da retomada de sua competitividade industrial: “Estamos prontos para acompanhar as demandas do mercado e dos clientes, liderando a introdução de novas tecnologias”.

 

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JAC T80 chega em novembro

A JAC anunciou na quarta-feira, 25, que o seu modelo T80, um SUV, chegará ao mercado em novembro. Sérgio Habib, presidente da SHC, empresa que representa os interessas JAC no País, dissera, durante o lançamento do T40, que até o fim do ano seria lançado, aqui, um modelo com características para concorrer com o Hyundai Santa Fe.

 

A informação foi confirmada pelo executivo durante o Salão de Pequim. Chamado, lá, de S7, onde foi lançado em 2017, o modelo comporta sete ocupantes com uma carroceria de 4 m 79 de comprimento por 1 m 90 de largura, e entre-eixos de 2 m 75. É o maior e mais espaçoso SUV de sua classe, segundo Habib.

 

O T80 será equipado com motor 2.0 16V turboalimentado, capaz de gerar coisa de 200 cv e de 30 kgfm de torque. Habib afirmou, durante o evento, que a equipe de engenheiros da JAC está adaptando o motor para receber a gasolina que é vendida no Brasil. O câmbio será automático de seis velocidades com dupla embreagem.

 

O T80 será o terceiro lançamento da JAC no País em 2018. Afora o do T40, que ocorreu no começo de abril, está previsto o do T50, outro SUV, para o segundo semestre.

 

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Cresce a produção mundial de aço

A produção mundial de aço no primeiro trimestre do ano atingiu volume de 426,6 milhões de toneladas, 4,1% a mais do que o resultado do mesmo período de 2017. A taxa de utilização de capacidade de produção foi crescente nos três meses: saltou de 72,6% em janeiro para 74,5% em março, o melhor desempenho dos últimos dois anos.

 

Maior produtor global do insumo a China beneficiou 212,1 milhões de toneladas, volume que representou crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Na comparação mensal a produção de março também apresentou perfil crescente: o volume beneficiado foi 13,9% maior do que o de fevereiro.

 

O resultado do trimestre, divulgado em balanço da World Steel, a associação que agrupa os maiores produtores globais, mostra que a produção de aço chinesa manteve o ritmo apesar das tensões envolvendo os Estados Unidos no campo das exportações do aço justamente no trimestre.

 

A Ásia produziu 294,1 milhões de toneladas de aço bruto, um aumento de 4,6% com relação ao primeiro trimestre de 2017. A Índia foi o segundo maior produtor, com 26 milhões 689 mil toneladas, crescimento de 3,7% ante idêntico trimestre de 2017. O Japão, terceiro maior produtor, apresentou leve crescimento no trimestre, 0,7% a mais do que no ano passado.

 

No Brasil a produção de aço bruto foi de 8,2 milhões de toneladas, aumento de 4,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Os Estados Unidos produziram 20,7 milhões de toneladas, um aumento de 2,2% ante o mesmo trimestre do ano passado.

 

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Ford tem novos motor e transmissão

A Ford anunciou na quarta-feira, 25, o início da produção nacional do motor 1.5 Ti-VCT flex de três cilindros e potência de 137 cv com etanol e da transmissão manual MX65, em Taubaté, SP, onde a companhia fez o evento de lançamento e aproveitou para comemorar 50 anos da unidade. O motor era importado da Índia e usado no Ecosport: ele equipará o Ka Freestyle a partir do segundo semestre.

 

A nova transmissão também equipará o Ka Freestyle, mas não será usada no Ecosport, que com o novo motor seguirá operando com a caixa manual IB5, também produzida em Taubaté.

 

De acordo com o vice-presidente Rogelio Golfarb o Ka será a razão de outras novidades ainda este ano: “Em futuro próximo teremos versão do Ka equipada com câmbio automático de seis marchas”.

 

Golfarb recordou que, para para tornar os novos motor e caixa de câmbio nacionais a companhia fez “forte investimento” — mas não revelou o seu valor. Também Lyle Watters, o presidente da Ford para a América do Sul, passou ao largo do valor:

 

“Fizemos significativos investimentos em equipamentos, sistemas e melhorias nos processos produtivos que estão alinhados à Indústria 4.0. Na linha de produção do motor 1.5, por exemplo, teremos trinta novos robôs”.

 

Golfarb também observou que a companhia ainda não aderiu à política de fazer crescer o número de seus funcionários e, no momento, não considera a abertura de novos postos de emprego: “Mantemos, aqui, 1,3 mil colaboradores. Para a produção nacional do motor e da transmissão fizemos algumas adequações internas e seguiremos com esse mesmo número de funcionários”.

 

A capacidade de produção da fábrica passou de 430 mil motores/ano para 500 mil. Iisto é: a Ford produzirá 70 mil unidades do motor 1.5 a cada ano. No caso da transmissão a capacidade produtiva é a mesma e a MX65 também terá produção de 70 mil unidades/ano.

 

De Taubaté motor e câmbio são enviados de caminhão para Camaçari, BA, onde equipam, inicialmente, o Ecosport e, no futuro, o Ka. De lá os modelos serão exportados para todos os mercados da América do Sul, excluindo Paraguai, e para alguns países da América Central: “Exportaremos veículos com os motores produzidos em Taubaté, mas não teremos uma exportação exclusiva de motores para outros mercados”.

 

Apesar da chegada do motor 1.5 de três cilindros a Ford afirma que continuará, pelo menos nos próximos meses, a produzir o motor Sigma 1.5 e 1.6, utilizados no Ka e no Fiesta. Em Camaçari serão mantidas a produção do motor 1.0 três cilindros e a montagem do Ecosport e do Ka.

 

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