Anfavea apoia resolução que estabelece a inspeção técnica veicular

O Contran, Conselho Nacional de Trânsito, publicou no Diário Oficial da União da sexta-feira, 8, duas importantes resoluções para o aprimoramento da segurança e meio ambiente no trânsito. Uma delas é a Resolução 716, que estabelece a obrigatoriedade em nível federal da ITV, Inspeção Técnica Veicular, até 31 de dezembro de 2019.

 

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, “este talvez seja um dos mais importantes avanços no que diz respeito às questões da segurança e melhoria da qualidade de vida das pessoas. Parabenizo o esforço do Contran e dos ministérios e órgãos envolvidos, na certeza de que reduziremos acidentes de trânsito, emissões e quebras de veículos sem condições de rodagem nas vias públicas”.

 

O regulamento define forma e condições de implantação da ITV e coloca a aprovação do veículo como condição necessária para a obtenção do licenciamento anual. Determina ainda a periodicidade de inspeção, com isenção nos primeiros anos em alguns casos, e validade do certificado.

 

De acordo com a regulamentação, os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão apresentar ao Contran o cronograma de implementação da inspeção técnica veicular até 1º de julho de 2018, sendo que o limite para implementação é até 31 de dezembro de 2019.

 

Segurança veicular – A segunda resolução publicada é a 717, que trata do cronograma de estudos técnicos e proposta para a regulamentação de 38 itens de segurança veicular. Dentre alguns exemplos estão aviso de afivelamento dos cintos de segurança e regulamentação para veículos elétricos e autônomos.

 

Na visão de Megale,  o cronograma permitirá planejamento adequado das empresas:

 

“A Resolução 717 é fruto da discussão de diversos entes envolvidos no desenvolvimento da segurança veicular e garante previsibilidade para as empresas, que poderão conhecer os itens estudados e programar investimentos quando a respectiva implementação for estabelecida”.

Venda de importados fica estável no mês

O mercado de veículos importados ainda está em compasso de espera em relação a nova política para o setor automotivo. Enquanto isso, o segmento de importados registra estabilidade nas vendas em novembro, mas amarga queda no acumulado do ano. Em novembro foram comercializadas 2 mil 614 unidades, alta de 0,1% em novembro na comparação com outubro. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve retração de 1,4%. No acumulado do ano, no entanto, houve queda de 18,7% na comparação com os onze meses do ano passado, quando foram vendidas 32 mil 516 unidades.

 

Os dados foram divulgados pela Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, na quarta-feira, 6. “Felizmente, as vendas mensais se estabilizaram, mas sobre uma base muito fraca. Por isso, a menos de 30 dias do fim do Inovar-Auto, é um alento para o setor de veículos importados vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas, sem os 30 pontos porcentuais do IPI e sem a cota-limite de 4,8 mil unidades por ano. Nossa previsão de fechamento de vendas para 2017 era de 27 mil unidades. Agora, chegaremos a 29 mil unidades, mas ainda muito aquém de nossas reais possibilidades”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeifa. Para 2018, porém, a estimativa foi mantida em 40 mil unidades.

 

Gandini voltou a reafirmar que, com o fim do programa Inovar-Auto no dia 31 de dezembro e a instituição do programa Rota 2030 a partir de 2018, os preços de veículos importados não vão cair: “Ao contrário, uma vez habilitadas ao Rota 2030, empresas que não conseguirem cumprir metas a serem estabelecidas pela nova política industrial poderão ter seus produtos com preços majorados”.

 

Foto: Divulgação.

Ford lançará 50 modelos na China até 2025

Baseada em uma década de investimentos na China, a Ford divulgou na terça-feira, 5, seu plano estratégico de expansão para o mercado chinês até 2025, focado em SUVs, veículos elétricos e conectados, estrutura de negócios simplificada e conexões mais próximas com os clientes.

 

A empresa pretende lançar 50 modelos da Ford e da Lincoln até 2025 e aumentar sua receita em 50% na região com base na de 2017. Bill Ford, presidente executivo da empresa, falou sobre a importância da região: “A China não é apenas o maior mercado de automóveis do mundo, também está no coração do crescimento de veículos elétricos e SUV e do movimento de mobilidade”.

 

Já o CEO, Jim Hackett, falou sobre as pretensões da Ford nos próximos anos: “A Ford quer ser a empresa de mobilidade mais confiável no mundo, construindo veículos inteligentes para um mundo inteligente. Estamos muito ansiosos para ver essa visão ganhando vida na China”.

 

Dos 50 lançamentos previstos até 2025, oito serão SUVs completamente novos, que chegarão junto com uma oferta maior de modelos elétricos, sendo pelo menos 15 modelos da Ford e Lincoln. A nova joint-venture para o mercado local, Zotye-Ford, será responsável por fornecer opções mais acessíveis de modelos elétricos. Em 2019 a Ford produzirá cinco novos modelos, incluindo um novo SUV premium da Lincoln e o primeiro SUV totalmente elétrico.

 

Jason Luo, presidente e CEO da Ford China, avaliou o cronograma de lançamentos: “De Lincols de luxo a SUVs da Ford e uma marca de veículos elétricos nova, atenderemos o crescente desejo e necessidade da China por veículos novos e de grande energia. Cada um deles será seguro, eficiente, divertido de dirigir e capazes de facilitar o carregamento, compartilhamento e manutenção”.

 

Para atingir suas metas a Ford irá conter o custo estrutural na região em 2018, para ser mais eficiente em suas operações e oferecer valor adicional aos acionistas.

 

Atendimento na China – O planejamento da Ford também se preocupa em melhorar a experiência dos proprietários de veículos da empresa e, para isso, lançará a Quick Lane, loja que oferecerá serviços de manutenção rotineira, como troca de óleo e filtros, incluindo reparação de freios e troca de pneus para todos os modelos vendidos na China.

 

As duas primeiras lojas serão abertas até o fim de dezembro, em Nanjing e Chongqing. A expectativa da Ford é abrir 100 novas lojas em 2018.

 

Foto: Divulgação.

Stefan Sommer, CEO da ZF, deixa a empresa

O presidente do conselho de administração da ZF Friedrichshafen AG, Franz-Josef Paefgen, e o CEO Stefan Sommer, concordaram em encerrar sua cooperação. Sommer deixará suas atividades imediatamente. O CFO e CEO adjunto Konstantin Sauer, assumirá o comando da empresa de forma provisória.

 

Em comunicado, Franz-Josef Paefgen reconheceu a importância do trabalho desenvolvido por Sommer: “Gostaríamos de agradecer ao Sommer por seu empenho de longa data e sucesso na empresa. Em seus cinco anos de serviço como head da ZF, o Stefan Sommer desenvolveu a empresa com compromisso incansável e excelente visão”.

Volare desenvolve unidade odontológica móvel

A Volare, unidade de negócios da Marcopolo, entregou para a prefeitura de Votuporanga, SP, um veículo Volare W9 Unidade Odontológica. Desenvolvido em parceria com a TCA Transformações Veiculares, o modelo será utilizado como clínica dentária itinerante em todos os bairros da cidade.

 

O desenvolvimento do Volare Odontomóvel levou sete meses, do projeto e análise de ideias até a sua produção, passando pelo processo de licitação.

 

O Volare W9 tem motor Cummins ISF 3.8 Euro V, com 162 cv de potência e torque de 600 Nm, direção hidráulica e PBT de 9,2 mil kg. Com 9040 mm de comprimento, o modelo proporciona deslocamento rápido e tem amplo espaço para circulação interna para os dentistas e auxiliares.

 

Foto: Gelson Melo da Costa/Divulgação.

Julia Boch assume cargo de diretora financeira da Porsche Brasil

Julia Boch é a nova diretora financeira da Porsche Brasil. Alemã nascida em Stuttgart, Julia é especialista em finanças, com mais de 15 anos de experiência nas áreas de consultoria, auditoria e indústria.

Graduada em administração na Holanda, iniciou sua carreira na área de auditoria na Ernest & Young, na Alemanha, onde desenvolveu alguns trabalhos no Brasil. Trabalhou seis anos na consultoria Accenture, em Londres, executando projetos com foco em Finance & Performance Management no Brasil e na América Latina.

Trabalhando no Brasil desde 2009, Julia Boch ocupou o cargo de diretora financeira da Siemens Gigaset por quatro anos e, em 2013, foi nomeada para o cargo de diretora administrativa e financeira da América Latina da Wacker Química.

A nova diretora financeira assume o departamento da Porsche Brasil em alta: a empresa já vendeu 1 mil e 83 veículos nos primeiros onze meses do ano, o que corresponde a uma alta de 20% em comparação ao mesmo período de 2016.

Goodyear de Americana, SP, completa 44 anos

A fábrica da Goodyear em Americana, SP, completou na quinta-feira, 7, 44 anos de operação.

 

Ao longo dos últimos anos, a unidade passou por diversos processos de expansão e modernização, que resultaram em crescimento significativo da produtividade, redução de desperdícios e incorporação de tecnologias. A fábrica também é reconhecida por seu processo de gestão participativa, baseado na construção de times de alta performance.

 

Entre os fatos que marcaram a história da fábrica, a empresa destaca a inauguração em 2001 do campo de provas, considerado um dos mais modernos centros de testes da Goodyear do mundo; o recebimento em 2011 do prêmio internacional Shingo Prize, que destaca as melhores empresas utilizando o conceito de manufatura de classe mundial; e o reconhecimento em 2016 e em 2017 como uma das três melhores empresas para trabalhar.

 

Foto: Divulgação.

Renault anuncia nova linha de motores na Europa

A Renault apresentou na quinta-feira, 7, a nova gama de motores que é fruto de uma parceira em desenvolvimento costurada pela aliança Renault-Nissan com a Daimler. A linha Energy TCe, que tem como novidade a aplicação de turbocompressor, equipará em um primeiro momento os modelos Scénic e Gran Scénic, com possibilidade de expansão, em 2018, para os demais veículos da fabricante.

 

O equipamento, segundo a empresa, oferece mais torque a baixas rotações, o que permite a redução do consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO2. Segundo Philippe Brunet, vice-presidente da unidade de powertrain e veículos elétricos da empresa, o motor foi testado por mais de 40 mil horas e tem injeção direta desenvolvida pela Nissan.

 

O novo bloco, afora as opções de transmissão manual e automática de dupla embreagem EDC, tem versões classificadas por potências de 115 hp a 160 hp. Ele incorpora várias inovações recentes desenvolvidas pela Aliança, incluindo a Bore Spray Coating, uma tecnologia de revestimento de cilindros do motor Nissan GT-R, que tem como objetivo reduzir o atrito e melhorar a transferência de calor.

 

O novo motor será produzido na fábrica da Renault em Valladolid, Espanha. As encomendas na França e na Europa estão abertas e as entregas aos clientes estão programadas para meados de janeiro de 2018.

 

Foto: Divulgação.

Lifan e Uruguai articulam produção de veículos elétricos

A fabricante Lifan articula com o governo do Uruguai a entrada de automóveis elétricos no país vizinho, plano que, além da montagem dos veículos em solo uruguaio, onde já possui uma fábrica instalada em San Jose, também tem como pilar a exportação dos modelos aos mercados da região, sobretudo o Brasil. Mu Gang, presidente do Grupo Lifan, esteve na semana passada no país para tratar do assunto durante a Cúpula Empresarial China-América Latina, realizada em Punta del Este.

 

No encontro o governo local apresentou esboço de um programa para viabilizar o uso do carro elétrico, o qual estabelece a construção de postos de carga nas estradas que ligam Colônia, Montevideo e Punta de Este, os principais destinos turísticos do país, e também a absorção de parte da frota produzida no sistema de táxi dos municípios e nos carros de uso do governo: “O governo promoverá políticas no campo da sustentabilidade. Ao mesmo tempo, esperamos que a Lifan expanda a capacidade de produção e lance a nova linha de produção de veículos elétricos”.

 

O presidente uruguaio também mostrou o país aos executivos chineses como um estado de que vive um quadro estável em sua política e sistema legal sólido, dois termos mágicos utilizados geralmente como argumento quando se tem como objetivo atrair investimento estrangeiro. No caso da Lifan no Uruguai seria um segundo aporte: Em 2012 os chineses investiram US$ 55 milhões na fábrica que emprega atualmente 440 funcionários, tem capacidade para produzir 20 mil veículos anualmente com dois turnos e que é responsável pela montagem do utilitário X60, o sedã LF530 e a picape Foison.

 

Com ou sem elétrico a Lifan mira expansão na América Latina e deve fazer isso por meio da operação no Uruguai. Depender do mercado brasileiro, no entanto, não deve ser a prioridade dos chineses, como deu a entender o presidente da companhia Mu Gang: “O comércio de exportação direta não resolve o problema do mercado em longo prazo. Vamos localizar componentes para os veículos elétricos, como módulos e baterias. Estamos dispostos a cooperar com governos e empresas para promover de forma incondicional a reconstrução da nova indústria automobilística na América Latina”.

 

Quando chegou ao Uruguai, a empresa via no acordo bilateral que o país mantém com o Brasil a oportunidade de inserir seus veículos no maior mercado da região. Porém, a queda nas vendas no mercado interno que se acentuaram nos anos seguintes à instalação de fábrica em San Jose interromperam a produção local e adiou lançamentos previstos. A empresa então passou a intensificar sua atuação em outros países, como Argentina e Venezuela, onde atua por meio de representantes comerciais.

 

A Lifan possui quatro modelos de veículos elétricos em sua oferta na China – o comercial leve 100E2, o compacto 320E, o sedã 620EV e a picape C3. No Brasil, a empresa vende o sedã 530, o SUV X60 e o VUC Foison. Até novembro, foram emplacados aqui 343 unidades do comercial leve da Lifan, segundo dados da Fenabrave. Os números da operação da matriz chinesa são mais expressivos. Dados de 2014, os mais recentes divulgados pela empresa, mostraram que a companhia é importante fabricante de veículos e motores: no mercado interno, vendeu 283 mil 100 automóveis e 3,6 milhões de motores. A receita com a exportação de veículos e componentes chegou a US$ 1 bilhão 33 millhões.

 

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Fras-le expande atuação para a Índia

Focada na produção de autopeças, tendo como carro-chefe materiais de fricção e com ações negociadas em bolsa, a Fras-le, uma das empresas Randon, e a ASK Automotive, fabricante indiano de materiais de fricção, assinaram, na terça-feira, 5, em Caxias do Sul, RS, acordo para a criação de uma joint venture.

 

Pelos termos do acordo, as companhias planejam formar uma parceria estratégica para a produção e fornecimento de lonas e pastilhas para veículos comerciais em mercados de reposição e OEM. Instalada em Manesar, no Estado de Haryana, a nova empresa operará com o nome de ASK Fras-le Friction Private Limited, que terá produtos fornecidos para os mercados da Índia, Bangladesh, Nepal e Sri Lanka — além de serem exportados para outros países por meio da Fras-le.

 

A joint venture se dará com o investimento de US$ 5,1 milhões da Fras-le na operação da ASK, que já produz para veículos comerciais. A Fras-le terá 51% do controle da empresa. As demais empresas do Grupo ASK voltadas a outros segmentos do mercado permanecerão sob seu próprio controle total. 

 

“O mercado de veículos comerciais na Índia é muito grande e com enormes perspectivas de crescimento”, disse Sérgio de Carvalho, CEO da Fras-le. “E a Fras-le tem que fazer parte desse mercado, alinhado com os planos de crescimento e internacionalização.”

 

A nova parceira atua na fabricação de autopeças no segmento de motos, produzindo sapatas de freio, pastilhas, embreagem. Com trinta anos de atividade tem seu próprio centro de pesquisa e desenvolvimento, design e instalações fabris. A empresa gera, hoje, volume de negócios de US$ 220 milhões/ano produzido em doze fáb ricas na Índia.

 

Foto: Divulgação.