Vendas de veículos crescem 27% em outubro

Em outubro foram emplacados 202 mil 873 veículos no País, volume 27,5% maior que o registrado em outubro do ano passado, quando o setor vendeu 159 mil 37 unidades, segundo dados do Renavam obtidos por AutoData. Considerando o número de dias úteis do período, 20, a média diária de licenciamentos ficou acima das 10 mil unidades e está alinhada com as expectativas da Anfavea para o último trimestre.

 

O volume alcançado posiciona outubro como segundo melhor mês do ano em vendas, atrás apenas do desempenho de agosto, quando o setor vendeu 210 mil 142 unidades. Na terça-feira, 31, último dia do mês, as entregas estiveram próximas das 15 mil unidades. É comum nos últimos dois dias do mês o setor acelerar as vendas para bater as metas estipuladas para o mês.

 

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Scania: vendas crescem na América Latina.

A Scania registrou crescimento no volume de caminhões e ônibus vendidos no mundo todo, de janeiro a setembro, puxado pelo desempenho nos mercados da Ásia e da América Latina: foram 63 mil 959 veículos, alta de 9% sobre as vendas registradas nos primeiros nove meses do ano passado. O desempenho comercial gerou faturamento 15% maior do que o registrado em 2016: 86 milhões 403 mil coroas suecas, ou cerca de € 8 bilhões 974 milhões. No terceiro trimestre as entregas totais de caminhões da Scania aumentaram 14%, chegando a 18 mil 282 unidades.

 

Em termo de vendas no segmento de caminhões a América Latina observou no período, principalmente devido à demanda do setor de negócios agrícolas no Brasil, informou a companhia em balanço divulgado na segunda-feira, 30. A demanda do mercado chileno também foi citada.

 

Na região foram entregues 6 mil 676 caminhões até setembro, 35% a mais do que no mesmo período ano passado. A expectativa da companhia para este ano é alcançar 5 mil unidades vendidas, o que representaria crescimento de 20% sobre o resultado do ano passado, 4 mil 425 unidades. No terceiro trimestre foram vendidos na região 2 mil 381 caminhões, 33% a mais do que no mesmo trimestre do ano anterior.

 

O mercado asiático também apresentou alta no volume de vendas de caminhões até setembro: foram entregues 9 mil 307 unidades, 37% a mais do que nos nove meses do ano passado. O desempenho verificado nos setores de logística e de comércio eletrônico foi apontado como determinante para o resultado. No terceiro trimestre o crescimento foi de 73% nas vendas, chegando a 3 mil 241 veículos.

 

Ônibus. No segmento de ônibus, até setembro, os resultados no mercado da América Latina também foram positivos na comparação com o desempenho de vendas de 2016. A empresa entregou 1 mil 715 veículos, 7% a mais do que no ano passado. Apesar do crescimento o terceiro trimestre teve resultado negativo no volume de vendas na comparação com o trimestre no ano passado: 587 unidades ante 739 vendidas em 2016.

 

Na Ásia o crescimento foi de 17% nas vendas até setembro: 1 mil 894 unidades. O desempenho das vendas no terceiro trimestre, no entanto, foi negativo: caíram para 670 unidades, contra 752 unidades no mesmo período do ano passado.

 

Serviços. A Scania tem buscado aumentar suas receitas com serviços em mercados fora da Europa, onde explora o segmento há mais tempo. No Brasil, especificamente, a empresa tem trabalhado para aumentar o número de veículos conectados e buscar mais receita a partir do serviço, que combina telemetria e manutenção programada.

 

Os esforços parecem ter gerado resultados. Até setembro a empresa viu crescer a receita com serviços na América Latina, para 2 milhões 276 mil coroas suecas, coisa de 233 mil euro, 16% frente ao faturamento obtido na área nos nove meses do ano passado. Na Ásia, outro mercado onde a Scania, tem apostado no sucesso dos veículos conectados, o crescimento foi de 22%.

 

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Desemprego tem pequena queda

A taxa de desemprego no Brasil terminou o terceiro trimestre em 12,4%, recuo de 0,6 ponto porcentual na comparação com o segundo trimestre, 13%, segundo dados divulgados pelo IBGE, na terça-feira, 31. Comparado o resultado ao do mesmo período do ano passado houve aumento de 0,6 ponto porcentual na taxa de desemprego.

 

Em 2017 a taxa de desemprego caiu desde o primeiro trimestre, quando o IBGE registrou 13,7% e o setor automotivo poderia ter ajudado na redução desse índice, mas segundo Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, isso não aconteceu: “A indústria tem sua participação, mas é muito pequena se compararmos com outras áreas, pois o porcentual de empregos gerados é muito pequeno com relação à queda no nível de desemprego”.

 

Os números divulgados pela Anfavea sobre o nível de empregados das montadoras associadas até setembro é de 126,3 mil, alta de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que é pouco para impactar na queda da taxa de desemprego no País. No caso do Sindipeças, que não divulga o nível de empregos mês a mês, a expectativa para o fechamento do ano é de 164,6 mil colaboradores, com aumento de 1,5% com relação ao fechamento de 2016. Para 2018 a expectativa é que o número de vagas cresça 5%.

 

Também existe uma movimentação na geração de empregos que indica que o setor automotivo não está sendo tão participativo: “As novas vagas são voltadas para informalidade, como comércio e construção informais, que não tem registro em carteira, o que não costuma acontecer nas vagas geradas pelo setor automotivo”.

 

O IBGE destaca que, por causa da crise, 3,5 milhões de vagas com carteira assinada não estão mais disponíveis e que a expectativa para a geração de empregos em médio prazo no setor automotivo é incerta: “Viemos de uma crise econômica muito forte que também foi política, e no ano que vem teremos eleições. Por isso é muito complicado prever como será o aumento de vagas no setor automotivo”.

 

Fotos Púbicas/Camila Domingues/Palácio Piratini

Argo, da Ford, adquire produtora de sensores Lidar para autônomos

A Ford anunciou que sua parceira Argo AI, especialista em inteligência artificil, comprou o controle da Princeton Lightwave, especializada em sensores Lidar, essenciais para o funcionamento dos carros autônomos. Esse sistema funciona com varredura a laser e é responsável  pela criação da visão tridimensional que permite aos autônomos se localizar no ambiente e detectar outros veículos, pedestres e ciclistas.

 

Com a integração da equipe da Princeton Lightwave a Argo ganha posição privilegiada para inovar tanto no desenvolvimento dos sensores como no de sua interface com os softwares. Segundo Bryan Salesky, presidente da Argo, a tecnologia da Princeton Lightwave “ajudará a abrir caminho para criar novos recursos que ajudarão o sistema de direção virtual a detectar objetos em condições desafiadoras como sob chuva, neblina e neve e operar com segurança em alta velocidade em ambientes dinâmicos”.

 

Apesar do grande progresso no desenvolvimento dos carros autônomos, ele reconhece, ainda há muito a ser feito para tornar viável o uso dessa tecnologia em larga escala. Ao mesmo tempo em que se busca aumentar o alcance, a resolução e o campo de visão dos sensores Lidar outra preocupação é reduzir os custos e dispor da produção desses equipamentos em escala.

 

A Ford assumiu o controle acionário da Argo AI em fevereiro, quando anunciou investimento de US$ 1 bilhão na empresa no prazo de cinco anos para o desenvolvimento de sistema de direção virtual para veículos autônomos. Fundada por ex-líderes do Google e do Uber a empresa continuou a operar com grande independência e participação significativa dos empregados no seu capital.

Produção mundial da Honda aumenta 4,3% em seis meses

A Honda produziu 2 milhões 556 mil 999 unidades de abril a setembro, primeiro semestre do seu ano fiscal, aumento de 4,3% com relação ao mesmo período do ano fiscal de 2016, segundo balanço divulgado na terça-feira, 30. A produção fora do Japão cresceu 4,4%, a mais alta da história da empresa, com 2 milhões 174 mil 621 veículos. No Japão a produção foi de 382 mil 378 unidades, 3,5% a mais.

 

Algumas regiões tiveram grande participação na produção, como a Ásia, que fabricou 1 milhão 108 mil 903 veículos no período e também registrou recorde no primeiro semestre do ano fiscal da empresa, crescendo 15,2% — com destaque para a China, que produziu 721 mil 79 unidades, alta de 23,5%, recorde da empresa no país.

 

Nos Estados Unidos, segundo maior mercado automotivo do mundo, a produção Honda chegou a 588 mil 358 unidades, queda de 9,4%. Na América do Norte saíram das linhas de montagem 902 mil 722 veículos, caindo 8,8% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

As exportações de veículos produzidos no Japão caíram 50,1%, para 35 mil 533 unidades na mesma base de comparação. Dentre todas as regiões os Estados Unidos representam a maior queda, 83,2% e 6 mil 481 unidades.

 

A Honda divulgou apenas as vendas do mercado japonês, com crescimento de 3,6% de janeiro a setembro e 333 mil 113 veículos emplacados. No Brasil a empresa vendeu 66 mil 381 veículos no mesmo período, segundo os dados divulgados pela Fenabrave.

 

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Indústria brasileira perde espaço no mercado mundial

O Brasil vem perdendo importância dentro da economia global revela o estudo Desempenho da Indústria no Mundo feito pela CNI, Confederação Nacional da Indústria. Em dez anos, de acordo com o levantamento, a participação do Brasil caiu tanto na produção como nas exportações: a fatia das exportações brasileiras de produtos manufaturados no total mundial diminuiu 0,24 ponto percentual de 2005 a 2015 e ficou em 0,58%. A participação da China, no período, aumentou 8,83 pontos porcentuais e a da Coreia do Sul 0,55 ponto porcentual.

 

Nos últimos dez anos a participação brasileira na produção mundial de manufaturados caiu 0,9 ponto porcentual, e passou de 2,74% em 2006 para 1,84% em 2016. No mesmo período a fatia da indústria chinesa cresceu 11,80 pontos porcentuais e a da Coreia do Sul subiu 0,56 ponto porcentual.

 

O ritmo de queda da participação da indústria brasileira no total da produção mundial se acentuou, desde 2014, devido ao agravamento da crise econômica interna. Com base nos dados da Unido, organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, a CNI informa que a participação da indústria brasileira na produção mundial caiu 0,24 ponto porcentual de 2015 a 2016, período em que a da China aumentou 0,9 ponto porcentual.

 

O Brasil não perde espaço apenas para China e Coreia do Sul, pois também está atrás do México, um dos seus principais concorrentes na América Latina: de 2005 a 2015 a fatia do México nas exportações de produtos manufaturados aumentou 0,45 ponto porcentual e a do Brasil encolheu 0,24 ponto porcentual.

 

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MAN vende 32 urbanos para Movebuss, de São Paulo

A Man Latin America anunciou na terça-feira, 31, a venda de 32 ônibus urbanos modelo Volksbus 17.230 OD para a  Movebuss, operadora de transporte na cidade de São Paulo. Segundo seu presidente, Antônio Alves de Oliveira, a empresa fez estudo comparativo ao longo de quatro anos para determinar a padronização da frota da empresa com ônibus MAN.

 

O modelo é indicado para operações de transporte urbano e para fretamento. Possui polia adicional para a instalação de ar-condicionado e é equipado com caixa de transmissão ZF 6S 1010 BO de seis velocidades com servo-assistência e troca de marchas acionada por cabos:

 

“Os ônibus Volkswagen são robustos nos trajetos de subida forte, comuns na área em que trafegamos, o torque do motor é excelente e o fato de seguirmos a manutenção preventiva à risca evita, realmente, a manutenção corretiva. Meus veículos não param e eu garanto uma boa economia nesse aspecto, além de dispensarmos o Arla”.

 

Cada ônibus da frota da Movebuss roda em média 7 mil quilômetros por mês nas regiões Leste e Sul da cidade e, segundo Alves de Oliveira, conta com o atendimento da concessionária Tietê, responsável pelo treinamentos para os motoristas para potencializar a operação dos veículos:  

 

“Tenho o apoio total do pós-vendas, tanto no esclarecimento rápido de dúvidas quanto na reposição de peças. A assistência da Tietê e o suporte da própria fábrica são um diferencial: trata-se de uma parceria que deu certo”.

 

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Mercado de híbridos avaliado em US$ 40,9 bilhões. Em 2022.

O mercado de veículos híbridos valerá aproximadamente US$ 40,9 bilhões até 2022, segundo o relatório divulgado pela Markets and Markets. Em 2016 esse mercado encerrou o ano valendo US$ 18,8 milhões.

 

No mesmo período os analistas da empresa acreditam que as vendas de veículos híbridos cresçam de 1,8 milhão de unidades para 4,6 milhões em 2022. Esse aumento será impulsionado por maior demanda de eficiência de combustível e regulamentos rigorosos de emissões em diversos países.

Ford tem receita de US$ 1,5 bilhão na região

O faturamento global da Ford, no terceiro trimestre, alcançou US$ 36 bilhões 451 milhões, resultado da venda de veículos e de serviços financeiros, resultado 1,4% maior do que o registrado no mesmo período em 2016. Na América do Sul a melhora nas condições macroeconômicas, segundo a empresa, gerou o quarto trimestre consecutivo de melhora dos lucros antes de impostos: US$ 1,5 bilhão, que correspondeu à venda de 103 mil veículos, 14 mil a mais do que no mesmo trimestre de 2016.

 

No acumulado do ano, período janeiro-setembro, a companhia também colheu desempenho positivo, US$ 115 bilhões 450 milhões, valor 2% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado.

 

Jim Hackett, presidente mundial da companhia, disse que o trimestre demonstrou que a Ford está se adequando para manter a projeções estabelecidas e que a empresa traçou planos para colher os resultados agora: “Também sabemos que devemos acelerar o progresso no curto prazo, ao mesmo tempo em que tomamos as medidas necessárias para redirecionar fundamentalmente nossas operações de negócios para serem mais adequadas ao longo prazo”.

 

Na América do Norte, maior mercado Ford para receita e volume de vendas, foi gerada receita de US$ 20,9 bilhões no terceiro trimestre, US$ 900 milhões a menos do que o valor obtido no mesmo período de 2016. Foram vendidas na região, nos três meses, 650 mil unidades, 37 mil a menos do que as vendas do terceiro trimestre de 2016. Apesar das quedas o desempenho foi considerado equilibrado: “Neste trimestre conseguimos resultados mais equilibrados, com melhorias no crescimento, rentabilidade e fluxo de caixa”.

 

No mercado asiático o lucro antes dos impostos foi recorde para o terceiro trimestre, US$ 289 milhões ante US$ 158 milhões registrados em igual período em 2016. O faturamento na região foi de US$ 3,7 bilhões contra US$ 3,1 bilhões em 2016. Foram vendidos na região 379 mil veículos, 19 mil a menos do que o volume vendido em igual trimestre do ano passado.

 

Na Europa foram vendidos 342 mil veículos Ford de julho a setembro, 22 mil a mais do que o volume de 2016. O faturamento na região foi de US$ 6,9 bilhões, US$ 600 milhões a mais do que o registrado no terceiro trimestre do ano passado.

 

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