Fórum destaca média diária de vendas de caminhões como variável importante

A média diária de vendas de caminhões, que dobrou ao longo do ano — saiu de 153 unidades, em janeiro, para 319, em novembro, número que tende a se manter em dezembro –, é uma das principais variáveis para que executivos de vendas das empresas fabricantes passem a ter uma visão ainda mais otimista sobre os resultados de 2018. As projeções, expostas durante painel realizado no Fórum AutoData de Veículos Comerciais, em Caxias do Sul, RS, na terça-feira, 12, são de crescimento de 15% a 20%.

 

O painel reuniu George Carlotto, gerente regional Sul da MAN, Osvaldo Ramos, gerente de vendas e marketing da Ford, Bernardo Brandão, gerente de marketing da Iveco, Marco Domingues, gerente de negócios de caminhões Scania e Alcides Braga, presidente da Anfir. O evento reuniu pouco mais de cem participantes.

 

Braga estimou vendas em torno de 70 mil unidades para 2018, divididas em 29 mil a 30 mil veículos rebocados e 40 mil a 45 mil de carrocerias sobre chassis, em alta de 20% sobre os números de 2017, que devem ser semelhantes aos do ano passado. O segmento de pesados, que já opera com números positivos, deve crescer em torno de 5% já este ano, enquanto a linha leve, ainda muito dependente da recuperação da economia urbana, fechará com queda de 11%.

 

O presidente da Anfir acredita em algumas medidas, necessárias para sustentar a retomada das vendas, como a maior presença do Finame no financiamento do setor, a existência de programa de renovação da frota por meio da inspeção veicular e o incentivo ao uso da suspensão automática. Também cobrou maior engajamento do setor na aprovação de medidas em discussão no Congresso Nacional, como a reforma da previdência: “Não podemos mais trabalhar num ambiente tão hostil”.

 

Carloto, da MAN, que também manifestou apoio à aprovação das reformas política e tributária, considerou preocupante a atual ociosidade de 75% na capacidade instalada do setor, estimada em 400 mil unidades. Ainda registrou a defasagem de 20% a 30% nos preços atuais dos produtos com os aumentos de custos dos últimos anos: “Desde 2012, quando se incorporou a tecnologia Euro 5, não se consegue mais atualizar os preços em linha com os aumentos dos custos em geral”.

 

Ele estima alta de dois dígitos nas vendas internas em 2018 sobre os números deste ano.

 

Osvaldo Ramos, da Ford, acredita em crescimento de 18%, tomando por base projeção do sistema financeiro de alta de 6% nos investimentos no ano que vem. Para ele as vendas internas devem ficar em 60 mil unidades, sustentadas principalmente por modelos pesados em função do agronegócio. Os segmentos de leves e médios dependerão da retomada mais efetiva da economia urbana:

 

“A redução nas taxas de juros estão ajudando muito na volta da confiança do empresário em investir. Com juros menores é possível que o setor seja menos dependente dos financiamentos do BNDES. Acredito que os clientes passarão a usar mais o CDC, operação mais enxuta e menos burocrática”.

 

Brandão, da Iveco, citou que os indicadores mostram a volta da confiança dos clientes, como o aumento no fluxo de veículos pelas estradas concedidas, favorecido pela baixa da inflação e dos juros. Projetou dificuldades para a retomada da construção civil, mas destacou os números positivos na agricultura, indústria e no varejo. A estimativa da Iveco é de crescimento de 5% a 10%, mas já há movimento para revisar para 15% a 20%. Projeta média diária de vendas de trezentas unidades no ano que vem.

 

O executivo também destacou a defasagem dos custos de produção com o repasse de preços. Segundo ele no período de 2011 a 2016 houve aumento nos custos de 10% por conta da adoção do Euro 5, de 40% pela inflação e de 74% pela flutuação cambial. Já os reajustes se limitaram a 18% nos modelos leves, 2% nos semipesados e 6% nos pesados: “Há um represamento muito forte nos preços”.

 

Domingues, da Scania, indicou vendas de 38 mil unidades nos modelos acima de 16 toneladas, segmentos em que a montadora atua. O número representa alta de 10% a 15% sobre o estimado para este ano. Informou que tem crescido a procura por cotações de preços por frotistas, enquanto o varejo permanece ainda estagnado.

 

Foto: Ícaro de Campos.

Abraciclo espera por retomada em breve

O setor de motocicletas, que já produziu mais de 2 milhões de unidades no Brasil em um só ano, segue com dificuldades para recuperar o volume perdido durante a crise. De janeiro a novembro saíram das linhas de produção 813 mil 868 unidades, contra 854 mil 839 em igual período do ano passado, queda de 4,8%, segundo os dados divulgados na terça-feira, 12, pela Abraciclo. Em novembro foram 83 mil 106 motos fabricadas, aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior e de 18,2% contra o mesmo mês do ano passado, quando foram produzidas 70 mil 320 unidades.

 

Com menos de um mês para acabar o ano, a Abraciclo divulgou a expectativa para encerrar 2017, com a produção de 890 mil motos, leve alta de 0,3%, vendas de 847 mil, queda de 5,9%, e exportações de 83 mil unidades, crescimento de 40,6%.

 

Em 2018 a Abraciclo espera por aumento de 5,1% na produção, chegando a 935 mil unidades, por crescimento de 2,1% nas vendas, com 865 mil unidades, e de 2,4% nas exportações, para 85 mil unidades.

 

O presidente Marcos Fermanian, disse que “o avanço da disponibilidade do crédito melhorou e, quando o consumidor precisar, estará disponível. Isso nos deixa otimista para o ano que vem, pois antes a oferta estava mais tímida. A aprovação ainda não aumentou, mas já percebemos que existe uma vontade maior na hora de aprovar o financiamento”.

 

Fermanian também comentou sobre a geração de empregos, que pode ser retomada em 2018: “Temos capacidade para aumentar a produção sem novas contratações, mas se o mercado responder de acordo com as nossas expectativas é possível que, no segundo semestre, criemos novas vagas”.

 

Balanço – Os emplacamentos seguem em queda, com 773 mil 576 motos vendidas no acumulado, contra 818 mil 597 no mesmo período do ano passado, queda de 5,5%. No mês de novembro foram vendidas 65 mil 277 unidades, recuo de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 4,3% com relação a outubro.

 

Mesmo com a queda nas vendas, um segmento foi destacado pela Abraciclo, o de Scooters, que atingiu recorde histórico de 53 mil 284 unidades vendidas no ano, superando as 42 mil 491 unidades vendidas em igual período de 2014.

 

As vendas para outros países estão em alta. Foram de 74 mil 682 motos, contra 52 mil 620 em igual período do ano passado, aumento de 41,9%. Já no mês de novembro foram exportadas 7 mil 677 unidades, queda de 1,1% na comparação com o mês passado e crescimento de 94% com relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

Com grande crescimento este ano, a previsão para as exportações em 2018 é baixa: “A nossa expectativa de aumento poderia ser maior, mas dependemos de vários fatores, como produto atrativo e competitivo. Uma das dificuldades é competir com as motos que são importadas da Ásia, pois os preços são mais baixos e fica difícil competir”, avaliou Fermanian.

 

Foto: Divulgação.

Groupe PSA premia melhores gerentes de serviço

Com a ideia de atuar mais fortemente na qualidade de seus serviços de pós-venda o Groupe PSA decidiu, este ano, homenagear pela primeira vez os gerentes de serviços de suas redes. O programa faz parte do PSA Aftermarket, que organiza “uma copa do mundo para valorizar a excelência do conhecimento de pós-venda nas redes de suas marcas”. Peugeot, Citroën e DS têm mais 14 mil gerentes de serviço e empregam 100 mil pessoas no pós-venda.

 

As provas práticas foram realizadas durante dois dias nos centros de produção de Carrières e Poissy, França, um centro piloto para testes das motorizações do grupo, e focaram nas áreas de competência associadas à função de gerentes de serviço: qualidade do serviço e aplicação dos padrões do grupo, vendas, marketing, animação da equipe e gerenciamento, gestão e painéis de avaliação do pós-venda e aplicação das regras de garantia.

 

Ao término das provas, as oito equipes se reuniram na PSA Motorsport, em Versailles Satory, para a cerimônia de premiação, na presença de Jean-Philippe Imparato, CEO Peugeot, Christophe Musy, diretor mundial da PSA Aftermarket, Arnaud Belloni, diretor de marketing, comunicação e esportes Citroën e Jean-Marc Finot, diretor da PSA Motorsport. Cada uma das oito equipes finalistas, das redes Citroën e Peugeot, era composta pelos dois melhores gerentes de serviço de seu país. Participaram profissionais de todos os países onde o grupo atua.

 

A equipe Citroën da França obteve o primeiro lugar, seguida pela Citroën da Rússia e pela Peugeot da Argentina.

 

Foto: Divulgação.

Dekra Brasil estabelece Riscômetro no Brasil

O Grupo Dekra Brasil lançou na quinta-feira, 7, o Riscômetro, um painel eletrônico que apresenta em tempo real os prejuízos evitados por meio das vistorias e demais serviços realizados pela empresa. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar os proprietários sobre os riscos na hora de comprar ou vender um carro, evitando fraudes e, consequentemente, preservando vidas e aumentando a segurança.

Como ferramentas de conscientização foram criados painéis físicos e eletrônicos. O primeiro painel físico fica na sede da empresa, em Atibaia, SP, e o outro em São Paulo. O painel eletrônico está disponível no portal http://dekra.com.br.

A estimativa da empresa é que o Riscômetro ultrapasse a marca de R$ 13 bilhões em riscos evitados até o fim de dezembro. O indicador é calculado com base no volume de restrições e fraudes detectadas nos milhares de vistorias e serviços realizados diariamente pela companhia.

Arteb recebe a Q1, certificação mundial da Ford

A Arteb, indústria brasileira de sistemas de iluminação para o setor automotivo, recebeu a certificação Q1 da Ford para sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP. O certificado é reconhecido mundialmente pela montadora e credencia a Arteb a fornecer produtos para qualquer das suas unidades no mercado global.

A cerimônia de entrega da placa da certificação Q1 foi realizada em 5 de dezembro, em São Bernardo, e reuniu vários executivos da Ford e a diretoria, gerência e colaboradores da Arteb. Na ocasião os representantes da montadora visitaram a operação Arteb, que ocupa área de 32 mil m², e também conheceram a Arteb Tech, divisão dedicada ao avanço da iluminação em LEDS.

Mauro Andreassa, gerente sênior das fábricas Ford na América do Sul, disse que com o Q1 a Arteb ficará ainda mais robusta: “A Arteb torna-se, agora, uma fornecedora mundial, não só mais apenas para o Brasil. Compete globalmente e deve ter qualidade global”.

Para Édson Brasil, vice-presidente do Grupo Arteb, com a certificação Q1 a empresa “está ainda mais fortalecida e preparada a continuar crescendo na América Latina, porque conta com ampla capacidade produtiva anual instalada para atender uma demanda de mercado de até 4 milhões de veículos”.

Foto: Divulgação.

Penske quer crescer em serviços nas montadoras

A Penske desembarcou no Brasil em 1998 para atender a contrato global fechado com a Ford, que à época buscava um parceiro para fazer a gestão de sua logística na unidade de São Bernardo do Campo, SP, e, anos mais tarde, também em Camaçari, BA. A empresa também passou a atender à General Motors nos mesmos moldes – assim como outras empresas fora do setor automotivo – o que fez a matriz direcionar seus holofotes para a região. Às vésperas de completar vinte anos no País a companhia comemora seu crescimento no mercado de veículos após fechar contrato com a FCA e as fabricantes apresentarem sinais vitais depois de período turbulento nas vendas internas.

 

“Posso dizer que sofremos menos do que outros fornecedores do setor automotivo porque nossa atuação no Brasil está focada basicamente na operação logística de peças das fabricantes, e em 2017 o segmento de reposição ajudou a manter os volumes”, contou Paulo Sarti, diretor presidente para a América do Sul. “Não significou, por outro lado, que não tenhamos sido pressionados para renegociar preços com os clientes.”

 

Seus dois maiores clientes, Ford e GM, promoveram ajustes em suas operações no sentido de cortar custos e, na verdade, o que parecia uma revisão de contrato de fornecimento acabou se mostrando uma oportunidade de oferecer serviços com maior valor agregado.

 

Em 2017 o consumidor apostou na manutenção dos veículos e o aftermarket pegou carona no crescimento da demanda por peças. Após três anos de encolhimentos o faturamento do aftermarketing terminará o ano com alta de 19% na comparação com 2016, pela estimativa do Sindipeças, após encolher 28% de 2014 a 2016.

 

Como as fabricantes passaram a buscar opções que pudessem proporcionar eficiência operacional a Penske adicionou, à sua oferta no Brasil, o serviço de provedor de logística chamado LLP na sigla em inglês, e que na prática representa uma espécie de consultoria às fabricantes no que diz respeito a toda operação de transporte e de armazenagem de componentes: “As empresas estão dispostas a focar naquilo que elas fazem de melhor e delegar a gestão de outras áreas a quem possui mais experiência. Embora o serviço seja algo novo traz margens interessantes na comparação com os demais da nossa oferta”.

 

A atuação de longa data com as fabricantes, somada ao ambiente favorável aos investimentos que pudessem trazer algum benefício do ponto de vista da redução de custos, foram os fatores que pavimentaram o caminho para o LLP da Penske. Há três anos no mercado já está estabelecido nas fábricas Ford e GM:

 

“Tornou-se uma solução aderente ao mercado porque muitas empresas passaram a buscar mecanismos para reduzir seus custos operacionais à medida que caiam as vendas. A área de logística é estratégica e por isso conseguimos inserir o serviço nas grandes montadoras”.

 

Sarti revelou que Nissan e FCA podem ser os próximos clientes do LLP: “Estamos participando de concorrência para fornecer o serviço a essas empresas”.

 

Retomada – A Penske atua historicamente no Brasil em duas frentes: o transporte de peças pelas unidades de produção e os centros de distribuição até às concessionárias, e a gestão total da logística das fabricantes de veículos. Para apoiar suas principais fontes de receita possui contrato com uma rede de cerca de trinta transportadoras espalhadas pelo País. Com o aftermarket mantendo a estrutura e funcionando sem reduzir o seu tamanho, a Penske teve margem para planejar sua operação de modo a conseguir acompanhar um eventual aumento das demandas no setor, o segundo principal da companhia na América do Sul em termos de receita, perdendo apenas para o de eletroeletrônicos.

 

Em 2015 a companhia deu início ao Plano Galileu, um pacote de metas e investimentos a serem realizados até 2020. A subsidiária brasileira recebeu recursos para a capacitação de funcionários e de melhorias na área de tecnologia da informação, considerado o principal ativo da companhia – que não tem ativos, na prática, pois cuida da gestão da frota de seus parceiros transportadores e da estrutura logística de terceiros.

 

Estruturar-se para a retomada do setor é uma necessidade expressa com frequência pelos clientes fabricantes de veículos, disse Sarti: “Hoje o principal temor das empresas é que sua cadeia de fornecedores não consiga acompanhar um crescimento acelerado pelo qual possam passar. Diante desse cenário decidimos nos preparar para quando este momento chegar”.

 

Reforçada a área de TI, e renovada a oferta de seus serviços, a Penske percebeu-se com musculatura suficiente para buscar novos contratos no setor automotivo. O primeiro deles foi fechado com a FCA no primeiro semestre e, segundo o presidente, pode representar o crescimento do faturamento da empresa na região em 50%, outra das metas do Plano Galileu.

 

Sarti contou que esse contrato estabelece que, em um primeiro momento, a Penske seja responsável pelo transporte das peças de reposição da fabricante no País. Para os anos seguintes a empresa avançará em outras operações FCA que ainda estão em fase de execução: “É uma companhia que está crescendo, há planos para expansão em Betim, com a chegada de novos modelos na linha de montagem, construção de centros de distribuição. Nós acompanharemos a evolução deles na logística”.

 

Foto: Divulgação.

SsangYong já anuncia sua importação inicial de 3 mil unidades

A Venko, representante comercial da SsangYong, anunciou sua volta ao mercado nacional em setembro e já trabalha na estruturação da empresa e na homologação dos seus veículos elegíveis para venda, que está em fase final. Inicialmente a expectativa é importar 3 mil unidades para serem vendidas ao longo de 2018, mas Marcelo Fevereiro, seu diretor de operações, deixou claro, durante apresentação para a imprensa, na quinta-feira, 7, que esse é um cenário conservador:

 

“Podemos até dobrar esse volume, pois a fábrica, na Coreia, está pronta para nos atender: tudo dependerá da demanda do mercado. Nosso projeto é de dez anos no Brasil e temos tempo para crescer, dando um passo de cada vez, sem gerar frustração e com expectativas muito grandes”.

 

O projeto para o Brasil implica a existência de trinta pontos de vendas até o fim do primeiro trimestre do ano que vem, quando começará a venda dos quatro modelos inicialmente importados, todos com serviços de pós-vendas, e encerrar 2018 com cinquenta pontos. Quando a SsangYong saiu do Brasil, quase três anos atrás, sua frota, de 17 mil veículos, ficou sem serviço especializado de pós-vendas — e isso foi um problema para a empresa, que atenderá esses clientes na sua volta:

 

“Importaremos peças de modelos que não são mais vendidos para atender aos clientes que já são proprietários de carros da nossa marca. Estabelecemos treinamento específico, em 16 pontos de vendas, para atender a eles, com equipe focada em pós-vendas que veio da Coreia”.

 

A SsangYong se mostra otimista com o mercado de veículos no ano que vem, e Fevereiro lembra que, durante a pior fase da última crise do setor automotivo nacional, “já conversávamos visando à volta da marca ao Brasil, acreditando na retomada do mercado:

 

“O mercado vem mostrando sinais de recuperação a cada mês desde o começo do segundo semestre e para o ano que vem os importados terão papel importante, complementando o que as empresas associadas à Anfavea não dão conta de oferecer, com mais opções de modelos e versões, aumentando a competividade do mercado”.

 

Fevereiro também está acompanhando de perto o andamento do Rota 2030, programa para o setor automotivo que sucederá ao Inovar-Auto e que, na visão da empresa, trará igualdade para o mercado: “Se o Rota 2030 acontecer, e nós torcemos para que aconteça, não trabalhará com cotas mas sim sobre o desempenho dos carros, isto é, os modelos terão que mostrar boa eficiência energética, com baixa emissão de poluentes e bom consumo, segurança veicular e outras regrinhas que envolvem o negócio”.

 

Neste cenário do Rota 2030 a empresa se anima para trabalhar:

 

“Será uma ótima oportunidade, pois os nossos produtos atendem muito bem todas essas exigências e o Rota nivelará todo mundo de maneira igual, com 25 pontos de IPI, e cada empresa terá que mostrar seus produtos alinhados às regras para buscar a redução para 10 pontos porcentuais de IPI”.

 

A questão da redução dos porcentuais do IPI ainda não é um ponto de consenso nas discussões do Rota 2030, pois há forte resistência dentro do Ministério da Fazenda.

 

Importadora Venko – A Venko será a responsável pela operação de importação dos modelos da SsangYong para o Brasil. Durante o Inovar-Auto, no qual importadores tinham cotas de 4,8 mil unidades para vender no Brasil sem os 30 pontos extras, a empresa fez parceria estratégica com a Volvo, autorizada pelo MDIC, para importar e distribuir seus modelos no Brasil;

 

“A demanda da Volvo no Brasil ficava acima de 4,8 mil carros, mas não justificava uma fábrica no Brasil. Com isso passamos a importar e distribuir os modelos da empresa, respeitando todas as fases do negócio”.

 

Quatro modelos para o Brasil em 2018 – A SsangYong começará suas vendas aqui com quatro modelos, que não têm os preços definidos — dispõem, apenas, de uma faixa de preço na qual cada modelo ficará enganchada. Mas antes mesmo de iniciar as vendas a Venko já promete lançamentos, como a nova geração do SUV grande Rexton, que será o quinto modelo do portfólio.

 

A picape Actyon é a aposta da empresa para ser o modelo mais vendido. O modelo tem motor turbodiesel 2.2 de 178 cv de potência e torque de 41 kgfm. Serão duas versões, na faixa de R$ 120 mil a R$ 135 mil, para concorrer com picapes como Chevrolet S10, Fiat Toro e Ford Ranger.

 

O Tivoli, SUV compacto, segmento que mais cresce no mercado, chegará com motor 1.6 a gasolina de 128 cv e 16,3 kgfm de torque e terá concorrentes de peso, como Jeep Renegade, Honda HR-V, Hyundai Creta e Nissan Kicks. A faixa de preço será dos R$ 85 mil aos R$ 100 mil.

 

O Korando é um SUV médio que concorrerá com modelos como Jeep Compass e Kia Sportage, em faixa de preço de R$ 135 mil a R$ 150 mil, com motor 2.2 turbodiesel de 178 cv e torque de 41 kgfm.

 

Fecha a lista o XLV, SUV familiar baseado no Tivoli mas com porta-malas maior. Sua faixa de preço vai de R$ 90 mil a R$ 105 mil com o mesmo motor do Tivoli. Fevereiro não falou a respito de seus concorrentes.

 

Foto: Divulgação.

VW apresenta planos para a América Latina até 2020

Em evento realizado na terça-feira, 5, na Argentina, o Grupo Volkswagen revelou o seu plano para a América Latina que inclui dezoito lançamentos até o fim de 2020. Onze dos dezoito modelos serão fabricados no Brasil, conforme informações divulgadas pelo Autoblog, da Argentina.

 

Os dirigentes não anunciaram apenas o número de lançamentos. No gráfico mais fotografado da noite essas novidades foram agrupadas por origem, ganharam um nome comercial e, no caso daqueles que ainda não foram batizados, o nome interno do projeto.

 

A apresentação desse gráfico foi realizada por Pablo Di Si, o novo CEO da VW na América do Sul, e Hernán Vázquez, o novo CEO da VW na Argentina. Di Si disse que “o gráfico está em inglês porque é assim que, como se vê aqui, apresentei semanas atrás em painel do Grupo Volkswagen, na Alemanha”.

 

Dentre as novidades está o Tarek, nome usado pela fabricante pela primeira vez em 2002, e que foi recuperado pela VW Argentina para batizar o projeto SUV do segmento compacto, que será produzido em Pacheco a partir de 2020. É um investimento de US$ 650 milhões para fabricar um modelo global.

 

Foto: Autoblog, da Argentina.

Nissan anuncia a abertura de subsidiária no Peru

A Nissan anunciou na segunda-feira, 11, a abertura de sua subsidiária no Peru, que estará operante a partir de janeiro. Sob a direção da Nissan Peru a empresa pretende cuidar de funções corporativas e de importação. 

 

A Nissan e a Maquinarias, que foi sua representante por mais de sessenta anos, estabeleceram um programa de transição que termina em 31 de dezembro. A Maquinarias continuará como parte da rede de concessionários, comercializando e oferecendo serviços de pós-venda — bem como de outros parceiros independentes.

 

A Nissan vem acelerando seus investimentos e estabelecendo ações na América Latina, começando com a criação, em 2014, de uma unidade de negócios independente, a Nissan América Latina, que agrega 38 países, incluindo três subsidiárias, na Argentina, no Brasil e no Chile. A Nissan Peru é a quarta subsidiária que a empresa cria na região, “reiterando o seu compromisso com seus clientes, assim como sua confiança no potencial de longo prazo da região”. Dentre os investimentos recentes da Nissan por aqui estão a abertura da planta de automóveis em Resende, RJ, e a linha de produção de picapes em Córdoba, Argentina, que começará a produzir em 2018. 

 

“Com mais de 45 marcas automotivas, o Peru representa um mercado muito importante e com alto potencial para a Nissan”, disse José Luis Valls, chairman da Nissan América Latina. “Trata-se de um dos países com maior crescimento em vendas, superando a média da região. Estima-se um crescimento de 24% na indústria automotiva nos próximos cinco anos.”  

 

Foto: Divulgação.