Volvo Ocean Race é exposição para o mundo

A Volvo Ocean Race é a mais antiga regata de barcos à vela em torno do mundo, criada em 1973 e comprada pelo Grupo Volvo em 1999 — pertencia, antes, à Whitbread. A competição é realizada de três em três anos, com sete equipes, onze etapas que passam pelos seis continentes e uma delas é realizada no Brasil, em Itajaí, SC. A corrida é gerencida pela divisão Volvo Ocean Race, com sede na Espanha, de onde os barcos saem para a primeira perna da corrida.

 

O Grupo Volvo não revela os investimentos envolvidos, mas indicou fatores que motivaram a decisão de comprar e apoiar a corrida. Como, por exemplo, ser um dos poucos eventos esportivos verdadeiramente globais, a oportunidade única de aumentar a conscientização sobre a necessidade de preservar o planeta e a ótima oportunidade de se relacionar com os clientes.

 

Ao fim de cada etapa os barcos ficam parados durante quinze dias no Village Race, uma enorme estrutura montada em torno de uma marina e utilizada por Volvo Truck, Bus, Construction Equipment, Penta e pelo Grupo Volvo [que são as donas e patrocinadoras do evento], para se relacionar com clientes convidados para visitar o local e participar das atrações realizadas no período.

 

No caso do Grupo Volvo Car a estratégia é utilizar o evento para relacionamento com potenciais clientes e com os que já são donos de veículos Volvo. Já as outras empresas também fazem relacionamento, mas business to business, B2B, com empresas dos respectivos segmentos de atuação que têm interesse tanto no evento quanto em negociar com a Volvo. 

 

O Village Race também é usado para expor os carros, caminhões e outros produtos do grupo, para realizar eventos abertos ao público e para as equipes descansarem e reverem os familiares. Na última etapa em Itajaí, em 2015, 380 mil pessoas passaram pelo local. Este ano a projeção é de 500 mil visitantes. O evento ficará na cidade até o domingo, 22, quando será dada a largada da oitava etapa, até Newport, Vermont, Estados Unidos.

 

Pelo grande porte e complexidade o Village Race tem um grupo responsável pela construção de duas estruturas que são deslocadas ao redor do mundo por causa do curto tempo que os barcos levam para ir de um continente a outro, o que depende das condições climáticas, geralmente menos de quinze dias. Uma empresa de logística é contratada para cuidar da operação, que o grupo considera bastante complexa. São necessários até dez dias para montar o Village Race e até seis para desmontá-lo. Enquanto isso a outra estrutura já foi levada para o local da próxima parada.

 

Com porte global e grande relevância para as empresas envolvidas o que se imagina é que o investimento seja um dos maiores feitos pela Volvo com relação a divulgação dos produtos e ao relacionamento com os clientes, mas o grupo prefere não apresentar os valores que suas empresas destinam à Volvo Ocean Race.

 

Somada a grande oportunidade de negócios que é esperada existem três áreas principais de retorno nas observações do Grupo Volvo: a primeira é a construção e o desenvolvimento das marcas ao redor do mundo, fortalecendo o conhecimento sobre algumas delas em mercados emergentes, por exemplo, e a enorme exposição na mídia global. A segunda é a possibilidade de se conectar a um público mais amplo e transmitir a visão do grupo com relação ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

 

E a terceira é a motivação interna de seus funcionários, que podem se inspirar em bons exemplos de trabalho em equipe e liderança.

 

Legado para a preservação do meio ambiente

 

Durante a estadia da Volvo Ocean Race em Itajaí o prefeito da cidade assinou um compromisso das Nações Unidas visando à limpeza dos mares — é a primeira cidade da América do Sul a se comprometer com a questão. O termo foi assinado na quarta-feira, 18, durante seminário realizado com especialistas, cientistas e atletas que participam da corrida.

 

O objetivo da ação é reduzir a poluição do plástico nos oceanos, bandeira que a Volvo Ocean Race defende em parceria com a ONU. O prefeito de Itajaí afirmou que foi motivado a assinar o acordo depois de participar da etapa realizada em Auckland, Nova Zelândia, quando o governardor local também assinou o acordo.

 

Segundo dados da organização da corrida 8 milhões de toneladas de plástico, como garrafas e embalagens, são despejadas nos mares a cada ano.

 

Fotos: Divulgação.

 

Audi e Porsche: polícia alemã busca e apreende por dieselgate.

Porsche e Audi, marcas do Grupo Volkswagen, foram objeto de grande operação, de busca e apreensão, ordenada por autoridades alemãs, na quarta-feira, 17, de acordo com informações divulgadas por agências internacionais. Promotores públicos investigam funcionários, antigos e atuais, das duas empresas, incluindo um integrante do conselho de administração do grupo.

 

Aproximadamente 190 agentes participaram das buscas em dez instalações da Porsche, nos estados da Baviera e de Baden-Württemberg. A Porsche confirmou as buscas em suas unidades, e a apreensão de documentos pelos investigadores, mas tanto a polícia quanto a empresa não reveleram os nomes dos funcionários que estão sendo investigados.

 

A Audi também confirmou que duas de suas instalações foram alvo de visita dos investigadores, em Ingolstadt e Neckarsulm.

 

A ação ainda é reflexo das fraudes da Volkswagen nas emissões de motores diesel, que se tornaram públicas no fim de 2015.

 

Foto: Divulgação.

Vendas da SsangYong começam este mês

Depois de anunciar a sua volta para o Brasil em dezembro a SsangYong começará a vender quatro modelos importados até o fim deste mês, de acordo com comunicado divulgado pela empresa na quarta-feira, 18. Ele operará com nove pontos de vendas que serão inaugurados, também, até o fim do mês. São Paulo terá três revendas e Brasília, DF, Campinas, SP, Caxias do Sul, RS, Chapecó, RS, e Feira de Santana, Salvador, BA, uma cada.

Para o ano, como AutoData antecipou em dezembro, a projeção é de inagurar de trinta a cinquenta concessionárias. A importação inicial foi de 3 mil unidades, mas o diretor de operações da SsangYong, Marcelo Fevereiro, disse que esse volume pode até dobrar até dezembro.

“A fábrica, na Coreia, está pronta para nos atender, e tudo dependerá da demanda do mercado. Nosso projeto é de dez anos no Brasil e temos tudo para crescer, dando um passo de cada vez, sem gerar frustração e com expectativas muito grandes.”

Veja os preços dos quatro modelos da SsangYong: Tivoli, R$ 84 mil 990, Tivoli XLV, R$ 97 mil 990, Korando, R$ 129 mil 990, e Actyon Sports,  picape, R$ 129 mil 990.

 

Foto: Divulgação

Passos da Caoa Chery após Rota 2030

A Caoa Chery aguarda definição da nova política industrial, o Rota  2030, para dar continuidade aos seu planejamento para o ano com a integração da operação brasileira da Chery, iniciada em janeiro. Aumentar o índice de nacionalização dos veículos, que é uma das intenções, será decisão tomada após serem conhecidas “as regras do jogo”, como disse na quarta-feira, 18, o diretor executivo de serviços compartilhados da Caoa Chery, Ivan Witt, mencionando a entrada em vigor do regime automotivo.

 

Com a integração da Chery o foco, hoje, do departamento de compras, do qual é o responsável – assim como dos setores de recursos humanos e tecnologia: por isto a área se chama serviços compartilhados –, é colocar a empresa fruto da sociedade em um quadro de rentabilidade. Na prática ele contou que significa, basicamente, fazer os cálculos a respeito da importação de peças ou localizar a produção, de forma a avaliar qual opção é melhor para ser adotada neste momento em que a empresa instala linha para o Tiggo 2 e organiza rede de concessionários.

 

“A melhor equação sempre será a de comprar material no mesmo lugar onde se produz o veículo, mas precisamos ver as condições criadas pelo Rota 2030 para saber o que fazemos aqui e o que trazemos da Ásia. O câmbio é uma questão crítica. A moeda chinesa está se valorizando, e talvez tenhamos de fazer mais coisas aqui.”

 

Segundo Witt, hoje, 68% das compras diretas, ou produtivas, envolvem produtos importados. Os outros 32% são itens produzidos aqui — mas chegou a ser 6% em 2014, o que indica uma inclinação natural, da empresa, de que essa última fatia aumente apesar do cenário de incerteza diante do Rota 2030. O movimento pode começar com a localização de bancos e outros componentes de logística considerada crítica pela companhia:

 

“Os bancos e outras peças grandes são mais difíceis de se trazer da Ásia para o Brasil, de forma que se torna conveniente nacionalizar o item”.

 

Isso já acontece com pneus e vidros no caso dos veículos Hyundai, segundo o executivo, e também nos 11% de componentes nacionais do Tiggo 2, da Chery: “Peças grandes têm business case, outras não conseguimos escala aqui no Brasil por não operarmos com grandes volumes, por isso ainda importamos muito”.

 

A origem asiática das peças também é um fator favorável às importações: “Fica difícil desenvolver algo local, com preço competitivo, quando temos as matrizes instaladas na China e na Coreia do Sul, onde a indústria é muito forte em termos de custo”.

 

REDE – A integração da Chery também implica a organização da sua rede de concessionários, que venderá apenas veículos Chery, e gestão independente, como acontece nas demais lojas Caoa. O que a empresa deseja, nesse sentido, é levar até o universo da sócia os padrões de qualidade e atendimento das redes Ford, Hyundai e Subaru que levam bandeira Caoa, um dos principais problemas que os anteriores dirigentes da Chery tinham que resolver quando militavam sozinhos no mercado brasileiro.

 

Segundo Rogério Gonzaga, diretor de pós-venda da Caoa, serão aplicados nas lojas da Chery conceitos como atendimento personalizado, menor tempo de resolução das demandas por reparo e agendamento online, “pois é mais eficiente investir na satisfação do cliente do que em campanhas publicitárias”. A mentalidade, segundo ele, é amplamente difundida nas lojas que vendem veículos com origem no Japão. Gonzaga fez carreira na Toyota antes de trabalhar na Caoa.

 

Levantamento que ele mostrou, criado com base em dados da JD Power, indica que a Caoa fechou 2017 como a empresa com maior índice de aprovação dos clientes, superando as líderes dos anos anteriores, Toyota e Honda. O modelo de atendimento, inclusive, deverá ser exportado para a China, contou Gonzaga: “Esse modelo foi um dos atrativos para a Chery se associar à Caoa. Anning Chen, CEO da empresa, teve despertado seu interesse por trazer profissionais da China ao Brasil para aprender mais sobre nosso modelo de pós-vendas”.

 

Foto: Divulgação.

China reduz protecionismo no setor automotivo

A o governo da China decidiu reduzir, progressivamente, as restrições que impedem que empresas automotivas estrangeiras detenham participação majoritária em uma subsidiária chinesa até 2022, de acordo com pronunciamento do presidente Xi Jinping, divulgado pelo site Flash de Motor, editado em Caracas, Venezuela, na quarta-feira, 18.

 

A medida visa a abrir esse pedaço da economia chinesa para empresas de fora e a colocar fim aos obstáculos que alimentaram disputa comercial com os Estados Unidos e estreitaram as relações com outros parceiros comerciais.

 

Hoje grupos estrangeiros não podem ter mais do que 50% de uma empresa na indústria automotiva chinesa e são obrigados a se associar a empresas chinesas, ex-estatais. As mudanças virão inicialmente para a produção de veículos elétricos e híbridos ainda este ano, em 2020 para veículos comerciais e em 2022 para carros particulares.

Cinco modelos Jaguar Land Rover têm recall

A Jaguar Land Rover divulgou recall na terça-feira, 17, envolvendo cinco modelos das duas marcas por causa da possibilidade de vazar combustível dentro do compartimento do motor, o que gera risco de incêndio.

 

Os modelos Land Rover envolvidos são Range Rover Evoque, Discovery Sport, Range Rover Velar, sendo todos ano/modelo 2018, produzidos de 5 de maio de 2016 a 31 de janeiro de 2018. Já os modelos da Jaguar chamados são XE e F-Pace, ano/modelo 2018, fabricados de 18 de outubro de 2017 a 29 de janeiro de 2018.

 

A orientação da empresa é a de que os proprietários dos modelos envolvidos entrem em contato com uma concessionária para agendar a substituição gratuita da flauta de combustível.

BMW tem novo diretor de pós-vendas

O BMW Group Brasil anunciou na quarta-feira, 18, que terá um novo diretor de pós-vendas, para as marcas BMW e MINI, a partir de 1o de julho: é Márcio Fonseca Filho, que deixará a gerência sênior de desenvolvimento de negócios de pós-vendas. De acordo com comunicado empresa Fonseca sucederá a Antonino Gomes de Sá, que assumirá a diretoria de pós-vendas do grupo na Suécia.

 

Fonseca é formado em engenharia mecatrônica pela PUC MG, pós-graduado em gerenciamento de projetos pelo IEC, Instituto de Educação Continuada, e possui MBA em gestão estratégia de negócios pela FGV.

 

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MWM espera crescimento de 40%

A MWM comemora 65 anos de Brasil este mês com a marca de 4,3 milhões de motores produzidos e planos ambiciosos para o ano, de acordo com o seu diretor Thomas Puschel: serão lançados motores para trinta novas aplicações, que estarão disponíveis, também, para exportação. Mais: espera que, com a recuperação do mercado, seu crescimento no ano seja de 40%, chegando à produção de 35 mil motores.

 

“Nosso foco nas exportações e em novas aplicações na Argentina também será responsável pelo crescimento que esperamos. Essa projeção reforça o momento importante que a MWM está vivendo.”

 

Parte da produção esperada para este ano será embarcada para 45 países e utilizada por mais de duzentos clientes: “Os países para os quais mais exportamos são México, Argentina, Espanha, Egito, Coréia do Sul e África do Sul. Os Estados Unidos também importam blocos e cabeçotes”.

 

Mesmo com crescimento de 40% projetado para o ano o volume de produção ainda ficará bem abaixo da capacidade da MWM no Brasil, que é de 110 mil unidades por ano, e Puschel observou que se espera pela retomada maior do mercado para diminuir essa capacidade ociosa:

 

“Estamos visitando alguns clientes e confirmando os volumes que serão encomendados ao longo do ano para que possamos ter certeza de quanto precisaremos produzir e, com base nesses volumes percebemos que a retomada está aquecida. Hoje temos 1,3 mil funcionários e com esse número conseguiremos apoiar o crescimento esperado. Mas, caso a retomada do mercado ganhe mais força, que é o que esperamos, contrataremos mais gente”.

 

Foco no mercado de reposição

 

Dos seus 4,3 milhões de motores produzidos no Brasil a MWM acredita que 2,1 milhões ainda estejam circulando por aqui e, com isso, a empresa mantém foco muito grande no mercado de reposição: “Com o grande número de motores da MWM que circulam no Brasil preparamos uma rede para o mercado de reposição com 530 pontos de atendimento. Somos uma das maiores redes de autopeças do mercado brasileiro e isso fortalece bastante a nossa marca”.

 

A MWM projeta um crescimento de 10% a 12% para o seu segmento de peças.

 

Projeções para o mercado

 

Na produção de caminhões, este ano, a empresa espera crescimento próximo de 13%, chegando a 94 mil unidades na comparação com o ano passado. Para a de ônibus a projeção esperada é de 26 mil unidades, alta de 26% na mesma base de comparação.

 

E para a produção de tratores o crescimento esperado é de 7%, chegando a 46,9 mil unidades.

 

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Primato compra dezenove caminhões MAN

A MAN anunciou na quarta-feira, 18, a venda de dezenove caminhões à Primato, cooperativa de agronegócio de Toledo, PR. Foram nove unidades dos extrapesados TGX 29.480 e dez Constellation 24.280. A aquisição, segundo a empresa, faz parte de seu planejamento de crescimento da receita nos próximos quatro anos.

 

Hoje 75% da frota da Primato são compostos por veículos MAN. Os recém-comprados operarão no transporte de insumos para produção de ração, como farelos de aveia, de milho e soja. Segundo Ilmo Welter, presidente da Primato, a empresa considerou, antes de investir nos veículos, o custo total de operação e desempenho dos caminhões:

 

“E também o atendimento diferenciado nos serviços de pós-vendas, pois pretendemos ampliar nossa frota”.

 

Para George Carloto, gerente de operações de campo da MAN Latin America na Região Sul, a venda consolida o relacionamento próximo com os clientes: “Desenvolvemos caminhões sob medida e capacitamos continuamente nossa rede, que também investe em sua estrutura”.

 

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Fábrica da Nissan completa 4 anos

A fábrica da Nissan, em Resende, RJ, completou quatro anos na terça-feira, 17, e na mesma semana atingiu a marca de 200 mil veículos produzidos, de acordo com o comunicado divulgado pela empresa. Nele foi destacada a contratação de seiscentos funcionários no ano passado, com a planta chegando a 2,4 mil e abrindo um segundo turno de produção, aumentando também o número de modelos com o SUV Kicks.

 

A fábrica opera, hoje, com sua capacidade máxima nos dois turnos e a empresa credita isso ao sucesso do Kicks, que é o modelo mais recente a ser produzido ali, e que já representa 50% do total. O hatch March e o sedã Versa também são produzidos em Resende.

 

A unidade também é responsável pela produção dos motores flex 1.0 12V, três cilindros, e dos 1.6 16V e já entregou 200 mil unidades.  Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, disse que a qualidade dos funcionários e dos processos produtivos “está sendo reconhecida mundialmente dentro da companhia, o que garante a qualidade dos veículos”.

 

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